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Como ingressar em uma universidade em Portugal

21 de junho de 2021/em Universidade no Exterior /por Daqui pra Fora

O idioma comum e o ingresso via ENEM são alguns dos fatores que atraem brasileiros para as excelentes universidades portuguesas. Saiba tudo que é preciso para buscar uma vaga por lá.

O interesse de estudantes brasileiros por faculdades na Europa não para de crescer. E entre os países que têm atraído mais brasileiros está Portugal. Uma série de fatores levam ao crescimento dessa demanda, que fez o número de estudantes brasileiros por lá subir de aproximadamente 11.000 em 2017 para 18.000 em 2019.

O idioma e uma cultura próxima da nossa, porém ao mesmo tempo bem diferente, são, sem dúvida, alguns dos atrativos. Mas outros aspectos, como viver em um país com ótima qualidade de vida e com acesso fácil a vários países também chamam bastante a atenção dos brasileiros.

Estamos falando de estudar em um país com pouco mais de 10 milhões de habitantes, com uma cultura milenar e bastante proximidade física com outros importantes centros culturais, políticos e financeiros da Europa, como Espanha, França e Reino Unido.

Portugal é considerado o 4o país mais pacífico do mundo, o 10o mais democrático e ainda é o 4o melhor quando o assunto é receber e integrar imigrantes. A vivência em um mundo novo, longe dos pais e da família, convivendo com pessoas com diferentes backgrounds e em um ambiente como este, por si só, já é um ganho e tanto.

As vantagens de fazer faculdade em Portugal

Qualidade de vida

Figurando sempre entre os países mais pacíficos do mundo, Portugal é inegavelmente um país tranquilo para se viver. Pode-se andar a pé, de bicicleta ou no transporte público a qualquer hora do dia e usar o celular em qualquer lugar.

Serviços públicos básicos eficientes, como saúde, educação, segurança e transporte, tornam o dia a dia nas cidades portuguesas, grandes ou pequenas, bem agradável e tranquilo.

Desfrutar de tudo isso com um custo de vida atraente é o ideal, não é mesmo? Em Portugal ele varia dependendo da cidade e da região, mas com certeza quem decidir estudar lá verá que é mais barato que em qualquer outro país do Velho Continente.

Qualidade de ensino, tradição e inovação 

Apesar de ser um país pequeno, as instituições de ensino de Portugal são tradicionais e bastante respeitadas. O país tem 7 instituições entre as 500 melhores universidades do mundo, de acordo com o ranking QS World University.

E ainda conta com 307 centros de pesquisa e desenvolvimento, além da terceira maior taxa de crescimento em publicações científicas na Europa.

Tradição não falta às universidades portuguesas. Uma delas, a de Coimbra, tem 731 anos e é a quinta mais antiga do mundo.

Ao mesmo tempo, criatividade e inovação estão cada vez mais presentes na educação e no mercado de trabalho portugueses.

São abertas em Portugal uma média de 31.000 startups por ano e a taxa recente de crescimento de empresas de tecnologia é de 130%. Sempre lembrando que falamos de um país pequeno em extensão (menor que o Estado de Pernambuco).

Bolsas de estudos

Existem algumas possibilidades de se obter bolsas de estudos nas universidades portuguesas. A opção mais atrativa para os brasileiros é a Bolsa da CPLP (Comunidade dos Países da Língua Portuguesa). Com ela, o aluno pode obter de 40% a 50% de desconto, apenas pelo fato de ser brasileiro.

Porém é importante pesquisar antes, pois cada instituição adota seus próprios critérios para conceder ou não a Bolsa da CPLP.

Outra boa possibilidade é, durante o curso, concorrer a uma bolsa por mérito acadêmico, que também pode atingir até metade da anuidade. Os melhores alunos das suas turmas têm boas chances de conseguir.

Contato com outras línguas

Apesar de viver em um país que fala português e de ter aulas na língua nativa, o estudante brasileiro em Portugal tem a oportunidade de desenvolver vários outros idiomas. As universidades portuguesas geralmente oferecem aulas de francês, espanhol, italiano mandarim e alemão.

Além disso, o país recebe muitos estrangeiros o ano inteiro, dentro e fora das universidades. O contato diário na universidade com colegas e professores de outros países, ou fora dela no dia a dia, com vizinhos, turistas e imigrantes de várias nacionalidades ajuda a desenvolver a fluência em outros idiomas.

