Para alcançar uma boa colocação profissional em um mercado cada vez mais competitivo como o nosso, ter um diploma de uma reconhecida universidade brasileira ajuda, mas muitas vezes não é o suficiente. Isso porque há certas habilidades exigidas por grandes empresas que as universidades daqui, seja por uma questão estrutural ou cultural, ainda penam para desenvolver junto a seus alunos.
É aí que entram as universidades americanas. Com grades curriculares inteligentes, um ambiente rico em diversidade, uma política de forte estímulo a atividades extracurriculares, além de uma cultura profissional que permeia toda a graduação.
Com isso, as universidades dos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido conseguem oferecer aos seus alunos um terreno fértil para que possam desenvolver diversas competências que depois farão a diferença durante a carreira profissional.
A Revista Alfa enumerou 11 delas, e a Daqui pra Fora mostra como as universidades no exterior podem ensinar tais competências. Veja-as a seguir.
As 11 principais habilidades que o mercado exige
Ser multicultural
Em um mundo cada vez mais globalizado, fatalmente você terá que conviver com chefes e colegas de trabalho de outras nacionalidades. Pode parecer que não, mas saber se relacionar com pessoas que possuem diferentes costumes é algo a ser aprendido.
Nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, você adquire essa habilidade desde a graduação. Isso porque cerca de 5% dos alunos nas universidades americanas são estrangeiros, oriundos de países dos cinco continentes.
Enquanto nas universidades brasileiras a presença de um estudante ou professor de outro país é vista como algo exótico, nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido trata-se da coisa mais comum do mundo.
Lá, você assiste a aulas com um professor coreano, joga futebol com um amigo espanhol e divide quarto com um colega indiano. Assim, quando chegar ao mercado de trabalho, se relacionar com gente de outras nacionalidades não será uma dificuldade.
Trabalhar em equipe
A realidade é cruel: na vida profissional você terá que se envolver em projetos com gente que pensa diferente de você e isso exigirá habilidade. Uma boa oportunidade de se preparar para essa situação durante a graduação seriam os trabalhos em grupo.
O problema é que no Brasil a cultura da “panelinha” ainda prevalece – você sempre vai se juntar aos seus melhores amigos, que naturalmente pensam parecido com você.
Já nos EUA não é assim. Isso porque nos dois primeiros anos, não há divisões por cursos como no Brasil, e todo mundo passa pelas mesmas aulas – o aluno só poderá escolher sua especialização, seja ela administração, história ou engenharia, mais tarde.
Dessa forma, você terá que necessariamente conviver com estudantes de perfis diferentes do seu. Há ainda o fato de que as turmas no início da universidade variam bastante, o que inibe a cultura da “panelinha”.
Com todas essas condições, o aluno de uma universidade americana é praticamente obrigado a aprender a negociar o trabalho em equipe.
Networking
No Brasil, existe ainda certo pudor na atitude de se aproximar de outra pessoa com uma “segunda intenção”, isto é, com o objetivo de expandir sua rede de contatos profissionais. E as universidades daqui pouco fazem para desmistificar essa prática.
Já nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido trata-se de algo completamente cultural. Sempre que há a oportunidade, as pessoas são incentivadas a se apresentar umas às outras e trocar cartões.
Além disso, as universidades americanas vivem em meio a um turbilhão de eventos, como debates e palestras, que surgem como ótimas oportunidades para se conhecer novas pessoas.
Há ainda por lá a forte cultura dos student clubs, que força o aluno envolvido a estar o tempo todo se relacionando com pessoas de diferentes áreas, em uma prática constante de networking.
Ser interdisciplinar
Não basta a um bom profissional de hoje em dia possuir somente o conhecimento de sua área específica de atuação. Ele precisa demonstrar um mínimo de domínio de habilidades também em outras áreas.
Um engenheiro que constrói pontes, por exemplo, precisa ainda dispor de certo conhecimento em economia para saber das consequências econômicas que a obra trará para a região.
Ou ainda conhecer minimamente de política para poder prever os impactos sociais causados junto às comunidades do entorno.
A preocupação com a interdisciplinaridade é a essência das universidades americanas, canadenses e britânicas. As grades curriculares são projetadas justamente para conferir aos alunos um mínimo de conhecimento nas áreas consideradas mais importantes.
Nos dois primeiros anos de faculdade, todos os alunos seguem o ciclo básico, em que farão matérias como inglês, escrita, psicologia, sociologia, história, entre outras. Dessa forma, quando estiverem no mercado de trabalho, serão profissionais bem mais completos.
Falar em público
Cargos de destaque vão exigir que o profissional saiba se expressar bem em público. Seja em uma apresentação para possíveis clientes, seja em uma reunião apenas para os chefes, os momentos em que você será submetido a essa situação são vários e freqüentes.
