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As 10 melhores universidades do mundo em 2024

25 de fevereiro de 2023/em Universidade no Exterior /por Daqui pra Fora

Montar uma boa college list com as melhores universidades do mundo é um ponto fundamental dentro do processo de application para universidades no exterior. Escolher as universidades mais alinhadas ao seu perfil não é uma tarefa simples.

Requer tempo e paciência na busca pelas melhores informações. Neste momento, os rankings internacionais são algumas das principais referências utilizadas pelos estudantes.

A Times Higher Education (THE) tem, sem dúvida, um dos rankings mais respeitados e mais procurados por estudantes do mundo inteiro.

Sua prestigiada avaliação se baseia em 5 critérios:

  • Ensino;
  • Citações (científicas);
  • Pesquisa;
  • Perspectiva internacional (estudantes, professores e staff internacionais);
  • Industry income (investimento que recebe).

Entre as 10 melhores universidades do mundo em 2024, de acordo com a Times Higher Education, 7 estão nos Estados Unidos e 3 no Reino Unido.

A seguir você vai conhecer melhor cada uma delas e vai entender por que elas estão no topo da classificação

Melhores universidades do mundo em 2024

Oxford University #1 (Reino Unido)

Mais antiga universidade de língua inglesa do mundo, Oxford University tem tradição de excelência há séculos e está sempre presente entre as primeiras nos principais rankings universitários internacionais. Ocupa a 1a posição no THE desde 2017. 

Localizada na cidade medieval de Oxford, a universidade tem hoje cerca de 25.000 alunos, sendo 12.510 na graduação. Do total de alunos, 45% são internacionais (aproximadamente 11.500), vindos de 160 países e territórios.

Oxford é composta por 38 faculdades, com mais de 250 cursos de graduação e 300 de pós. Com mais de 100 bibliotecas, possui o maior sistema de bibliotecas do Reino Unido.

A universidade ainda conta com 5% de todos os pesquisadores do Reino Unido e já formou 26 primeiros-ministros britânicos, incluindo Boris Johnson e Theresa May. 

Oxford está associada a 11 vencedores do Prêmio Nobel de Química, 16 em medicina e 5 em Física. Além dos 26 primeiros-ministros, fazem parte dos 250.000 ex-alunos de Oxford a ex-primeira-ministra da Índia Indira Gandhi, o cientista Stephen Hawking (graduação), o ator Hugh Grant e o escritor Oscar Wilde, entre outras importantes personalidades.

Atualmente, a Oxford University contribui com 15,7 bilhões de libras para a economia do Reino Unido e oferece mais de 28.000 empregos.

Stanford University #2 (Estados Unidos)

Localizada na Bay Area, região de São Francisco, no coração do Vale do Silício, Stanford é considerada a 2a melhor universidade do mundo pelo ranking da Times Higher Education (THE). 

Stanford promove pesquisas de enorme impacto global, estimula a interação professor-aluno, a interdisciplinaridade e, claro, a excelência acadêmica. É muito conhecida pelo espírito empreendedor e pela proximidade com as indústrias do Vale do Silício. 

Com 33 km2, o campus principal de Stanford é um dos maiores dos Estados Unidos. A universidade é composta por 7 escolas. Três delas oferecem cursos de graduação: Engineering, Humanities & Sciences e Earth, Energy and Environmental Sciences.

Stanford tem ainda 18 institutos interdisciplinares, que permitem aos alunos combinarem diferentes áreas de estudos e criarem seus próprios programas. 

Fundada em 1885, Stanford tem hoje um total de mais de 17.000 estudantes, cerca de 7.000 deles na graduação, e 2.240 professores.

Os alunos de Stanford estão entre os mais bem pagos do país quando se formam. De acordo com a PayScale, o salário (anual) no início da carreira dos formados em Stanford é, em média, de U$ 83.500, e no meio da carreira, quase dobra. Vai para U$ 161,400, em média.  