Conexão com o mundo

Aproximadamente 12% dos estudantes das universidades portuguesas são internacionais, vindos de diversos países da Europa e de todos os outros continentes. E a tendência é este número aumentar. Na última década, o número de alunos de fora do país mais que dobrou em Portugal.

Essa convivência diversa, diária e próxima proporciona uma experiência multicultural extremamente rica. Além de novos idiomas, os estudantes absorvem organicamente conceitos, costumes e valores das diferentes culturas com as quais convivem no dia a dia.

Respeito, tolerância e flexibilidade são alguns skills que acabam sendo desenvolvidos com essa experiência e que certamente vão fazer bastante diferença lá na frente, na vida profissional e pessoal.

Viagens em feriados, férias ou até finais de semana podem ser outra forma de conhecer novas culturas e, claro, novos lugares. De carro, trem, ônibus ou até em voos que não são caros, visitar a Espanha, a Itália, a França, o Reino Unido ou outros países da Europa partindo de Portugal é bastante comum entre os estudantes.

Além disso, há programas promovidos pelas universidades portuguesas, como o Erasmus. Nele os alunos podem estudar um ou dois semestres em outra universidade da Europa ou em outro continente, com currículo equivalente ao que estaria fazendo em Portugal e com o mesmo custo.

Networking e mercado de trabalho

O diploma português tem validade em toda a Europa e pode ser revalidado no Brasil. Ele é um elemento internacional na formação do aluno que faz toda diferença no mercado de trabalho.

A excelência no ensino, a experiência da vida no exterior, o contato diário com outras culturas e o desenvolvimento da autonomia sempre serão um diferencial no momento de se inserir no mercado.

Além disso, a convivência diária com professores, colegas e profissionais de inúmeros países durante todo o transcorrer do curso garante uma potente networking internacional.

Processo seletivo: outra vantagem

O processo seletivo para estudantes brasileiros que querem estudar em universidades portuguesas é bem simples. Brasileiros com cidadania europeia passam por um processo um pouco diferente, mas também não é complicado.

Brasileiros sem cidadania europeia

O processo de candidatura é feito totalmente online, direto no site da instituição escolhida. O resultado da prova do ENEM é o único aspecto avaliado pelas universidades portuguesas. Assim como no Brasil, a nota de corte varia de instituição para instituição e de curso para curso.

Geralmente a nota de corte varia entre 650 e 750. Na Universidade de Lisboa, por exemplo, a nota para o curso de Economia é 650 e para Odontologia é 700. Na Universidade de Coimbra, para o curso de Direito são exigidos 750 pontos e para Biomedicina, 700.

Desde 2014 muitas universidades portuguesas adotam a nota do ENEM como critério para seleção das vagas reservadas do Estatuto do Estudante Internacional (20% das vagas).

Hoje o ENEM é aceito por todas as universidades portuguesas como critério de seleção de candidatos brasileiros.

É importante verificar o valor da taxa de candidatura e da anuidade (chamada de propina em Portugal). Além de pagar a taxa de candidatura, é preciso enviar os seguintes documentos em formato digital:

  • Fotocópia do passaporte;
  • Declaração com as notas do ENEM;
  • Diploma do Ensino Médio;
  • Histórico escolar (que não é avaliado).

Entre os documentos digitais exigidos está também a Declaração de Honra. Por meio dela, o aluno se compromete e garante que não possui cidadania portuguesa ou europeia. Dessa forma ele pode utilizar as notas do ENEM como acesso à graduação em Portugal.

Brasileiros com cidadania europeia

Para brasileiros com cidadania europeia, a seleção se baseia nas notas do aluno no Ensino Médio e na nota do Exame Nacional (o equivalente ao nosso ENEM em Portugal).

Para fazer o Exame Nacional, os brasileiros devem se inscrever como alunos autopropostos, ou seja, que não estão matriculados em escola portuguesa.

E não precisam fazer as provas obrigatórias, que os portugueses fazem. Os brasileiros fazem apenas as direcionadas para os cursos que escolheram.

Outra diferença para o ENEM é que as provas são distribuídas em uma semana. O candidato faz uma prova por dia. As provas têm questões de múltipla escolha e dissertativas. E só faz a Redação quem faz a prova de Português ou de língua estrangeira.