As universidades americanas, canadenses e britânicas sabem disso. E por essa razão fizeram da disciplina public speaking obrigatória na grade curricular.
Para além dessa aula, durante a graduação o aluno ainda é bastante estimulado a passar por situações em que precisa falar em público, como em seus student clubs, na organização de eventos da faculdade, em palestras e seminários. Dessa forma, ele não sentirá dificuldades com essa habilidade quando ingressar no mercado de trabalho.
Como escolher a carreira
Recebido o diploma, surge uma nova interrogação: como direcionar sua carreira? No Brasil, as universidades não costumam se preocupar em fornecer ao aluno uma orientação profissional para essa nova fase da vida. Já nos Estados Unidos e Canadá, isso é estrutural.
Toda faculdade americana possui um Career Center, que é onde os alunos vão não só para tirar dúvidas sobre o início da carreira profissional, mas também para participar de feiras de profissões, revisar currículos e até fazer simulação de entrevista.
Além disso, é bastante tradicional os professores receberem alunos fora do horário de aulas apenas para conversarem sobre a vida pós-universidade.
Liderar e gerir pessoas
Por ser uma prática absolutamente arraigada nos EUA e Canadá, é quase que certo que durante a graduação você se envolverá com algum dos inúmeros student clubs ou grêmios estudantis que existem nas universidades americanas. Para se ter uma ideia, algumas delas chegam a ostentar mais de 200 desses clubs.
Dessa forma, não faltam oportunidades para que você se engaje em projetos em grupo, e assim desenvolver habilidades como inteligência emocional, capacidade para delegar tarefas e motivação de pessoas. Trata-se de atributos que hoje são extremamente exigidos no mundo corporativo.
Contratar
Em sua trajetória profissional, provavelmente chegará o momento em que precisará recrutar um profissional. Para desempenhar bem essa tarefa, você deverá saber minimamente avaliar características alheias, tarefa não lá muito simples.
Enquanto estudante estrangeiro em uma universidade americana, canadense ou britânica, uma das características que você mais deve desenvolver é justamente a capacidade de observação.
Afinal, tudo lhe será muito novo, e é natural que você passe a ser muito mais observador do que o era em seu próprio país. O estudante brasileiro, quase certamente, passará por gafes como dar beijo no rosto ao invés de estender o braço para um aperto de mão na hora de cumprimentar, ou até ir para um churrasco levando bife quando na verdade os americanos comem hambúrguer e salsicha.
Tendo passado por experiências do tipo, o aluno internacional começa a observar o comportamento dos outros. Além de perceber comportamentos, você começará a perceber perfis: você começará a ver quem é planejador, quem é criativo, quem é executor.
No futuro, você terá bem menos dificuldade quando precisar analisar o perfil de candidatos durante um recrutamento.
Negociar
O estudante internacional já pisa nos Estados Unidos, Canadá ou Reino Unido tendo que negociar: desde convencer o oficial da imigração de que a intenção dele é só estudar e depois voltar ao Brasil, até lidar com o colega de quarto que, provavelmente, será de um outro país. Não é à toa que dizem que uma experiência no exterior ajuda muito alguém a se amadurecer.
Além disso, como já dito anteriormente, não há a cultura da “panelinha”. Constantemente o aluno será impelido a trabalhar com pessoas com perfis muitas vezes opostos aos seus, fato que lhe oferecerá ocasiões propícias para desenvolver suas habilidades como negociador. E o mercado deseja avidamente profissionais assim.
Ler ambientes
Para uma boa adaptação a uma empresa, é preciso estudar muito bem sua cultura organizacional, sentir o clima, perceber o funcionamento das regras não-escritas, para só então conseguir dar o melhor de si. Isso leva tempo e requer habilidade.
Ao viver em um país estrangeiro, você necessariamente precisará passar por um processo de adaptação a uma cultura diferente, tendo que muitas vezes adequar seu comportamento.
Quando ingressar no mercado de trabalho, o desafio de ser flexível e adaptável já não será mais novidade e você terá mais “jogo de cintura” para entrar e sair de situações complicadas.
Portar-se em uma reunião
Os colleges clubs, já mencionados acima, e nos quais você provavelmente irá participar ao estudar nos EUA e Canadá, são espaços bem estruturados e demandam formas de organização bastante similares a de uma empresa, como, por exemplo, as reuniões.
Nelas, há chamadas, pautas, relatoria, e todos são instigados a adotar uma postura participativa – algo que as empresas estimulam cada vez mais junto a seus novos funcionários. Tendo passado por uma universidade americana, isso não será mais um tabu para você.