Empresas fundadas por ex-alunos de Stanford geram uma receita anual de mais de 2,7 bilhões de dólares, o que corresponderia à 10a maior economia do mundo. Entre elas estão Nike, HP, Instagram, PayPal e Snapchat.

Praticamente todos os estudantes que entram em Stanford, 99%, permanecem para o segundo ano, o que indica um altíssimo grau de satisfação. Fora das aulas, eles têm à disposição mais de 650 organizações estudantis, que vão de esportes a assuntos acadêmicos, arte ou religião.

MIT #3 (Estado Unidos)

Sempre presente nos lugares mais altos dos principais rankings internacionais, o MIT (Massachusetts Institute of Technology) é a 3a melhor universidade do mundo em 2024, de acordo com o THE. 

Fundado em 1861, o MIT é referência no mundo inteiro principalmente quando o assunto é engenharia, tecnologia e ciência. A universidade é bastante reconhecida pela excelência em ensino e pesquisa e pelo foco em inovação e empreendedorismo. 

O MIT tem hoje 11.934 estudantes (4.638 na graduação), cerca de 33% deles internacionais, além de 1.000 professores. A universidade é dividida em 5 escolas:

  • Arquitetura e planejamento;
  • Engenharia;
  • Administração e ciência;
  • Humanidades e artes;
  • Ciências sociais.

Elas oferecem um total de 56 majors  e 58 minors na graduação. 

O campus de 168 acres também fica na cidade de Cambridge. Ele é composto por 190 prédios (19 deles residenciais), 6 bibliotecas, mais de 60 centros de pesquisa e laboratórios, além de 12 museus e galerias de arte.

As instalações esportivas são de ponta e o campus conta ainda com mais de 20 restaurantes e cafés, 20 jardins e muitas obras de arte espalhadas. 

Os alunos podem participar de mais de 500 organizações estudantis com temáticas bem variadas, que vão desde as que estudam a ciência do chocolate até as mais populares, como as de empreendedorismo, as esportivas, de artes ou de nacionalidades. Os clubs ou organizações estudantis no MIT têm o compromisso com a diversidade e a inclusão.

O MIT é responsável por algumas das mais relevantes descobertas científicas e por alguns dos maiores avanços tecnológicos da história.

Entre eles estão a síntese química da penicilina, o desenvolvimento do radar e a invenção da memória do núcleo magnético, que possibilitou o desenvolvimento dos computadores digitais.

Pesquisas recentes nos laboratórios do MIT chegaram a importantes novidades no tratamento e cura do câncer, aliando quimioterapia à imunoterapia e à descoberta de vacinas inaláveis, por exemplo.

Harvard University #4 (Estados Unidos)

Referência no mundo inteiro quando o assunto é excelência acadêmica, Harvard é a mais antiga universidade norte-americana. Fundada em 1636, Harvard faz parte da prestigiada Ivy League, grupo que reúne 8 das melhores universidades americanas. 

Dos seus 31.566 alunos, 7.274 são internacionais, vindos de 142 países. Dos 9.950 estudantes da graduação, 1.216 são estrangeiros. 

Número 4 do mundo, segundo o THE, Harvard é constituída por 13 escolas e institutos, incluindo algumas das mais bem ranqueadas nas suas respectivas áreas, como a Business School, a School of Engineering and Applied Science e a John F. Kennedy School of Government. 

Localizada em Cambridge, a 10 minutos de Boston, Massachusetts, Harvard abriga em seu campus de 5.000 acres 5 museus, 2 teatros, e a maior biblioteca acadêmica do mundo, que contém:

  • 400 milhões de itens manuscritos;
  • 124 milhões de páginas da web arquivadas;
  • 5,4 terabytes de arquivos digitais.

Há mais de 500 organizações estudantis abertas à participação dos alunos.

A excelência em ensino e pesquisa de Harvard é reconhecida pelos prêmios que seus professores e pesquisadores já receberam. É a universidade que contempla mais vencedores do prêmio Nobel: 161, nas mais diversas áreas.

