As vantagens de fazer Relações Internacionais no exterior!

Relações Internacionais é certamente um dos cursos mais procurados pelos estudantes nesse início de século e, provavelmente, o que teve maior aumento de interesse por parte dos alunos. As razões são várias, algumas podem até parecer óbvias. Basta observar o mapa político e econômico mundial, desenhado depois da globalização, para entender porque estudantes do mundo inteiro buscam cada vez mais este curso nas universidades.

Em função dessas mudanças geopolíticas e econômicas, os cursos tiveram que se atualizar e sofreram mudanças significativas, principalmente na última década. Mas não só os cursos já existentes mudaram; novos cursos começaram a surgir nas universidades brasileiras e pelo resto do mundo (atendendo a demanda do mercado).

Uma das principais mudanças foi no foco do curso. Antigamente voltado principalmente para formar diplomatas, hoje o curso de RI também tem o objetivo, nas grandes universidades, de formar empresários prontos para exercer lideranças no mercado mundial. Em muitas delas, aliás, esse é hoje o foco principal. Os conteúdos na faculdade estão muito ligados a Economia, Direito, Ciências Políticas e História.

Mesmo com o foco sendo relativamente novo, há alguns bons cursos no Brasil, em grandes e tradicionais universidades, como USP, FAAP e ESPM, por exemplo. Mas, claro, quando se fala em se relacionar com o resto do mundo, nada melhor do que começar saindo da sua casa, da sua cidade, do seu país. Este já é um grande passo para se desenvolver em relações internacionais.

Uma universidade nos Estados Unidos, por exemplo tem normalmente mais de 5% de seu corpo discente (estudantes) internacional. A Universidade de Michigan, por exemplo, 6% dos seus 26 mil alunos (cerca de 1560), são de fora dos EUA. Mas, para um brasileiro, este número se torna relativo, porque, para ele, todos os americanos também são estrangeiros. Portanto, um aluno brasileiro que faz RI nos EUA (onde há os mais bem-conceituados cursos de RI do mundo), vai conviver praticamente 100% do tempo com estrangeiros. E isso é uma “aula” com valor inestimável que o brasileiro tem diariamente por lá, principalmente num curso como este.

O contato com os alunos internacionais é certamente muito mais intenso numa universidade americana não só pelo número maior de estrangeiros que há por lá, mas também porque grande parte dos alunos (americanos ou não) mora no campus. Portanto, comem, dormem, lavam roupa, frequentam eventos culturais e esportivos, e muito mais, todos os dias. Assim, é impossível ficar distante do contato internacional. Muitas universidades americanas, canadenses e britânicas recebem alunos de mais de 100 países diferentes.

Além disso, durante o curso, os alunos de RI nos EUA e Canadá fazem intercâmbios de, em geral, um semestre, em outros países, estudando e trabalhando. No Brasil, universidades de ponta, como a USP, dão essa oportunidade aos alunos (101 alunos já o fizeram pela USP), já que a USP mantém convênios com várias instituições no exterior. Nos EUA, a proporção de alunos que viaja para fora durante o curso e bem maior, porque em muitos dos cursos este intercâmbio é obrigatório (a Babson University, de Massachusetts, por exemplo, só garante vaga nos dormitórios por 7 semestres para o estudante de RI. Um dos semestres precisa obrigatoriamente ser feito no exterior). E essa experiência, além de contar no currículo, certamente traz contribuições que vão fazer a diferença na hora de conseguir um emprego ou um cargo nessa área.

Portanto, se você tem interesse nessa área que não para de crescer, vá atrás, informe-se e veja como construir melhor sua carreira, desde o começo. E boa viagem!



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