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Visto de estudante e trabalho durante a faculdade na Europa

17 de outubro de 2024/em Dicas /por Daqui pra Fora

Muitos estudantes internacionais sonham em estudar na Europa não apenas pela alta qualidade das universidades, mas também pela oportunidade de trabalhar durante a faculdade e obter uma experiência profissional valiosa. Para aqueles que desejam conciliar os estudos com o trabalho, entender as regras de visto e as permissões de trabalho é essencial para garantir uma experiência tranquila e segura. Este artigo explora os principais aspectos relacionados ao visto de estudante e ao trabalho durante a graduação em diversos países europeus.

Como funciona o visto de estudante na Europa?

As regras de visto variam de acordo com o país, mas, em geral, os estudantes que não pertencem à União Europeia (UE) ou ao Espaço Econômico Europeu (EEE) precisam de um visto de estudante para estudar na Europa. O processo de obtenção do visto geralmente envolve a apresentação de uma carta de aceitação de uma universidade europeia, comprovante de recursos financeiros para se sustentar durante a estadia e seguro de saúde.

É importante observar que os países europeus têm regras diferentes para a permanência de estudantes internacionais após a faculdade, o que pode ser uma vantagem para aqueles que desejam buscar oportunidades de trabalho após o término do curso. A seguir, veremos as regras específicas de alguns países populares para estudantes internacionais.

Trabalho durante a faculdade em diferentes países europeus

Alemanha

Na Alemanha, os estudantes internacionais com visto de estudante podem trabalhar até 120 dias inteiros ou 240 meios dias por ano. Durante as férias, é possível trabalhar em tempo integral. A Alemanha é conhecida por suas oportunidades para estudantes em áreas como engenharia, tecnologia e negócios, e muitos alunos encontram empregos em suas áreas de estudo ainda durante a faculdade. Após a conclusão do curso, os graduados podem solicitar uma extensão do visto por até 18 meses para buscar um emprego.

Países Baixos

Os estudantes internacionais nos Países Baixos podem trabalhar até 16 horas por semana durante o período letivo e em período integral durante as férias de verão (junho a agosto). Para isso, é necessário obter uma autorização de trabalho, que é geralmente solicitada pelo empregador. O país é um destino atraente para estudantes em áreas de tecnologia, ciências e artes, e oferece diversas oportunidades de estágio e trabalho. Além disso, após a graduação, os estudantes podem solicitar um visto de busca de emprego por um ano.

França

Na França, os estudantes internacionais com visto de estudante têm o direito de trabalhar até 964 horas por ano (cerca de 20 horas por semana) durante o período letivo e em tempo integral nas férias. Os estudantes não precisam de autorização de trabalho, e o tempo de trabalho pode ser uma ótima forma de complementar a renda enquanto estudam. Após a formatura, os graduados em áreas específicas, como ciências e tecnologia, podem solicitar uma autorização temporária para buscar emprego por até um ano.

Irlanda

A Irlanda é uma das opções mais flexíveis para os estudantes internacionais que desejam trabalhar durante os estudos. Com um visto de estudante, é permitido trabalhar até 20 horas por semana durante o período letivo e 40 horas por semana nas férias. Para aqueles que se formam em cursos superiores (nível 8 ou superior), existe a possibilidade de solicitar o “Graduate Visa” (Stamp 1G), que permite buscar emprego no país por até dois anos após a conclusão dos estudos.

Espanha

Na Espanha, os estudantes internacionais podem trabalhar até 20 horas por semana durante os estudos, mas é necessário obter uma autorização de trabalho, que é solicitada pelo empregador e deve ser compatível com o horário das aulas. Após a graduação, os estudantes podem solicitar uma autorização de residência para buscar emprego ou iniciar um projeto empresarial. Este visto é válido por até 12 meses.

Itália

Os estudantes internacionais na Itália podem trabalhar até 20 horas por semana durante o período letivo e em tempo integral durante as férias. A legislação italiana permite que os estudantes combinem o trabalho com os estudos, e após a conclusão do curso, os graduados podem solicitar uma extensão do visto por até 12 meses para buscar emprego no país.

Vantagens de trabalhar durante os estudos

Trabalhar durante a faculdade na Europa pode oferecer muitos benefícios, como a possibilidade de adquirir experiência prática na área de estudo, melhorar o domínio do idioma local e desenvolver uma rede de contatos profissionais. Além disso, o trabalho pode ajudar a cobrir parte das despesas e reduzir a dependência financeira.

Aspectos legais e limitações

Apesar das vantagens, é essencial que os estudantes conheçam as regras específicas de trabalho para estudantes internacionais em cada país e sigam as regulamentações. Trabalhar sem a devida permissão ou ultrapassar o limite de horas estabelecido pode levar a penalidades, incluindo a perda do visto de estudante.

Conclusão

A Europa oferece muitas oportunidades para estudantes internacionais que desejam estudar e trabalhar durante a faculdade. As regras variam de um país para outro, mas a maioria dos destinos europeus permite que os estudantes trabalhem por um certo número de horas por semana, oferecendo uma maneira prática de ganhar experiência profissional e complementar a renda. Ao planejar estudar na Europa, é importante verificar as regulamentações específicas do país de destino para garantir que todos os requisitos sejam cumpridos, permitindo uma experiência acadêmica e profissional enriquecedora.

 

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https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Visto-de-estudante-e-trabalho-durante-a-graduacao-na-Europa.png 862 1300 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2024-10-17 10:00:112025-12-10 10:38:30Visto de estudante e trabalho durante a faculdade na Europa

Como melhorar o seu inglês antes de estudar no exterior?

18 de setembro de 2024/em Dicas /por Daqui pra Fora

Se você está planejando estudar no exterior, uma das primeiras e mais importantes etapas é melhorar o seu inglês. Dominar o idioma não apenas facilita a adaptação em um novo país, mas também aumenta suas chances de sucesso acadêmico. Mesmo que você já tenha uma base no idioma, há sempre espaço para aprimorar suas habilidades e garantir que esteja pronto para enfrentar os desafios de um ambiente internacional.

Confira algumas dicas práticas de como melhorar seu inglês antes de embarcar nessa jornada:

Faça um curso preparatório

Uma das formas mais eficazes de melhorar seu inglês é se matricular em um curso preparatório específico para estudantes que desejam estudar no exterior. Muitos desses cursos focam nas habilidades que você precisará em contextos acadêmicos, como leitura e escrita de textos formais, compreensão oral e técnicas de estudo em inglês. Procure por cursos que ofereçam preparatórios para exames de proficiência, como o IELTS ou o TOEFL.

Dica Extra: Se possível, escolha cursos com professores nativos ou que ofereçam aulas online com nativos, o que proporciona uma experiência mais imersiva.

Pratique a escuta com conteúdo em inglês

Para desenvolver sua compreensão auditiva, consumir conteúdo em inglês é fundamental. Podcasts, séries, filmes e vídeos no YouTube são ótimos recursos. O importante aqui é expor-se ao idioma falado em diferentes sotaques e contextos, seja britânico, americano, australiano ou canadense, para que você se familiarize com as variações.

Dica Prática:

  • Assista filmes e séries com legendas em inglês para conectar a palavra escrita com a pronúncia correta.
  • Experimente ouvir podcasts voltados para temas acadêmicos ou áreas de estudo do seu interesse.

Leia todos os dias

A leitura é uma das formas mais eficientes de ampliar o vocabulário e melhorar a gramática. Para se preparar para os desafios acadêmicos no exterior, leia artigos, jornais, livros e revistas em inglês. Isso ajuda a familiarizar-se com expressões e estruturas usadas em textos acadêmicos.

Dica Prática:

  • Comece com textos mais fáceis e vá aumentando o nível de dificuldade à medida que se sentir confortável.
  • Leia materiais que sejam relevantes para o seu campo de estudo, isso ajudará a expandir o vocabulário técnico.

Escreva com frequência

A escrita é uma habilidade essencial no ambiente acadêmico, seja para redações, artigos ou ensaios. Comece a praticar escrevendo textos simples, como diários, resumos ou pequenas redações, e peça a um professor ou amigo fluente para corrigir. Isso não só aprimora sua escrita, mas também melhora sua capacidade de argumentação em inglês.

Dica Prática:

  • Dedique um tempo diário para escrever um parágrafo ou uma página sobre algum tema que você tenha estudado ou visto em notícias.
  • Utilize plataformas como Grammarly ou LanguageTool para verificar erros e aprender com as correções automáticas.