Além disso, tem 47 Pulitzers (jornalismo e literatura) e 14 Turing (conhecido como “o Nobel da Computação”). Entre seus ex-alunos mais influentes estão Mark Zuckerberg, os ex-presidentes J.F. Kennedy e Barack Obama e os atores Matt Damon e Natalie Portman.

University of Cambridge #5 (Reino Unido)

Fundada em 1209, a University of Cambridge é hoje a 4a mais antiga universidade do mundo e a 2a em língua inglesa. Quinta colocada no ranking THE 2024, Cambridge tem hoje cerca de 24.300 estudantes, sendo aproximadamente 13.000 na graduação. 

Cambridge tem hoje 39% de alunos internacionais, vindos de 141 países. A unviersidade se divide em 31 Colleges, que comoprtam seis escolas:

  • Arts and Humanities;
  • Biological Sciences;
  • Clinical Medicine;
  • Humanities and Social Sceinces;
  • Physical Sciences;
  • Technology.

Elas oferecem 30 cursos de graduação, que o aluno escolhe nos anos iniciais. Depois, nos anos finais, há 65 áreas de estudos em que ele pode se especializar ainda na própria graduação.

Por exemplo: quem escolhe engenharia pode se especializar em engenharia espacial, engenharia química, engenharia civil, engenharia da computação, engenharia elétrica, eletrônica, ambiental e outras.

O campus fica no centro da cidade de Cambridge, à margem do rio Cam. Ele abriga mais de 100 bibliotecas, com mais de 15 milhões de livros, 9 museus (de artes, cultural e científicos) abertos ao público e um jardim botânico.

Em sua história, Cambridge tem 92 laureados com o Nobel associados à universidade. Entre seus ex-alunos estão, ente outros nomes famosos, Isaac Newton, Charles Darwin, Alan Turing (matemático cuja vida é contada no filme “O Jogo da Imitação”, e Stephen Hawking, que fez pós-graduação lá.

Princeton #6 (Estados Unidos)

Uma das 8 integrantes da renomada Ivy league, Princeton é considerada a 6a melhor universidade do mundo pela Times Higher Education.

Fundada em 1746 na cidade de mesmo nome, em New Jersey, Princeton é uma das mais antigas instituições de ensino superior do país. Tem cerca de 10.000 estudantes, sendo 1.200 internacionais. 

O campus, considerado um dos mais bonitos dos Estados Unidos, é composto por 180 prédios, projetados por renomados arquitetos, e oferece acomodação para todos os alunos durante os 4 anos da graduação. Por isso, apenas 2% dos estudantes de Princeton escolhem morar fora do campus.

Além das salas de aula, laboratórios e bibliotecas, a vida em Princeton pode ser bastante animada. Há mais de 500 organizações estudantis no campus e inúmeros eventos são organizados durante todo o ano:

  • Cinema no Garden Theater;
  • Truckfest (festival de food trucks);
  • Torneio anual de dodgeball (queimada);
  • Fashion Shows;
  • Corrida de 5 km;
  • Palestras;
  • Workshops.

Reconhecida como uma das mais importantes instituições do mundo na área de pesquisa, Princeton tem na sua história 40 laureados com o Prêmio Nobel e 17 ganhadores da National Medal of Science.

Estudaram em Princeton também, entre outras personalidades, o fundador da Amazon Jeff Bezos, a atriz Brooke Shields e a ex-primeira dama Michelle Obama. 

California Institute of Technology  #7 (Estados Unidos)

Também conhecido como Caltech, o California Institute of Technology fica em Pasadena, ao norte de Los Angeles. Número 7 do mundo no ranking 2023 da THE, Caltech tem um ambiente multicultural e diverso. Cerca de 34% dos seus 2.300 alunos são internacionais.

Caltech tem 6 divisões acadêmicas, focadas principalmente em ciências e engenharia. O volume e a qualidade das pesquisas desenvolvidas em Caltech são mundialmente reconhecidos e têm o suporte de instalações de ponta. Entre elas estão o Jet Propulsion Laboratory, o Seismological Laboratory e a International Observatory Network.

