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GPA: o que é e como calcular?

20 de agosto de 2020/em Processo Seletivo /por Daqui pra Fora

Ao aplicar para uma universidade nos Estados Unidos, o aluno logo descobre que não será a nota de uma ou duas provas que vai definir se ele será aceito. O processo seletivo para as universidades americanas é holístico, leva em conta vários aspectos da vida acadêmica e pessoal do candidato. Um deles é o GPA, sigla que muitos desconhecem quando ainda não estão inseridos neste contexto de application.

Mas o que é o GPA, afinal? Neste artigo, vamos falar tudo o que você precisa saber para dominar essa forma de avaliação dos estudantes tão popular no meio acadêmico. Siga a leitura até o final.

O que é GPA?

A sigla significa Grade Point Average, podendo ser traduzida para o português como “média de pontos das notas”. Representa a média ponderada das notas que o aluno obteve nos  últimos 4 anos da escola.

Ele é um dos importantes critérios que as universidades utilizam para selecionar os candidatos e é obtido a partir do histórico escolar que o aluno envia à universidade na application.

Como funciona?

Para determinar o GPA, é preciso fazer um cálculo, lembrando que se trata de uma média ponderada. Este cálculo é feito combinando as notas obtidas do 9o ano até o fim do ensino médio com a carga horária correspondente de cada disciplina.

O GPA tem uma escala que varia de 0 a 4. Por isso, é necessário converter a média obtida para a escala do GPA. Por exemplo, quem tem média 8,0 (ou B) tem um GPA que corresponde a 3. Média acima de 9,5 (A ou A+) corresponde a GPA 4, e média 6,0 (ou C) equivale a GPA 2.

O aluno pode calcular o seu GPA, que vai servir como uma estimativa, mas é a universidade que obtém o valor oficial. Quando recebe o histórico do aluno, a universidade faz seu próprio cálculo para avaliar o estudante.

Universidades que não possuem essa etapa pedem que o candidato envie seu histórico para uma empresa de “evaluation” para que a análise e a conversão de notas sejam feitas antes de os documentos chegarem ao Admissions Office.

Para o cálculo, geralmente são levadas em conta as notas de matemática (e suas derivadas, como álgebra e geometria), português e outros idiomas, história, geografia, química, física, biologia, sociologia e filosofia.

Disciplinas como educação física, educação artística, estudos religiosos ou teológicos, informática, educação ambiental, empreendedorismo e outras eletivas geralmente não entram na conta.

Unweighted

Esse método de cálculo do GPA é bastante popular e concede o mesmo peso para todas as matérias do curso. Ou seja, não há diferença entre tirar 10 em matemática e 10 em história.

Nesse caso, sempre que o GPA for igual a 10 ou A, ele irá corresponder ao GPA 4 na hora da conversão. Com esse cálculo, fica mais difícil de entender o real nível de dificuldade oferecido pela instituição.

Weighted

Já o GPA Weighted concede pesos diferentes às diferentes matérias disponíveis na escola ou universidade. Dessa forma, é possível ter uma imagem mais realista do nível de dificuldade da instituição e do desempenho do estudante.

Para um curso mais avançado, um GPA A pode ser convertido para uma nota 4. Já em um curso menos exigente, esse mesmo GPA A pode ser convertido para uma nota 3.

Neste vídeo abaixo, a gente explica como as notas podem impactar na sua application. 

https://www.youtube.com/watch?v=Gr6vm-Wj-p0

Como calcular?

Para calcular o GPA, é preciso selecionar o período desejado e, a partir daí, identificar quantas matérias foram estudadas, se existem pesos diferentes para cada uma delas e quais foram as notas obtidas.

Com essas informações em mãos, o cálculo pode ser feito da seguinte maneira:

Notas com o mesmo peso: somar todas as notas e dividir pelo número de matérias no período. Exemplo: 10 em matemática, 7 em biologia e 7 em português ficaria 10 + 8 + 7 = 24/3 = 8. Convertendo para a escala de 0 a 4, seria um GPA 3.

