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Cursar faculdade de neurociência no exterior

23 de março de 2022/em Cursos /por Daqui pra Fora

Nos Estados Unidos, várias excelentes universidades oferecem neurociência na graduação. Conheça algumas delas e saiba mais sobre o curso.

Uma das áreas de conhecimento mais bem conceituadas e procuradas nos últimos tempos no mundo acadêmico é a neurociência. Seus estudos são muito abrangentes e impactam diretamente importantes campos, como a medicina, a psicologia e a educação, entre outros.

Acompanhe a leitura até o final para entender melhor qual é o papel da neurociência e também conhecer as melhores universidades ao redor do mundo que oferecem essa importante graduação.

Qual é a função da neurociência?

O objetivo dessa ciência que estuda profundamente o sistema nervoso é, de uma forma geral, melhorar as funções do cérebro e sua eficiência.

Para ter uma ideia da influência da neurociência no nosso dia a dia, basta ver em quais aspectos da vida ela interfere diretamente. Na medicina, os estudos colaboram, por exemplo, com controle de doenças, lesões cerebrais, reabilitação motora e impacto das drogas.

Na psicologia, ela desvenda o que há por trás das emoções. E na aprendizagem, as pesquisas da neurociência buscam entender, entre outras coisas, por que as pessoas aprendem de forma diferente e como funciona a memória. 

São questões cada vez mais urgentes na vida das pessoas e que despertam muita curiosidade. Trata-se, portanto, de um campo muito fértil, com enorme espaço para pesquisa e extremamente importante para a humanidade.

No Brasil, para ser um neurocientista o estudante precisa cursar uma faculdade correlata, como psicologia, biologia ou medicina, e depois se especializar em neurociência em uma pós-graduação.

Nos Estados Unidos, além da especialização na pós, várias universidades oferecem cursos de graduação na área, com excelente qualidade acadêmica.

Onde estudar neurociência nos Estados Unidos

Michigan State University (MSU) – East Lansing

Considerada uma das Top 100 universidades do mundo pelo ranking Times Higher Education, Michigan State é hoje uma das maiores universidades dos Estados Unidos. Tem mais de 46.000 estudantes, a maioria na pós-graduação.

Do total de alunos, quase 7.000 são internacionais. A universidade conta com 2.853 professores, 687 deles de outros países, e tem mais de 580.000 ex-alunos espalhados pelo mundo.  

Michigan State oferece mais de 200 programas de graduação. O curso de neurociência faz parte da College of Natural Science, uma das 17 faculdades de Michigan State. Ele é voltado para estudantes que querem seguir carreira na área, seja em pesquisa, no ensino ou na área da saúde.

Também é indicado para quem pretende seguir carreira acadêmica, com mestrado e doutorado, neste campo ou em outro correlato. Durante o curso, os alunos podem concentrar seus estudos em neurociência celular e do desenvolvimento, neurociência comportamental e de sistemas ou neurociência cognitiva. 

O rol de disciplinas é bastante denso e ao mesmo tempo amplo, abrangendo diversas áreas, como microbiologia, cálculo, farmacologia, genética, física e psicologia. Uma grande parte dos estudos é feita em laboratórios de ponta, como o de neurociências comportamental e o de biologia celular e molecular. 

Neste vídeo, mostramos como é a preparação para a candidatura a uma das vagas em universidades no exterior: 

Georgia Institute of Technology (Georgia Tech/GT) – Atlanta

Georgia Tech é uma das principais universidades americanas e a 45a melhor do mundo, de acordo com o ranking THE. Localizada em Atlanta, GT tem quase 28.000 alunos, entre graduação e pós, quase 7.000 deles, internacionais. Mais de 30% dos seus 1.084 professores são estrangeiros.

Georgia Tech tem 6 colleges e 28 escolas. Neurociência está na College of Science. Lá o aluno encontra programas flexíveis, muito incentivo à pesquisa com alguns dos melhores pesquisadores do mundo na área, e ainda oportunidades internacionais. O curso é interdisciplinar e abrange todas as áreas da neurociência (celular, comportamental e sistemas). 

Além das matérias obrigatórias do curso de neurociências, os alunos podem escolher disciplinas dentro de uma grande lista de eletivas. São 18 créditos de eletivas de especialização na própria neurociência e outros 15 mais abrangentes.

Eles podem qualificar o aluno para um minor em biologia, química, saúde e ciências médicas, matemática, psicologia, entre outros. Com isso, depois de formado, o estudante passa a ter mais opções profissionais, além de seguir como neurocientista.

 

The University of Tennessee (UTK) – Knoxville

Localizada em uma das maiores cidades do Estado, Knoxville, The University of Tennessee tem 24.250 alunos na graduação que se dividem em 11 faculdades. O curso de graduação em neurociência faz parte da College of Art & Science e, assim como a própria área de estudo, tem um caráter bastante interdisciplinar.