O ambiente acadêmico concentrado e intenso de Caltech garante todos os anos milhões de dólares em bolsas de pesquisa, produz incontáveis patentes e forma inúmeros CEOs de empresas de tecnologia.

Além disso, ex-alunos de Caltech já receberam 39 prêmios Nobel e 6 Turing Awards (concedido para as maiores contribuições na área da computação). 

Caltech possui 11 residências estudantis. Apenas os calouros (freshman) precisam morar no campus, porém mais de 80% dos alunos preferem continuar vivendo na universidade nos outros anos também.

A vida estudantil é bastante centrada nos residenciais, que misturam tradição e inovação. Os dorms são conhecidos como “self-governing living spaces“. Cada casa tem sua própria personalidade e os alunos se inscrevem naquelas com as quais mais se identificam

Estudaram em Caltech Gordon Moore, engenheiro fundador e diretor da Intel; o famoso químico Linus Pauling (criador do Diagrama de Pauling que estudamos na escola); e Adam D’Angelo, co-fundador e CEO do Quora. 

Imperial College of London #8 (Reino Unido)

Bem mais nova que algumas das principais universidades do Reino Unido, a Imperial College London (ICL) foi fundada em 1907 e já está entre as melhores do país e do mundo.

A universidade é responsável por algumas das principais inovações tecnológicas da modernidade e seus estudos foram algumas das principais referências para tomadas de decisões no auge da pandemia da Covid-19.

A universidade tem hoje cerca de 18.000 alunos (10.000 na graduação), 60% internacionais (incluindo graduação e pós), que se dividem em 4 áreas de estudos: ciências, engenharia, medicina e business.

A Imperial College valoriza a interdisciplinaridade e é internacionalmente reconhecida pela intensa aplicação dos seus estudos na indústria e no empreendedorismo.

Localizado em South Kensington, um dos bairros mais atraentes de Londres, o campus principal da ICL, idealizado pelo Príncipe Albert, fica próximo do Hyde Park, do Museu da História Natural, do Victoria and Albert Museum e do Science Museum. O objetivo do príncipe era unir ciência e arte. Deu certo.

No dia a dia, os alunos da Imperial College podem participar de mais de 380 organizações estudantis, clubs e projetos no campus, de música, esportes, mídia trabalho voluntário e inúmeras atividades culturais e artísticas.

University of California, Berkeley  #9 (Estados Unidos)

Também conhecida apenas como Cal, a University of California Berkeley fica localizada na Baía de San Francisco. É a casa de cerca de 28.000 alunos de graduação e cerca de 10.000 de pós, sendo 23% deles internacionais.

Fundada em 1868, Berkeley foi a primeira universidade a integrar o University of California System e é a segunda mais antiga instituição de ensino superior da Califórnia. 

Considerada a 9a melhor universidade do mundo pela THE, Cal é formada por 14 escolas. Entre elas estão as conceituadas Haas School of Business, a College of Engineering, a School of Public Health e a College of Chemistry. Seus professores já receberam 39 prêmios Nobel, a maioria em física, química e economia.

Uma das universidades com menos discriminação no mundo, Berkeley é um tradicional centro de ativismo político. Nos anos 1960 e 1970 foi palco de importantes protestos contra a Guerra do Vietnã, por exemplo. 

A vida dos estudantes fora das salas de aula, laboratórios e bibliotecas em Berkeley passa bem longe da monotonia. Acontecem eventos o ano inteiro, há esportes para assistir ou praticar, mais de 1.000 clubs e organizações estudantis para participar, além das inúmeras atrações da própria cidade de São Francisco. 

Yale University  #10 (Estados Unidos)

Com mais de 300 anos de história, Yale é uma das 8 universidades que fazem parte da Ivy League. Décima colocada entre as melhores universidades do mundo, segundo o THE, Yale tem hoje 6.494 estudantes na graduação e 8.031 na pós. 

Cerca de 22% dos alunos de Yale são internacionais, vindos de 115 países. Seu campus, de 260 acres, fica em New Haven, Connecticut, a pouco mais de 2 horas de Nova York, e ainda possui prédios originais, com arquitetura do século XVIII.