Notas com pesos diferentes: nesse caso, é preciso multiplicar a nota obtida pelo total de créditos da disciplina. Em seguida, dividir o valor obtido pelo total de créditos estudados no período.

Se matemática tiver 2 créditos, história tiver 4 créditos e biologia 2 créditos e suas notas forem 9, 8 e 6 respectivamente, o cálculo ficaria assim: (9*2 + 8*4 + 6*2)/8 = (18 + 32 + 12)/8 = 62/8 = 7,75.

GPA no Ensino Médio

O cálculo do GPA no Ensino Médio costuma ser mais simples, já que todas as matérias têm o mesmo peso. Nesse caso, basta apenas somar todas as notas e dividir pelo total de matérias estudadas no período.

GPA na Graduação

Já no caso da Graduação, é comum que as matérias tenham pesos diferentes, então é preciso fazer o cálculo mais completo incluindo os diferentes créditos para cada uma delas.

O GPA e a application

Pensando na forma como é feito o cálculo, o aluno pode questionar: mas ter média 8,0 em uma escola muito exigente tem o mesmo valor de obter essa mesma média em outro colégio, com critérios de avaliação menos rígidos ou diferentes?

A resposta é não. Na verdade, a universidade obtém o GPA de acordo com as notas do aluno. Porém, em seguida faz uma análise, levando em conta outros aspectos relacionados ao número obtido. Um desses aspectos é o “school profile”, ou seja, o perfil da escola no que diz respeito justamente ao rigor do currículo.

Dessa forma, eles identificam o que a nota dos alunos significam dentro do contexto de cada escola. Outro recurso utilizado é o ranking da turma, que posiciona as notas do candidato em relação às dos seus colegas de classe. Assim, o GPA do aluno toma um significado mais real.

Além disso, a universidade pode relacionar o GPA à nota do candidato no SAT (a prova padronizada que corresponde ao ENEM do Brasil). Notas muito altas na escola e score baixo no SAT podem indicar que o colégio não era muito exigente.

Algumas instituições exigem GPA muito alto, outras nem tanto. Na application, o GPA do aluno vai ajudar a definir para quais universidades é recomendado ele aplicar, indicando onde ele tem boas chances de ser aceito. Uma nota alta abre o leque de opções, sem dúvida.

Como o GPA é parte importante para o processo seletivo, a Daqui pra Fora realiza o cálculo dessa nota dos alunos para preparar uma lista de universidades que estejam alinhadas com o seu desempenho acadêmico.

Vale lembrar: não basta ter o GPA exigido pela universidade para entrar, porque diversos candidatos com nota igual ou semelhante aplicarão para a mesma universidade. Como o processo é holístico e as universidades americanas querem conhecer o candidato como um todo, outros aspectos vão ajudar a definir quem é admitido ou não.

Entre eles, estão a nota do SAT, as cartas de recomendação de professores ou coordenadores, as atividades extracurriculares do aluno e as redações.

Mas o GPA é, sim, um elemento muito importante da application. Boas notas nos últimos 4 anos da escola garantirão um bom GPA e, quanto mais alta essa nota. Dessa forma, o aluno terá mais opções para aplicar com boas chances de ser aceito.

Quer saber mais sobre como se preparar para cursar uma graduação no exterior? Conheça nossos programas e veja como podemos ajudar você nesse processo.

https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/08/BLOG-1.jpg 900 900 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2020-08-20 11:53:172023-11-24 10:01:31GPA: o que é e como calcular?

Como a faculdade no exterior pode contribuir para a carreira do meu filho?

14 de agosto de 2020/em Universidade no Exterior /por Daqui pra Fora

Enviar o filho ou a filha para fazer faculdade no exterior não é uma decisão simples. Assim, muitas perguntas vêm à tona na hora de pesar os prós e os contras, entre elas, por exemplo, se vale a pena o investimento e como essa experiência vai contribuir para a carreira profissional dele ou dela.