Converse em inglês sempre que possível

Falar inglês com confiança é uma das maiores barreiras para muitos estudantes, mas a prática é essencial. Procure oportunidades de falar com nativos ou pessoas fluentes. Aplicativos de troca de idiomas, grupos de conversação e até amigos que falam inglês são ótimas maneiras de melhorar sua fluência oral.

Dica Prática:

  • Participe de grupos de intercâmbio de idiomas ou encontros de conversação online. Plataformas como o Tandem e o HelloTalk podem ser muito úteis para praticar com falantes nativos.

Faça simulados de exames de proficiência

Se você pretende estudar no exterior, é provável que precisará comprovar seu nível de inglês por meio de testes de proficiência como o IELTS, TOEFL ou Cambridge. Fazer simulados é uma excelente forma de se familiarizar com o formato das provas e identificar áreas em que precisa melhorar.

Dica Prática:

  • Baixe simulados online ou adquira livros preparatórios que oferecem exercícios práticos.
  • Treine com limite de tempo para simular as condições reais de prova.

Imersão no idioma

Uma das formas mais rápidas e eficazes de aprender inglês é a imersão. Mesmo antes de viajar, você pode criar um ambiente de imersão ao seu redor. Troque o idioma do seu celular e computador para inglês, siga páginas e perfis em redes sociais que postam conteúdo no idioma e, se possível, interaja com falantes de inglês nas redes sociais ou em fóruns online.

Dica Prática:

  • Entre em grupos no Facebook ou Reddit que discutem temas de seu interesse em inglês.
  • Siga influenciadores e canais no YouTube em inglês sobre tópicos que você gosta.

Pratique a pronúncia

Além de falar inglês, é importante garantir que sua pronúncia seja clara. Existem vários recursos online, como vídeos no YouTube, aplicativos de pronúncia e até assistentes virtuais como o Google Assistente ou Siri, que podem ajudá-lo a praticar e aperfeiçoar a maneira como pronuncia palavras.

Dica Prática:

  • Use aplicativos como o Elsa Speak ou o Speechling, que ajudam a treinar sua pronúncia com feedback em tempo real.
  • Grave-se lendo textos em inglês e compare com a pronúncia correta.

Conclusão

Melhorar o inglês antes de estudar no exterior é um passo crucial para garantir que você aproveite ao máximo sua experiência acadêmica e cultural. Com dedicação e as ferramentas certas, você pode aprimorar seu vocabulário, fluência e confiança no idioma. A chave está na prática diária e na busca contínua por oportunidades de exposição ao inglês em diversos contextos.

Prepare-se bem e lembre-se: aprender um idioma é um processo contínuo, mas cada esforço traz resultados que farão toda a diferença na sua jornada de estudos no exterior. Boa sorte!

 

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https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Como-melhorar-o-seu-ingles-antes-de-estudar-no-exterior.png 995 1500 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2024-09-18 15:00:462024-09-17 17:56:36Como melhorar o seu inglês antes de estudar no exterior?

Qual é o custo de vida e como economizar dinheiro no exterior?

12 de setembro de 2024/em Dicas /por Daqui pra Fora

Mudar-se para o exterior é um sonho para muitas pessoas, seja para estudar, trabalhar ou viver uma nova experiência cultural. No entanto, um dos maiores desafios enfrentados por quem decide morar em outro país é o custo de vida. Ele pode variar significativamente de acordo com a localização, o estilo de vida e as necessidades individuais. Entender esses fatores e saber como economizar pode ser a chave para tornar essa transição mais tranquila e financeiramente viável.

O que compõe o custo de vida?

O custo de vida no exterior envolve despesas como moradia, alimentação, transporte, saúde, lazer e educação. Dependendo do país ou cidade escolhida, esses custos podem variar drasticamente. Por exemplo, grandes cidades como Londres, Nova York e Sydney tendem a ser mais caras do que pequenas cidades no interior da Europa ou América Latina.

Confira os principais fatores que afetam o custo de vida:

Moradia

Aluguel ou compra de imóveis é, muitas vezes, a maior despesa. Cidades grandes têm aluguéis mais elevados, enquanto áreas suburbanas ou rurais tendem a ser mais acessíveis.

Alimentação

Comer fora em restaurantes pode ser caro, mas cozinhar em casa geralmente é mais barato. Em alguns países, como a França e a Itália, mercados de produtores locais são opções acessíveis para comprar alimentos frescos.

Transporte

O custo do transporte público varia muito entre países. Em algumas cidades, como Berlim e Copenhague, o transporte público é eficiente e relativamente barato. Outras, como Los Angeles, exigem o uso de um carro, aumentando os gastos com combustível, seguro e manutenção.

Saúde

O acesso a serviços de saúde varia de acordo com o país. Em locais como o Reino Unido, onde o sistema público de saúde é forte, os custos podem ser baixos. Já em países onde o sistema é mais privatizado, como os EUA, os gastos com saúde podem ser substanciais.

Lazer e entretenimento

O estilo de vida e as atividades recreativas também impactam o orçamento. Se optar por atividades gratuitas ou de baixo custo, como visitar parques e museus, pode economizar significativamente.

Dicas para economizar dinheiro no exterior

  1. Pesquise antes de se mudar: Antes de embarcar, faça uma pesquisa detalhada sobre o custo de vida no país de destino. Compare cidades e regiões para encontrar o local que melhor se adapta ao seu orçamento.
  2. Faça um planejamento financeiro: Monte um orçamento mensal com todas as suas despesas, incluindo moradia, alimentação, transporte, saúde e lazer. Isso ajuda a monitorar seus gastos e identificar áreas onde é possível economizar.
  3. Escolha bem a moradia: Se possível, opte por dividir o aluguel com outras pessoas ou morar em áreas menos centrais. Isso pode reduzir consideravelmente os custos com habitação.
  4. Use transporte público ou bicicleta: Dependendo do país, o uso do transporte público é mais barato do que ter um carro. Em cidades onde o ciclismo é popular, como Amsterdã ou Copenhague, a bicicleta pode ser uma alternativa ainda mais econômica.
  5. Cozinhe em casa: Comer fora frequentemente pode consumir grande parte do orçamento. Aprender a cozinhar pratos simples em casa pode gerar uma economia significativa ao longo do tempo.
  6. Procure descontos e ofertas: Muitos países oferecem descontos para estudantes, jovens profissionais ou turistas em transporte, entretenimento e até compras. Esteja sempre atento a cupons e promoções.
  7. Tenha uma reserva de emergência: É sempre recomendável ter uma reserva financeira para imprevistos, como problemas de saúde, reparos emergenciais ou custos inesperados com documentação.

Conclusão

Viver no exterior pode ser uma experiência incrível, mas requer planejamento financeiro cuidadoso. Ao entender o custo de vida e adotar estratégias para economizar, você pode garantir uma experiência mais tranquila e aproveitar ao máximo essa nova fase. Lembre-se de que o equilíbrio entre desfrutar das oportunidades que o novo país oferece e manter a disciplina financeira é essencial para uma vida confortável e estável no exterior.

 

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https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Qual-e-o-custo-de-vida-e-como-economizar-dinheiro-no-exterior.png 862 1300 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2024-09-12 10:00:282024-09-09 17:55:02Qual é o custo de vida e como economizar dinheiro no exterior?

A importância do Campus Tour na escolha da universidade

7 de abril de 2023/120 Comentários/em Dicas, Universidade no Exterior /por Daqui pra Fora

O processo de definição da universidade é uma etapa tão importante quanto do de seleção das universidades. É nessa fase que o aluno irá analisar as universidades em que foi aprovado e definir qual delas se encaixa mais com seu perfil.

Além, é claro, dos fatores acadêmicos, é muito importante para o aluno conhecer as características de cada universidade e entender se o perfil delas é parecido com o seu. Os americanos chamam esse processo de finding a good fit.

Um dos passos importantes para encontrar a universidade que se enquadra no perfil é fazer o Campus Tour e explorar os diferentes ambientes oferecidos pelas instituições de estudo. Saiba mais sobre esse processo com esse artigo detalhado.

O que é o Campus Tour?

Por mais contato que o aluno tenha tido com dados, fotos e vídeos da universidade, nada será melhor para o estudante do que visitar a cidade e o campus universitário pessoalmente e ter a certeza de que ele realmente se identifica com aquele ambiente. Essas visitas na universidade são chamadas de Campus Tour.

