O que é a Psicologia Intercultural e como ela ajuda os estudantes do Daquiprafora? - Daquiprafora | Faculdade nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido

O que é a Psicologia Intercultural e como ela ajuda os estudantes do Daquiprafora?

Estamos carecas de saber que a globalização encolheu o mundo e, somada a internet, abriu as fronteiras culturais tornando o contato com pessoas de outras etnias e nacionalidades mais intenso do que nunca. Nesse contexto, o aprendizado de outros idiomas e as experiências internacionais são buscas necessárias e inteligentes. 

No entanto, o que nem todos estão familiarizados é que existem ciências, como a PSICOLOGIA e EDUCAÇÃO INTERCULTURAIS, que nasceram no pós-guerra com a intenção de oferecer conhecimentos e métodos que tornam a convivência entre pessoas de culturas diferentes mais fácil e harmoniosa, e a adaptação em novos lugares e realidades um caminho mais suave e proveitoso.

E é com base nessas ciências que realizamos o Treinamento Intercultural pré-embarque e o suporte pós-embarque do Daquiprafora. São os mesmos conhecimentos utilizados para desenvolver a Competência Intercultural de executivos e expatriados de grande multinacionais e colaboradores de organizações internacionais como as Nações Unidas. Tudo na intenção de preparar vocês para a melhor experiência possível. Preparar, informar, encorajar e fortalecer os estudantes e seus familiares.

Para ajudá-los a entender os desafios e conquistas que fazem parte da vida no exterior e criarem estratégias de superação e adaptação, é importante voltarmos o olhar para as relações interculturais e o estresse aculturativo.

No primeiro, a ideia é que o estudante abra a sua mente e coração para a forma como ele percebe a diversidade cultural. Que possa entender que a cultura funciona como um software mental, como propõe o Psicólogo Intercultural holandês Hofstede. Uma programação que se expressa através da forma como pensamos, sentimos e agimos. E, para isso, é fundamental estar consciente que existem diferentes formas de administrar o tempo, demonstrar afeto e cuidar dos relacionamentos. Há culturas que prezam muito pela responsabilidade pessoal, mesmo que isso cause desconforto, e outras preferem manter harmonia do grupo e compartilhar tais responsabilidades com fatores externos. Alguns grupos preferem a comunicação direta, outros indireta. 

Esses são alguns exemplos das muitas categorias culturais descobertas através de pesquisas ao redor do globo, e que nos mostram que não existe uma programação melhor ou pior, existem diferentes formas de funcionar no mundo. São informações que facilitarão o seu relacionamento com amigos e professores de outras nacionalidades. E a entender a sua própria brasilidade.  

Mas saber sobre as outras culturas não é o suficiente. É preciso saber agir positivamente. Para o seu  próprio bem-estar e para a alegria de quem está ao seu redor. E é aí que entra a Competência Intercultural: a forma como você pensa, sente e se comporta na presença de uma cultura diferente. É preciso querer se adaptar, mudar, flexibilizar. Sem motivação, a adaptação não acontece.

Através de exemplos práticos e testados com sucesso, estimulamos que você desenvolva habilidades que serão úteis para o resto da sua vida: curiosidade, respeito, empatia, capacidade de negociação, tolerância a frustração, criatividade, entre tantos outros botões que você pode apertar para se dar bem lá fora. Acreditem, voltar falando um super inglês e com um diploma na mão é maravilhoso. Mas você fará a diferença, mesmo, se souber, do seu jeito, entender as pessoas, cativá-las e respeitá-las – em qualquer lugar desse planeta. Você se destacará se souber circular pelo mundo sendo forte, criativo, tendo jogo de cintura para lidar com os desafios. Fazer faculdade no exterior é uma chance de ouro para aprender e exercer a cidadania global. 

Já quanto a adaptação na nova vida, há muitas pesquisas que apontam diversas variáveis que no começo podem ser obstáculos e diminuir o seu bem-estar. São questões típicas de qualquer migração, como uma montanha-russa emocional, crise de identidade, desequilíbrio do seu organismo e a insegurança com o idioma. São variáveis que fazem parte do Estresse Aculturativo, natural dos primeiros meses, e que podem gerar ansiedade, nervosismo, solidão e medo. Afinal, você deixará para trás um mundo pronto e conhecido para construir outro do zero. E por você mesmo! Aqui mostramos o que é esperado, como cada uma dessas questões acontecem e como tirá-las de letra. E, assim, se tornar uma pessoa mais forte, independente, esperta, solidária, autoconfiante e com uma autoestima das boas. 

Para finalizar, lembro que não existem fórmulas mágicas, nem receitas prontas. Mas sim, muita força de vontade, resiliência, abertura ao novo e alegria em explorar. Ah, e muita força na peruca! Parabéns para vocês, jovens corajosos, que estão se atrevendo a explorar uma nova parte do mundo e de vocês mesmos! Nós estaremos aqui torcendo por todos, e prontos apoiá-los, acolhê-los e orientá-los quando precisarem de um help!

Gabriela Ribeiro

Psicóloga e Treinadora Intercultural do Apoio e Desenvolvimento

Instagram @interculturandoonline



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