“Proporcionar uma faculdade no exterior ao filho é um investimento para a vida toda dele. Além disso, o que ele vai viver lá fora é um aprendizado para os próximos 70 anos. O ideal é pensar que o custo é amortizável pelo resto da vida dele.” Esta afirmação é de Marcelo Nóbrega, um dos profissionais mais respeitados na área de RH no Brasil, considerado Top RH influencer da América Latina no ambiente do LinkedIn e autor do livro “Você está contratado!”, uma espécie de guia para conquistar o emprego dos sonhos.

Conselheiro, mentor e palestrante, Marcelo trabalha recrutando profissionais em todos os níveis da hierarquia no mundo corporativo. Ele conversou com exclusividade com a Daqui pra Fora sobre o que pensa a respeito da importância de fazer faculdade no exterior.

A experiência universitária

Segundo Marcelo, a experiência universitária em qualquer lugar do mundo acontece em um momento de amadurecimento do jovem e é fundamental procurar viver este período da melhor maneira possível, tentando explorar ao máximo tudo que ele pode oferecer. Não se trata apenas do que acontece em sala de aula.

Segundo ele, quem sai do Brasil leva vantagem nesse sentido devido à comprovada excelência acadêmica das universidades no exterior e nível de complexidade da experiência.

Ele explica que estudar fora significa encarar aeroportos, alfândega, e não ter os pais perto para resolver os problemas. Além de aprender a cozinhar, fazer a lavanderia, arrumar o quarto, ir ao supermercado, enfim, a riqueza de experiências é infinita.

“Dentro da universidade, em qualquer lugar do mundo, a vivência envolve os professores, os colegas, o conteúdo programático, o campus, a cidade e as experiências fora das salas de aula, que incluem grupos de afinidade, as opções de atividades extracurriculares, o acesso aos professores e networking”, diz Marcelo.

Além disso, lá fora o aluno precisa dominar outro idioma, conhece gente do mundo inteiro dentro e fora da sala de aula, os professores também são de vários lugares e o ensino é bem mais abrangente.

“Um aluno de engenharia ou economia, por exemplo, estuda literatura comparada, teatro, música, lê os grandes clássicos. É uma formação com mais amplitude, com  mais conhecimento, mais repertório e isso traz mais agilidade de pensamento”, afirma.

Segundo Marcelo, mudar de escola, de cidade, de país, conviver com pessoas que pensam de forma diferente cria no indivíduo apetite de risco e o torna mais tolerante.

De acordo com ele, essa diversidade de experiências traz maior capacidade de adaptação e flexibilidade. “A gente sabe que esse jovem consegue trabalhar em qualquer setor de atividade”, explica.

“Quando estou contratando alguém, em primeiro lugar eu quero ver se ele resolve meu problema. Nesse momento são importante as soft skills e o aspecto técnico. Depois, eu vejo o potencial que ele tem de crescimento. E o passado dele me ajuda demais a identificar isso, vendo o quão diversas foram as experiências dele ao longo da vida”, afirma Marcelo.

Curso e carreira depois de fazer faculdade no exterior

A escolha do curso também é uma preocupação constante tanto para o estudante quanto para os pais. Quem vai estudar nos Estados Unidos, por exemplo, não precisa decidir que curso vai fazer no momento em que aplica para a universidade.

Esta definição só acontece no segundo ano, o que é bom, porque o jovem já é um pouco mais maduro e se conhece um pouco melhor.

Mas Marcelo Nóbrega gosta de lembrar que aquela carreira vertical não existe mais. Hoje o jovem faz um curso e pode ter várias carreiras. “Ele precisa ter adaptabilidade e com isso ter o poder de fazer escolhas ao longo da vida”, completa. Ou seja, o que ele estuda não é necessariamente o que ele vai fazer o restante da vida.