Ao visitar a universidade, o estudante poderá ter uma ideia de como é o seu “clima”:  o perfil dos estudantes e professores, os dormitórios, o refeitório, as salas de aula, e muito mais.

Além disso, poderá tirar dúvidas sobre o dia a dia da faculdade com os próprios alunos, professores e funcionários, como por exemplo:

Como são as aulas nas faculdades? Quantos alunos em média frequentam cada aula?

Como é o refeitório da faculdade? Qual a diversidade de comida oferecida?

Qual a infraestrutura dos dormitórios? Quantas pessoas dividem os quartos?

Qual a diversidade cultural no campus? Existem bastante alunos internacionais?

O campus é tão bonito quanto aparenta pelas fotos na internet?

O campus da faculdade é bem agitado? Os alunos se envolvem com muitas atividades?

Para um estudante internacional, pode parecer complicado realizar uma visita em uma universidade fora do Brasil. Apesar disso, visitar a universidade é algo muito viável se for feito com planejamento, e certamente será um fator muito importante para ajudar o estudante a decidir em qual instituição ele irá realizar a sua graduação.

Escolhendo as universidades e as datas para visita

O primeiro passo é definir quais serão as universidades que o aluno pretende visitar e saber o que é necessário fazer para realizar cada uma das visitas. Esse processo varia muito entre as universidades: há instituições que exigem que o aluno se inscreva com antecedência e que realize o tour em datas específicas.

Outras são mais flexíveis e permitem que o aluno realize sua visita em qualquer data. Portanto, é muito importante estar atento as datas e procedimentos necessários de todas as universidades que você pretende visitar. Essas informações podem ser encontradas no site da universidade ou entrando em contato com o departamento de admissões de cada uma delas.

“Eu achei melhor marcar a minha viagem aos EUA no meio do mês de Abril, pois nessa época eu já tinha todas as respostas das universidades, e ainda teria tempo para decidir para qual ir” disse Renato Ferrari, que agendou visitas para a University of California – Santa Barbara e University of California – San Diego.

“Na University of California – Santa Barbara, marquei um “tour dos admitidos”, que foi bem geral eu diria – o que eu procurava nesse tour era conhecer a faculdade, pois já sabia do nível académico dela”.

“Com relação a University of California – San Diego, eu fui no Triton Day, que é um sábado “de festas” e shows e todos da faculdade estão lá à disposição. Lá, eu encontrei uma pessoa do staff que respondeu muito especificamente todas as minhas perguntas” relembrou Renato, que acabou optando pela University of California – San Diego.

Escolher corretamente as datas para as visitas pode não só facilitar o processo de definição da universidade, mas também evita que o aluno precise se matricular em mais de uma instituição por ainda não ter tomado sua decisão.

“Eu decidi visitar a University of Florida, North Carolina State University e University of Minnesota. Eu realizei minhas visitas em maio, então acabei me  matriculando nas três universidades para depois escolher uma delas. Uma dica é tentar visitar as universidades em abril ou até em março, caso todos os seus resultados já tenham saído, assim você realiza as visitas antes da data final de matrícula das universidades e define qual delas irá estudar, matriculando-se apenas em uma” afirmou Vanessa Shimada, aluna da University of Minnesota – Twins Cities.

Estudantes caminhando durante o Campus Tour

Hospedagem

Geralmente, as universidades possuem hotéis muito próximos a elas, já que elas recebem muitos visitantes em diversas épocas do ano. Alguns desses hotéis inclusive ficam dentro do próprio campus.

Há universidades que possuem parcerias com hotéis, dando descontos para quem for realizar visitas no campus ou participar de eventos na instituição.

Contudo, planejar a visita para os períodos “fora de temporada” pode evitar dores de cabeça. Marcar as visitas nos meses de março e abril evita que o aluno enfrente concorrência no momento de encontrar a hospedagem: em maio, geralmente ocorrem as cerimônias de formatura, fazendo aumentar a procura por hotéis nas regiões próximas à universidade.

“Como agendei minhas visitas para maio, os hotéis próximos do campus já estavam todos cheios por conta das formaturas” conta Vanessa.

Campus da universidade pronto para receber estudantes no Campus Tour

Vantagens

Para nossos alunos, visitar as universidades foi determinante no processo de escolha. “Eu pessoalmente acredito que visitar as universidades valeu muito a pena, porque a visita te dá um outro olhar sobre a universidade, algo que você não consegue ter apenas por fotos, vídeos e pelo site. A visita realmente ajudou muito na minha decisão porque eu pude ver mais do que apenas a parte acadêmica: pude conhecer os dormitórios, salas de aula, o clima da cidade e muitas outras coisas” disse Guilherme Bernardes, aluno da Arizona State University.

Renato Ferrari concorda sobre a importância de sentir o espírito da universidade. “Eu achei que minha viagem valeu muito a pena, pois como UC – San Diego e UC- Santa Barbara são muito parecidas academicamente, o que me ajudou na decisão foi justamente o “feeling” que eu tive assim que pisei em cada uma delas. Além disso, conheci pessoalmente estudantes de ambas as faculdades, o que me ajudou a tirar dúvidas pessoais e do dia a dia”.

Para Renato Nishikawa, pai de Felipe, conhecer a universidade foi determinante para ter completa noção da estrutura das universidades dos Estados Unidos: “Visitamos a Purdue University e a estrutura era fantástica! Eles possuem um boeing com mais de 1M de peças só para a turma de aeronáutica montar e desmontar, corridas de kart com equipes de engenharia. Eles possuem até um aeroporto para a turma de engenharia aeronáutica, com vários aviões, inclusive da força aérea americana. São 20 astronautas formados em Purdue, incluindo o primeiro homem a pisar na lua Neil Armstrong. Gostamos bastante, a universidade é muito moderna e a cidade muito bem planejada!” contou Renato.

Estudantes fazendo o Campus tour pela área externa da universidade

 

Tranquilidade para alunos – mas também para os pais!

As visitas na universidade são importantes não somente para que os alunos possam conhecer suas opções de universidades, mas também para que os pais possam ficar mais tranquilos sobre os locais onde os filhos poderão morar.

No caso de Juliana de Alexandria, mãe da Luiza, conhecer a universidade foi fundamental para que ela se tranquilizasse sobre a escolha da filha. Luiza já estava muito decidida a ir para a Temple University, na Filadélfia, mas Juliana achava importante conhecer o local e a cidade, antes de confirmar suas boas impressões.

“No início, eu achava que visitar as universidades seria algo muito difícil, por tentar conciliar meus horários no Brasil, os da minha filha. A Luiza já havia sido aprovada na Temple University e estava muito encantada pela universidade, e queríamos ter a certeza de que ela iria tomar a decisão correta. Decidi perguntar para outros pais na associação de pais da Daqui pra Fora e, incentivada por eles, decidimos visitar a Temple na Filadélfia” disse Juliana.

“Analisando toda a história, foi muito bom termos decidido visitar a universidade. Para nós, não foi uma questão de escolher qual seria a melhor universidade, já que a Luiza já estava muito certa em definir a Temple. Queríamos apenas confirmar as certezas da Luiza, conhecer a cidade. Eu já tinha uma noção de como seria a Filadélfia, sabia que era uma cidade muito boa, perto dos grandes centros urbanos que facilitariam a carreira em comunicação da Luiza. Portanto, quando a Luiza chegou em agosto para iniciar suas aulas, ela já conhecia a universidade, a cidade, o dormitório que iria morar, e é uma situação muito diferente de chegar em um lugar sem conhecer absolutamente nada. A adaptação inicial dela foi muito mais fácil. Foi uma experiência extremamente positiva para mim, como mãe, e para a Luiza, como aluna” concluiu Juliana.

Universidade americana aguardando estudantes para o Campus Tour

Contato com estudantes brasileiros nas universidades

Um dos fatores que é levado em consideração pelos estudantes ao definir a sua universidade é a presença de outros brasileiros no campus.

Alguns estudantes preferem ter mais contato com alunos americanos ou de outras nacionalidades, mas há estudantes que acreditam que ter contato com brasileiros que estão vivendo a mesma experiência, principalmente no início, pode ajudar no processo de adaptação.

“A University of Minnesota possui um grupo no Facebook para brasileiros que estudam na universidade e seus familiares, o que facilita muito o contato” disse Vanessa Shimada.

