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E agora, qual faculdade devo fazer?

31 de julho de 2020/em Estados Unidos /por Daqui pra Fora

Dúvidas não faltam para os alunos do Ensino Médio na hora de definir o que vão estudar na faculdade. Qual faculdade devo fazer? Quais carreiras estão em alta? Quais “dão” mais dinheiro?

As respostas a essas perguntas que inevitavelmente aparecem nesse momento variam, mas uma coisa é certa: a definição final é sempre difícil e muito pessoal.

Quem opta por fazer faculdade nos Estados Unidos tem mais flexibilidade nesse momento porque vai tomar esta decisão tão importante um pouco mais para frente, com mais experiência, conhecimento e maturidade.

Processo de escolha da faculdade

Diferentemente do que no Brasil, quando aplica para uma universidade americana, o candidato concorre a uma vaga na instituição e não em uma carreira específica. Ele só precisa definir qual curso vai querer fazer no final do segundo ano.

Quando ingressa na universidade americana, o estudante não recebe um currículo pronto. Como é estabelecido pela faculdade nos Estados Unidos, o aluno constrói a sua própria grade curricular desde o início.

Nos dois primeiros anos ele faz algumas matérias consideradas básicas, como:

  • Redação;
  • Inglês;
  • História;
  • Ciências;
  • Artes;
  • Matemática.

E pode escolher outras disciplinas mais relacionadas aos seus interesses pessoais. A flexibilidade é enorme e o aluno pode experimentar inúmeras aulas e assuntos diferentes.

Dessa forma, alunos de engenharia ou medicina, por exemplo, desenvolvem obrigatoriamente redação, discurso oral, e podem explorar diversas áreas, desde filosofia, psicologia, negócios, até política do meio ambiente e muito mais.

Liberdade de escolha na hora de montar a grade de estudos

O aluno escolhe as matérias que quer fazer, horário das aulas e até os professores com quem quer estudar. Sempre contando com o apoio de um conselheiro da universidade, que vai guiar o aluno de acordo com seu perfil e objetivos.

O leque de opções depende de cada universidade, mas geralmente é muito grande e pode conter disciplinas convencionais ou matérias menos comuns como Introdução aos Vinhos, por exemplo, que é oferecida na Cornell University, 20a melhor universidade do mundo, segundo o ranking da Times Higher Education.

Quem estuda, por exemplo, na Santa Clara University, na Califórnia, e se interessa por Física, pode se inscrever na disciplina Physics of Star Trek. O curso aborda entre outros assuntos da ciência o teletransporte e é recomendada para quem pensa na possibilidade de um dia trabalhar na NASA.

Em UPenn, uma das principais universidades dos Estados Unidos e 16a do mundo segundo a THE, os interessados em inglês e literatura podem escolher a disciplina Wasting Time on Internet, que estuda se é possível selecionar conteúdo literário significativo em posts das redes sociais.

Com tantas possibilidades para explorar diferentes áreas antes de definir o curso que vai fazer, o estudante acaba tendo tempo para se conhecer melhor, para ver com o que realmente tem mais afinidade e vai poder tomar a decisão com muito mais tranquilidade, conhecimento de si próprio e do mundo.

A definição da carreira sendo feita em um momento de mais maturidade e autoconhecimento certamente traz mais assertividade e precisão. As chances de acerto são bem maiores e a probabilidade de insatisfação com o curso passa a ser mínima.

Neste webinar você encontra mais informações sobre os benefícios de fazer faculdade no exterior:

Faculdade nos Estados Unidos e Double major – Dupla Graduação

Outra vantagem de fazer faculdade nos Estados Unidos é que quando, no final do segundo ano, o aluno decide o curso que quer fazer, ele está definindo o seu major.

Porém, se depois de explorar diferentes áreas ele se interessar por mais de uma e quiser graduar em dois cursos diferentes, ele pode. É o double major ou dupla graduação.

