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Portfólio na candidatura no exterior. Como montar e enviar?

29 de agosto de 2023/em Processo Seletivo /por Daqui pra Fora

No processo seletivo para as universidades no exterior, o candidato cumpre várias etapas, que buscam mostrar às universidades quem ele é além das notas da escola e das provas padronizadas. As instituições querem conhecer o aluno como um todo, incluindo suas características pessoais e suas habilidades.

Por isso, especialmente para quem pretende estudar áreas ligadas às artes, como cinema, música, arquitetura, teatro, dança e artes plásticas, existe uma etapa suplementar no processo, que é o envio do portfólio. 

O portfólio faz parte dos “materiais complementares” da application, mas nem por isso é menos importante. A ideia é que ele contenha uma espécie de seleção das melhores produções artísticas que você já fez e é fundamental no processo porque é um documento visual que  a universidade vai utilizar para identificar suas preferências, suas habilidades e, principalmente, seu potencial artístico. 

Como montar o portfólio

Por ser uma coletânea de materiais, o portfólio traz uma forte carga pessoal e é esta mesmo a intenção, para que os avaliadores possam conhecer mais a fundo o candidato. Ele é, portanto, a principal oportunidade de você mostrar para a universidade o que você já fez e o que pretende fazer como aluno daquela instituição. 

Escolher o que incluir no portfólio é, portanto, um processo de extrema importância. Selecionar suas peças favoritas pode ser um bom caminho, porque estas certamente estão muito ligadas à sua essência, à sua história.

Se entre elas, houver alguma que você não ache boa tecnicamente o suficiente, não se preocupe. As universidades não procuram por artistas prontos.

Elas sabem identificar o potencial de cada um e querem justamente trabalhar em cima disso, desenvolvendo este potencial.

O importante é que as peças sejam autênticas, tenham significado, se possível uma boa história e que, claro, estejam alinhadas com a sua trajetória, com quem você é. 

O portfólio não é um documento padronizado, como outros itens da application. As exigências variam de acordo com a instituição. Por isso, pesquise e preste atenção no que é solicitado e siga à risca e, claro, ao prazo de envio. 

Dependendo da universidade, podem ser solicitados de 8 a 24 trabalhos. Demonstrar criatividade e flexibilidade no uso de materiais e mídias pode ser um diferencial positivo.

Ou seja, é importante explorar várias técnicas. Em geral, também é solicitada uma redação (o artistic statement), um texto onde você vai falar sobre a sua relação com a arte, sobre seus trabalhos e por que escolheu aquela universidade.

Este texto, claro, precisa estar em sintonia com o material que você vai apresentar e com o restante dos itens da sua application.

Afinal, em outras etapas do processo, como na redação e nas atividades extracurriculares, você também vai falar de você, das suas ideias, preferências, da sua trajetória e características pessoais.  

Neste vídeo, você encontra informações importantes sobre a criação do portfólio:

Em geral, as escolas pedem que sua arte reflita sua imaginação, seu estilo, mostre vontade de experimentar, revele o processo, além de demonstrar algumas habilidades.

Dê preferência para trabalhos desenvolvidos nos últimos dois anos. Algumas escolas podem pedir um trabalho novo específico, então, leve em conta também um tempo extra para desenvolver possíveis novos trabalhos. 

Por tudo isso, é importante que você comece a pensar no portfólio com bastante antecedência. O tempo é um aliado fundamental que vai permitir boas escolhas desde a elaboração até a seleção dos trabalhos, bem como na reflexão sobre o material.

O ideal é que o portfólio seja iniciado antes do segundo semestre do ano da candidatura. O processo requer planejamento, prática, muita pesquisa, preparação e, por fim, as escolhas e a reflexão.

Vale lembrar que você vai precisar praticar e, no final, sempre vai produzir bem mais trabalhos do que vai apresentar.  