“Além disso, a Eliane Buzzetto, mãe do Leonardo, sempre ajuda os estudantes que quiserem conhecer os brasileiros da universidade, nos colocando em contato uns com os outros”

Vista aérea de cidade dos Estados Unidos

Tenha uma universidade favorita

Um dos principais pontos levantados por Vanessa é a necessidade de visitar todas as principais opções de universidade que o estudante tiver.

“Eu não ia visitar as faculdades, pois já tinha certa preferência pela University of Minnesota. Mas eu tive uma reunião com meu coordenador acadêmico, Marcelo Peterlini, que me fez a seguinte pergunta: ‘se você fosse comprar uma casa, você iria escolher uma sem visitar outras opções?’ E ele teve toda razão, foi um investimento que valeu muito a pena! Eu escolhi a University of Minnesota por causa da visita. E recomendo muito para qualquer um.  Mesmo que você já tenha sua universidade favorita, faça visitas em suas outras opções se puder”

10 dicas para quem deseja fazer um campus tour!

1. Inicie o planejamento com antecedência;

2. Aproveite as férias e feriados para visitar os campi;

3. Faça tours virtuais;

4. Fale com estudantes no campus;

5. Explore os departamentos acadêmicos;

6. Visite o refeitório e o centro dos estudantes;

7. Pergunte sobre a segurança do campus;

8. Procure saber sobre bolsas de estudo;

9. Leia o jornal dos estudantes;

10. Documente sua visita.

https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2017/11/Ajuste-das-imagens-grandes-demais-para-o-blog-10.jpg 995 1500 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2023-04-07 10:00:002025-04-01 15:12:15A importância do Campus Tour na escolha da universidade

Veja como criar a sua college list

1 de dezembro de 2022/em Dicas /por Daqui pra Fora

Uma das etapas mais importantes no processo de application é a montagem da college list, a lista das universidades onde você vai aplicar. Uma boa college list certamente aumenta as chances de aprovação em universidades no exterior. 

Mas o que é uma boa college list? É uma relação de universidades alinhadas com o perfil do candidato. Direcionar o seu projeto para os alvos certos é um passo enorme e importantíssimo na busca dos seus objetivos. Por isso, a college list precisa ser muito bem pensada e elaborada com bastante cuidado.

A seguir, você vai conhecer as etapas, os principais critérios e tudo que deve ser levado em conta na hora de montar a sua college list.

Como montar a college list

Antes de começar propriamente a sua lista, você deve parar para pensar em alguns critérios importantes, que envolvem algumas circunstâncias objetivas. 

O primeiro critério a ser observado são as suas notas, que vão mostrar às universidades o seu perfil acadêmico. Este perfil engloba suas notas na escola (seu histórico nos últimos 4 anos), a nota da prova de proficiência de inglês (TOEFL, IELTS, Duolingo), a nota do SAT ou do ACT. Você tem as notas mínimas exigidas pelas universidades pelas quais tem interesse?

Outro fator importante é definir quanto a sua família tem condições de investir nesta jornada. Este fator define o seu perfil financeiro. Lembre que o investimento inclui os valores com anuidade da faculdade, moradia, alimentação, além de gastos pessoais.

E, caso seja o caso de você precisar, é fundamental verificar as universidades que oferecem bolsas de estudos para estudantes internacionais e que tipo de bolsa elas disponibilizam (bolsa por mérito acadêmico, por necessidade financeira e bolsa artística).

Observando estes fatores objetivos, que não estão ligados a gosto ou preferências, você já vai eliminar várias universidades da sua possível college list e, assim, torná-la mais realista e mais próxima do seu perfil.

Atenção aos rankings

Pesquisar os rankings para ver a classificação das universidades é interessante e importante. Mas cuidado! Os rankings nem sempre refletem uma verdade absoluta.

Cada instituição que elabora os rankings têm seus próprios critérios, como reputação acadêmica, pesquisa, diversidade internacional, taxas de formatura e retenção, nível de seletividade, entre outros. Por darem mais peso a um ou outro critério, muitas vezes os rankings trazem classificações questionáveis.

Por exemplo, Texas A&M está à frente de Harvard, Yale e Columbia no ranking de engenharia do US News, um dos mais prestigiados quando o assunto é ensino superior.

Inclusive, no ranking Times Higher Education (THE), grande referência mundial no assunto, a University of Wisconsin – Madison está mais bem colocada que Dartmouth e Brown.

Quando estiver pesquisando rankings, pense ainda que, o curso do seu interesse pode não ser necessariamente melhor naquela universidade. Cheque isso também.

Os rankings servem, portanto, como um referencial, mas não devem ser seguidos à risca nem ser a principal e única fonte para a tomada de decisões. 

Crie o seu ranking de prioridades

Neste momento, você deve pensar em tudo que é importante para você, nas coisas que você gosta e nas suas necessidades. E a partir daí, fazer o seu próprio ranking de prioridades. 

Isso inclui se você prefere ir para uma universidade grande ou para uma menor; se gosta de morar em cidade grande ou se se sentiria melhor em uma cidade onde a universidade é o centro de tudo, por exemplo.

Você prefere um lugar com clima mais quente ou gosta de frio? Quer uma universidade com uma forte cultura esportiva ou isso não faz diferença? Você precisa de muita bolsa de estudos? Enfim, estes são alguns exemplos de pontos que podem ser levados em conta. Mas você pode, claro, definir os seus próprios. 

O mais importante é você definir as suas prioridades, dar os devidos pesos a elas e pesquisar quais universidades mais atendem ao que você busca. Vale muito a pena, também, ouvir recomendações de alunos que estão ou já estiveram por lá.

Monte uma lista equilibrada

Baseado principalmente nas suas características acadêmicas e no orçamento da sua família, você vai encontrar várias faculdades que se aproximam do seu perfil. Porém, nem todas são iguais ou têm o mesmo grau de exigência.

Você vai ver que algumas delas vão ser mais competitivas (apresentam um nível um pouco mais alto de exigências para admissão), outras menos. 

Por isso, é fundamental que a sua college list seja equilibrada. Uma lista equilibrada vai conter basicamente 3 tipos de níveis de seletividade: as competitivas (onde as notas exigidas podem estar um pouco acima das que você tem); universidades alvo (aquelas em que as suas notas batem ou estão um pouco acima das que são exigidas); e as seguras (onde suas notas estão acima daquilo que a universidade requer).

Em geral, as college lists costumam ter de 8 a 16 universidades. Mas este número pode variar para mais ou para menos, dependendo das características acadêmicas, pessoais e financeiras de cada um.

Quem tem como meta, por exemplo, as faculdades mais competitivas geralmente aplica para um número maior de universidades, para aumentar as chances, já que a competição nessas universidades é maior.

Outros candidatos que têm definido o lugar ou a região para onde querem ir, podem ter opções mais limitadas, fazendo com que a lista seja menor. 

O fundamental é ter em mente que a lista deve conter universidades com diferentes níveis de seletividade, de forma equilibrada, para garantir o sucesso do projeto.

Não deixe para a última hora

Comece a pensar na sua college list com antecedência. Como as applications abrem em agosto, o ideal é que a sua lista esteja pronta até julho do ano de sua candidatura.

Dessa forma, você terá todo o segundo semestre para trabalhar nas suas candidaturas. Ou seja, se você vai aplicar no final de 2024, tenha a sua lista definida em julho do mesmo ano. 

Onde e o que pesquisar

A elaboração da college list exige uma boa dose de pesquisa. Procure saber quais são os critérios de admissão da universidade (international student/admission requirements) e qual é o nível de seletividade.

Busque informações sobre os cursos que elas oferecem (undergraduate programs), como é a vida naquela universidade (student life / campus life / clubs / student organizations / housing / dining), se oferece bolsas de estudos (scholarship for international students) e também sobre oportunidades de emprego no campus (on campus job / student employment). 

Também vale a pena conhecer o entorno da universidade: onde ela fica, quais as cidades próximas, o que se faz por lá e a qualidade de vida. O clima do lugar também pode ser levado em conta. 

Todas essas informações vão te ajudar a perceber com quais faculdades você mais se identifica ou quais se aproximam mais do seu perfil.

Alguns sites interessantes para pesquisar são: US News, Niche e College Board (EUA), Times Higher Education (global), Study in Holland (Holanda) e The Guardian (Reino Unido).