Neste caso, o aluno faz os dois cursos ao mesmo tempo e um não precisa estar necessariamente relacionado com o outro. Quem opta pelo double major pode ter um dia a dia um pouco mais puxado, já que tem que cumprir os créditos para as duas áreas, mas esta opção é possível e não é nada incomum.

Alguém que faz jornalismo, por exemplo, e quer trabalhar como correspondente internacional, tem a oportunidade de fazer também o curso de Relações Internacionais. As possibilidades depois de formado inegavelmente aumentam.

Para quem quer empreender este modelo também é muito vantajoso. Quem quer fazer arquitetura ou engenharia pode se formar também em Business e no futuro vai estar totalmente preparado para abrir e cuidar do seu próprio escritório ou empresa.

No sistema curricular americano o aluno tem, portanto, mais tempo e conhecimento para se desenvolver e escolher com tranquilidade e maturidade a carreira (ou as carreiras) que vai seguir.

Quer saber mais sobre as possibilidades de ensino superior nos EUA? Fale com nossos especialistas e assine agora a nossa newsletter.

https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/07/BLOG-1.jpg 995 1500 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2020-07-31 13:28:292024-04-10 15:33:54E agora, qual faculdade devo fazer?

Melhores universidades de psicologia do mundo

24 de julho de 2020/em Universidade no Exterior /por Daqui pra Fora

Psicologia é hoje um dos cursos mais procurados por estudantes no mundo todo. Nos Estados Unidos, por exemplo, foi o terceiro curso com mais formandos nas universidades no ano passado. Aproximadamente 127.000 novos psicólogos se formaram em universidades americanas em 2019, e algumas das melhores universidades de psicologia do mundo estão lá.

Fazer psicologia em uma universidade no exterior também significa aprender com os melhores, em um ambiente multicultural, rodeado por estudantes do mundo todo, conhecendo lugares e pessoas novas quase que diariamente. Como resultado, é aprendizado em tempo integral, dentro e fora das salas de aula.

Principais cursos de psicologia

As melhores universidades de psicologia do mundo, segundo o ranking da Times Higher Education (THE), estão principalmente nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, e também na Holanda e na Austrália.

Conheça algumas delas:

Stanford University (Estados Unidos)

Número 1 do ranking em psicologia, Stanford é considerada pela THE a 4a melhor universidade do mundo. Localizada no coração do Vale do Silício, na Califórnia, a universidade tem um dos maiores campus dos Estados Unidos, com 18 institutos de pesquisa e 7 faculdades, atendendo mais de 16 mil estudantes vindos dos 50 estados americanos e de mais de 90 países.

Aliás, as empresas fundadas por seus ex-alunos, como Google, Nike, Netflix, Instagram e HP, geram uma receita anual de cerca de U$ 2,9 trilhões, o que corresponderia à 10a economia do mundo.

O departamento de psicologia foi um dos primeiros a serem estabelecidos em Stanford. Hoje seus 5 departamentos são referência em pesquisa e ensino e ainda trabalham bastante interdisciplinaridade, estabelecendo próximas relações com outras áreas do conhecimento, como direito, medicina e business.

UCL (Reino Unido)

Localizada no centro de Londres, a UCL é a 15a colocada no ranking mundial da THE e seu curso de psicologia é considerado o 4o melhor do mundo. Os cerca de 36.000 estudantes de UCL se dividem em 11 faculdades. Mais de um terço deles são internacionais, vindos de mais de 150 países.

Com tradição em pesquisa, UCL foi a primeira universidade do Reino Unido a abrir um campus no Qatar e também um em Adelaide, na Austrália.

A Divisão de Psicologia e Ciências da Linguagem de UCL é a maior nessa área no Reino Unido, com 150 professores e quase 6.000 alunos. Como resultado, o programa de graduação é creditado pela Sociedade Britânica de Psicologia e os graduados podem se tornar membros dela.

Duke University (Estados Unidos)

Psicologia é um dos cursos mais procurados na Duke University. Com o 13o melhor curso do mundo na área e super reconhecida nos Estados Unidos. Ainda mais, ela é a 20a colocada no ranking mundial da THE e 10a melhor universidade dos Estados Unidos, segundo o US College Ranking.