Se você busca se tornar esse tipo de profissional mais completo, pense mais em fazer faculdade nos Estados Unidos, Canadá ou Reino Unido. Há um mundo de oportunidades para você.
E se essa for a sua vontade, a Daqui pra Fora pode oferecer toda a assistência que você precisa para alcançar esse sonho. Preencha o formulário abaixo e vamos conversar.
#Depoimentos – Carol Yumi – University of South Carolina
/41 Comentários/em Depoimentos, Estados Unidos /por Daqui pra ForaNossa aluna Carol Yumi compartilha um pouco da experiência vivida no processo seletivo que a levou para a University of South Carolina.
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Esporte nas universidades – conheça os Club Teams!
/130 Comentários/em Canadá, Dicas, Estados Unidos /por Daqui pra ForaAs universidades dos Estados Unidos e Canadá possuem diversas associações de estudantes, nas mais variadas áreas, como política, economia, relações internacionais, dança e teatro. Se você gosta de praticar esportes e aliar suas atividades físicas sem comprometer seus estudos, ao estudar num desses dois países, você terá a chance de integrar um Club Team.
A prática de esportes com participação em campeonatos relevantes é muito comum nas universidades dos Estados Unidos e também Canadá. O campeonato de basquete universitário e também o de futebol americano universitário é acompanhado por milhões de pessoas.
Mas existe uma maneira de praticar esportes durante a faculdade com uma demanda de tempo menor. Siga a leitura até o final para entender como funcionam os Club Teams.
O que é um Club Team?
Club Team nada mais é do que uma associação esportiva formada por estudantes, mas que não compete em uma das ligas oficiais dos Estados Unidos, NCAA e NAIA. É estimado que cerca de 2 milhões de estudantes integram algum tipo de associação estudantil esportiva.
Os Club Team oferecem aos estudantes a oportunidade de praticar um esporte competitivamente, mas com uma quantidade de tempo geralmente menor comparada a um time da NAIA e NCAA.
Por exemplo, num time da NCAA, você provavelmente teria que treinar todos os dias , comparecer a todos os compromissos com o time e seria cobrado pelos seus resultados.
Em um Club Team, além de você não depender de seu desempenho por não ter bolsa esportiva, você poderá faltar em alguns treinos em caso de estar muito sobrecarregado na faculdade, e alinhá-los com sua rotina acadêmica.
Os Club Teams competem em torneios específicos para eles, tanto regionais como nacionais, e, dependendo do nível, contra equipes que disputam a NCAA e NAIA em amistosos.
Essas associações esportivas geralmente são organizadas inteiramente pelos estudantes. Dependendo da universidade, os Club Teams possuem times e atletas tão fortes quanto times que disputam as ligas oficiais, sendo necessário participar de uma seletiva para poder integrar o time.
Veja abaixo alguns exemplos de jogos entre club teams:
Partida de futebol entre California Polytechnic State University e Arizona State University
Torneio de vôlei da UC Davis
Partida de futebol entre University of Cincinnati e Ball State University
Os Club Teams são uma excelente alternativa para que você pratique seu esporte favorito, mas ainda sim ter tempo hábil para se dedicar aos estudos e a outras atividades extracurriculares importantes para a sua formação.
Tem vontade de fazer faculdade no exterior e fazer parte de um Club Team? Vem falar com a gente e saiba como podemos ajudar você a realizar esse sonho.
Conheça o processo de admissão para universidades no Reino Unido! – #VoceLaFora
/62 Comentários/em Processo Seletivo, Reino Unido /por Daqui pra ForaVeja nosso consultor Felipe Rosário, um dos maiores especialistas em faculdade no exterior do Brasil, falar sobre as universidades no Reino Unido. Para saber mais sobre universidade no exterior, não deixe de nos contatar!
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Para quantas universidades eu devo aplicar?
/182 Comentários/em Canadá, Daqui pra Fora, Estados Unidos, Holanda, Processo Seletivo, Reino Unido, Universidade no Exterior /por Daqui pra ForaUma das dúvidas mais frequentes dos estudantes que pretendem aplicar para universidades nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido é quanto ao número de instituições que eles devem se candidatar.
O senso comum diz que quanto mais aplicações o estudante enviar, mais chances terá de aprovação. Porém, é preciso pensar as aplicações de forma estratégica, para não correr o risco de enviar apenas para instituições altamente competitivas.
Por isso, pegue as dicas que separamos e prepare-se para fazer uma candidatura vencedora.
Para quantas universidades devo aplicar?
É muito comum um estudante se candidatar para no mínimo cinco universidades, já que escolher somente as “universidades dos sonhos”, que geralmente são muito competitivas, acaba tornando a candidatura do aluno e suas consequentes aprovações muito arriscada.