Busque orientação de profissionais

Um dos pontos mais importantes do programa de candidatura da Daqui pra Fora é a seleção de universidades. Nela utilizamos toda a nossa experiência e uma base de dados de mais de 30.000 applications enviadas.

Assim, criamos a melhor lista possível, mesclando ambição e equilíbrio. O objetivo é garantir sempre as melhores oportunidades nas melhores universidades e com o melhor custo-benefício.

Para conhecer mais sobre o programa agende uma consulta gratuita com um dos nossos especialistas.

https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Dicas-para-voce-montar-a-sua-College-List​.png 862 1300 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2022-12-01 16:13:372024-01-25 20:54:24Veja como criar a sua college list

Como melhorar a produtividade de seus estudos em 5 passos

2 de março de 2020/116 Comentários/em Dicas /por Daqui pra Fora

A fase final do Ensino Médio é um período cheio de atividades e desafios. Isso vale para quem vai fazer vestibular, para quem está se preparando para estudar no exterior e mesmo para quem ainda está em dúvida se fica por aqui ou se vai fazer faculdade fora.

Tanto o vestibular quanto o processo seletivo no exterior, que é holístico e leva em conta vários aspectos da vida do estudante, dentro e fora da escola, exigem muito do candidato.

Apesar do cansaço e da ansiedade que envolvem este período, é fundamental se manter focado e estudar. O sucesso nessa jornada depende muito disso. O melhor caminho, então, é pensar em como aumentar a produtividade, ou seja, como fazer o tempo de estudo render mais e, com isso, melhorar seu desempenho.

5 dicas para seu tempo de estudo render mais

Se a ordem é aumentar a produtividade nos estudos, tudo deve girar em torno de organização e planejamento. Seja em relação ao tempo ou às próprias atividades, quanto mais organizado você for, melhor será o aproveitamento do seu tempo e dos seus recursos.

Por isso, preparamos algumas dicas que podem ajudar você a otimizar o seu tempo e, assim, melhorar seu desempenho nos estudos.

Elabore um cronograma de estudos

Levando em conta os prazos que você tem para estudar para provas e exames, identifique suas prioridades e estabeleça metas. A partir daí, é fundamental montar um cronograma com as tarefas a serem desenvolvidas para atingi-las.

Procure mensurar um tempo para atingir cada uma das metas, matéria por matéria. Assim, você não deixa conteúdo acumular.

Lembre-se de pensar em todas as suas atividades, inclusive as extracurriculares, na hora de estabelecer os horários. Com o tempo, você vai avaliando se está dando certo e pode ir fazendo ajustes.

Se for feito um planejamento com antecedência, é perfeitamente possível dar conta das demandas do vestibular e dos processos seletivos no exterior.

Desligue-se de tudo que puder ser distração

Não adianta nada ter um plano de ação baseado em um belo cronograma se na hora de executar você não estiver com a cabeça exclusivamente voltada para as tarefas que tem que cumprir.

Por isso, quando for estudar, elimine da frente tudo que puder tirar o seu foco. O ideal é manter os aparelhos eletrônicos longe, para não cair na tentação das redes sociais. Mas o computador é muitas vezes indispensável, então o negócio é ter mesmo disciplina.

Procure um lugar e um horário onde haja o mínimo de possibilidades de ser interrompido por outras pessoas.

Vale a pena, inclusive, quando o momento exigir muita imersão, mudar o status do WhatsApp alertando os seus contatos para não incomodar e agradecendo a compreensão deles, claro.

Perceba quando você produz mais e use isso a seu favor

As pessoas geralmente têm um período do dia onde se sentem mais ativas e produzem mais e melhor. Alguns preferem trabalhar de manhã, outros no fim da tarde ou à noite, enfim…

Procure se conhecer e usar o seu “horário de pico” para estudar as matérias que exigem mais atenção e concentração.

Inclua uma boa alimentação e atividade física no seu dia a dia

Não é só para ter bom desempenho nos esportes que o nosso corpo precisa estar em forma. Para raciocinar, criar, produzir intelectualmente no melhor nível, nosso organismo tem que estar saudável, alerta e pronto para responder aos desafios.

Por isso, é indispensável nesse período uma boa alimentação, bem balanceada, com nutrientes saudáveis, e fazer atividade física regularmente.

A atividade física, além de trazer mais disposição e saúde, ainda ajuda a quebrar um pouco a rotina mais rígida dos estudos. Escolha a que te dá mais prazer e inclua no seu calendário semanal.

Identifique e estabeleça uma técnica de produtividade

Para que dentro do cronograma estabelecido o tempo dedicado aos estudos seja o mais produtivo possível, vale a pena pensar em estabelecer uma técnica de produtividade, para ajudar a manter o foco.

Existem várias técnicas disponíveis. Cada um deve escolher a que mais se adapta ao seu perfil como aluno. Uma das mais conhecidas e aplicadas entre estudantes é a Pomodoro.

Ela propõe o uso de intervalos de tempo curtos, com pequenas pausas, em vez de longas horas de trabalho ininterrupto.

O criador dessa técnica se baseou na teoria de que fluxos de trabalho divididos em blocos podem melhorar a agilidade do cérebro e estimular o foco.

A ideia é trabalhar por um período de 25 minutos e fazer um intervalo de 5 minutos. Quando isso for feito 4 vezes, acontece uma pausa mais longa, de 15 a 30 minutos, e mais uma série igual recomeça.

Uma das razões de essa técnica funcionar bem é porque o cronômetro cria um senso de urgência e isso inspira o aluno a realizar o máximo em um determinado período de tempo. E depois ele tem um tempo para relaxar e recomeçar o trabalho.

Agora que você já entendeu como é importante planejar e se organizar para aumentar a produtividade nos estudos, venha saber mais sobre como a Daqui pra Fora pode te orientar na preparação da melhor candidatura possível para as faculdades no exterior, aumentando muito suas chances de sucesso e te orientando onde focar as energias.

https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Como-melhorar-a-produtividade-de-seus-estudos-em-5-passos.png 667 1000 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2020-03-02 00:00:002024-04-15 13:54:32Como melhorar a produtividade de seus estudos em 5 passos

Caio Oliveira conta sobre suas atividades fora do campus

21 de fevereiro de 2020/124 Comentários/em Depoimentos, Dicas, Universidade no Exterior /por Daqui pra Fora

Quem pensa em estudar no exterior sabe que vai enfrentar grandes desafios, especialmente pela excelência acadêmica que vai encontrar por lá. E não está errado. Mas as novidades estão por toda parte e contribuem para o desenvolvimento pessoal e, um pouco mais à frente, profissional do aluno.

Por mais que os estudos exijam muito, há vida além da sala de aula e dos muros da universidade no exterior. E as experiências são extremamente ricas.

Experiências Fora da Sala de Aula

Caio Oliveira está no último semestre na Cornell University, onde faz double major em Economia e Matemática. A universidade é fortíssima e ele é um aluno extremamente dedicado aos estudos.

Nessa entrevista ele nos conta como é a vida fora da sala de aula e como ela contribuiu para o seu crescimento pessoal e profissional  desde que chegou aos Estados Unidos.

Daqui pra Fora – Você chegou na universidade sem conhecer ninguém. Como foi a integração?

Caio– Desde o começo, as faculdades lá fazem um esforço para que no freshman year (primeiro ano) todo mundo se conheça, desenvolvem várias atividades de integração. Eles sabem que vem pessoas de vários países, sabem como pode ser desafiador esse processo.

Então, os alunos têm sim o apoio da universidade no começo. O importante é manter a mentalidade de querer fazer amigos e saber que todos lá querem também.

Afinal, estão todos no mesmo barco. Eu, pessoalmente, fiz amigos no meu dormitório, em diferentes aulas, no refeitório… foi um processo natural.

DpF– O que você acha que mais aprende e ensina para esses amigos? Afinal, são todos bem diferentes…

Caio– Meus amigos são até de áreas diferentes da minha. Então a gente troca bastante figurinha em termos de aprendizado mesmo, parte acadêmica. Mas pessoas de outros lugares do mundo, que pensam diferentes, têm famílias diferentes, religiões diferentes.

Então, você consegue conversar sobre tudo e sempre tem uma outra perspectiva. Eu tenho amigos que são muito ativos intelectualmente, leem livros, escutam podcasts, vão a museus… Não é muito o meu perfil, sou mais focado no acadêmico mesmo. Mas foi muito bom ter essa influência, me fez fazer coisas que eu não fazia.