Localizada no estado da Carolina do Norte, Duke é uma das universidades mais competitivas dos Estados Unidos e a 7a mais rica país. Dos seus quase 15.000 alunos (entre graduação e pós), cerca de 20% são internacionais.

Entre seus ex-alunos estão Melinda Gates e o ex-presidente Richard Nixon, além de vários executivos que já passaram pelo comando de empresas como PepsiCo, Apple, JP Morgan e Cisco Systems.

University of British Columbia (Canadá)

A University of British Columbia (UBC) oferece o 10o melhor curso de psicologia e é a 34a colocada no ranking das melhores universidades do mundo, segundo a THE.

UBC foi considerada a mais internacional das universidades da América do Norte, uma vez que são cerca de 17.000 estudantes de mais de 160 países. O principal campus da UBC fica em Vancouver, considerada a 3a melhor cidade do mundo para se viver.

Internacionalmente reconhecida por sua excelência em ensino, UBC tem um orçamento anual de C$ 660 milhões para pesquisa, valor que impulsiona mais de 9.500 importantes projetos em diversas áreas todos aos anos. Por exemplo, o atual primeiro ministro do Canadá, Justin Trudeau, é formado na UBC.

University of Amsterdam (Holanda) 

Localizada em uma das mais vibrantes e multiculturais capitais da Europa, a University of Amsterdam (UvA) é uma das principais universidades da Europa e tem o 14o melhor curso de Psicologia do mundo, de acordo com o ranking da THE.

A UvA é uma das universidades que oferece mais cursos em inglês em toda a Europa. De fato, são mais de 200 cursos em diferente áreas. Aproximadamente 7.000 dos seus 34.000 alunos são internacionais, vindos de mais de 100 países.

University of Melbourne (Austrália)

Reconhecida internacionalmente pela sua excelência em pesquisa e ensino, a University of Melbourne, a mais bem colocada universidade australiana no ranking da THE (32o lugar), também oferece o melhor curso de psicologia do país e um dos melhores do mundo (o 33o).

Com mais de 100 áreas de estudos, a University of Melbourne oferece um currículo flexível, onde o aluno pode direcioná-lo de acordo com seus interesses.

Cerca de 38% dos alunos da University of Melbourne são estrangeiros, atraídos não só pela qualidade da universidade, mas também pelo ambiente multicultural e pela qualidade de vida na cidade, uma das melhores do mundo para se viver.

Processo seletivo no exterior

Para ser aceito nas universidades no exterior, o aluno passa por um processo seletivo não restrito a uma prova, como geralmente acontece no Brasil.

As universidades estrangeiras querem conhecer melhor o aluno, não apenas saber qual o seu nível acadêmico. Geralmente os processos de admissão levam em conta aspectos acadêmicos e pessoais do candidato. Assim sendo, a ideia é ver se o perfil do aluno combina com o da universidade.

Além de enviar o histórico escolar com as notas do Ensino Médio, o aluno deve fazer padronizadas, prova de proficiência em inglês e pode ainda ter que enviar cartas de recomendação, apresentar redações e falar sobre suas atividades extracurriculares. Não só isso, mas também em alguns casos são necessárias entrevistas.

A Daqui pra Fora conhece a fundo os processos seletivos para universidades nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e Holanda. Desde 2001, nossa equipe já orientou com sucesso mais de 3.000 estudantes brasileiros, sempre trabalhando de forma personalizada, buscando construir a melhor candidatura de acordo com o perfil de cada um.

https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/07/BLOG.jpg 900 900 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2020-07-24 12:56:352023-11-30 23:16:24Melhores universidades de psicologia do mundo

Por que fazer faculdade na Austrália?

17 de julho de 2020/em Austrália /por Daqui pra Fora

Quem pensa em estudar no exterior muitas vezes se imagina em um país com um dos melhores sistemas de ensino do mundo, uma incrível beleza natural, excelente qualidade de vida e um povo acolhedor.