O lugar é tomado por obras de arte por toda parte, desde os saguões dos prédios até os pátios, praças e salas de aula.

Yale é dividida em 14 escolas. É uma universidade Liberal Arts, o que dá liberdade aos alunos de construir sua grade curricular de acordo com seus principais interesses e escolher seu major durante o decorrer do próprio curso.

Alguns dos cursos mais procurados em Yale são:

  • Economia;
  • Ciências políticas;
  • Ciência da computação;
  • História;
  • Psicologia. 

Estudaram em Yale importantes personagens da vida norte-americana, como o ex-presidente George W. Bush, Bill e Hillary Clinton, as atrizes Meryl Streep, Jodie Foster e Lupita Nyong’o e o empreendedor Ben Silbermann (CEO e cofundador da Pinterest), entre outros. 

Quer avaliar suas chances de ser aprovado nas melhores universidades do mundo? Então faça nossa análise de perfil gratuita.

https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2023/02/As-10-melhores-universidades-do-mundo-em-2023-segundo-o-THE.png 862 1300 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2023-02-25 11:26:592024-01-12 10:44:22As 10 melhores universidades do mundo em 2024

Atividades extracurriculares de 4 brasileiros das Ivy Leagues

17 de fevereiro de 2023/em Processo Seletivo /por Daqui pra Fora

Nas universidades americanas, as notas são apenas uma parte do processo seletivo. No seu application, o aluno envia para as universidades seu histórico escolar com as médias que obteve nos últimos quatro anos da escola, as notas da prova de proficiência em inglês e de provas padronizadas (ACT e SAT), além das atividades extracurriculares realizadas.

As universidades americanas também buscam conhecer os candidatos além das suas notas. Querem saber quem ele é, quais as características mais marcantes da sua personalidade, querem conhecer suas preferências e suas principais habilidades.

Com todas essas informações, a comissão de admissão constrói o perfil pessoal do candidato, que vai ter papel fundamental na definição de quem será ou não aceito pela universidade e também de quem terá direito a bolsa de estudos.

Como entre os milhares de applications que as universidades recebem anualmente, as notas dos candidatos podem ser muito parecidas. Com isso, o perfil pessoal, que ainda inclui redações e cartas de recomendação, acaba tendo papel decisivo nas decisões das universidades.

 

Neste contexto, as atividades extracurriculares representam uma das etapas mais importantes da candidatura. Elas são um dos principais instrumentos que você tem para mostrar para a comissão de admissão quem você é e o que você já fez fora das salas de aula. 

Sobre as atividades extracurriculares

As atividades extracurriculares podem estar diretamente ligadas a um curso que você deseja fazer na universidade ou não. O mais importante é que elas estejam alinhadas com o restante do seu application.

Ou seja, devem ser atividades com as quais você tem afinidade e que tenham conexão com toda a sua trajetória (tanto a parte que já passou quanto a que ainda está por vir).

Portanto, não se dedique a algo que não tenha ligação com o seu perfil ou com a sua história só porque você acha que pode agradar os examinadores.

Também é fundamental mostrar para a universidade o seu papel em cada uma das atividades que você listou. Não basta participar. Você precisa mostrar como atuou, se teve papel de liderança, que diferença você fez em cada uma delas. Também é importante deixar claro o impacto de cada atividade na comunidade ou no lugar onde ela aconteceu.

A seguir, você vai conhecer algumas atividades extracurriculares desenvolvidas por alunos da Daqui pra Fora aprovados com bolsa de estudos em universidades que fazem parte da Ivy League (grupo composto por 8 das mais prestigiadas universidades americanas). 

 

Mayumi Liz de Andrade Miyazato – Dartmouth University

Durante o período da quarentena, Mayumi fundou e foi presidente da ECOarentena, uma organização que fomenta a capacitação para a sustentabilidade no Brasil. Lá ela realizou 63 chamadas de vídeo com mais de 1.500 participantes, criou 71 vídeos e engajou 236 membros. 