Sobre o que eu ensinei para eles acho que está relacionado com o trabalho duro. Eles sempre viram desde o começo que eu ralava muito, gostava de ir até o meu limite para expandir esses limites. Acho que isso influenciou eles positivamente.

DpF – O que vocês costumam fazer quando saem do campus?

Caio– Cornell é bem ao norte do Estado de Nova York, um lugar frio. A gente fica na cidade, Ithaca, que é dividida em college town, onde os estudantes mais velhos moram e tem restaurantes, bares, etc., e o centro da cidade, onde moram os locais.

A vida universitária acontece em college town, os restaurantes, bares e cafés ficam cheios de estudantes. É onde você conversa, conhece gente e pode até estudar também.

A gente também viaja, geralmente para Nova York ou Boston, que são cidades que ficam a algumas horas de carro. Fora isso, o pessoal assiste bastante os jogos do time de ice hóquei da faculdade, que é o mais popular no campus, mas eu não costumo ir.

DpF – Que tipo de atividade você passou a fazer aí, que nunca fazia quando vivia em São Paulo?

Caio– Primeiro, cozinhar e lavar roupa. São coisas que tive que aprender a fazer. Depois, conheci lugares novos, vários, que eu certamente não teria ido se não estivesse estudando lá.

Essa parte de gestão de moradia é importante. Uma outra coisa importante que fiz na faculdade é ir a eventos corporativos. As empresas vão o tempo todo no campus. São muitas. Tem feira de carreira, sempre tem muitas oportunidades, e eu sempre me inscrevi em todas.

DpF – Sobre as viagens que você mencionou anteriormente, como elas acontecem e para onde você foi?

Caio– Fui para vários lugares nos Estados Unidos. Eu conheci Kansas, diferentes cidades de Nova York, conheci Boston, New Hampshire… Estive em várias faculdades ao redor também.

A gente viaja nos breaks, Fall Break, Spring Break. Sempre com os amigos da faculdade. Todas as comemorações, como Thanksgiving, por exemplo, sempre passei na casa dos meus amigos americanos, que sempre foram muito legais em me convidar. A experiência de conviver com a família americana também foi bem importante.

DpF – Como você acha que todas essas experiências contribuíram para o seu amadurecimento?

Caio– Me ajudaram bastante a abrir minha cabeça, a entender que isso existe, é parte do mundo, é o que acontece no país mais influente do mundo.

Em termos de aprendizado profissional, foi importante para eu entender como as pessoas se comportam lá, porque é muito diferente do jeito que as coisas são no Brasil.

No Brasil há uma informalidade, as pessoas são mais próximas desde o início, enquanto nos Estados Unidos a etiqueta profissional é bem mais enfatizada desde cedo.

O networking é bem forte lá também e isso deve contribuir muito na minha carreira. E tem ainda a questão da autonomia, de ter aprendido a me virar sozinho. É um amadurecimento natural. Na verdade, tudo contribuiu bastante e vale muito a pena.

Veja mais informações sobre a experiência de Caio Oliveira na Cornell University nesse depoimento:

Que tal entender um pouco mais sobre como um estudante pode entrar em uma universidade no exterior e ter essas e outras experiências únicas de vida? Veja como a Daqui pra Fora pode pode ajudar a chegar lá.

https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Além-da-faculdade-Caio-Oliveira-conta-sobre-suas-atividades-fora-do-campus.png 667 1000 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2020-02-21 00:00:002024-03-26 17:51:58Caio Oliveira conta sobre suas atividades fora do campus

5 dicas para escolher onde fazer faculdade no exterior

12 de fevereiro de 2020/121 Comentários/em Dicas, Universidade no Exterior /por Daqui pra Fora

Cada vez mais estudantes brasileiros buscam fazer faculdade no exterior, principalmente no Estados Unidos, no Reino Unido e no Canadá. E não é à toa. Entre as 100 melhores universidades do mundo, segundo o conceituado ranking da Times Higher Education, mais da metade delas (56) estão concentradas nestes países.

Entre as 100 melhores, 40 estão nos Estados Unidos, 11 no Reino Unido e 5 no Canadá. A universidade brasileira mais bem colocada no ranking está entre o 251o e o 300o lugar.

Mas não é apenas a excelência acadêmica que os estudantes buscam. Quem vai estudar no exterior desenvolve autonomia, convive diariamente com outras culturas, conhece novos lugares, cria um networking bastante potente, enfim, dá um passo enorme no seu desenvolvimento pessoal e profissional.

5 dicas para escolher onde fazer faculdade no exterior

Depois que a decisão foi tomada, o primeiro passo é escolher para onde ir. E ele é muito importante, afinal serão pelo menos 4 anos nesse novo país e é fundamental que você se sinta bem lá. Por isso, resolvemos trazer 5 dicas que vão te ajudar a chegar com mais segurança à sua escolha final.

Preste atenção na localização e no clima

Você gosta mais de frio ou de calor? Se dá bem com chuva, neve, sol? Prefere praia, montanha ou cidade? Pense em como você se sente em cada um desses lugares e climas. E lembre-se, você vai morar lá, não apenas passear, então essas condições serão enfrentadas diariamente.

Pense no tamanho da cidade

Há universidades em todo tipo de lugar. Em cidades pequenas, calmas; em cidades enormes e super movimentadas; em cidades onde só há praticamente a universidade (cidades estudantis).

Há universidades em lugares menores, porém próximos de regiões super agitadas, com outras universidades por perto… Enfim, é importante você pensar em onde se sentiria mais confortável.

Observe a diversidade e a multiculturalidade

Estudar fora já é uma grande mudança, sem dúvida. Você vai se deparar constantemente com pessoas e costumes novos. Mas há lugares com pessoas e costumes mais parecidos com os seu e outros nem tanto.

Procure saber sobre as pessoas e os costumes dos lugares para onde pretende ir e ver onde você vai se encaixar melhor.

Conheça o estilo acadêmico das universidades

As universidades no exterior têm excelência acadêmica indiscutível. Mas podem ser bastante diferentes entre si. Em termos de tamanho, há desde instituições com mais de 40 mil alunos até outras com 2 ou 3 mil.

Algumas priorizam a pesquisa acadêmica mais que outras. Há classes maiores e menores, mais flexibilidade no currículo e menos, mais e menos atividades extracurriculares…Pesquise bem as características e o estilo acadêmico das instituições antes de escolher para onde aplicar.

Saiba como é a vida fora das aulas

Você vai estudar bastante na universidade. Afinal, é para isso que está indo. Mas lembre-se de que a vida por lá vai além dos livros, computadores, bibliotecas e salas de aula. Alguns dos seus melhores amigos, algumas das melhores experiências da sua vida virão de lá.

As oportunidades que a universidade e o entorno dela oferecem vão ajudar a determinar como serão essas experiências tão marcantes. Claro que esse item não precisa ser a prioridade número 1 na hora de escolher para onde ir, mas sempre é bom prestar atenção nele também. Pode ajudar a fazer você ainda mais feliz na sua jornada.

Lugares muito procurados por estudantes do mundo todo

Boston (EUA)

No nordeste dos Estados Unidos, Boston concentra um enorme número de colleges e universidades, de todos os tamanhos e estilos. Entre elas estão algumas das principais instituições do país e do mundo, como o MIT (Massachusetts Institute of Technology) e Harvard.

O clima lá é frio a maior parte do ano, mas isso não impede que os milhares de estudantes se esbarrem curtindo a cidade, que é linda, tranquila, super segura, com prédios luxuosos, vida cultural e esportiva intensa, além de muitos pubs.

San Francisco (EUA)

Uma das mais bonitas cidades do Estados Unidos, San Francisco, na parte central da costa da Califórnia, tem um clima mais parecido com o nosso, excelente transporte público e muitas opções de passeios.

A cidade tem 780 mil habitantes, porém a baía de San Francisco conta com uma população de cerca de 7 milhões e abriga nada menos que o Vale do Silício e suas grandes empresas de tecnologia.

Há cerca de 20 universidades na região. Na cidade, a principal é a University of California San Francisco, e na Baía, o maior destaque é a University of California Berkeley.

Oxford (Inglaterra)

Oxford é uma das cidades mais charmosas da Inglaterra e atrai milhares de pessoas o ano inteiro em busca de cultura e aprendizado. Fica no centro da Inglaterra, onde o clima é frio e chuvoso a maior parte do ano.