É fundamental pesquisar o curso e a universidade onde quer ingressar para saber quais são exatamente as provas específicas requisitadas no Exame Nacional. Certifique-se também se há algum pré-requisito a ser cumprido.

O critério para aprovação varia de acordo com a universidade e o curso procurado. Em todas, porém, existe uma nota mínima exigida no Exame Nacional, que geralmente varia de 95 a 140 (de um total de 200).

Mas as notas do candidato no Ensino Médio também são levadas em conta para se chegar à nota de candidatura (como é chamada a nota final do exame). Em geral, o peso é metade para a nota das provas e metade para as notas do colégio.

Mas o histórico escolar pode valer 60% ou até 65% da nota de candidatura. Nestes casos, a nota mínima exigida na prova pode ser suficiente para a aprovação.

A primeira fase do exame é realizada em junho (as inscrições são em fevereiro e março). Quem quiser melhorar as notas pode fazer novamente o exame se inscrevendo para a segunda fase, que acontece em julho. O ano letivo começa em setembro.

Conheça as principais universidades portuguesas

Universidade Católica Portuguesa (UCP)

A Universidade Católica Portuguesa é a primeira universidade moderna no país a não ser fundada pelo Estado. Ela nasceu como uma faculdade de Filosofia em Braga, em 1967, e em 1970 se expandiu para Lisboa, onde hoje fica sua sede principal.

Depois disso, outros dois campi foram criados, no Porto e em Viseu, e atualmente as 17 faculdades, seus cerca de 11.000 estudantes (2.673 internacionais de 100 países) e mais de 1.000 professores (entre eles 254 internacionais) estão espalhados nestes 4 espaços.

Entre as 17 faculdades estão:

  • Direito (no Porto e em Lisboa);
  • Ciências Econômicas e Empresariais (em Lisboa);
  • Economia e Gestão (Porto);
  • Medicina (Sintra);
  • Filosofia e Ciências Sociais (Braga);
  • Artes (Porto);
  • Estudos Políticos (Lisboa).

Mais de 900 alunos da Católica participam anualmente do programa Erasmus. O ranking da Times Higher Education coloca a Católica como a número 1 do país nos últimos dois anos. A taxa de empregabilidade de alunos de graduação e mestrado integrado da UCP é de 97,5%.

Universidade Nova de Lisboa (UNL)

A Universidade Nova de Lisboa completou 50 anos em 2023 e já tem história para contar. É internacionalmente reconhecida por sua qualidade em ensino e pesquisa, o que se reflete nos resultados obtidos em vários rankings importantes.

A UNL já construiu tradição em trabalhar em áreas de inovação, com efeitos práticos na economia e serviços, em âmbito nacional e global. Tem um perfil internacional, de investigação colaborativa, prestando serviço de uma forma que promova solidariedade e desenvolvimento sustentável em diversas áreas.

A Nova conta com 9 faculdades, 9 bibliotecas e 3 prédios residenciais. São 29 cursos de graduação 1.800 professores e pesquisadores e pouco mais de 20.000 estudantes (cerca de 6.000 na graduação). Do total de alunos, aproximadamente 2.500 são estrangeiros, vindos de mais de 100 países.

A universidade tem ainda 41 centros de pesquisa, 77% deles avaliados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia de Portugal como “excepcional”, “excelente” ou “muito bom”.

Tem firmadas mais de 530 parcerias de mobilidade internacional em 63 países, recebendo anualmente aproximadamente 930 estudantes em seu campus e enviando para outros países cerca de 750 alunos.

Universidade do Porto

Localizada na segunda maior cidade do país, a Universidade do Porto foi fundada em 1911 e hoje figura entre as 150 melhores instituições de ensino superior da Europa. É a mais internacional das universidades de Portugal, resultado de uma estratégia que engloba cooperação com centenas de instituições de ensino superior em todos os continentes.

A UP conta com 14 faculdades, uma Business School, 51 centros de pesquisa, 16 bibliotecas, 2 museus e 9 residências universitárias. Disponibiliza um portfólio acadêmico numeroso e diverso e adota um método de ensino “hands-on”, em que os alunos aprendem na prática habilidades que serão exigidas no mercado de trabalho.

Algumas áreas de referência na UP são Arquitetura, Esporte, Engenharia Civil e Engenharia Química.