No 3o ano, Mayumi participou de um bootcamp no Peru voltado para inovação social, liderança, autoconhecimento, networking e storytelling. Lá dividiu experiências e conviveu com outros 30 jovens latino-americanos.

Na área de ciências e matemática, Mayumi participou no 2o ano do Ensino Médio de um programa de uma semana na Sakura High School, no Japão, onde obteve bolsa completa e teve aulas com laureados com o Nobel.

Lá ela pôde aprofundar seus conhecimentos sobre metodologias científicas e desenvolver sua compreensão em matemática e biotecnologia. 

Mayumi ainda participou de pesquisas na área de astronomia em um importante instituto da Baixada Santista e foi diretora de Educação do grêmio da sua escola, entre outras atividades.

 

Wesley Antônio Machado Andrade de Aguiar – Yale

Wesley estudou em uma escola militar em Manaus. Entre as atividades que enviou na sua candidatura para Yale, estava sua participação durante os últimos 4 anos da escola como comandante e representante de mais de 900 alunos em eventos militares, tendo sido reconhecido como referência em disciplina, comprometimento e ética.

Wesley foi também diretor e co-fundador de um website que promove estudos de alto nível na região norte do Brasil, que atingiu 28 países. No Site, ele coordenou mais de 50 posts e escreveu vários artigos relacionados às áreas de ciências e matemática. 

Nos 2o e 3o anos do Ensino Médio, Wesley esteve no Campeonato Nacional de Física como competidor e também como coordenador acadêmico. Ele coordenou durante um mês uma competição com 673 alunos de Ensino Médio, criou dois problemas com as respectivas  soluções e supervisionou o processo de avaliação e classificação do campeonato.

No 9o ano e no 1o ano do Médio, Wesley foi finalista na Feira Brasileira de Ciência e Engenharia, na USP. Lá ele desenvolveu um robô que ajudava pessoas com deficiência visual a andar em um prédio mapeado previamente e também publicou um artigo.  

No último ano do Ensino Médio, Wesley foi ainda medalha de bronze na Olimpíada Europeia de Física e membro da equipe brasileira na Olimpíada Latino-americana de Astronomia e Astronáutica. Antes disso, já havia conquistado duas vezes medalha de ouro na Olimpíada Nacional de Física. 

 

Carolina Barbosa Lindquist – Harvard

Moradora de Engenheiro Coelho, no interior de São Paulo, Carolina é CEO e fundadora da ONG Globalizando, que oferece aulas gratuitas de idiomas para mais de 1.200 jovens de baixa renda.

Na organização, durante todo o Ensino Médio, ela foi diretamente responsável pelo trabalho de mais de 80 voluntários em 8 departamentos, que trabalham com mais de 1.200 alunos. 

Carolina também fundou e presidiu a Girl Up na sua região, uma iniciativa da UN Foundation pela equidade de gênero. Na Girl Up, Carolina liderou movimentos, eventos e uma campanha nacional que impactou mais de 80 legisladores e propôs mais de 40 projetos de lei contra a pobreza menstrual.

No 3o ano do Ensino Médio, Carolina foi estagiária no Comitê de Reabertura das Escolas da Fundação Lemann. Neste período, ela fez pesquisa para a criação de uma política de aceleração de aprendizagem para atender mais de 50 distritos escolares. Estudou e comparou estratégias para reabrir escolas com segurança.

Carolina ainda foi a primeira brasileira selecionada entre 30 adolescentes para a Global Teen Leaders pela We Are Family Foundation.

Foi ainda a 1a colocada (0,05%) no Prudential Award For Social Innovators, tendo recebido 25 mil dólares para investir na sua organização.

Carolina também teve o 4o melhor projeto em Humanidades (top 3% entre 4 mil estudantes) na FEBRACE, principal feira de ciências do Brasil.