A cidade abriga a mais antiga universidade do país, a Oxford University, que hoje encabeça o ranking das melhores universidades do mundo da Times Higher Education e recebe milhares de estudantes de inúmeros países.

Apesar do movimento intenso, a cidade de Oxford conserva um ar interiorano, de vilarejo de contos de fadas. Inclusive, várias cenas de Harry Potter foram gravadas lá.

Toronto (Canadá)

Toronto é uma cidade belíssima, nas margens do lago Ontário. Respira diversidade e é considerada uma das mais multiculturais do mundo. O frio é forte especialmente entre novembro e janeiro.

Nas demais estações o clima não é quente, mas é agradável. Porém, mesmo no inverno a cidade acolhe muito bem a todos. A cidade abriga a University of Toronto, a mais bem conceituada universidade do país e uma das melhores do mundo.

Esse artigo te ajudou a montar sua lista de possíveis localizações para estudar no exterior? Continue acompanhando nossas dicas através de nossa newsletter.

https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/02/5-dicas-para-escolher-onde-fazer-faculdade-no-exterior.png 667 1000 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2020-02-12 00:00:002024-03-05 13:54:085 dicas para escolher onde fazer faculdade no exterior

Como aproveitar seu intercâmbio para faculdade no exterior

10 de fevereiro de 2020/110 Comentários/em Dicas, Universidade no Exterior /por Daqui pra Fora

Você sabia que uma viagem de intercâmbio para aprender ou melhorar o inglês pode valer muito mais que isso? Para quem pensa em fazer faculdade no exterior essa experiência pode contribuir para facilitar sua adaptação na fase universitária.

Além ter de provas padronizadas, o processo seletivo para universidades no exterior leva em conta a trajetória acadêmica do candidato e dá bastante importância também às suas preferências e experiências fora da sala de aula e da própria escola.

Por isso, vale a pena pensar em tudo na hora de planejar o intercâmbio.

Como o intercâmbio pode ajudar na candidatura para faculdades no exterior

Primeiro, quando estiver pensando no país onde vai fazer o intercâmbio, procure optar por um lugar onde você teria interesse em fazer faculdade. Assim, você já conhece o lugar, suas características, as pessoas, o clima e vai perceber como se sente por lá.

Planeje também a viagem com antecedência, de forma que ela aconteça em um período que não atrapalhe seus estudos por aqui e nem atrase a sua formação.

Este período em outro país enriquece sua candidatura em vários aspectos. A própria experiência longe da família e em outra cultura conta pontos. A viagem do intercâmbio já é um bom test drive para quem quer fazer faculdade fora.

Ela mostra concretamente como é estar longe de casa, em outro país, inserido numa cultura diferente. Quanto mais o aluno aproveitar essa vivência, melhor.

Por isso, quando estiver lá tente se virar sozinho, busque as soluções para os probleminhas diários que possam aparecer e procure conviver e conhecer intensamente as pessoas ao seu redor.

A comida é diferente da de casa, a roupa limpa é por sua conta, o transporte também, até os relacionamentos são diferentes, tudo da forma como será na faculdade. Você vai viver uma autonomia mais que necessária para quem está longe de casa.

Vantagens do intercâmbio além do inglês

O aprimoramento do inglês certamente tem um valor enorme também. Quanto mais você desenvolver o inglês, melhor será o seu desempenho nas redações e nas provas que virão no processo de application. A imersão na língua é a melhor forma de aprender. Por isso, aproveite ao máximo!

Para fortalecer ainda mais a candidatura, uma dica importante é participar das atividades extracurriculares que essa oportunidade oferece.

Busque aquelas que mais têm a ver com você. Primeiro, claro, porque serão mais prazerosas. Mas também porque quando for descrever essas atividades no seu application, elas serão uma ferramenta fundamental para mostrar para a universidade quem você é.

E é importante que eles te conheçam bem, para saber se você realmente combina com aquela instituição e ela com você.

Outra dica que não pode faltar é aproveitar a viagem para visitar os campi das universidades locais ou próximas. Além de ser um passeio muito interessante, você vai conhecer as universidades, ver o que elas oferecem, sentir o ambiente e pode se imaginar estudando lá.

Ainda vai poder comparar as instalações, as localizações e ver o que mais te agrada. Mesmo que nenhuma delas venha a ser a sua opção final, a visita serve para você criar parâmetros que vão ajudar bastante na hora da escolha.

E lembre que o intercâmbio vai fortalecer sua candidatura. Quanto mais você souber aproveitar, mais ele vai te ajudar na hora de aplicar. Mesmo não sendo um item requisitado pelas universidades para alunos estrangeiros, uma coisa é certa: quem faz intercâmbio pode aproveitar para pensar mais à frente, numa universidade no exterior.

Veja como foi a experiência de Henrique no intercâmbio

O Henrique Sobreira Furtado, de Ribeirão Preto (SP), fez dois meses de intercâmbio em Tarrytown, bem próximo de Nova York, entre setembro e novembro de 2018.

A ideia era ganhar experiência fora de casa e ele aproveitou a oportunidade para fazer aulas de inglês. Hoje ele cursa o segundo semestre de Criminology and Criminal Justice na University of South Carolina.

Nessa entrevista, o Henrique conta sobre essa experiência e como ela o ajudou no projeto de fazer faculdade no exterior.

Daqui pra Fora – O que levou você a fazer intercâmbio?

Henrique– Eu queria ganhar experiência, viver fora de casa, conhecer o que a vida pode mostrar, inclusive outras opções de profissão. Eu sempre pensava em fazer medicina, por meu pai ser médico, mas queria ver outras coisas.

DpF – Por que escolheu Nova York?

Henrique– Eu sabia que seria uma mudança radical para mim, então eu queria um lugar onde eu tivesse todos os recursos disponíveis, em caso de eu precisar de alguma coisa. Pensei num lugar com boa mobilidade e fácil acesso a tudo, onde não fosse tão difícil me virar sozinho.

DpF – Quando foi para o intercâmbio, você já tinha planos de fazer faculdade nos Estados Unidos?

Henrique– Sim. Desde criança eu tinha o sonho de morar fora do Brasil, mais especificamente nos Estados Unidos. Eu já tinha, inclusive, começado a conversar com a Daqui pra Fora. Um amigo já tinha ido para Michigan com a Daqui pra Fora e gostou muito. Decidi fazer o mesmo.

DpF – Como este intercâmbio te ajudou na application?

Henrique– A viagem me ajudou bastante. Eu já tinha um bom inglês, mas nunca havia escrito grandes textos. Isso foi o que eu mais treinei quando estava no intercâmbio. Isso me ajudou demais, porque na fase de applications para as universidades, a gente tinha que fazer pelo menos três textos contando sobre nossa vida, dando exemplos de superação etc. Aprender a articular um texto foi um ganho enorme para mim.

Além disso, a viagem foi muito importante no sentido de me fazer tomar um rumo, decidir o que eu queria. Antes, logo que acabei o Ensino Médio, eu não sabia o que eu queria, não tinha planos, deixava as coisas rolarem.

Lá eu decidi o que eu queria e isso foi fundamental na minha application. Ainda joguei futebol americano (que sempre gostei) e aprendi um pouco de italiano, porque tive bastante contato com italianos por lá.

DpF – Você acha que o intercâmbio funcionou também como um test drive para você, que está hoje na universidade?

Henrique– Sim, me ajudou muito. Meu intercâmbio foi num lugar grande, um campus que havia sido uma universidade. Então, tínhamos toda a estrutura de uma universidade.

Eu fiquei hospedado nos dorms, comia no refeitório do campus, a gente tinha nossas aulas, montava nosso schedule. Foi uma experiência muito parecida com o que é uma faculdade americana mesmo.

Eu dividia o quarto com duas pessoas, lavava minha roupa… tudo bem diferente da casa dos meus pais. Isso fez diminuir o impacto quando cheguei aqui.

DpF – Além do local onde você ficou, você conheceu algum outro campus durante o intercâmbio? Isso te ajudou nas suas futuras escolhas?

Henrique– Sim. Onde fiquei já foi uma universidade, então já pude ver a estrutura de um típico campus. Conheci o campus da NYU, em Manhattan. Quando entrei na NYU sabia que era uma universidade muito bem ranqueada, vi que era um lugar lindo, com uma estrutura enorme.