Além de todas as mudanças e diversidade de experiências que o aluno vive, o fato de o currículo nos Estados Unidos ser bem mais amplo e flexível também colabora para aumentar a capacidade de, lá na frente, mudar o rumo da carreira quando quiser ou for necessário.

“É muito importante aprender a aprender, ser curioso, ter flexibilidade. Porque no momento em que tudo muda, e sabemos que as coisas mudam cada vez mais e mais depressa, ele vai ser capaz de mudar junto. Ou melhor ainda, ele pode ser o agente da mudança”, finaliza.

Se você quer ver seu filho estudando em uma faculdade no exterior e precisa de mais informações sobre o processo, venha conversar com o nosso time de especialistas. Basta preencher o formulário abaixo.

https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/08/BLOG.jpg 900 900 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2020-08-14 14:57:452024-04-04 14:12:33Como a faculdade no exterior pode contribuir para a carreira do meu filho?

Early Decision e Early Action: conheça as diferenças

11 de agosto de 2020/1.079 Comentários/em Estados Unidos, Processo Seletivo /por Daqui pra Fora

Algumas universidades dos Estados Unidos analisam a candidatura de seus aplicantes antecipadamente ao período regular do admission process (o chamado Regular Decision). Dessa forma, essas instituições facilitam a análise de estudantes que estão muito seguros de quais universidades querem estudar. Essas opções de admissão são conhecidas como Early Decision (ED) e Early Action (EA).

Existem aproximadamente 450 universidades que contam com as opções de Early Decision ou Early Action, e algumas delas têm ambas opções.

Se você deseja fazer faculdade no exterior, é muito importante entender como cada uma dessas opções funciona, pois existem particularidades que precisam ser levadas em consideração pelos estudantes ao decidirem aplicar através delas.

O que é Early Decision

Os alunos que se candidatam com a opção do Early Decision estarão assumindo um compromisso com aquela universidade: se forem aceitos, terão de obrigatoriamente estudar naquela instituição.

Então, os estudantes só podem escolher uma universidade para aplicar através do Early Decision. Os estudantes aceitos pelas universidades geralmente têm suas situações financeiras avaliadas e cobertas em grande parte pelas universidades.

Entretanto, as demais applications para outras universidades devem ser canceladas se o estudante é aceito através do Early Decision. Como resultado, o estudante fica preso à proposta da universidade, perdendo a opção de analisar e comparar eventuais ofertas que poderia receber de outras universidades.

Veja abaixo como funciona o Early Decision:

  • A candidatura é realizada mais cedo (geralmente em novembro), como primeira escolha de universidade;
  • O estudante recebe os resultados da universidade antecipadamente, geralmente em dezembro;
  • O aluno concorda em estudar naquela universidade se aceito e se for oferecida uma bolsa de estudos que é considerada adequada pela família;
  • Pode-se somente aplicar para uma universidade com essa opção;
  • Todas as demais candidaturas para outras universidades são canceladas se o aluno é aceito através do Early Decision.

O que é Early Action

Na opção Early Action, o estudante também aplica antecipadamente, mas não é obrigado a se matricular naquela universidade se for aceito e tampouco é obrigado a desistir de suas outras candidaturas. Veja abaixo mais detalhes sobre o Early Action:

  • A candidatura é feita antecipadamente ao período regular.
  • O aluno também recebe a resposta da universidade mais cedo (geralmente em dezembro);
  • A aceitação passa a ser uma opção; o estudante não é obrigado a se matricular na universidade;
  • O estudante pode aplicar e/ou manter sua candidatura para outras universidades no processo regular;
  • A resposta para a universidade precisa ser dada antes do dia 1 de maio.

Tanto o Early Action e principalmente o Early Decision são opções que exigem que o candidato tenha muita certeza de que aquela universidade é sua primeira escolha, ou seja, que tenha feito uma grande pesquisa sobre diversas universidades.