 

Ryan Alves Rocha – Dartmouth University

Ryan atuou como diretor na ONG Globalizando, que oferece aulas gratuitas de idiomas para mais de 1.200 jovens de baixa renda. Ele coordenou a seleção de mais de 2.300 inscritos e gerenciou o trabalho de dezenas de professores voluntários.

Como jovem deputado na Comissão de Direitos Humanos e das Minorias do Congresso Nacional, Ryan escreveu e apresentou 2 contas federais. Analisou a constitucionalidade, o mérito e o orçamento de várias leis.

Ryan foi trainee na Latin American Leadership Academy, ONG que se propõe a desenvolver os mais promissores jovens líderes da América Latina.

Ele co-fundou a equipe de webinars da instituição, comandou eventos online com mais de 12 mil visualizações e organizou programas de liderança com mais de 250 jovens de 9 países.

Ryan ainda atuou como embaixador do Mapa Educação, onde foi um dos 65 selecionados (entre mais de 2.000 candidatos). Lá ele pesquisou políticas públicas relacionadas à evasão escolar e teve contato com alguns dos mais influentes intelectuais e políticos do país. 

Para saber mais sobre tudo que envolve o processo seletivo para universidades no exterior, participe dos nossos eventos gratuitos, que trazem todas as informações. 

https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Conheca-atividades-extracurriculares-de-4-alunos-brasileiros-aprovados-em-Ivy-Leagues-com-bolsa-de-estudos.png 862 1300 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2023-02-17 14:30:332023-12-20 22:59:23Atividades extracurriculares de 4 brasileiros das Ivy Leagues

Qual o papel das audições no processo seletivo?

11 de fevereiro de 2023/em Processo Seletivo /por Daqui pra Fora

As universidades no exterior possuem um processo seletivo diferente daqueles que são adotados aqui no Brasil. Lá, as universidades não utilizam apenas a nota de uma prova como critério de seleção. Elas buscam conhecer o candidato como um todo, o que inclui suas características acadêmicas e pessoais. 

Por isso, são adotados vários critérios e cada um deles se torna a peça de um quebra-cabeça que, no final, vai definir o perfil de cada candidato. A ideia é selecionar alunos com perfis alinhados com o da própria instituição.

Como é o processo seletivo de faculdades nos EUA?

A candidatura (ou application) é composta, então, por várias etapas. A parte acadêmica é formada pelo histórico escolar (com as médias do 9o ano do Ensino Fundamental até a 3a série do Médio), pelo teste de proficiência em inglês (TOEFL/IELTS/DET) e nas universidades americanas pelas provas padronizadas (SAT ou ACT).

Para compor o perfil pessoal as universidades pedem cartas de recomendações (de professores ou coordenadores da escola), redações (personal statement) e atividades extracurriculares. 

Em algumas faculdades específicas, especialmente aquelas ligadas às áreas de artes, há mais uma etapa, como o portfólio e a audição (audition, em inglês).

Quem pretende fazer cursos voltados para música, dança e atuação, deve dar bastante atenção à audição, já que em alguns casos pode ser a parte mais importante do processo. 

O que é a audição e como ela acontece 

Por ter várias etapas, o application deve ser sólido e coerente. Portanto, na construção do seu perfil pessoal, você deve ter mencionado e descrito em algum momento suas experiências na área que você pretende estudar, seja teatro, teatro musical, dança ou música.

A audição é o instrumento que permite à comissão de admissão ver você atuando nessa área, ou seja, é a sua chance de mostrar seu talento e principalmente seu potencial.

A audição pode ser virtual (você envia as imagens para os avaliadores) ou presencial. Cada universidade tem a sua dinâmica. E cada uma tem também as suas regras e exigências.

Você deve prestar muita atenção na descrição, ou seja, em tudo que é exigido no momento da performance (seja em vídeo ou presencial). 

As exigências variam muito de universidade para universidade e de curso para curso. O importante é prestar atenção e cumprir cada uma delas:

  • Se há alguma roupa exigida ou não permitida;
  • Respeitar o tempo de apresentação;
  • Observar o número de apresentações ou quantidade de vídeos que devem ser enviados;
  • Tipo de música ou de peça a ser apresentado (drama ou comédia);
  • Até seus dados pessoais;
  • O tamanho e a resolução da foto anexada;
  • Data da apresentação.