Levando tudo isso em conta, um bom caminho para a elaboração do melhor portfólio pode seguir esta rota: 

  • Documente suas ideias: mantenha ativo, desde pelo menos um ano e meio antes da candidatura, um art journal que reúna todas as suas inspirações, ideias, esboços, viagens, visitas a exposições ou peças, críticas etc. Anote cursos, projetos, trabalhos voluntários, programas de verão, mentorias e tudo mais que tenha ajudado no seu desenvolvimento artístico. Estes registros vão ser fundamentais para desenvolver a criatividade e para a reflexão sobre a sua trajetória artística.
  • Pratique se possível diariamente: comprometa-se com a prática artística diária ou com a maior frequência possível. Quanto mais a arte fizer parte da sua vida, mais naturais e melhores serão as suas criações. É como acontece nos estudos ou mesmo com um atleta: estudo e treino, respectivamente, levam a melhores resultados. 
  • Busque orientadores ou mentores: Quanto mais próximo você estiver de pessoas ligadas à arte, como professores, artistas, colegas de curso, comunidades online, mais conhecimento você trará para os seus trabalhos. 
  • Amplie o seu perfil como artista: isso pode ser feito se voluntariando para trabalhar em museus, galerias, estúdios, iniciado seu próprio clube criativo, orientando outros jovens, estudando e escrevendo sobre história da arte, ou criando um projeto comunitário, dentro ou fora da escola. Você ainda pode criar uma galeria própria no Instagram, mostrando seu processo artístico em tutoriais, por exemplo.
  • Pesquise muito: Além de pesquisas sobre conteúdos específicos e técnicas para os trabalhos, busque conhecer bem todos os requerimentos que cada universidade para as quais você está aplicando exigem. Você precisa ter uma compreensão clara do que precisa entregar, de acordo com as exigências de cada instituição.

Como enviar o portfólio

Depois de ler com atenção as exigências de cada universidade e segui-las à risca, você precisa ficar extremamente atento ao deadline, o prazo final de envio do portfólio em cada instituição. Se este prazo não for respeitado, todo seu trabalho terá sido em vão.

Cada universidade tem suas próprias orientações em relação à forma de envio do portfólio. Pode ser via upload de PDF, email de PDF, um link do próprio site da universidade, por QR code ou pelo Slide Room.

Além do prazo e da forma de envio, você também terá que respeitar o tamanho dos arquivos (seja vídeo, áudio, slide, documento ou link). 

A Daqui pra Fora tem em sua equipe especialistas experientes que orientam durante todo o processo de elaboração do portfólio. Então, agora que você já conhece os caminhos, comece cedo e envie o portfólio que melhor te represente.

https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Portfolio-na-candidatura-no-exterior.-Como-montar-e-enviar.png 995 1500 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2023-08-29 09:11:532024-02-27 16:55:03Portfólio na candidatura no exterior. Como montar e enviar?

Como escrever as redações para faculdades no exterior?

25 de agosto de 2023/em Processo Seletivo /por Daqui pra Fora

Quem aplica para universidades no exterior deve ter em mente que o processo seletivo é muito diferente daqueles que acontecem nas universidades brasileiras. Ele é bem mais amplo e completo. Lá fora as universidades buscam conhecer cada candidato por inteiro.

Ou seja, não é apenas o desempenho acadêmico do aluno que é levado em conta durante a seleção. As universidades traçam, além do perfil acadêmico, um perfil pessoal do candidato. Trata-se, portanto, de um processo holístico.

O objetivo é selecionar aqueles que, além de serem bons alunos, têm características que se alinham com o perfil da própria universidade.  

A importância da redação nos processos seletivos

Por isso, a seleção é composta por várias etapas. Além das provas e das notas que determinam o nível acadêmico do candidato, há outras fases que buscam conhecer quem é a pessoa por trás das notas apresentadas:

  • Como ela pensa;
  • O que faz;
  • Do que gosta;
  • Sua personalidade;
  • Suas experiências;
  • Habilidades e preferências.

Este mosaico de informações é o material que a equipe de seleção reúne para montar o perfil final que vai determinar quem será ou não aceito em cada instituição. 

Neste contexto, as redações (ou essays) são uma das principais peças deste mosaico, um dos instrumentos mais importantes da application. Porque entre tantos alunos com notas parecidas, o que pode definir o sucesso ou não da candidatura é justamente quem tirou aquelas notas.

