Como funciona o mercado de trabalho nos Estados Unidos? Entenda - Daqui pra Fora | Faculdade nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido

Como funciona o mercado de trabalho nos Estados Unidos? Entenda

Estudar e morar nos Estados Unidos tem diversas vantagens, afinal, não é à toa que esse é o desejo de muitos brasileiros. O país proporciona segurança, qualidade de ensino, de vida e ainda conta com um avançado desenvolvimento tecnológico.

No entanto, é comum surgir a seguinte dúvida quando se pensa em mudar de país: como é o mercado de trabalho nos Estados Unidos? É possível continuar no país após a graduação?

Assim, se você quer saber mais sobre o tema, acompanhe o post que explicaremos as possibilidades de trabalhos para brasileiros nos Estados Unidos. Confira!

Quais são as principais áreas de trabalho nos Estados Unidos?

Atualmente o mercado de trabalho nos Estados Unidos não tem como ser melhor, é o mais potente em 50 anos — há a criação de novos empregos por 100 meses consecutivos — e recentemente o desemprego alcançou o seu menor patamar.

Os ramos mais atrativos no mercado de trabalho nos Estados Unidos e que precisam de profissionais qualificados são aqueles ligados à tecnologia da informação, desenvolvimento de software, ciência de dados, engenharia de operação de sistemas, redes de computadores, entre outros.

Mas fora da área tecnológica, também há muitas outras que empregam brasileiros, como marketing, recursos humanos, turismo, gestão de tributos, engenharia, contabilidade,  terapia ocupacional, auditoria, automação e mercado financeiro.

Além disso, fazer um curso no país aumentam as chances de conseguir um trabalho. Por isso, se o seu objetivo é morar nos Estados Unidos, é interessante cursar uma graduação em território norte-americano.

Com um diploma local em mãos, o processo é menos complexo, uma vez que dessa maneira você tem o mesmo preparo e mesma qualificação acadêmica que os americanos.

Há a possibilidade de trabalhar durante a graduação?

Durante os estudos há a possibilidade de realizar um estágio — o que posteriormente auxilia o estudante a entrar no mercado de trabalho —, e para tanto é preciso ter o visto F-1 ou J-1 e verificar as regras de sua universidade.

Dessa maneira, é possível trabalhar como voluntário por até 20 horas semanais durante o período de aulas ou aceitar estágios não remunerados em algumas ocasiões, como:

  • o estágio deve ser como um treinamento e realizado dentro de um ambiente educacional (como na universidade);
  • o foco deve ser a formação e a educação do estudante, portanto, não pode beneficiar apenas o empregador;
  • o estagiário não pode substituir a vaga de um funcionário assalariado;
  • não há a obrigatoriedade de efetivar o estagiário ao final da experiência;
  • o estágio não pode ser remunerado (exceto se o aluno tiver visto com autorização especial, como os vistos F-1 com CPT ou OPT ou estudante J-1 com Academic Training).

Assim, a maioria dos vistos americanos exige que os alunos aceitem apenas trabalhos dentro da universidade ou relacionados ao seu curso. Portanto, a melhor forma de encontrar um trabalho é consultando diretamente a sua instituição de ensino superior.

Cada universidade americana tem departamentos distintos com sites e serviços de carreiras próprios, que os alunos devem aproveitar. Os serviços estudantis costumam auxiliar os jovens a se inscreverem em programas de treinamento conforme as limitações do seu visto.

Até mesmo para realizar trabalhos voluntários e estágios externamente (desde que dentro da sua área de estudos), é preciso ter a autorização da sua universidade.

Por fim, os estudantes com visto F-1 que concluírem o primeiro ano da graduação em uma faculdade americana podem buscar por vagas utilizando agências de emprego ou bancos de dados externos.

Como entrar no mercado de trabalho nos Estados Unidos após concluir a universidade?

Após o término da faculdade é comum que os estudantes brasileiros queiram continuar morando nos Estados Unidos e, nesse momento, eles têm o objetivo de ingressar de fato no mercado de trabalho.

Por isso, é importante saber que, após o término da universidade, o aluno pode permanecer no país pelo prazo de carência para trocar o seu visto ou programar o seu retorno ao Brasil. A duração do período varia conforme o visto do estudante, aqueles que têm o F-1 podem ficar até 60 dias, já os que tem o visto M-1 ou J-1 contam com um prazo de 30 dias.

Durante essa etapa, o estudante deve procurar por um trabalho em sua área de formação, caso não tenha saído empregado da faculdade.

Após estar empregado (tanto para os estudantes que já saem da graduação empregados quanto para os que encontram um trabalho durante o prazo de carência), o visto de estudante F1 por meio do programa OPT (Optional Practical Training) pode ser estendido por até 1 ano para o profissional adquirir experiência no mercado de trabalho, sendo que o emprego deve estar diretamente relacionado à área de formação.

Para adquirir esse visto é preciso enviar para a secretaria de sua universidade uma solicitação de OPT I-20. Se o pedido for aceito, a instituição encaminha os dados do estudante para o Student and Exchange Visitor System (SEVIS), que recebe os documentos de imigração necessários para completar a sua inscrição no OPT e que devem ser enviados ao Departamento de Imigração dos EUA.

Passado o período de 1 ano concedido para os estudantes, aqueles que estiverem empregados devem solicitar um visto de trabalho americano.

Existem diversos tipos de vistos de trabalho, mas os estudantes internacionais recém-formados no país, em geral, recebem o visto temporário de trabalho (H-1B). Com ele é possível permanecer no país por 3 anos, com possibilidade de estender o período para 6 anos.

No entanto, é válido ressaltar que os graduados estrangeiros não podem fazer a solicitação do visto do trabalho por conta própria, quem deve preencher o requerimento em seu nome é o próprio empregador.

Para realizar a troca do visto de estudante para o de trabalho, é preciso ter uma qualificação acadêmica, como um bacharelado ou outro diploma.

Por fim, para ficar permanentemente nos Estados Unidos é preciso de um Green Card. Para requerê-lo é preciso estar no país com um visto de trabalho temporário e, assim como no caso anterior, é o empregador que preenche os formulários em seu nome.

Fazer uma faculdade no exterior proporciona inúmeras vantagens, pois além da vivência em outro local e os benefícios citados, o mercado de trabalho nos Estados Unidos conta com diversas oportunidades —especialmente para os profissionais que concluem uma graduação no país.

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