Mas não me imaginei vivendo numa cidade agitada como Nova York durante quatro anos. Pra mim, São Paulo já é muita loucura. Então, eu percebi que queria uma universidade grande, com ao menos 30 mil pessoas, onde eu conseguiria conhecer gente nova todos os dias, fazer uma networking bacana.

Mas não queria uma cidade muito grande, queria uma cidade que respirasse universidade. Foi um dos motivos por que eu escolhi a Carolina do Sul.

DpF – Na prática, como o intercâmbio te ajudou na adaptação na University of South Carolina?

Henrique– Principalmente por estarmos em contato com gente totalmente diferente da gente. São pessoas que nunca vimos na vida, com hábitos e culturas totalmente diferentes.

A experiência do intercâmbio me ajudou muito a ser tolerante a isso. Eu já havia vivido algo muito parecido. Aqui na minha universidade, que é muito forte em International Business (não é o meu curso), tem muita gente da China, da Rússia… é tudo muito diferente.

Ficar no Brasil e viajar de turista não permite que a gente entre em contato com eles a ponto de vivenciar e entender como eles agem, como são seus costumes, sua rotina. No intercâmbio, por exemplo, eu dividia o quarto com um coreano e um argentino. Foi uma experiência muito boa nesse sentido.

DpF – E qual foi o maior ensinamento do intercâmbio que tem te ajudado hoje na faculdade?

Henrique– Eu era uma pessoa que sempre deixava tudo para última hora. Não só no estudo, tudo. Tive que aprender a me organizar antes para que as coisas aconteçam. Até porque aqui não existe chegar atrasado, nem 5 minutos. Todos são muito pontuais. Nas aulas e fora delas.

A lição maior e que mais me ajuda hoje é: nada vai acontecer se a gente não fizer com que elas aconteçam. Não tem quem faça por você.

Se você está pensando em fazer um intercâmbio, aproveite as dicas do Henrique e aproveite a experiência já pensando em seu futuro universitário.

E se precisar de uma assistência especializada para realizar esse sonho, o time de especialistas da Daqui pra Fora pode ajudar. Basta preencher o formulário abaixo para começarmos uma conversa.

https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Como-aproveitar-seu-intercâmbio-para-fazer-faculdade-no-exterior.png 667 1000 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2020-02-10 00:00:002024-03-28 10:30:03Como aproveitar seu intercâmbio para faculdade no exterior

Como os Summer Programs podem fortalecer a candidaura

6 de dezembro de 2019/62 Comentários/em Dicas, Processo Seletivo /por Daqui pra Fora

Quem tem em mente fazer faculdade no exterior deve pensar em usar as férias como aliada na caminhada rumo à vaga tão desejada na universidade escolhida. Fazer desses dias um período produtivo vai certamente incrementar de forma significativa a candidatura e pode fazer diferença no final da jornada.

Afinal, nas universidades do exterior não é apenas a nota de uma prova que define quem é aceito ou não numa faculdade. O processo seletivo é holístico, leva em conta vários aspectos da vida do candidato, dentro e fora da sala de aula.

Atividades extracurriculares e a redação são itens muito valorizados na candidatura, especialmente nos Estados Unidos.

Como aproveitar as férias para fortalecer a candidatura

Como a agenda durante o ano costuma ser muito apertada, as férias são uma ótima oportunidade para enriquecer o currículo com essas atividades, que são muito bacanas.

Existem muitas opções bem interessantes, mas vale a pena procurar por aquelas que mais combinam com você. Além de ser mais prazeroso, isso é importante porque junto com outros itens que compõem a candidatura, as atividades extracurriculares ajudam a mostrar para a instituição onde você está aplicando quem você é.

Podem ser atividades ligadas a teatro, esportes, cinema, música, arquitetura, administração, negócios, engenharia, empreendedorismo, biotecnologia, política, enfim, há opções em inúmeras áreas.

Inclusive voluntariado, que envolve trabalho em equipe ou outras atividades que também possam demonstrar liderança.

Você pode fazer algumas dessas atividades por aqui, mas uma viagem rápida ao exterior, nesse caso, vai enriquecer ainda mais a vivência e o seu próprio currículo.

Como funciona o Summer Program

Além da imersão em outro idioma, essa experiência no exterior traz diferenciais que só são adquiridos nesse tipo de viagem, o Summer Program.

São cursos rápidos, de 1 a 8 semanas, geralmente realizados nas próprias universidades dos Estados Unidos, Canadá e Europa entre junho e agosto, destinados especificamente a alunos do High School.

Os Summer Programs proporcionam conhecimento específico na área escolhida e também o desenvolvimento de várias soft skills (habilidades socioemocionais), que são muito importantes não só para o aluno como pessoa, mas também reforçam seu perfil como candidato a uma universidade no exterior.

Trabalho em equipe, resolução de conflitos, autonomia, comunicação e afinidade com diferentes culturas são algumas das soft skills sempre presentes nesses programas.

Além disso, a experiência já é uma espécie de test drive para quem quer estudar fora. Este período de vivência em uma universidade e ainda em contato direto com uma área do conhecimento específica da sua escolha é uma boa amostra do que você vai encontrar lá na frente.

O contato com profissionais e alunos do mais alto nível e de diferentes backgrounds também é um item muito importante nos Summer Programs, o que acrescenta demais à vida pessoal e acadêmica do aluno.

Nestes cursos você vai encontrar professores e palestrantes em nível de excelência e alunos do mundo todo, com as mais variadas culturas, cheios de vontade de aprender e interagir.

Veja algumas opções de Summer Programs

Universidades dos mais diferentes portes sediam Summer Programs direcionados a alunos de High School.

Columbia University

Nos Estados Unidos, a Columbia University, uma das mais importantes do país e do mundo, oferece um programa de 3 semanas com cursos de engenharia, ciências da computação, matemática entre outros.

Nesse período, além das aulas, ainda há atividades fora da universidade, explorando a cidade de Nova York. Os alunos recebem cartas de avaliação dos instrutores no final do curso e um certificado de conclusão.

The Wharton School

A The Wharton School at University of Pensilvannia (UPenn) também disponibiliza para high schollers diferentes cursos na área de administração e negócios. Desde Liderança no Mundo dos Negócios até cursos mais específicos, destinados, por exemplo a administração de negócios esportivos. Há uma academia em Wharton só para isso, a Sports Business Academy.

Harvard

A Harvard University’s Secondary School Program oferece mais de 200 cursos em diferentes áreas, como:

  • Matemática aplicada;
  • Mídia digital;
  • Psicologia;
  • Cinema;
  • Jornalismo;
  • Economia.

Fora das aulas, durante as 7 semanas de curso, os alunos podem participar de workshops, frequentar as bibliotecas, ir a eventos sociais no campus  e até visitar outras universidades próximas.

Cambridge

No Reino Unido, Cambridge recebe anualmente estudantes de High School de mais de 80 países para diferentes cursos e atividades, no Queen’s College campus. Entre todos os alunos, não mais que 10% podem vir do mesmo país.

O estudante escolhe uma matéria acadêmica, que pode ser Inglês, Debate ou Negócios e Empreendedorismo, por exemplo, e uma eletiva (pode ser teatro, fotografia ou outra), que serão cursadas durante 3 semanas.

McGill University

A McGill University, uma das mais prestigiadas instituições do Canadá, também tem sua Summer Academy, que disponibiliza cursos no verão para alunos de High School, com aulas e atividades dentro e fora do campus, em Montreal. Os temas dos cursos vão desde Crise Humanitária e Cooperação Internacional até neurociência, por exemplo.

Seja qual for o curso ou a instituição escolhida para o Summer Program, em todos eles o aluno vai conviver com professores, profissionais e colegas do mais alto nível e de diferentes culturas e backgrounds.

Vai passar semanas dentro de uma grande universidade, conhecendo e vivenciando suas instalações, estudando e fazendo atividades interessantes fora da sala de aula.

Benefícios também para as redações (personal statement)

O enriquecimento tanto no aspecto pessoal quanto acadêmico é certo e a experiência no Summer Program vai contribuir não só para fortalecer a candidatura no que diz respeito às atividades extracurriculares, mas também à redação (personal statement), item tão importante principalmente no processo seletivo das universidades americanas.

Na redação, o aluno escreve sobre histórias pessoais, fatos ou eventos que fizeram diferença na sua vida. Por meio dela, a universidade conhece um pouco mais sobre o candidato.

O aluno que participou de um Summer Program com certeza vai ter mais material para escrever e poder fazer uma redação mais rica e com bastante credibilidade.

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