É importante que tenha uma grande identificação com aquela universidade acadêmico, social e geograficamente; e que seu perfil esteja de acordo com os alunos aprovados por aquela instituição para que ele tenha chances reais.

Ou seja: apesar de antecipar a análise da candidatura, as opções Early Decision e Early Action são muito boas para quem tem reais chances de ser admitido nas universidades escolhidas.

Dentre algumas das universidades que oferecem as opções de Early Action e Early Decision estão Duke University, Rice University, Brown University, University of Pennsylvannia, Columbia University, e outras instituições altamente competitivas.

Algumas universidades não aprovam os candidatos através do Early Decision e Early Action, mas tampouco os rejeitam. As candidaturas desses estudantes são marcadas como “deferred” ou “deferral”, ou seja, a universidade irá avaliar novamente a application do aluno, só que no processo regular.

Isso significa que o aluno não foi aprovado na avaliação antecipada, mas a instituição considera que aquele aluno tem o perfil adequado para se manter dentro do processo seletivo, tendo assim uma nova chance de ser reavaliado no processo regular.

Se você tem dúvidas sobre o processo seletivo para universidades dos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, fale com a gente que podemos ajudar em todas as etapas do processo. Somos a consultoria mais experiente do mercado, tendo desde 2001 assessorado mais de 3500 estudantes.

https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Imagem-geral-blog-02.png 667 1000 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2020-08-11 14:40:002024-01-16 14:47:26Early Decision e Early Action: conheça as diferenças

O que são universidades “test optional”

10 de agosto de 2020/64 Comentários/em Processo Seletivo /por Daqui pra Fora

Com o fato de praticamente todas as universidades dos EUA adotarem uma política “test optional” em 2020, o que significa que elas não exigirão que os alunos mandem resultados dos testes (SAT, ACT, SAT Subjects) como parte dos requerimentos para admissão, inúmeras dúvidas e algumas “lendas urbanas” têm surgido.

Para esclarecer as dúvidas que têm surgido sobre o tema e explicar para estudantes o que isso tudo realmente significa, seguem abaixo alguns pontos que gostaríamos de compartilhar para que todos tenham um melhor entendimento sobre como estas políticas podem impactar o planejamento do projeto de estudar nos EUA e as estratégias de preparação e realização dos testes.

Test optional é algo novo? Todas as universidades vão se tornar test optional?

Quando lemos “milhares de universidades são test optional”, isso não é novidade e não quer dizer que agora muitas delas passaram a ser somente agora.

Já há muito tempo, muitas universidades (especialmente as menos seletivas) não exigem que alunos mandem notas dos testes nas suas candidaturas, principalmente os alunos internacionais.

Nos EUA há aproximadamente 2.500 universidades e é seguro dizer que pelo menos 1.000 ou talvez 1.500 delas não usem os testes para candidatos internacionais. Mas quando analisamos as 50 ou 80 universidades mais seletivas, a grande maioria delas requer os testes e dá uma grande importância a eles.

Por que algumas universidades são test optional para alunos domésticos, mas não para alunos internacionais?

O que vale para alunos que estudam em escolas nos EUA pode ser muito diferente do que o que vale para alunos internacionais. De um modo geral os admission officers (avaliadores) conhecem mais a fundo as escolas das regiões americanas que estão sob sua análise, desta forma eles acabam não precisando tanto de uma métrica padronizada para comparar alunos de diferentes escolas.

Mas quando consideramos que alunos de centenas de países e milhares de escolas diferentes estão se candidatando, é claro que é mais difícil os admission officers conhecerem a fundo todas as escolas de todos os países.

Em muitas universidades os admission officers viajam para os países pelos quais são responsáveis, visitam algumas escolas para conhecerem seus respectivos currículos, mas não é possível garantir que eles conhecerão todas as escolas do Brasil, por exemplo.