Um lugar como este tem tudo para atrair jovens do mundo inteiro, não é? Assim é fazer faculdade na Austrália, o terceiro destino mais popular do mundo hoje para estudantes internacionais.

Siga a leitura para entender as vantagens de fazer a sua graduação na terra dos cangurus e entenda os motivos que atraem tantos estudantes internacionais.

Por que estudar na Austrália?

Com um dos melhores sistemas de ensino do mundo, a Austrália tem uma reputação forte e bastante sólida no meio acadêmico internacional, que se deve principalmente ao comprometimento do governo e das próprias instituições em manter o ensino sempre atualizado e no mais alto nível.

O país não apenas tem 6 universidades entre as 100 melhores do mundo, segundo o ranking da Times Higher Education, como também cinco delas têm mais de 30% de alunos internacionais.

A University of Melbourne (37a do ranking mundial da THE), tem 38,7% de estudantes estrangeiros; a Australian National University (67a), 39%; com 38,2%, University of Sydney (60a); University of Queensland (70a), 33,5%; com 14,3%, University of New South Wales (84a); e, por último, Monash University, (54a), 31,4%.

No total, cerca de 720.000 alunos cursando alguma faculdade na Austrália em 2019 eram estrangeiros, vindos de 192 países, o que corresponde a aproximadamente 24% dos universitários do país.

Dessa forma, o crescimento no número de alunos internacionais no país tem sido de mais de 10% ao ano. O Brasil é o 4o país com mais alunos por lá e o número de brasileiros também vem aumentando.

Com tantos estudantes estrangeiros, as universidades oferecem serviços de apoio específicos para este grupo e a maioria delas disponibilizam um programa para quem precisa melhorar o inglês depois do início do curso.

Bem como, outra vantagem é que os professores estão bastante acostumados a lidar com alunos de diferentes culturas e backgrounds.

Por ser um país enorme, mas com uma população pequena, a Austrália tem a maior relação “estudantes internacionais x população local” do mundo.

Portanto, além de estudar em um ambiente de reconhecida excelência acadêmica, os alunos internacionais na Austrália estão expostos diariamente a uma enorme diversidade cultural, convivendo com pessoas do mundo inteiro, em todos os ambientes.

Essa convivência, além de proporcionar novas experiências e muito aprendizado, possibilita a formação de uma potente networking para o futuro.

Vantagens de estudar na Austrália

Além de excelência acadêmica e diversidade cultural, quem vai fazer faculdade na Austrália também busca qualidade de vida. E, sem dúvida, encontra.

Sexto melhor IDH do mundo, o país tem um índice de violência baixíssimo, boa divisão de renda e pouca corrupção. Ao mesmo tempo, a população é culta e honesta (fruto do ótimo sistema de educação), as cidades são limpas, planejadas e arborizadas, com transporte público moderno e bem estruturado.

O país ainda é considerado um dos lugares mais saudáveis do mundo para se viver, com ótima alimentação e muita prática de esportes.

As cidades australianas têm o menor índice de violência do mundo. Muitas estão entre as 100 mais indicadas do planeta para estudantes universitários:.

  • Sydney;
  • Brisbane;
  • Camberra;
  • Adelaide;
  • Perth;
  • Melbourne;
  • Gold Coast.

Há vários tipos de moradia para os estudantes e, certamente, inúmeras opções de lazer, turismo, esporte e cultura.

Por todo país não faltam lindas praias, montanhas, parques, muita natureza com fauna e flora exuberantes. E, da mesma forma, nas cidades acontecem o ano inteiro os mais diferentes eventos, como festivais de música, teatro, cinema, exposições de arte e também campeonatos. Ainda por cima, tudo em um ambiente multicultural (que não é exclusividade dos campus) e diverso.

Por ser um país com extensão enorme, o clima na Austrália varia bastante. Não se surpreenda se em um dia você for convidado para esquiar na neve e dois dias depois, para ir surfar na praia.