Vamos supor que um aluno decida aplicar somente para Harvard e Stanford, duas das mais competitivas universidades do mundo. Harvard admitiu cerca de 6% de pouco mais de 39000 alunos que se inscreveram para ela em 2016/2017.
Stanford aprovou 5% de 44,073 aplicantes. Por mais brilhante que esse aluno seja, é um grande risco escolher somente essas duas universidades quando a aprovação para instituições desse nível é tão incerta, com concorrência de estudantes tão brilhantes quanto ele, vindos de todos os cantos do mundo.
Portanto, qual seria o número ideal de candidaturas a serem realizadas? O número de universidades recomendadas para o estudante aplicar seria entre 6 e 16 instituições.
Como escolher as universidades para aplicar?
Ao escolher as universidades que irá se candidatar, o estudante deve analisar os fatores avaliados por aquelas instituições, comparando-os com uma análise racional de seu perfil.
Após essa análise, ele deverá ter em mãos um conjunto de universidades, que serão divididas em três graus de dificuldade: faculdades competitivas (com menor chance de aprovação), faculdades alvo (com chance média de aprovação) e faculdades seguras (com altas chances de aprovação).
Portanto, ao escolher um número entre 6 e 16 universidades, o estudante terá a possibilidade de se dedicar adequadamente ao processo de candidatura de cada uma delas (o que não ocorreria se o aluno se candidatasse para mais de 20 instituições, por exemplo), de modo que estaria consequentemente aumentando suas chances de admissão por estar trabalhando com um número maior, porém coerente, de universidades.
Se ao aplicar para cinco universidades, o estudante teria de escolher uma ou duas universidades competitivas, ao optar por aplicar para um grupo de 6 a 16 universidades, ele poderá escolher aumentar esse número para até seis faculdades (ou até mais, dependendo de sua decisão).
Além disso, as opções de universidades “alvo” e “seguras” também aumentam, dando ao estudante maiores possibilidades de aprovação e, consequentemente, de poder de escolha.
Empresas de consultoria, como a Daqui pra Fora, são determinantes para ajudar o aluno a montar a melhor lista de universidades possível de acordo com seu perfil.
Temos mais de 16 anos de experiência e profissionais especialistas em cada fase do processo. Caso deseje saber um pouco mais sobre nosso trabalho, preencha o formulário abaixo para conversar com um dos nossos especialistas.
Estágios no 1º e 2º ano de faculdade – #FicaADica
/175 Comentários/em Canadá, Carreira, Estados Unidos, Reino Unido /por Daqui pra ForaVeja as dicas da Fernanda Luiz, coordenadora do Departamento de Apoio e Desenvolvimento, sobre estágios de verão para alunos internacionais que estão no primeiro e segundo ano da faculdade no exterior.
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Graduação no Exterior – Um Treinamento para a Vida!
/102 Comentários/em Universidade no Exterior /por Daqui pra ForaMuitos pais têm dúvidas sobre a decisão de ter um filho cursando uma faculdade no exterior. São vários os motivos para estar tranquilo quanto a essa ser uma decisão acertada! Além das instituições em países como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido contarem com uma infraestrutura e educação de primeira linha, há ainda o crescimento pessoal desse jovem durante os quatro anos de faculdade, que terá papel fundamental no desenvolvimento de habilidades interpessoais que serão importantes em sua futura trajetória, tanto profissional como pessoal.
Leia abaixo o relato de Eliane Buzzetto, mãe do Leonardo, que está indo para seu último ano na University of Minnesota – Twins Cities. Eliane analisa como foi o desenvolvimento de seu filho através dos anos e o impacto positivo na decisão dele de ir estudar nos Estados Unidos!
Graduação no Exterior – Um Treinamento para a Vida! Por Eliane Buzzetto
É muito comum para nós, pais e filhos, que estamos envolvidos com o assunto “graduação no exterior”, concentrarmos nossa atenção na qualidade da experiência acadêmica que será adquirida pelo estudante. Uma das poucas certezas que temos hoje, num mundo onde as relações de trabalho e os tipos de profissões evoluem constantemente, é o valor de uma boa formação acadêmica. Estudar numa universidade de ponta é um passo importante na construção de uma carreira sólida.
No entanto, minha experiência como mãe de um aluno universitário nos EUA, tem me mostrado que, para além da sua inquestionável desenvoltura acadêmica, meu filho adquiriu habilidades comportamentais que lhe serão úteis para o resto da vida. Acredito que as lições que ele tem aprendido fora da sala de aula sejam tão ou mais relevantes do que o seu conhecimento acadêmico.
