Entrada da Universidade Columbia

Como é estudar na Universidade Columbia

Conheça a trajetória e o dia a dia de uma brasileira na Universidade Columbia, universidade Ivy League, uma das mais renomadas dos Estados Unidos e do mundo.

Estudar na Universidade Columbia, em Nova York, é o objetivo de milhares de estudantes do mundo inteiro, todos os anos. Não é à toa. Além de estar muito bem localizada, no coração de Manhattan, Columbia integra a Ivy League, grupo composto por 8 das mais prestigiadas universidades americanas, academicamente falando. São elas:

  • Brown;
  • Harvard;
  • Cornell;
  • Princeton;
  • Dartmouth;
  • Yale;
  • Columbia;
  • UPenn.

A origem do grupo é esportiva, por isso o nome Liga, que é a forma como é organizado o esporte universitário nos EUA. Esta liga, especificamente, reúne apenas universidades de ponta em termos acadêmicos.

Um diploma de uma Ivy League é muito significativo, sem dúvida. A experiência de viver e estudar em uma universidade com este nível de reputação garante um olhar diferenciado sobre seus ex-alunos. Por isso, são universidades muito competitivas, com acesso mais difícil, mas não impossíveis de serem alcançadas.

Por dentro da Universidade Columbia

A Columbia University, 17a  melhor universidade do mundo, segundo o ranking Times Higher Education, é dividida em 20 escolas. Três são voltadas para a graduação: Columbia College, a Fu Foundation School of Engineering and Applied Science e a School of General Studies.

Com um rate de 5,7 estudantes por membro do staff, Columbia carrega muito prestígio em seus mais de 250 anos de história. Mais de 90 professores, funcionários e ex-alunos já foram laureados com o Prêmio Nobel.

Entre eles estão Joseph Stiglitz, ganhador do Nobel de Economia em 2001 e o ex-presidente Barack Obama, que recebeu o Nobel da Paz em 2009.

Até o final do ano passado, Columbia incluía entre seus ex-alunos, staff e professores 3 ex-presidentes americanos e 29 chefes de Estado estrangeiros. Além deles, há 10 membros da Suprema Corte americana, 122 membros da Academia Nacional de Ciências, além de 11 medalhistas olímpicos e 33 vencedores do Oscar.

O campus principal ocupa 6 quarteirões no Upper East Side de Manhattan, região muito cobiçada por moradores e turistas. É composto por 71 prédios, com laboratórios de primeira linha, auditórios, salas de estudo, refeitórios, 23 bibliotecas e 7.800 apartamentos para moradia.

Mais de 11 mil dos 31 mil estudantes de Columbia são internacionais. A carioca Amanda Beck, ex-aluna Daqui pra Fora, é uma delas. Amanda cursa Astrofísica na Columbia College e vive essa experiência multicultural nas salas de aula, gramados, refeitórios, salas de estudos e bibliotecas espalhados pelo campus.

A seguir você vai poder conhecer o caminho que ela percorreu e como tem sido a experiência dela por lá. Aproveite para se inspirar, porque, sim, é possível.

A preparação e o processo seletivo

Amanda estudou em uma escola brasileira regular. Lá, antes dela ninguém havia aplicado para universidade no exterior. “A orientação da Daqui pra Fora foi fundamental porque minha escola, que com certeza foi muito boa para mim, não tinha experiência em enviar alunos para fora”, conta.

O processo seletivo para universidades americanas engloba várias etapas. Uma delas é o histórico escolar, que inclui as notas dos últimos 4 anos do colégio. “Preste muita atenção nisso”, aconselha Amanda. “Valorize suas notas, é o primeiro ponto que eles olham”.

Amanda recomenda começar a se preparar o quanto antes para o SAT. “Minha dica é conhecer a prova, começar a estudar cedo, fazer no segundo ano e se precisar, no terceiro também.” Como existe o Superscore, é sempre bom fazer a prova mais de uma vez.

Com o Superscore as universidades levam em conta a melhor nota do candidato em cada parte da prova, Matemática e Inglês. Foi o que aconteceu com a Amanda. Mas ela lembra que não é bom fazer a prova despreparado, “Algumas universidades, como Yale, olham todas as notas do candidato no SAT”, diz.