Mercado de trabalho e custos na Austrália

O estudante internacional tem permissão para trabalhar 20 horas por semana (meio período). Este é mais um fator que ajuda a atrair muitos estrangeiros para as universidades australianas.

A oferta de cursos é enorme e muitos incluem estágios e programas de trabalho nas mais diferentes áreas, o que facilita a entrada no mercado e ainda ajuda a fortalecer a networking. Além disso, depois da formatura, é possível ficar no país e continuar trabalhando.

Os valores da tuition (anuidade) das universidades australianas vão, em média, de 25.000 a 45.000 AUD. O custo de vida no país não é dos mais baixos, mas pode variar bastante dependendo da cidade.

Sydney e Melbourne, por exemplo, têm um custo de vida considerado alto. Já Brisbane e Gold Coast, que também têm ótimas universidades e excelente qualidade de vida, têm um custo bem mais baixo.

Como é permitido trabalhar meio período, o dinheiro do trabalho pode ajudar nas despesas se necessário. Além disso, o governo australiano incentiva a ida de estudantes estrangeiros e já investiu mais de A$ 300 milhões em bolsas para alunos internacionais. E continua investindo.

Gostaria de conhecer mais sobre as vantagens de fazer faculdade na Austrália, processo seletivo e bolsas? Fale com nossos especialistas para iniciar a sua jornada no exterior com a Daqui pra Fora.

https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Blog-Australia-opcao1.png 1416 2123 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2020-07-17 16:07:232024-03-11 15:52:16Por que fazer faculdade na Austrália?

Como é a redação para estudar no exterior?

13 de julho de 2020/em Processo Seletivo /por Daqui pra Fora

Sem dúvida, o processo seletivo para universidades no exterior é bem diferente daquele que existe aqui no Brasil, onde os alunos fazem somente o vestibular ou ENEM e as respectivas redações das duas provas.

Para ser aceito em uma universidade nos Estados Unidos ou no Canadá, por exemplo, o nível acadêmico do candidato é apenas um dos aspectos analisados pelas universidades.

As notas nos últimos quatro anos do colégio e as notas das provas padronizadas (SAT ou ACT) mostram em números que tipo de aluno você é. Mas as universidades querem conhecer o candidato além das suas notas, com o intuito de saber como ele pensa, que experiências ele carrega, como ele é, sua personalidade, suas habilidades, suas preferências, como age e se relaciona em diversas situações.

Com um processo seletivo holístico, além de conhecer melhor os candidatos, as universidades têm, sobretudo, a possibilidade de perceber se o perfil de cada um deles combina com o perfil da universidade. Afinal, cada instituição também tem suas próprias características.

Desse modo, elas utilizam algumas ferramentas tão ou mais importantes que as notas e as provas. A principal delas é a redação ou essay. Em contraste com o que estamos acostumados no Brasil, os temas dessas redações têm um caráter bem mais pessoal, justamente por ajudar os avaliadores a criarem uma imagem completa do candidato. Por isso, é imprescindível ser autêntico e muito verdadeiro ao escrever estas redações.

Estrutura das redações para estudar no exterior

Seja qual for o tema que você vai desenvolver, saiba que nas suas redações, inegavelmente, você vai falar de si mesmo. De experiências, de valores, de pensamentos, do que gosta, do que não gosta, do que acredita, do que já fez, do que gostaria de fazer… Enfim, vai precisar utilizar uma boa dose de autoconhecimento para poder se mostrar de forma genuína para as universidades onde aplica.

Para você ter uma ideia mais concreta de como são as redações, seguem alguns exemplos de temas que costumam ser comuns nas applications:

No Common App (plataforma que contempla applications para centenas de universidades nos Estados Unidos):

–      Conte sua história;

–      Fale sobre os obstáculos que já encontrou na sua vida e como os superou;

–      Fale sobre algum problema que já enfrentou e conte como o solucionou;

–      Conte sobre seu crescimento pessoal;

–      Fale sobre algum momento em que você questionou seu ideais.

Temas sugeridos por algumas universidades fora ou além do CommonApp:

–      Por que você gostaria de estudar nessa universidade?