A partir do momento em que o estudante chega aos EUA para seu Freshman Year, ele se torna protagonista da sua própria vida! A distância do ambiente familiar lhe proporciona o espaço necessário para tomar suas próprias decisões e conviver com os resultados delas! No primeiro ano de curso o aluno já precisa exercitar a tomada de decisões no seu dia a dia, desde as coisas mais simples como: O que vou comer esta semana? Quando devo lavar roupa, fazer compras, etc.? Até as mais complexas como: Para quais matérias devo me matricular? Quanto tempo de estudo eu precisarei dedicar a cada uma delas? Fiquei doente, o que eu devo fazer agora? Enfim, serão muitos os erros e os acertos neste período, mas acima de tudo, será muito aprendizado! A necessidade de desenvolvimento das habilidades sociais também é muito importante no primeiro ano. É o momento em que o jovem precisa sair da sua zona de conforto emocional para buscar novas conexões de amizade, adaptar-se ao novo ambiente, dividir dormitório, administrar conflitos, conquistar seu espaço e respeitar o espaço do outro. As universidades americanas também estimulam o aluno a participar de grupos, clubs e fraternidades de interesse. Toda esta estrutura ajuda a desenvolver a capacidade de liderança, a criatividade, e a comunicação interpessoal do jovem.
Passado o primeiro Summer Break ( Férias de Verão ), chega o momento de iniciar o Sophomore Year! Para muitos estudantes, o segundo ano da graduação é um momento de perspectivas mais realistas em relação ao curso, organização das tarefas diárias, etc. Também é o momento em que muitos decidem sair dos dormitórios universitários e alugar um apartamento ou casa com um grupo de amigos. Decisão superimportante que vai trazer grande aprendizado! Provavelmente será o primeiro contrato de locação que eles vão assinar na vida! Ler o contrato detalhadamente, visitar o imóvel, estudar sua localização, pesquisar preços e condições, buscar um fiador ou, preparar-se para fazer um depósito caução, enfim, são inúmeros os detalhes envolvidos neste processo! Percebi que para meu filho, ter de se envolver com todos estes detalhes foi cansativo e muitas vezes frustrante, mas foi também um aprendizado incrível! Foi bacana ver a satisfação dele quando o negócio foi fechado.
Outro grande aprendizado que normalmente ocorre no segundo ano da graduação no exterior é o primeiro trabalho remunerado! Na maioria das universidades norte-americanas existe a possibilidade do aluno internacional trabalhar, por no máximo 20 horas semanais, dentro do próprio campus! São oportunidades incríveis que o aluno tem para incrementar seu currículo com experiências de trabalho e ainda obter uma renda adicional (normalmente são pagos valores entre 8 a 10 dólares a hora). No caso do meu filho, ele teve oportunidade de trabalhar como secretário para a Diretoria de Admissões para Alunos Internacionais e, como auxiliar de pesquisa num laboratório de pesquisas em tratamento de água. Estas experiências foram marcantes para ele. O fato de trabalhar no campus desenvolve muitas competências no jovem estudante. Aprender a importância das relações entre trabalho e remuneração, ter a noção exata do que é urgente, priorizar tarefas, exercitar a formalidade na comunicação oral e escrita e finalmente, mas não menos importante, fazer sua declaração de rendimentos ao fisco americano como qualquer outro trabalhador!
Chegado o Junior Year (Terceiro Ano) a coisa fica ainda mais séria! É o momento em que o aluno lida, diariamente, com as matérias profissionalizantes do curso. Manter as notas elevadas (GPA) torna-se um desafio! Nesse momento o aluno terá uma noção exata da profissão que escolheu! Também é o momento de trabalhar num estágio profissional (Internship), realizado preferencialmente durante os três meses de férias de verão. A maioria das universidades realiza feiras para recrutamento de estagiários, as chamadas Career Fairs, nas quais estudantes e empresas são colocados em contato. Não preciso dizer que a concorrência por boas vagas é enorme, que é preciso muito mais do que boas notas para se destacar no processo de recrutamento, etc. Foi difícil acompanhar a frustração do meu filho nessa etapa. Foram muitas entrevistas, muitos currículos (resume) enviados, muitas cartas de apresentação (cover letters) e, muitos “nãos” recebidos! Finalmente ele foi escolhido para três oportunidades de estágio e acabou optando por uma vaga como estagiário de Engenharia Química num polo industrial químico em Houston, TX, a cerca de 2.000 km de distância de Minneapolis, onde ele estuda!