A Universidade do Porto tem cerca de 32.000 alunos, o que a torna a universidade com a maior população universitária do país. Por volta de 13% destes estudantes são internacionais, representando 100 nacionalidades diferentes.

Tecnologia de ponta e laboratórios avançados estão à disposição de alunos e professores. Fora do campus, eles vivem em uma cidade praiana, hospitaleira, famosa pela produção de vinho e linda arquitetura barroca.

Universidade de Coimbra

Uma das 5 universidades mais antigas do mundo e a mais antiga de Portugal, a Universidade de Coimbra alinha tradição com modernidade e inovação. São 731 anos influenciando grandes acontecimentos no mundo e, por que não, com papel importante na história do Brasil.

Passaram por lá, por exemplo, José Bonifácio (patriarca da independência), e o escritor Gregório de Matos (nascido na Bahia), que se formou em Coimbra em 1661. A presença de brasileiros na UC é realmente antiga. Há registros de 354 brasileiros no século XVII e mais de 1500 no século XVIII.

UC tem hoje mais de 25.000 estudantes, entre eles 5.275 estrangeiros (20,9%) de 105 países, distribuídos em 3 campi. São 8 faculdades (Direito, Letras, Medicina, Farmácia, Ciência e Tecnologia, Psicologia, Economia, Ciências da Educação e ainda Ciências do Esporte e Educação Física), que oferecem um total de 330 cursos, de graduação a doutorado.

A universidade conta ainda com uma escola de Artes, além do Instituto de Pesquisa Interdisciplinar e do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde. Tem 2 museus, 16 bibliotecas e 1 jardim botânico.

Com ótimas instalações esportivas, a Universidade de Coimbra foi considerada 4 vezes nos últimos 10 anos a melhor da Europa em esportes universitários.

A principal biblioteca da universidade, a Biblioteca Joanina, foi considerada uma das mais espetaculares do mundo pelo jornal britânico Telegraph. Ela abriga cerca de 60.000 obras, muitas dos séculos XVI a XVII, em diversas línguas.

Quanto custa estudar em Portugal

O custo anual de um estudante em Portugal pode variar muito em função de vários fatores. O primeiro ponto está relacionado à cidadania do aluno. A propina (anuidade) para alunos brasileiros com cidadania europeia é bem mais em conta que para os estudantes que não têm a dupla cidadania.

A diferença é de milhares de euros por ano. Para quem tem cidadania europeia o valor da propina gira em torno de 900 euros anuais e para quem não tem ele pode ser de cerca de 3.000 a 12.000 euros.

O custo da anuidade varia também de universidade para universidade e de acordo com o curso escolhido. Se a universidade é pública ou privada é outro fator que influencia no valor.

Além da anuidade, é importante pensar nos gastos que o estudante vai ter no dia a dia. Eles podem variar bastante de acordo com o estilo de vida e a cidade onde o aluno vai estudar e morar.

O custo de vida, que inclui gastos com alimentação, transporte, celular e saúde, varia dependendo do lugar escolhido. O mesmo acontece com a moradia.

Na capital, Lisboa, por exemplo, um quarto individual com banheiro fica em torno de 750 euros mensais. E o custo de vida gira em torno de 335 euros por mês.

No Porto, gasta-se um pouco menos. A moradia pode ficar por 550 euros por mês e o custo de vida, 320. Em Coimbra os valores caem ainda mais: 480 em média para moradia e 300 para os gastos no dia a dia.

A família ainda deve estipular o quanto disponibilizar para lazer e compras, de acordo com as preferências, necessidades e possibilidades de cada um.

Mente aberta e boa preparação

O caminho do estudante brasileiro até ser aceito em uma universidade portuguesa não é complicado. Porém, é importante entender este caminho e se preparar da melhor maneira para obter sucesso no processo.

Quem vai aplicar pelo ENEM precisa fazer um bom plano de estudos, para dar o seu melhor na prova. O ingresso vai depender exclusivamente do seu desempenho.

Pesquise nos sites das universidades a nota mínima para o curso escolhido, se há peso para cada matéria e planeje-se para atingir esta meta.

Para quem vai aplicar pelo Exame Nacional, é importante prestar atenção nas notas do colégio, buscando o melhor desempenho desde o início do Ensino Médio.