Quando um representante de uma universidade vem ao Brasil para visitar escolas, eles vão ficar entre 3 e 5 dias no máximo, passando por 3 ou 4 cidades.

E em cada cidade conseguirão visitar e conhecer 3 ou 4 escolas apenas, o que mostra que, mesmo que eles tenham a oportunidade de vir ao Brasil, no final das contas conhecerão bem poucas escolas.

As universidades são test optional para todos os alunos internacionais?

Algumas universidades são test optional para estudantes estrangeiros desde que o candidato faça um currículo que a universidade já conheça e saiba o nível de rigor. Estes são os casos na University of Chicago, New York University e University of Notre Dame, por exemplo.

Para estudantes estrangeiros elas são test optional apenas se o aluno tiver o currículo IB (International Baccalaureate) ou algum outro currículo internacional padronizado que permita uma avaliação precisa do candidato.

Isso não quer dizer que se o candidato não tenha IB ele será mal avaliado ou terá menos chances. O que isso quer dizer é que a universidade precisará de uma outra forma de avaliação padronizada que ela conheça muito bem e possa comparar alunos de diferentes escolas e países usando uma mesma métrica. Daí a importância dos testes padronizados.

Como funciona o test optional? 

Ser test optional não significa que as universidades não vão olhar seus resultados. Quando você inclui os resultados dos testes em sua application, eles passam a ser uma parte importante na avaliação.

E como nas universidades mais seletivas a maioria dos alunos manda seus resultados, estas informações permitem que os avaliadores façam uma análise mais completa dos candidatos.

Se o admission officer tem dois candidatos igualmente fortes e está na dúvida sobre qual deve aceitar, ter os resultados dos testes de um deles pode deixá-lo mais seguro em relação a aceitar este candidato versus o outro.

O que as universidades mais seletivas dizem é que os resultados dos testes, combinados com a análise do histórico escolar do aluno, são indicadores que permitem fazer uma avaliação bem precisa sobre a capacidade do estudante ser bem sucedido em um currículo universitário rigoroso.

Apesar dos testes não serem perfeitos, eles fornecem informações consistentes e mensuráveis sobre o potencial acadêmico do aluno, principalmente quando a universidade está avaliando candidatos de centenas de países diferentes.

Fazer os testes aumenta as chances de admissão nas universidades mais seletivas?

Nas universidades mais seletivas a taxa de admissão já é baixíssima se o candidato tem uma application excelente e “completa”. Imagine então como as chances diminuiriam caso uma não tivesse um fator que permite que o admission officer faça uma avaliação mais completa e aprofundada. É um risco muito grande para se correr.

Por mais que as universidades estejam adotando uma política test optional este ano, ouvimos de alguns admission officers com quem temos relação de confiança que eles vão levar as notas em consideração e que elas os ajudam a fazer uma avaliação mais completa.

Nenhum aluno será penalizado por não mandar os resultados dos testes. Mas não há qualquer garantia de que as suas chances serão as mesmas que as de candidatos que têm notas boas no SAT ou ACT combinadas com uma boa redação.

Para ter chances de ganhar uma bolsa por mérito é necessário fazer os testes?

Em muitas universidades as bolsas por mérito acadêmico são oferecidas através de uma análise das notas do aluno na escola e nos testes. Portanto, ao não mandar as notas dos testes o candidato pode limitar suas chances de receber uma bolsa por mérito acadêmico.

Mesmo que a universidade não exija testes para fins de avaliação para admissão, ela pode (e muito provavelmente irá) usá-los para a concessão de bolsas.

Me falaram que eu não deveria enviar minha nota…

Ao ler artigos, posts ou ouvir comentários, principalmente de outros alunos ou pessoas que não são especialistas e têm muita experiência no tema, sempre cheque conosco para ouvir a nossa opinião antes de tomar uma decisão.

Por trás dos fatos é necessário fazer uma análise ampla e aprofundada para apenas então tomar uma decisão sobre a melhor estratégia a ser adotada.