Esta experiência de estagiar em outro estado resultou num aprendizado tão valioso para vida do meu filho quanto o diploma que ele vai receber no final do curso! Ele precisou tratar os detalhes do trabalho e do deslocamento com seus empregadores, precisou sublocar o seu apartamento em Minneapolis, fazer a locação de um novo apartamento em Houston, providenciar a mudança para os três meses de estágio, comprar um carro em Houston para poder deslocar-se até o polo industrial, contratar seguro para o automóvel, fazer as contas fecharem no final do mês com seu salário de estagiário…, enfim, foram muitas emoções! Mas com que orgulho, eu pude observar meu filho de 21 anos lidando com todos estes assuntos com uma desenvoltura e uma maturidade incríveis! Sinto que tanto ele como nós, seus pais, estamos prontos e confiantes para enfrentar o Senior Year (Quarto e último ano da graduação)!
Nós nos orgulhamos do compromisso com que abraçamos este projeto familiar de enviar um filho para fazer graduação no exterior. Tudo o que ele está aprendendo dentro e fora da sala de aula está sendo muito útil. Confiamos nas suas competências técnicas, nas suas habilidades pessoais, éticas e comportamentais como instrumentos para uma vida pessoal e profissional bem-sucedida!
#Depoimentos – Caio Oliveira, aprovado em Cornell University
/219 Comentários/em Depoimentos /por Daqui pra ForaAprovado em Cornell University, uma das Ivy Leagues, Caio costuma avaliar o trabalho da Daquiprafora como uma parceria. “Em vez de falar que eu passei em Cornell, eu gosto de falar que nós passamos”.
Confira o depoimento completo de Caio no vídeo abaixo:
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Veja 7 dicas de como usar o Common App
/871 Comentários/em Estados Unidos, Processo Seletivo /por Daqui pra ForaAgosto é considerado o mês da application para quem deseja estudar no exterior, principalmente nos Estados Unidos e Canadá. A partir desse mês, o aluno irá iniciar o preenchimento de suas candidaturas nas universidades escolhidas e enviar os resultados de seus testes e a documentação exigida.
Se você deseja aplicar para universidades nos Estados Unidos, é bem provável que você irá usar o Common Application, também conhecido como Common App, para realizar a sua inscrição.
O que é o Common App?
Popularmente conhecido como Common App, esse sistema online permite ao estudante se inscrever para cerca de 20 universidades realizando apenas uma application.
Mais de 700 universidades usam esse sistema hoje nos Estados Unidos, e algumas do Canadá. O que antes significava uma grande quantidade de tempo e horas dedicadas para cada application, agora é realizado de forma muito mais simples e dinâmica pelo Common App.
Como funciona o Common App?
A Common App disponibiliza um tutorial muito didático sobre como usar o website para realizar a sua candidatura nas universidades através desse sistema.
Contudo, preparamos uma lista com 7 dicas e fatos sobre o Common App que você precisa conhecer:
1) Nem todas as universidade estão no Common App! Confira a lista das universidades que aceitam esse método!
2) Existem universidades que só aceitam applications pelo Common App! Pesquise se as suas estão entre elas.
3) Apesar de ser um sistema único de application, cada universidade pode ter particularidades em sua inscrição. Fique atento e preencha tudo o que for pedido.
4) Os históricos escolares e as cartas de recomendação geralmente são enviados pelos counselors cadastrados pelos alunos. Fique atento para que seus counselors enviem tudo antes da data limite!
5) Confira se a universidade escolhida também exige que sejam enviadas as cópias físicas dos históricos escolares originais.
6) Além da redação padrão exigida pelo sistema, haverá universidades que pedirão redações extras, com temas pré-definidos. Fique atento!
7) Confira todas as informações inseridas no Common App diversas vezes. Tenha certeza de que não há erros de gramática ou digitação antes de finalizá-la.
Todos os alunos Daqui pra Fora recebem assessoria especializada sobre as candidaturas usando o Common App e em todas as etapas do processo para ingressar em universidades no exterior!
Preencha o formulário abaixo e vamos conversar.
Davis & Elkins College – Victória Santos – #MyCollegeLife
/33 Comentários/em Depoimentos /por Daqui pra ForaVeja nesse vídeo, nossa aluna Victória Santos, falando sobre suas experiências na Davis & Elkins College!
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Conheça 11 importantes habilidades exigidas pelo mercado
/123 Comentários/em Carreira /por Daqui pra ForaPara alcançar uma boa colocação profissional em um mercado cada vez mais competitivo como o nosso, ter um diploma de uma reconhecida universidade brasileira ajuda, mas muitas vezes não é o suficiente. Isso porque há certas habilidades exigidas por grandes empresas que as universidades daqui, seja por uma questão estrutural ou cultural, ainda penam para desenvolver junto a seus alunos.