Afinal, estas notas representam ao menos metade da avaliação das universidades. É preciso entender como a prova funciona e, claro, estudar para poder ter um bom resultado.

Lembre que a prova tem um formato próprio e o português empregado é o de Portugal. Muitas vezes ele pode confundir e fazer com o que o candidato não entenda bem o enunciado.

Uma dica é consultar o site da IAVE, instituição responsável pelo exame, onde o aluno pode acessar provas e simulados.

O ideal em todo processo é focar na preparação, no planejamento, no estudo e ter uma boa orientação. Mas antes de tudo, amadurecer as escolhas.

Como? Se possível, já desde o final do Ensino Fundamental e início do Médio ter as portas abertas e decidir se quer mesmo estudar fora e se preparar para isso.

Pesquise sobre os países, as universidades e os cursos que lhe pareçam interessantes. Isso vai ajudar a tomar decisões mais conscientes e maduras.

Este conhecimento aliado a uma boa preparação vai permitir que no final do Ensino Médio o aluno tenha boas opções e esteja pronto para decidir o que fazer após os vestibulares.

https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Como-ingressar-em-uma-universidade-em-Portugal.jpg 995 1500 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2021-06-21 15:21:562024-01-10 14:03:50Como ingressar em uma universidade em Portugal

Tudo o que você precisa saber para estudar na Holanda

8 de junho de 2021/em Holanda /por Daqui pra Fora

Confira tudo que é preciso saber para fazer faculdade na Holanda, país com 7 universidades entre as 100 melhores do mundo e o 3o melhor sistema educacional do planeta.

A Holanda é um país cada vez mais procurado por estudantes estrangeiros do mundo inteiro. Hoje cerca de 90 mil jovens de 162 países estudam em universidades holandesas. Eles são atraídos não só pela excelência acadêmica, mas também pela excelente qualidade de vida e pela característica multicultural do país, famoso por ser receptivo e com uma sociedade “mente aberta”.

Há tempos a Holanda figura entre os países com melhor qualidade de vida do mundo. Hoje é o sétimo no ranking do US News, que leva em conta moradia, saúde, educação, transporte, segurança, liberdade individual e meio ambiente, entre outros fatores.

Por que morar na Holanda?

A Holanda tem ainda a 5a economia da região. Algumas das maiores multinacionais do mundo, como Philips, Heineken, KLM, Shell e Unilever, são holandesas.

Além disso, a proximidade com grandes centros comerciais e financeiros, como o Reino Unido, a Alemanha e a França, faz com que o país seja interessante tanto para quem está de olho no mercado de trabalho quanto para quem quer explorar novos lugares e culturas, viajando pelo continente.

Além de tantos atrativos, a qualidade do ensino superior holandês e o custo-benefício dessa jornada têm um apelo especial. São 7 universidades entre as 100 melhores do mundo, segundo o ranking da Times Higher Education, que coloca a Holanda como o terceiro melhor sistema educacional do planeta.

Apesar de a língua oficial do país ser o holandês, cerca de 95% da população fala inglês fluente e muitos ainda dominam uma terceira língua, como francês ou alemão. É, portanto, uma excelente oportunidade para aprender mais um idioma.

Seja nas grandes cidades, como Amsterdam e Rotterdam, ou nas pequenas, como Delft ou Leinden, a experiência de fazer faculdade na Holanda certamente oferece excelência acadêmica, vida multicultural e a construção de uma potente networking.

Neste vídeo, o estudante Lucas Cordeiro conta um pouco da experiência de estudar na Holanda:

As principais vantagens de estudar na Holanda

Excelência acadêmica

Com 7 universidades entre as top 100 e reconhecido internacionalmente como um dos principais polos acadêmicos do mundo, a Holanda oferece no seu ensino superior uma metodologia diferenciada, o PBL (Problem Based Learning).

Baseado na solução de problemas, centrado no aluno, interativo, com técnicas modernas e inovadoras, o PBL é apontado como um dos principais fatores responsáveis pela excelência no ensino holandês.

Além disso, as classes nas universidades holandesas são pequenas, o que comprovadamente favorece o aprendizado e aproxima os alunos dos seus professores.

Neste contexto, os alunos podem optar por dois tipos de universidades onde recebem o diploma de bacharel: as de pesquisa e as de ciências aplicadas.

