A Comunicação entre Pais e Filhos - Daquiprafora | Faculdade nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido

A Comunicação entre Pais e Filhos

Um dos tópicos abordados no segundo encontro da Daquiprafora Pais, #2 – Retorno ao Brasil, foi a comunicação entre pais e filhos após o embarque.

Esse é um assunto sempre polêmico e que divide opiniões: alguns pais preferem manter uma comunicação diária com os filhos; outros são mais flexíveis e deixam os filhos tomarem as próprias decisões.

Qual seria, portanto, o modelo de comunicação ideal entre o filho expatriado e a família que ficou no Brasil?

Para responder essa pergunta, é necessário que cada família, primeiramente, reflita sobre objetivos de ter um filho estudando no exterior.

Sabemos que os alunos quando iniciam a faculdade serão totalmente diferentes daqueles que estarão recebendo seu diploma em seu último ano de faculdade. Serão quatro anos de novas experiências, aprendizados, alegrias, saudades e também dificuldades. Todo aluno passará por momentos de cobranças e privações, seja pela pressão de conseguir uma boa nota, seja pela saudade do Brasil. É impossível estar satisfeito 100% do tempo, independentemente do local onde você estiver.

Um dos diferenciais dos alunos que estudam nos Estados Unidos ou Canadá é justamente a necessidade de resolver os problemas sozinhos, em um ambiente que oferece total condição para que consigam crescer em todos os sentidos. Estar em uma universidade americana ou canadense significa estar totalmente integrado em um ambiente em que você pode se dedicar 100% a tudo o que envolve a sua vida acadêmica (e também esportiva). Haverá obstáculos a serem superados, mas o aluno terá uma total estrutura para lidar com eles.

Além disso, é importante para os pais entenderem que os obstáculos irão aparecer para seus filhos, seja lá onde eles estiverem, e que todos eles estarão sujeitos a cometerem erros. É impossível blindar os filhos de todos os males do mundo, assim como é muito difícil impedir que os mesmos cometam erros quando certas decisões cabem inteiramente a eles.

Isso não significa, portanto, que os pais devem deixar os filhos totalmente desamparados. É aí que entra a questão chave do equilíbrio da comunicação de cada família. Cada família deve entender o seu próprio e melhor modelo de comunicação, que funciona para quem está lá e para quem ficou. Com as ferramentas tecnológicas de hoje em dia, a comunicação é muito facilitada através de WhatsApp, Skype, FaceTime, Facebook, entre outros. Achar um modelo ideal de comunicação, para que ambos os lados possam dividir experiências e se mostrarem presentes, se torna uma tarefa muito mais fácil. Com o tempo, cada família encontrará naturalmente a melhor maneira de se comunicar. E, tenham sempre uma certeza: os filhos sempre saberão onde encontrar os pais em momentos reais de necessidade.



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