E é na redação que você vai mostrar quem você é. Por isso, é fundamental entender como ela funciona e o que é importante, para não errar e fazer a diferença nesta etapa. 

Veja mais informações importantes sobre a redação nos processos seletivos do exterior no webinar abaixo:

Use a redação para mostrar quem você é

Independentemente do tema específico que foi proposto, tenha em mente que no essay você vai sempre falar sobre você. Portanto, uma boa dose de autoconhecimento vai precisar entrar em jogo para que você consiga mostrar quem você realmente é. 

Os essays permitem que você fale das suas experiências, dos seus valores, das suas preferências, das suas conquistas, do que você gosta ou não gosta, do que você ainda quer conquistar e muito mais. Porém, não podem ser simples relatos.

Quem vai ler o seu texto precisa perceber que você é único. E para isso você deve ser genuíno e verdadeiro, afinal o processo seletivo é um quebra-cabeça e se alguma peça não encaixar, todo o trabalho pode se perder.

Conheça os temas das redações

No Common App, a plataforma que reúne applications de centenas de universidades nos Estados Unidos, os essays são Personal Statements, ou seja, possuem temas de caráter mais pessoal.

São propostos 7 prompts e o candidato escolhe um deles para desenvolver. Neste caso, lembre que sua redação vai para várias universidades. 

Alguns prompts comuns no Common App são:

  • “Fale sobre algum obstáculo que enfrentou e como o superou”;
  • “Conte sua história”;
  • “Descreva algum momento em que você questionou seus próprios ideais”;
  • “Reflita sobre algo que lhe fizeram que o deixou feliz ou grato”;
  • “Fale sobre algo que te atraia tanto a ponto de fazer você perder a noção do tempo”;
  • “O que te cativa?”.

Algumas universidades, principalmente as mais seletivas, pedem uma redação suplementar. Os temas variam bastante e é sempre importante pesquisar sobre a universidade específica antes de escrever este essay, já que neste caso você vai estar escrevendo para uma instituição específica.

Muitas delas perguntam “por que você gostaria de estudar naquela universidade”, “por que você escolheu este major” ou “seu livro preferido”.

E pode haver temas mais criativos, como “Liste o seu top 10” (você escolhe top 10 do que), “Se você pudesse conhecer alguém na sua vida, quem seria e o que você diria para ele ou ela?”, “Se você fosse chamado para fazer um discurso ou um TED Talk, sobre o que você falaria?”, “Defenda uma opinião impopular que você tem”, entre muitos outros.

Perceba que os temas realmente permitem que os admission officers (aqueles que trabalham nos escritórios de admissão lendo as redações) conheçam melhor quem está escrevendo.

Como escrever as redações

Não é simples mostrar quem você é, focado em um determinado tema, em 200 ou 600 palavras, que é geralmente o tamanho que os essays devem ter. Além disso, os examinadores ainda observam a estrutura do texto, a clareza, a escrita e a gramática. É bastante coisa para prestar atenção. 

Vale lembrar que o tipo de redação exigida nos processos seletivos no exterior é bem diferente daquelas que compõem os vestibulares e o Enem, no Brasil, que são textos argumentativos, com os quais os estudantes brasileiros estão mais familiarizados.

Elaborar uma redação que salte aos olhos dos avaliadores não é, portanto, uma tarefa das mais fáceis, lembrando que cada um deles lê inúmeras redações diariamente.

Para se sobressair, é preciso contar uma boa história, que mostre a sua essência, demonstre que você é único e que, assim, convença o admission office que vale a pena ter você como aluno naquela universidade.

É uma tarefa que exige determinadas técnicas e habilidades, desde a hora de selecionar o prompt até escolher qual história contar e principalmente como contá-la. 

Por isso, cada aluno da Daqui pra Fora conta com um mentor específico durante todo o processo de elaboração das redações. O mentor orienta o aluno desde o brainstorm até a finalização e envio das redações.

Não há limite para o número de revisões ou de reuniões entre aluno e mentor. Este trabalho cuidadoso é, sem dúvida, fundamental para o sucesso das applications.

Se você quer saber como o nosso time de especialistas pode ajudar você na sua redação, preencha o formulário abaixo que iremos atendê-lo.

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