As de pesquisa são mais voltadas para quem se interessa por elas e deseja seguir carreira acadêmica. Enquanto as de ciências aplicadas (a maioria) são mais profissionalizantes, direcionadas às práticas de mercado.

Nos dois casos há inúmeras opções de cursos em inglês, já que a Holanda é o país da Europa Continental que mais oferece cursos em inglês em nível superior. São mais de 1500. Vale lembrar que, apesar da enorme oferta, é sempre bom se certificar se o curso pelo qual o aluno optou é oferecido em inglês na instituição escolhida.

Custo-benefício

O valor empregado para estudar em uma universidade holandesa é inferior se comparado ao custo de outras universidades em países onde se fala inglês, como Estados Unidos e Reino Unido, levando-se em conta, inclusive, o custo de vida nestes países.

Além disso, dificilmente o aluno vai encontrar em qualquer lugar do mundo um investimento equivalente por um ensino top 100 ou top 200.

Para quem tem cidadania europeia, este investimento é muito menor. Ao invés de pagar de 6.000 a 15.000 euros por ano, o estudante com cidadania europeia paga uma anuidade próxima a 2.000 euros.

Outro fator que ajuda a melhorar a relação custo-benefício na Holanda é o fato de o estudante poder trabalhar 16 horas por semana durante o período de aulas ou ainda full time nas férias.

O ambiente multicultural, a participação em associações estudantis, a possibilidade de viagens, de trabalho e de estágio possibilitam ainda, sem dúvida, a criação de uma potente networking que o aluno vai levar para toda sua vida pessoal e profissional.

 

Possibilidade de residência após a faculdade

Já familiarizados com a cultura e o estilo de vida locais, vivendo em um país com excelente qualidade de vida e inúmeras oportunidades, muitos estudantes terminam o curso e querem permanecer na Holanda. A boa notícia é que é possível.

Depois de adquirir o diploma na Holanda, estudantes que não pertencem à União Europeia podem se candidatar à autorização de trabalho “zoekjaar” (ano de busca). Conseguindo uma vaga, o empregador vai solicitar uma licença de imigração altamente qualificada em nome do estrangeiro, sem que ele precise deixar o país.

Ainda há a possibilidade de pedir autorização de trabalho caso a pessoa pretenda abrir seu próprio negócio por lá.

O Processo Seletivo

O processo seletivo na Holanda é semelhante ao do Reino Unido. Tanto as universidades de pesquisa quanto as de Ciências Aplicadas avaliam o histórico escolar do Ensino Médio do candidato e a prova de proficiência em inglês (TOEFL ou IELTS).

Na Holanda, o candidato aplica direcionado a um curso específico, assim como no Brasil. Vai, portanto, concorrer com outros interessados no mesmo curso.

Alguns cursos são mais concorridos que outros e para estes casos as universidades podem exigir alguns elementos a mais na application.

Entre estas exigências podem estar uma redação (motivation letter ou personal statement), onde o aluno geralmente fala sobre o que o leva a querer estudar aquele curso naquela instituição; cartas de recomendação (de professores ou coordenadores da escola); e um currículum vitae.

Nos cursos onde a concorrência é muito alta, a universidade pode exigir ainda o SAT ou o ACT, ou mesmo uma prova específica elaborada pela própria universidade.

As notas exigidas no TOEFL e no ACT ou SAT (se necessário) variam de acordo com cada universidade e com cada curso.

Studielink e Numerus Fixus

O primeiro passo para se candidatar, portanto, é checar no site da universidade escolhida todas as informações sobre o processo de application da instituição e se certificar de todos os requerimentos que ela exige.

Para a maioria dos programas, o aluno deve se registrar no Studielink, plataforma oficial para se candidatar a uma universidade na Holanda. Funciona como o Common App (dos Estados Unidos) ou o UCAS (do Reino Unido).

Mas atenção: é imprescindível se certificar se o curso e a universidade escolhidos requerem o registro no Studielink. Algumas instituições e cursos usam processos diferentes.

Nas áreas de estudo mais procuradas, onde há uma demanda excessiva, o processo seletivo passa por um sistema de loteria centralizado e ponderado chamado Numerus Fixus, controlado pelo governo holandês.