É aí que entram as universidades americanas. Com grades curriculares inteligentes, um ambiente rico em diversidade, uma política de forte estímulo a atividades extracurriculares, além de uma cultura profissional que permeia toda a graduação.
Com isso, as universidades dos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido conseguem oferecer aos seus alunos um terreno fértil para que possam desenvolver diversas competências que depois farão a diferença durante a carreira profissional.
A Revista Alfa enumerou 11 delas, e a Daqui pra Fora mostra como as universidades no exterior podem ensinar tais competências. Veja-as a seguir.
As 11 principais habilidades que o mercado exige
Ser multicultural
Em um mundo cada vez mais globalizado, fatalmente você terá que conviver com chefes e colegas de trabalho de outras nacionalidades. Pode parecer que não, mas saber se relacionar com pessoas que possuem diferentes costumes é algo a ser aprendido.
Nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, você adquire essa habilidade desde a graduação. Isso porque cerca de 5% dos alunos nas universidades americanas são estrangeiros, oriundos de países dos cinco continentes.
Enquanto nas universidades brasileiras a presença de um estudante ou professor de outro país é vista como algo exótico, nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido trata-se da coisa mais comum do mundo.
Lá, você assiste a aulas com um professor coreano, joga futebol com um amigo espanhol e divide quarto com um colega indiano. Assim, quando chegar ao mercado de trabalho, se relacionar com gente de outras nacionalidades não será uma dificuldade.
Trabalhar em equipe
A realidade é cruel: na vida profissional você terá que se envolver em projetos com gente que pensa diferente de você e isso exigirá habilidade. Uma boa oportunidade de se preparar para essa situação durante a graduação seriam os trabalhos em grupo.
O problema é que no Brasil a cultura da “panelinha” ainda prevalece – você sempre vai se juntar aos seus melhores amigos, que naturalmente pensam parecido com você.
Já nos EUA não é assim. Isso porque nos dois primeiros anos, não há divisões por cursos como no Brasil, e todo mundo passa pelas mesmas aulas – o aluno só poderá escolher sua especialização, seja ela administração, história ou engenharia, mais tarde.
Dessa forma, você terá que necessariamente conviver com estudantes de perfis diferentes do seu. Há ainda o fato de que as turmas no início da universidade variam bastante, o que inibe a cultura da “panelinha”.
Com todas essas condições, o aluno de uma universidade americana é praticamente obrigado a aprender a negociar o trabalho em equipe.
Networking
No Brasil, existe ainda certo pudor na atitude de se aproximar de outra pessoa com uma “segunda intenção”, isto é, com o objetivo de expandir sua rede de contatos profissionais. E as universidades daqui pouco fazem para desmistificar essa prática.
Já nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido trata-se de algo completamente cultural. Sempre que há a oportunidade, as pessoas são incentivadas a se apresentar umas às outras e trocar cartões.
Além disso, as universidades americanas vivem em meio a um turbilhão de eventos, como debates e palestras, que surgem como ótimas oportunidades para se conhecer novas pessoas.
Há ainda por lá a forte cultura dos student clubs, que força o aluno envolvido a estar o tempo todo se relacionando com pessoas de diferentes áreas, em uma prática constante de networking.
Ser interdisciplinar
Não basta a um bom profissional de hoje em dia possuir somente o conhecimento de sua área específica de atuação. Ele precisa demonstrar um mínimo de domínio de habilidades também em outras áreas.
Um engenheiro que constrói pontes, por exemplo, precisa ainda dispor de certo conhecimento em economia para saber das consequências econômicas que a obra trará para a região.
Ou ainda conhecer minimamente de política para poder prever os impactos sociais causados junto às comunidades do entorno.
A preocupação com a interdisciplinaridade é a essência das universidades americanas, canadenses e britânicas. As grades curriculares são projetadas justamente para conferir aos alunos um mínimo de conhecimento nas áreas consideradas mais importantes.
Nos dois primeiros anos de faculdade, todos os alunos seguem o ciclo básico, em que farão matérias como inglês, escrita, psicologia, sociologia, história, entre outras. Dessa forma, quando estiverem no mercado de trabalho, serão profissionais bem mais completos.
Falar em público
Cargos de destaque vão exigir que o profissional saiba se expressar bem em público. Seja em uma apresentação para possíveis clientes, seja em uma reunião apenas para os chefes, os momentos em que você será submetido a essa situação são vários e freqüentes.
As universidades americanas, canadenses e britânicas sabem disso. E por essa razão fizeram da disciplina public speaking obrigatória na grade curricular.