O programa inclui professores de outras faculdades, como engenharia, psicologia, veterinária, enfermagem, fonoaudiologia e pós-graduação em medicina. Apoiado principalmente nos currículos de biologia, psicologia e engenharia, o major em neurociência da UTK enfatiza o treinamento prático em pesquisa. 

Além das aulas básicas, os alunos ainda podem se especializar em tópicos específicos e construir seu próprio currículo direcionado à carreira que querem seguir.

 

University of Kentucky (UK) – Lexington

Maior universidade do Estado de Kentucky, UK foi fundada em 1865 e conta hoje com 16 faculdades. Oferece 90 cursos de graduação (com mais de 22.000 alunos), 100 de mestrado e 66 de doutorado. 

Fora das salas de aula, os alunos da University of Kentucky dispõem de 350 clubs e associações de estudantes. O campus conta com instalações de ponta, além de muitas opções de lazer e esportes. 

O curso de bacharelado em neurociência em UK faz parte da College of Arts & Science. Nele os alunos ficam amplamente expostos aos aspectos básicos e aplicados na sala de aula e em muitos laboratórios. São guiados, principalmente, por professores e pesquisadores da própria faculdade e da faculdade de medicina. 

As matérias abrangem, entre outras áreas, psicologia, cálculo, estatística, química, bioquímica, física e até comunicação. Elas cobrem as áreas de neurociência celular/molecular, neurofisiologia, neuroanatomia e neurociência integrada, incluindo comportamento.

 

Wartburg College – Waverly 

Wartburg é uma Liberal Arts College localizada em Waverly, no estado de Iowa. Não é uma universidade grande, tem cerca de 1.660 alunos. Ainda assim, é bastante diversa, já que os estudantes vêm de 40 estados americanos e 60 países diferentes.

As salas de aula são pequenas, com média de 18 alunos. O contato com os professores é bastante próximo. Além disso, o espírito de comunidade é grande no campus. 

Wartburg é uma das instituições que mais oferecem ajuda financeira a alunos internacionais nos Estados Unidos. Entre todos os seus estudantes, cerca de 94% recebem algum tipo de auxílio financeiro.

Wartburg oferece mais de 60 áreas de estudos em Libreal Arts. Há muitas opções de majors e minors. Um dos majors é neurociência. Neste curso os alunos são expostos principalmente à intersecção de biologia e psicologia e são encorajados a explorar outras áreas de interesse. Nesta graduação, são disponibilizados cursos avançados de pesquisa e muitas matérias eletivas.

Se interessou pelo assunto e quer mais informações sobre graduação em neurociências no exterior? Conheça nossos programas e fique por dentro do assunto.

https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Cursar-faculdade-de-neurociencia-no-exterior.png 995 1500 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2022-03-23 10:00:452023-11-29 22:02:14Cursar faculdade de neurociência no exterior

Saiba o que é MUN – Simulações da ONU

18 de março de 2022/em Processo Seletivo /por Daqui pra Fora

Entenda o que são e como funcionam as simulações da ONU, importante atividade extracurricular que pode enriquecer o seu application.

Os processos seletivos para as universidades no exterior, especialmente nos Estados Unidos, não levam em conta apenas a nota de uma prova. Neles as universidades procuram olhar os candidatos como um todo, ou seja, o foco não é apenas no seu desempenho acadêmico. As instituições levam em conta como o aluno é na sala de aula e fora dela.

Neste contexto holístico, um item muito importante na candidatura são as atividades extracurriculares. Elas mostram, as principais habilidades e afinidades dos candidatos. Dizem muito sobre quem é o aluno e, portanto, se tornam peça fundamental na construção do perfil de cada um.

É por meio deste perfil que as universidades definem quem se alinha mais ou menos com o perfil da própria instituição. E este alinhamento é muito importante na decisão final sobre a admissão. 

Uma ótima opção de atividade extracurricular, bastante valorizada pelas universidades, é o MUN (Model United Nation). O MUN é um evento onde os alunos participantes simulam estar atuando na Organização das Nações Unidas.

Pode ser na Assembleia Geral ou em qualquer um dos órgãos ligados a ela, como a OEA, a UNESCO e o Conselho de Segurança, por exemplo.

O que é o MUN?

Este tipo de simulação nasceu antes mesmo da fundação da ONU. Os primeiros eventos aconteceram nas universidades de Harvard e Oxford no início dos anos 1920. Na época, eles simulavam a Liga das Nações, órgão que antecedeu a ONU.

O objetivo dessas simulações é fazer com o que os estudantes entendam, por meio da prática, como é a dinâmica da ONU e das suas reuniões. Nessa vivência, os alunos representam um posicionamento, argumentam e propõem ideias para solucionar problemas sugeridos.