–      Por que escolheu este major?

–      Qual o seu livro preferido?

–      Fale sobre uma atividade extracurricular importante para você.

Algumas universidades apresentam temas mais inusitados, que acabam exigindo bastante criatividade do candidato:

–      Onde realmente está o Wally? (University of Chicago)

–      Pense em alguma coisa que te fascinava quando você tinha 10 anos. O que permanece hoje? (Wake Forest)

–      Um pacote chega à sua porta. Depois de ver o conteúdo, você percebe que será o melhor dia da sua vida. O que há dentro e como você passa esse dia? (Brandeis University)

–      Defenda uma opinião impopular que você tem. (University of Notre Dame)

–      Você é chamado para passar o próximo ano no passado ou no futuro. Para onde você gostaria de ir e por quê? (University of Richmond)

–      Escolha uma mulher na história ou na ficção para conversar por uma hora e explique sua escolha. Sobre o que vocês conversariam? (Barnard College)

Neste vídeo, você encontra informações importantes sobre a elaboração da redação:

Seja você, seja único!

De forma mais direta ou indireta e independentemente do tema, o que as universidades querem com as redações é conhecer melhor o candidato.

Em outras palavras, a imagem que os avaliadores vão criar a partir da redação do aluno vai se juntar às outras peças da application, como um quebra-cabeça.

Com certeza, esta é uma das peças mais importantes do puzzle, porque é aquela que consegue diferenciar um candidato dos outros.

Fazer uma boa redação que se sobressaia aos olhos dos avaliadores não é simples, claro. De fato, exige algumas técnicas e habilidades, que devem ser aprendidas e bastante treinadas.

Mas elas podem não ser suficientes se o candidato não tiver em mente que, além de ser genuíno e verdadeiro, é fundamental pensar em ser único ao escrever a redação.

Em conclusão, o aluno precisa colocar a sua verdadeira essência nas palavras para transmitir quem realmente é e o que o diferencia dos demais candidatos.

A redação é, portanto, o instrumento mais poderoso que você tem para fazer a universidade perceber como ela pode se beneficiar ao ter uma pessoa como você nas suas salas de aula.

Uma vez que o avaliador lê inúmeras redações diariamente, a sua precisa se destacar para você não ser mais um no meio de uma “multidão” de candidatos. Seja você, seja único!

https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Blog-Redacao.png 1416 2123 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2020-07-13 13:11:092024-01-05 11:24:06Como é a redação para estudar no exterior?

A experiência de uma brasileira na UCLA

3 de julho de 2020/em Sem categoria /por Daqui pra Fora

A Califórnia é um dos lugares mais procurados dos Estados Unidos por estudantes internacionais. As praias, as cidades badaladas, o Vale do Silício, enfim, atrativos não faltam. Mas não é apenas o ambiente convidativo que interessa aos jovens estudantes.

Na Califórnia estão algumas das principais universidades dos Estados Unidos e do mundo, como é o caso da University of California Los Angeles. Portanto, estudar na UCLA é um sonho para muitos estudantes.

Segundo o ranking da Times Higher Education, 8 instituições da Califórnia estão entre as 100 melhores do mundo, número que supera o da maioria dos países. Similarmente, a UCLA é a 17ª colocada no ranking mundial da THE.

A UCLA é na verdade a universidade que mais recebe applications nos Estados Unidos. Em 2020, foram mais de 130.000. Além disso, do total dos cerca de 31.000 alunos na graduação, 16% são internacionais.

Casa de 14 vencedores do Prêmio Nobel, a UCLA tem como resultado centenas de centros de pesquisa e institutos entre os principais dos EUA em diversas áreas.

Na graduação, UCLA oferece mais de 125 majors e 90 minors. Em contrapartida, os cursos mais populares na UCLA são:

  • Biologia;
  • Economia de Negócios;
  • Ciências Políticas;
  • Psicologia;
  • Biopsicologia;
  • Economia.

Saiba como é a rotina de uma estudante brasileira que faz faculdade na UCLA e veja se faz sentido para o que você deseja da sua graduação no exterior.

