Fachada do MIT, uma das melhores universidades do mundo.

Conheça a trajetória de Pedro Oporto até o MIT

Bom aluno no colégio e indeciso sobre o que fazer depois, Pedro se formou na WPI, uma das melhores faculdades em Computação dos EUA, e faz mestrado no MIT. 

Muita gente passa o Ensino Médio inteiro com muitas dúvidas sobre o que fazer depois. As indecisões dizem respeito não só à carreira a seguir, mas também sobre onde estudar. Aqui no Brasil? No exterior?

Se as notas não são excelentes, a tendência é achar que não vai ser possível ir para fora e acabar logo com a indecisão. A história do mineiro Pedro Oporto, que você vai conhecer a seguir, mostra que esse tipo de atitude pode ser muito precipitada.

A decisão

Em Belo Horizonte, Pedro era um aluno nota 7,5 / 8,0 no Ensino Médio do Colégio Santo Antônio. “Nunca fui de focar só em notas. Elas eram boas, mas nada que garantisse uma vaga em boas universidades americanas”, conta.

Um dos fatores que atraiu Pedro para aplicar para universidades americanas foi o próprio processo seletivo. “Nos Estados Unidos, as notas sozinhas não definem se você será aprovado ou não. O processo valoriza quem você é e o que você faz além da escola“, afirma Pedro.

No Ensino Médio, Pedro participou de várias olimpíadas de Física e de Astronomia. “Nunca conquistei medalha, mas cheguei à final nacional.” Ele fez ainda tutoria na matéria de Física e participou de cerca de 10 eventos de simulação da ONU, além de várias aulas extras envolvendo diferentes projetos.

Foi em uma viagem para a Flórida em 2013 que ele decidiu que também iria aplicar para universidades nos Estados Unidos.

“Estava fazendo uma visita à base da NASA e tive a sorte de ter ido em um dia em que tudo estava aberto ao público. Fizemos um tour com um engenheiro da NASA, passeando no prédio em que eles lançam foguetes e entrei em uma das cápsulas que eles estavam testando. Isso não é comum”, conta.

“Ouvi muito sobre engenharia, sobre como são os projetos nas faculdades, e isso realmente me atraiu”, diz.  nos Estados Unidos.

A preparação e os resultados

Ir para os Estados Unidos passou a ser um objetivo, mas não uma certeza. Por isso, Pedro resolveu se preparar para os dois processos ao mesmo tempo: o americano e o brasileiro. “Contatei a Daqui pra Fora e me preparei para o SAT junto com o que eu já estava fazendo para as universidades brasileiras”, diz. “A DpF me ajudou a aliviar a pressão no final do terceiro ano”, conta.

Pedro começou a se preparar no início do segundo ano. “Fiz uma prova do SAT no meio do segundo ano e outra no final. E a última foi no meio do terceiro. Fiz também SAT Subjects de Matemática, Física e Química. O TOEFL, no início do terceiro. No segundo semestre do terceiro ano, minha cabeça estava só voltada para o ITA, a Unicamp e o ENEM”, conta Pedro.

Para as provas, Pedro usou a estratégia de priorizar a área de exatas. “Decidi focar naquilo que eu sabia que me ajudaria nos dois processos, que era Física, Matemática e Química”, explica. E deu certo.

Pedro aplicou para 14 universidades americanas. Foi aceito em 8 instituições nos Estados Unidos, algumas com bolsa, e na UFMG, no Brasil. Na parte acadêmica da application, Pedro obteve 104 no TOEFL, 1370 (de 1600 possíveis) no SAT e tinha uma média próxima a 8,0 no histórico escolar.

“Acho que nas redações consegui vender o que eu fazia nas simulações da ONU como algo que era fora do acadêmico. Mostrei que eu queria participar de projetos que envolviam comunicação, liderança, coisas que eles procuram bastante”, explica.

Como no início de 2016, Pedro não tinha certeza se conseguiria bolsa nas universidades fora, começou o curso de Engenharia na UFMG. Assim que soube da bolsa de 70% na WPI, decidiu começar sua jornada nos Estados Unidos.

As aulas na WPI

A Worcester Polytechnic Institute fica na cidade de Worcester, em Massachussetts. É uma das mais bem conceituadas instituições americanas na área de Computação. A metodologia baseada em projetos foi o que mais atraiu Pedro para a WPI e o fez trocar a UFMG pelos Estados Unidos.

“Em termos de conteúdo técnico, a UFMG é excelente. A principal diferença está nos recursos e na metodologia”, conta Pedro.

“Meu projeto de graduação, por exemplo, foi um carro de Fórmula, que a UFMG também tem. Mas na WPI eu propus um sistema que ia combinar computação e mecânica, buscando evolução. E foi assim: montei a proposta, enviei para o professor e tive o recurso. Sem muito limite”, conta.

Em outra matéria, o projeto era criar um algoritmo para jogar jogo de tabuleiro contra si mesmo. “A aula era baseada nesses projetos e no final o professor colocava o programa de um jogando contra o dos outros. Quem vencesse ganhava pontos extras e uns prêmios que o professor trazia”, conta. No semestre seguinte, o programa era implantado em um robô.

Pedro chegou na WPI com a ideia de fazer engenharia aeroespacial, mas acabou mudando de curso 6 vezes nos dois primeiros anos. Se formou em Engenharia Mecânica e Ciências da Computação.