São discutidas questões globais reais e “atuais”. Vale lembrar que o posicionamento que você defende nem sempre está alinhado com o seu posicionamento pessoal sobre o assunto.

No início da simulação, os participantes são divididos em delegações, que representam um Estado Membro da Organização, e vão para diferentes comitês. Isso quer dizer que você pode representar a França em um comitê da UNESCO, Uganda na Comissão de Direitos Humanos ou Porto Rico na ONU Mulheres, por exemplo.

A maioria dos estudantes participa como representante, mas também pode participar como jornalista ou como juiz.

Os eventos de simulação  da ONU são organizados por estudantes, geralmente de faculdades ligadas à área de relações internacionais, ou pelas próprias escolas de ensino médio no Brasil.

Mas R.I. não precisa ser a sua principal área de interesse para você querer participar do MUN. Os temas dos eventos envolvem inúmeros e variados assuntos, desde educação e saúde até clima e meio ambiente. 

Os alunos são encorajados a estudar previamente questões geopolíticas, econômicas e históricas das suas delegações e das demais. Ao final do evento, que geralmente dura de 4 a 5 dias, são apresentadas resoluções para os problemas propostos dentro dos padrões da ONU.

Por que participar do MUN?

Além de poder ser um ponto forte no item atividades extracurriculares da sua application, participar do MUN contribui de várias formas para o seu desenvolvimento acadêmico e pessoal. 

Inúmeras soft skills, habilidades muito valorizadas pelas equipes de seleção das universidades e de empresas, são desenvolvidas com a participação nesse tipo de evento. E elas são importantes para a sua vida pessoal também.

Relacionamento interpessoal é uma delas. As discussões, dentro e fora do seu grupo, as conversas nos corredores e até fora do evento, são um constante aprendizado no que diz respeito a como se comunicar e se relacionar. Tanto com quem pensa igual a você quanto com quem tem ideias diferentes.

Falar em público, ou oratória, é outra habilidade importante desenvolvida no MUN. Sendo obrigado a discursar, seja para argumentar, informar ou propor ideias, você vai aprender primeiro a criar e organizar este discurso.

Se já sabia fazer isso, certamente vai aperfeiçoar. Vai entender que na hora de falar, o foco deve ser o seu discurso e não o público. Ainda vai aprender a manejar o tempo e transformar o nervosismo em energia, entre outras coisas.

Você vai ver também que um discurso bem preparado e bem lido pode ser melhor que um mal elaborado e feito sem olhar o papel.

No MUN saber trabalhar em grupo também é muito importante. É praticamente certo que você fará parte de uma equipe (delegação) e, com isso, terá que desenvolver um trabalho em conjunto. Existem delegações individuais, que representam países bem pequenos, mas são muito poucas.

Você certamente ainda vai aprender muito sobre o mundo, vai desenvolver habilidades para solução de problemas, para escrita, diplomacia, liderança, autoconfiança e uma potente networking. 

Como participar do MUN?

No mundo todo, estima-se que mais de 400 eventos de simulação da ONU ou similares aconteçam anualmente, tanto para alunos do Ensino Médio como para universitários. Harvard MUN (do qual escolas brasileiras podem participar), Oxford MUN, Change the World MUN (CWMUN), são alguns deles no exterior.

A HMUN é a mais antiga e ainda a mais prestigiada simulação da ONU hoje no mundo. Ela recebe em Boston, Massachussetts, mais de 4.000 participantes de 50 países, selecionados por um processo de application, que se dividirão em 30 comitês.

Estudantes brasileiros do Ensino Médio podem aplicar para participar, tanto representando sua escola quanto individualmente.  

No Brasil, várias universidades organizam simulação da ONU para alunos do Ensino Médio. Em São Paulo, o Fórum FAAP é um deles. A ONU Jr, criada em 2002, acontece em Niterói (RJ). A PUC-Minas Gerais organiza o MINIONU, que já está na 22a edição, em Belo Horizonte e em Poços de Caldas.

Há vários eventos hoje em diferentes lugares do país. Em alguns, os estudantes podem participar individualmente e em outros, representando sua escola. É importante checar no site do evento como se inscrever.

O Instituto Diplomun organiza vários eventos de simulação da ONU no Brasil, em que os alunos podem participar individualmente. E oferece mentoria para quem tem interesse em participar do HMUN. 

Várias escolas de Ensino Médio no Brasil também organizam seus próprios eventos de simulação da ONU. Se a sua escola ainda não tem esse tipo de evento e você tem interesse, vale a pena propor a criação e até participar dela.

Todo esse envolvimento em atividades extracurriculares relevantes pode ser a diferença na hora da sua aplicação para uma vaga em universidade do exterior.

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