Uma estudante brasileira na UCLA

Mas como é estudar na UCLA? A gente sabe que cada aluno é único. Cada um tem o seu background, a sua personalidade e seus próprios planos. Mas sempre vale a pena conhecer a experiência de quem está vivendo lá.

A paranaense de Londrina Renata Kobayashi, aluna Daqui pra Fora, está estudando na UCLA e contou pra nós como tem sido sua vida por lá.

A adaptação

“A UCLA tem o sistema de quarters, que divide o ano em fall, winter e spring. Cada um deles tem 10 semanas e estas semanas funcionam como um semestre, você tem que aprender tudo como se fosse matéria de um semestre.

É bem corrido, passou muito rápido pra mim. A última semana, quando acontecem as provas finais, chegou muito rápido.

Mas eu não esperava que a minha adaptação seria tão tranquila como foi. Eu achava que eu ia ter muita saudade dos meus pais, que ia estar muito sobrecarregada. No começo a gente fica mesmo, porque a UCLA é enorme, é a UC mais populosa do sistema.

Eu lembro que durante o orientation eu vi tanta coisa que fiquei super preocupada, achando que não ia conseguir acompanhar as aulas. Mas não foi bem assim.

Com relação a integração, não tive qualquer problema. Entre o final do meu orientation e o início das aulas eu tive uma semana livre aqui. Optei por fazer o “stay through” nesse período ao invés de ir para um hotel, por exemplo.

Você paga uma taxa de US 50,00 por mês para ficar direto na faculdade até as aulas começarem. Isso foi fundamental para mim e eu aconselho para aqueles que vierem para cá.

No orientation você já conhece algumas pessoas, naturalmente. No stay through”, eu conheci muito mais gente e aí você já cria seu círculo de amizades. Então, quando as aulas começaram eu já tinha meus amigos. Questão social, de amizades, foi bem tranquilo.”

As aulas

“Na UCLA você só pode fazer 19 units per quarter. No meu primeiro quarter, minha advisor falou para eu pegar três aulas e no seguinte, talvez, tentar quatro. Ela disse para eu não forçar no início.

Então eu escolhi English Composition (que é um requisito da UCLA), Ciência da Política (que eu estou amando) e História 12-B, que é sobre o neoliberalismo e como as políticas neoliberais influenciam nos países em desenvolvimento. Essa é uma aula bem complexa”

Desempenho

“No começo eu estava muito insegura. Eu pensava: na UCLA é todo mundo do mesmo nível, você tem que se esforçar muito.

Mas uma coisa que foi legal é que em todas as aulas eu tenho amigos. Em Ciências Políticas eu tenho uma amiga americana. A gente vai todo dia pra lecture juntas e a gente estudou para o mid-term juntas.

Passamos o final de semana estudando e a gente tirou um A. Eu fiquei bem feliz porque mostrou que é possível, que você recebe o que você dá e que valeu a pena nosso hard work.

A aula de História eu faço com duas brasileiras. Esse mid-term foi o mais desafiador para mim até agora. Eu tinha que entregar um research paper (pesquisa), de 5 a 7 páginas, explicando como as influências neoliberais e como as políticas do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial influenciam no desenvolvimento do South Globe.

O meu paper foi a comparação da Jamaica e do Brasil, focando em aspectos sociais e econômicos. Eu tive que pesquisar muito, varei a noite fazendo isso, lendo, por exemplo, TCC da FGV.

A gente tinha uma semana para fazer e não era só isso, tinham outros mid-terms. E eu fiquei muito feliz porque tirei um 89, mais do que eu esperava.”

Estrutura e ensino

“A UCLA é muito grande. Eu sou de Humanas, então fico no North Campus. Quase não frequento o South Campus porque são os prédios de Física, Matemática, Química… Mas os prédios de lá são também muito bonitos. Os de Humanas são os mais antigos.

O ensino é o mesmo estilo. Tem lectures (aulas expositivas), slide-shows, tem as discussões com os TAs (professores-assistentes). Eu tenho mais contato com os meus TAs que com os meus professores.