“O que eu gostei muito é que nos dois primeiros anos as aulas abrangiam várias áreas da engenharia. Fiz aula de mecânica, elétrica, de sistemas, de computação. Cada uma me atraía de um jeito. A mudança de curso não me atrasou em nada”, explica.

“Outra diferença para a UFMG é que o tempo que eu gastava na WPI era 90% nos laboratórios e não fazendo exercício no computador e no papel”, afirma. “O conteúdo teórico era fora do tempo regular. A prova teórica era pouco importante, 20% da nota final”, conta Pedro.

Fora da sala de aula

Além de fazer dois cursos (double major), Pedro fez parte do time de remo durante um ano, depois fez natação e ainda jogou torneios internos de futebol. Integrou uma fraternidade, orientou calouros e participou de um programa da WPI em que foi treinado para ajudar outros alunos com questões de saúde mental. Conseguiu ainda 3 estágios importantes durante a faculdade.

Pedro ainda teve a oportunidade de ir a Stanford, em um programa de inovação na escola de design. “Fui treinado para liderar workshops em design thinking e trazer isso para a minha escola”, diz. “Estive também com um grupo de alunos em uma semana de eventos da Google, com tudo pago, onde a gente montou um software. Foi muito bom”, conclui.

No terceiro ano, Pedro participou de um projeto de ciências sociais na Albânia. “A ideia desse tipo de programa é você sair da sua área de conhecimento. As minhas áreas eram computação e mecânica. E eu fui lá trabalhar com gestão de risco climático”, conta.

Pedro ficou 3 meses na Albânia, entrevistando locais, pesquisadores e políticos, um método de pesquisa que ele nunca havia utilizado.

“Buscamos saber como essa região iria manter a produção de alimento com alagamentos e secas piorando nos próximos 10, 20 anos”, explica. Segundo ele, cerca de 70% dos cerca de 4 mil alunos da WPI participam deste tipo de programa em todos os continentes.

Fazer dois cursos e participar de várias atividades extracurriculares é, segundo Pedro, uma questão de equilíbrio. “O dia tem 24 horas. Eram 8 dormindo, 8 estudando e 8 fazendo muitas outras coisas”, conta.

Para ele, não focar só nas notas fez diferença. “Eu sacrifico 10% de nota em alguma coisa, mas ganho em energia para continuar.”

O caminho para o mestrado no MIT

Quando Pedro estava no último semestre, veio a pandemia. Ele ainda não estava certo se iria fazer mestrado e aplicou também para trabalhar. Havia muita incerteza em relação a trabalho na época e ele acabou optando pelo mestrado no MIT.

Número 3 do mundo no ranking da Times Higher Education, o MIT é o sonho principalmente de estudantes mais voltados para a área de exatas, como ele.

“Apliquei para este programa na escola de negócios do MIT, que estava alinhado com meus interesses em tecnologia e política”, conta. Pedro foi aceito com 100% de bolsa na tuition e mais um salário que cobre suas despesas por  lá.

O processo de application para o mestrado, segundo ele, foi parecido com o da graduação. O candidato faz uma prova, envia carta de recomendação, suas próprias cartas sobre sua história e propósito, além do currículo da faculdade.

“A prova foi bem mais tranquila do que eu imaginava. É bem mais fácil passar por este processo estando na faculdade, com bem mais experiência que no Ensino Médio”, diz.

“Como minha faculdade era pequena, pude participar de um projeto em que trabalhei com o reitor da universidade. Consegui que ele escrevesse uma carta para mim, acho que isso ajudou bastante também”, conta.

A experiência no MIT

As aulas na graduação em diferentes áreas da engenharia e as experiências fora das salas de aula deram à trajetória do Pedro na graduação um aspecto multidisciplinar que, de certa forma, já o caracterizava desde o Ensino Médio.

“A viagem para a Albânia me alertou para um problema com o qual eu queria trabalhar. Eu precisava encontrar um lugar onde eu conseguisse trabalhar nisso de um jeito mais avançado”, explica.

O programa de mestrado em que o Pedro foi aceito, Technology and Policy, é feito para quem fez bacharelado em engenharia. Cada integrante do programa tem um foco diferente. A pesquisa do Pedro é focada em estratégia em sustentabilidade.

“Eu trabalho com a escola de negócios do MIT. Minha pesquisa é focada em o que o mercado de investimentos está fazendo com a mudança climática. E quais são os motivadores econômicos, políticos e sociais que estão fazendo essas mudanças acontecerem”, explica.

“Meu trabalho tem um pouco de pesquisa e um pouco de análise técnica das novas tecnologias. No final eu tenho bastante contato com gerente de banco e presidente de empresas em vários países.”

Todos que são aceitos no programa recebem bolsa. O dinheiro vem das fontes privadas que financiam as pesquisas. No caso do Pedro é um grupo de investidores com o qual o MIT já trabalha esta questão de sustentabilidade.

“A experiência tem sido ótima. Mas só me dei conta de que estou no MIT mesmo há poucos meses. Como o curso começou na pandemia, era tudo por Zoom. Conheci muita gente e fiz muita coisa pelo virtual. Depois de ter vacinado, mais ou menos em abril, a gente pôde voltar para o campus. Quando eu consegui nadar a primeira vez na piscina do MIT é que veio a sensação ‘eu realmente estou aqui'”, conclui Pedro.

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