Neste caso, por ser um sistema ponderado, os estudantes com histórico escolar forte têm mais chances de sucesso. A maioria dos cursos em inglês na Holanda passam pelo Numerus Fixus, especialmente Psicologia, International Business, Fisioterapia, Medicina e Economia, que costumam ser os mais concorridos. De novo, é fundamental checar com a instituição se o curso escolhido passa pelo Numerus Fixus.

A application para Numerus Fixus deve ser submetida até o dia 15 de janeiro e as respostas chegam em 15 de abril. Esta resposta indica a colocação do aluno no ranking dos candidatos.

Se aceito, o candidato tem duas semanas para responder se aceita a oferta de vaga. Caso não tenha sido aceito, ele ainda tem chances dependendo de alguma desistência e da sua colocação no ranking. É como uma lista de espera.

Para outros programas, fora do Numerus Fixus, o deadline para a application é geralmente 1o de maio. Mas sempre vale a pena checar a data com a universidade escolhida.

O ano letivo na Holanda começa em agosto.

Entrada direta, sem passar pelo Foundation

O sistema de ensino na Holanda tem o modelo semelhante ao do Reino Unido, onde o Ensino Médio tem 4 anos. Isso faz com que, ao ingressarem no ensino superior, alunos internacionais precisem fazer o que eles chamam de um ano de Foundation.

O Foundation corresponde a um ano básico, que introduz o estudante ao sistema europeu de ensino e o prepara para os próximos 3 anos de faculdade.

Alunos que fizeram o Ensino Médio em escolas que acompanham o sistema europeu não precisam fazer o Foundation. Quem termina o Ensino Médio com diploma de IB (International Baccalaureate) também pode passar direto pelo Foundation.

Em algumas instituições, provas como SAT, ACT e APs também podem ser suficientes para dispensar o Foundation. Quem já fez um ano de faculdade também pode passar direto.

Em todos os casos, é importante consultar a universidade para saber sobre a necessidade ou não de cumprir o Foundation year.

Quanto custa estudar na Holanda

O custo anual de um estudante na Holanda pode variar bastante em função de vários fatores. Ter ou não a cidadania europeia é um dos principais deles. Isso porque a tuition (anuidade da faculdade) diminui muito para os alunos que são cidadãos europeus.

A diferença pode ser de milhares de euros. Para os alunos brasileiros, a tuition pode variar de 6.000 a 15.000 euros por ano. Já para quem tem passaporte europeu ela cai para próximo de 2.000 euros anuais.

Porém, essa regra não se aplica ao Foundation Year, onde todos pagam o mesmo valor, que gira entre 12.000 e 18.000 euros, dependendo da instituição e do curso.

De qualquer forma, o investimento não é maior do que aplicado em universidades também muito bem conceituadas na América do Norte ou no Reino Unido, por exemplo. Ao contrário. E o diploma certamente vai abrir portas no mundo todo.

Além da anuidade da faculdade, há outros aspectos que devem ser levados em conta quando falamos em manter um estudante na Holanda, que são os gastos que ele vai ter no seu dia a dia por lá. Com moradia e alimentação, a família pode estimar um valor de 800 a 1.100 euros mensais.

Vale a pena pensar em reservar um pouco também para algumas necessidades e vontades do aluno, como roupas, lazer e transporte. A Holanda é um lugar cheio de atrativos e fica próximo de outros países igualmente atraentes e de fácil acesso. Os valores nesse caso são muito particulares, dependem do estilo de vida e das possibilidades de cada família.

Dicas para esta jornada

Quem já pensa em aplicar para universidades nos EUA, Canadá ou Reino Unido pode, portanto, conhecer o que a Holanda oferece. O caminho tem muitos pontos em comum.

Planejamento, foco, dedicação e uma boa orientação são ingredientes fundamentais para qualquer processo seletivo. Mas também é muito importante amadurecer suas escolhas. Como? Mantendo as portas abertas, pesquisando, conhecendo, decidindo o quanto antes se realmente deseja estudar fora e se está disposto a se preparar para isso.

Este conhecimento, junto com uma boa preparação, vai dar ao aluno a possibilidade de ter as várias opções no final do Ensino Médio. E ele certamente vai estar pronto para tomar a melhor decisão sobre o que fazer após os vestibulares.

Se precisar de ajuda ao longo desse processo, a Daqui pra Fora pode ajudar com toda a assistência necessária para que a experiência seja agradável. Vamos conversar?

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