Pra mim foi um pouco mais complicado criar laços com os professores. Como a universidade é muito grande, eu demoro de 15 a 20 minutos andando para ir para a aula, e tenho que andar para almoçar e voltar, então tudo isso leva tempo.

A maioria das office-hours dos professores são espalhadas pelo campus, em prédios diferentes, e o meu horário ainda tem que bater com o do professor. Então é meio complicado. Por isso eu converso mais com meus TAs durante as discussions e as office-hours. Mas é muito bom também.

No caso de English Composition, tenho mais contato com o professor, porque a sala é pequena, 22 alunos. Mas nas lectures, que são classes bem maiores, é mais complicado.”

Extracurricular

“Em relação aos clubs e atividades extracurriculares, aqui tem inúmeras opções. Eu decidi entrar no da UNICEF, de trabalho voluntário, que eu estou gostando bastante.

Entrei para o de Business também, mas eu senti que ia ser demais, então deixei ele meio de lado.

Para compensar isso, me inscrevi no Alumni Mentorship, que é um programa novo na UCLA. Quando eu vi no meu e-mail a descrição, dizia que eu teria um ex-aluno que iria me ajudar com currículo, com entrevistas, que ia me dar dicas e conselhos. Pensei: por que não tentar no primeiro ano? Achei interessante. Então me inscrevi e a minha mentora me aceitou.

Essa mentora tem o mesmo major que eu pretendo fazer, que é Global Studies, e ela é manager na Fox Sports, o que me deixou muito animada. Ela me chamou para almoçar lá, me convidou para conhecer onde ela trabalha.

Nós almoçamos, e depois ela me chamou para dar uma volta pelos estúdios (a Fox é a única que não tem tour aberto ao público). Ela me falou sobre a experiência dela na UCLA, a gente combinou que vamos nos encontrar todo mês. Foi bem legal, fiquei muito feliz com isso.”

Vida social

“Aqui na UCLA tem muita coisa para fazer a todo momento. São os jogos de futebol, jogos de basquete, que são muito legais. Tem também os de hóquei. Eu tenho um amigo no time de hóquei e outro dia a gente foi lá no Staple Center, em downtown, ver ele jogar. Era contra a USC, nossa maior rival. Então foi super divertido. Eu nunca tinha assistido hóquei e adorei.

A greek life (organizações estudantis que têm aspectos que se assemelham às repúblicas do Brasil) é bem presente por aqui. Minha roommate e várias amigas minhas estão em sororities.

Eu vi que consome tempo, mas estou podendo ter uma ideia de como é e talvez no próximo ano eu queira participar também. Tenho amigos também nas fraternities.

Basicamente toda semana tem as festas nas frats, e lá a gente conhece muita gente. E como Los Angeles é muito grande, as atividades das frats acabam atraindo muita gente quer se divertir nas proximidades da universidade.”

Saudades de casa

“No meu caso, foi bem raro isso acontecer. É tanta coisa para fazer, tanta coisa para pensar, que eu acabei tendo saudades mesmo só duas vezes. E era domingo, claro, aquele dia que a gente está acostumado a ficar em família.

Lá em Londrina a gente é bem próximo e um ou dois domingos aqui eu acordei com saudades. Mas liguei para os meus pais, a gente conversou e ficou tudo bem.”

Dicas

“Estou muito disposta a ajudar os alunos da Daqui pra Fora que estiverem pensando em vir para UCLA. Sei o quanto vale ter informações e dicas. São tantas coisas que eu queria saber antes de chegar aqui, que eu quero ajudar com pro-tips que eu sei que podem ser bem importantes. Por isso, podem me procurar.”

Se quiser começar a planejar a sua faculdade no exterior, venha conversar com a gente para saber como podemos ajudar você a realizar esse sonho.

https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Blog-2.png 657 911 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2020-07-03 16:18:482024-01-17 22:01:41A experiência de uma brasileira na UCLA

Próximos eventos

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