E esta estratégia sempre será diferente de acordo com o perfil do aluno(a): sua escola, notas, curso de interesse, necessidade de bolsa e outros fatores. O que pode ser interessante para o seu amigo(a) não necessariamente será o ideal para você.

O que a Daqui pra Fora recomenda fazer?

Nossa recomendação é que os alunos se preparem adequadamente, se empenhem muito e façam os testes buscando as melhores notas que conseguirem. Principalmente se estudarem em escolas com currículo brasileiro e que os admission officers talvez não conheçam e não saibam o nível de exigência acadêmica.

Ter boas notas nos testes nunca atrapalhará. Se suas notas estiverem na faixa de notas dos alunos admitidos na universidade é válido mandar os resultados pois eles fortalecerão sua application.

Mas caso as notas estejam abaixo das médias dos alunos admitidos, se for uma universidade test optional, o melhor é não mandar. Porém, sabendo que a application pode se tornar menos competitiva.

No final as estratégias sempre dependerão de uma série de fatores a serem analisados para cada um ter a melhor estratégia para o seu projeto.

O ano do test optional talvez seja o ano onde os testes serão mais importantes

Por mais antagônico que seja, pode ser que 2020 seja o ano onde as notas dos testes façam a maior diferença no processo seletivo.

Por conta da pandemia, muitas escolas tiveram que mudar seu sistema de avaliação, adotando um modelo de “pass / fail”, ou arredondando as notas para cima, ou tendo provas com consulta, ou sabe-se lá qual tipo de avaliação foi adotado.

Aqui na Daqui pra Fora, inclusive, temos visto uma grande quantidade de alunos tirando notas muito mais altas em 2020 do que nos anos anteriores. Será que todos os alunos melhoraram tanto assim o seu desempenho de uma no para o outro?

Por conta das incertezas sobre como os alunos estão sendo avaliados este ano, faz sentido pensar que talvez as universidades não se sintam seguras em considerar as notas de 2020 e deem mais peso às notas dos anos anteriores.

Ou até aos testes padronizados que elas conhecem bem e permitam comparar alunos de diferentes países, escolas e currículos.

Se você quiser assistência especializada da Daqui pra Fora, basta preencher o formulário abaixo e começar uma conversa com a gente.

https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Universidades-“test-optional”-–-O-que-isso-significa-e-como-impacta-o-seu-planejamento.jpg.png 995 1500 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2020-08-10 14:00:272024-03-27 15:13:29O que são universidades “test optional”

Melhores faculdades de engenharia no Canadá

7 de agosto de 2020/em Canadá, Universidade no Exterior /por Daqui pra Fora

O número de estudantes internacionais cresce a cada ano em universidades do mundo todo e, igualmente, os brasileiros seguem esta tendência e procuram cada vez mais por faculdades no exterior. Motivos não faltam.

A busca é por excelência acadêmica, inovação, estrutura de ponta, ambiente multicultural, networking e, claro, experiência de vida que vai trazer desenvolvimento pessoal e profissional. Por isso, para quem pensa em estudar engenharia este raciocínio é muito válido e o Canadá pode ser uma excelente opção.

Reconhecido como um país que acolhe estrangeiros como poucos, o Canadá tem 5 faculdades de engenharia entre as 100 melhores do mundo, segundo o ranking US News. Sem dúvida, todas com excelente reputação internacional no meio acadêmico.

Siga a leitura até o final para conhecer as melhores faculdades de Engenharia do Canadá.

As 5 melhores faculdades de Engenharia no Canadá

University of Toronto

Uma das mais prestigiadas instituições de ensino superior do mundo, a University of Toronto fica em uma das mais vibrantes e dinâmicas cidades do mundo.

É considerada a 18a melhor universidade do mundo pelo ranking US News e seu curso de engenharia, o melhor do Canadá, é o 48o do mundo.