As atividades extracurriculares também contam muito, porque por meio delas a universidade conhece melhor o perfil do candidato. “A sua escola com certeza vai ter algum tipo de oportunidade”, afirma. Amanda participou de atividades dentro e fora da escola, algumas mais ligadas às suas preferências, outras nem tanto.

“O ideal é que seja algo que tem a ver com você, para que no seu relato a universidade possa ver que é algo genuíno e que você possa mostrar quem você realmente é”, ela fala.

E o principal, segundo Amanda, é que não basta participar. “O papel do aluno no projeto é fundamental. Ter um papel importante, proativo, de liderança, faz toda diferença. Eles olham muito isso”.

Seleção das universidades e redação para Universidade Columbia

Uma parte importante no processo seletivo é a seleção das universidades. “Saber onde aplicar é fundamental, aumenta as chances de aprovação. Apliquei para 8 universidades. A DpF me ajudou muito na hora de escolher as universidades”, conta Amanda.

“Foram 3 rich, as mais difíceis (Yale, Columbia e Brown), 3 mais ou menos difíceis, target (Georgia Tech, University of Michigan e NYU) e 2 safe (University of Colorado Boulder e University of Lehigh, na Pennsylvania)”, diz. Das 8, Amanda foi aceita em 4: Georgia Tech, Columbia e as 2 safes.

Amanda acabou escolhendo Columbia, pois havia feito um tour pela universidade e viu que era o que ela realmente queria. “Você não precisa ir para lá para fazer o tour. Eu fui porque havia feito um programa em Yale e aproveitei a viagem. Só visitei essas duas. Têm virtual tours também, que são bem legais. Vi que Columbia aplicava 1 bilhão de dólares em pesquisa e isso me atraiu muito, porque quero ser pesquisadora”, explica.

A partir da lista feita com a Daqui pra Fora, Amanda começou a olhar o que cada uma pedia na application, fazer todas as redações. “A DpF me ajudou muito. Eu fazia draft das redações, enviava, corrigia algumas coisas, outras eu deixava do meu jeito”, conta.

“Em uma as redações falei sobre a minha jornada no Ensino Médio narrando como a Astrofísica começou a entrar na minha vida de jeitos diferentes. Tem também as redações clássicas, como a Why this university?, algum grande desafio que você já teve que passar na sua vida e superou, narre um dia perfeito… É importante você conhecer a universidade e adequar o seu essay ao perfil dela, mas sem nunca fugir da sua realidade. Por isso é fundamental escolher faculdades que têm a ver com o seu perfil,” recomenda.

O dia a dia dentro e fora da sala de aula

Amanda conta que a Columbia College é uma espécie de Liberal Arts da Columbia University. Neste tipo de college, os alunos têm um core (matérias exigidas nos dois primeiros anos) e espaço no horário para matérias específicas voltadas ao seu curso. O estudante só declara efetivamente o curso que quer fazer no final do segundo ano.

Amanda, que queria Astrofísica, fez algumas matérias específicas, como Física I e II, já no primeiro ano. “Meu curso é como se fosse um double major de Astronomia e Física, tem muita disciplina, muitos créditos. Eu puxei alguns para adiantar. Mesmo assim, se eu quisesse, poderia ter mudado minha opção de curso no final do segundo ano”, explica.

Columbia é muito exigente. Por isso, a universidade impõe um limite de créditos por semestre aos alunos (18). “Tem que trabalhar duro, mas as notas de cada disciplina são compostas por vários elementos, como dever de casa, finals, projeto, testes… e isso ajuda”, conta.

Um ponto que chamou a atenção de Amanda desde o início foi a estrutura da universidade. “Os prédios, antigos ou modernos, são ótimos, têm tudo”, conta. “Os dorms são individuais e isso eu nem sabia. Gostei muito”, diz.

“Os buidings em Columbia são divididos por áreas de conhecimento, mas a interação com pessoas de outros cursos é enorme. Todo mundo usa as bibliotecas, salas de estudo, todos comem juntos nos dining rooms, e no verão todo mundo estuda no gramado, como nos filmes mesmo”, ela diz.

Além disso, há mais de 500 clubs, organizações estudantis que integram alunos de todas as áreas de acordo com seus interesses: esporte, política, religião, artes, nacionalidade, entre outros.

Amanda já fez parte do CSI, onde ajudou a construir um foguete, e hoje preside o Blue Chip, club de astronomia e astrofísica aberto a todos os estudantes.

 

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