Para além dessa aula, durante a graduação o aluno ainda é bastante estimulado a passar por situações em que precisa falar em público, como em seus student clubs, na organização de eventos da faculdade, em palestras e seminários. Dessa forma, ele não sentirá dificuldades com essa habilidade quando ingressar no mercado de trabalho.
Como escolher a carreira
Recebido o diploma, surge uma nova interrogação: como direcionar sua carreira? No Brasil, as universidades não costumam se preocupar em fornecer ao aluno uma orientação profissional para essa nova fase da vida. Já nos Estados Unidos e Canadá, isso é estrutural.
Toda faculdade americana possui um Career Center, que é onde os alunos vão não só para tirar dúvidas sobre o início da carreira profissional, mas também para participar de feiras de profissões, revisar currículos e até fazer simulação de entrevista.
Além disso, é bastante tradicional os professores receberem alunos fora do horário de aulas apenas para conversarem sobre a vida pós-universidade.
Liderar e gerir pessoas
Por ser uma prática absolutamente arraigada nos EUA e Canadá, é quase que certo que durante a graduação você se envolverá com algum dos inúmeros student clubs ou grêmios estudantis que existem nas universidades americanas. Para se ter uma ideia, algumas delas chegam a ostentar mais de 200 desses clubs.
Dessa forma, não faltam oportunidades para que você se engaje em projetos em grupo, e assim desenvolver habilidades como inteligência emocional, capacidade para delegar tarefas e motivação de pessoas. Trata-se de atributos que hoje são extremamente exigidos no mundo corporativo.
Contratar
Em sua trajetória profissional, provavelmente chegará o momento em que precisará recrutar um profissional. Para desempenhar bem essa tarefa, você deverá saber minimamente avaliar características alheias, tarefa não lá muito simples.
Enquanto estudante estrangeiro em uma universidade americana, canadense ou britânica, uma das características que você mais deve desenvolver é justamente a capacidade de observação.
Afinal, tudo lhe será muito novo, e é natural que você passe a ser muito mais observador do que o era em seu próprio país. O estudante brasileiro, quase certamente, passará por gafes como dar beijo no rosto ao invés de estender o braço para um aperto de mão na hora de cumprimentar, ou até ir para um churrasco levando bife quando na verdade os americanos comem hambúrguer e salsicha.
Tendo passado por experiências do tipo, o aluno internacional começa a observar o comportamento dos outros. Além de perceber comportamentos, você começará a perceber perfis: você começará a ver quem é planejador, quem é criativo, quem é executor.
No futuro, você terá bem menos dificuldade quando precisar analisar o perfil de candidatos durante um recrutamento.
Negociar
O estudante internacional já pisa nos Estados Unidos, Canadá ou Reino Unido tendo que negociar: desde convencer o oficial da imigração de que a intenção dele é só estudar e depois voltar ao Brasil, até lidar com o colega de quarto que, provavelmente, será de um outro país. Não é à toa que dizem que uma experiência no exterior ajuda muito alguém a se amadurecer.
Além disso, como já dito anteriormente, não há a cultura da “panelinha”. Constantemente o aluno será impelido a trabalhar com pessoas com perfis muitas vezes opostos aos seus, fato que lhe oferecerá ocasiões propícias para desenvolver suas habilidades como negociador. E o mercado deseja avidamente profissionais assim.
Ler ambientes
Para uma boa adaptação a uma empresa, é preciso estudar muito bem sua cultura organizacional, sentir o clima, perceber o funcionamento das regras não-escritas, para só então conseguir dar o melhor de si. Isso leva tempo e requer habilidade.
Ao viver em um país estrangeiro, você necessariamente precisará passar por um processo de adaptação a uma cultura diferente, tendo que muitas vezes adequar seu comportamento.
Quando ingressar no mercado de trabalho, o desafio de ser flexível e adaptável já não será mais novidade e você terá mais “jogo de cintura” para entrar e sair de situações complicadas.
Portar-se em uma reunião
Os colleges clubs, já mencionados acima, e nos quais você provavelmente irá participar ao estudar nos EUA e Canadá, são espaços bem estruturados e demandam formas de organização bastante similares a de uma empresa, como, por exemplo, as reuniões.
Nelas, há chamadas, pautas, relatoria, e todos são instigados a adotar uma postura participativa – algo que as empresas estimulam cada vez mais junto a seus novos funcionários. Tendo passado por uma universidade americana, isso não será mais um tabu para você.
Se você busca se tornar esse tipo de profissional mais completo, pense mais em fazer faculdade nos Estados Unidos, Canadá ou Reino Unido. Há um mundo de oportunidades para você.
E se essa for a sua vontade, a Daqui pra Fora pode oferecer toda a assistência que você precisa para alcançar esse sonho. Preencha o formulário abaixo e vamos conversar.