Enfim, cada detalhe descrito nos requerimentos da audição é fundamental. A falta de uma informação ou o não cumprimento de uma das exigências pode eliminar o candidato.

Em alguns casos, a universidade pode pedir um ou dois vídeos do candidato atuando (cada um deles com orientações técnicas específicas) e outro com o aluno contando a sua história naquela arte específica. Mas isso pode variar de acordo com a instituição e o curso.

Algumas das melhores universidades que exigem audição para as áreas de atuação ou música são:

  • University of Southern California;
  • California Institute of the Arts;
  • Carnegie Mellon University (Pittsburgh);
  • The Juilliard School (Nova York);
  • New York University;
  • Berklee College of Music (Massachusetts). 

Dicas para uma boa audição

Preparação

Toda candidatura para as universidades americanas exige planejamento, disciplina e dedicação. É importante lembrar de incluir a audição dentro deste planejamento. Ela também consome tempo e exige dedicação e disciplina, assim como as outras etapas do application. 

A escolha do curso

Pesquise bastante nos sites das universidades a fim de buscar o máximo de informações a respeito dos cursos oferecidos. Preste atenção nas diferenças entre Bachelor of Fine Arts, Performing Arts e Bachelor of Music, por exemplo, ou veja se você quer estudar especificamente teatro ou prefere uma formação do tipo Liberal Arts. Pense que a sua escolha pode definir o que você vai fazer nos próximos quatro anos.

Organização

Tenha uma planilha organizada com tudo que cada universidade exige. Coloque nome da universidade, data da pré-audição (se houver), data da audição (ou do envio do material), as peças que são exigidas, e qualquer outra informação importante. Ter tudo isso acessível facilita sua preparação e ajuda a garantir que você cumpra com todas as exigências.

O que apresentar

Dentro do que é pedido, procure escolher peças ou músicas com as quais você se identifica, com as quais você tem alguma conexão, para que você possa ir além da apresentação, se necessário.

Utilizar um material só porque é famoso ou porque foi apresentado na Broadway não é garantia de melhor avaliação. 

E sempre esteja preparado para apresentar mais do que é solicitado. Os examinadores gostam de saber se o candidato consegue fazer ajustes, se tem flexibilidade, por isso não esteja muito preso apenas ao que ensaiou.

Pode acontecer de os examinadores pedirem mais uma apresentação ou fazerem perguntas, que podem ser sobre a apresentação, sobre você ou sobre algo relacionado com o que está sendo avaliado. Esteja preparado para isso também.

Comportamento

Lembre que você estará sendo observado desde o momento em que você chega para a audição (no caso das presenciais). Mantenha o foco nas salas de espera. Procure não se envolver muito em conversas com outros candidatos. 

Na sua vez, evite pedir permissão para fazer determinadas coisas, como usar uma cadeira, ficar em algum lugar, por exemplo. Isso não demonstra segurança. Apenas vá e faça! 

Foque sempre em você, ou seja, não fique pensando no que você imagina que a universidade espera de você. Isso é uma questão deles.

Não há um código secreto ou fórmula para agradar os examinadores. Faça o seu trabalho da melhor maneira possível e deixe que eles façam o deles.

E, principalmente, seja você mesmo, seja autêntico, mostre quem você é. Este vai ser o seu diferencial.

Confiança

Se você não se achar bom o suficiente, não acreditar em você, como a universidade vai acreditar? Seja espontâneo e divirta-se!

Se você tem interesse em se preparar para as audições, entre em contato com os nossos especialistas para saber mais detalhes sobre como o nosso programa de preparação pode te ajudar!

https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Como-funcionam-as-audicoes-e-qual-e-o-seu-papel-no-processo-seletivo​.png 862 1300 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2023-02-11 10:00:292024-01-08 21:35:04Qual o papel das audições no processo seletivo?

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