Cerca de 25% dos 60.000 alunos da University of Toronto são internacionais, vindos de mais de 160 países. Dessa forma, os estudantes podem escolher entre mais de 1.000 organizações estudantis para participar e o campus oferece teatro, galeria de arte, casa de show, além de centro esportivo e cultural.

A University of Toronto é famosa por produzir importantes líderes, entre eles 5 ex-primeiros ministros do Canadá. Na área acadêmica, por exemplo, o principal reconhecimento está nos 10 ex-alunos laureados com o prêmio Nobel.

University of Waterloo

Apesar de ter somente pouco mais de meio século de vida, a University of Waterloo já figura entre as principais universidades do Canadá. De fato, tem o segundo melhor curso de engenharia do Canadá e está em 58o lugar na área no ranking mundial da US News.

A universidade fica na província de Ontario, próximo aos Grandes Lagos e à fronteira com os Estados Unidos, uma região com menos de 500.000 habitantes, considerada um dos cenários de empreendedorismo que mais cresce no mundo.

A University of Waterloo oferece em mais de 100 dos seus cursos o co-op program, que permite que os alunos possam trabalhar durante o curso na área que estudam. Assim sendo, do total dos seus 30.000 alunos, cerca de 20% são internacionais.

Para quem já tem um interesse mais específico por engenharia elétrica eletrônica, a University of Waterloo é uma excelente opção –  em outras palavras, este curso é considerado o 22o melhor do mundo pelo ranking US News.

University of British Columbia

Uma das mais bem conceituadas universidades do mundo, 30a no ranking US News, a University of British Columbia, conhecida como UBC, tem seu principal campus em Vancouver, uma das melhores cidades do mundo para se viver. Da mesma forma, o curso de engenharia ocupa a 61a posição no mesmo ranking.

Reconhecida pela excelência em ensino e pesquisa em diversas áreas, UBC é considerada a mais internacional das universidades da América do Norte. Entre seus cerca de 65.000 alunos (54.000 na graduação e 11.000 na pós), aproximadamente 30% são internacionais, de mais de 150 países.

Além disso, atualmente a universidade investe C$ 660 milhões por ano em pesquisa, impulsionando cerca de 9.500 projetos inovadores.

University of Alberta

A University of Alberta fica em Edmonton, capital da província de Alberta, a segunda mais populosa do país. A cidade é jovem e agitada, com uma economia forte e dinâmica.

A universidade é composta por 5 campi, um deles fora da cidade. O campus principal possui 113 prédios espalhados por mais de 50 quarteirões no norte da cidade.

A University of Alberta tem o 76o melhor curso de engenharia do mundo, de acordo com o ranking US News, e investe anualmente mais de C$ 400 milhões em projetos espalhados por suas 18 faculdades.

Tem parcerias em ensino e pesquisa com conceituadas instituições em vários países, como a University of Munich, na Alemanha, e a University of Western Australia.

Com 36.000 estudantes, cerca de 7.000 deles estrangeiros, a universidade tem um dos maiores índices de empregabilidade do Canadá. Vale ressaltar que a província de Alberta tem a maior média salarial do país.

McGill University

Uma das 50 melhores instituições de ensino superior do mundo, a McGill University é a mais antiga universidade de Montreal e uma das três únicas que ensinam em inglês na província de Quebec. O curso de engenharia, 84o melhor do mundo, é bastante procurado todos os anos.

Com mais de 40 centros de pesquisa, a McGill University faz parte da Association of American Universities, organização que reúne as principais universidades de pesquisa da América do Norte.

McGill tem cerca de 30.000 estudantes, 25% deles internacionais, divididos em 10 faculdades, e oferece 300 opções diferentes de cursos.

Uma das vantagens de estudar na McGill é que, por estar em uma região francesa, o aluno pode se tornar fluente também em francês.

Como entrar em uma faculdade do Canadá?

Assim como nos Estados Unidos, não é a nota de uma única prova que define quem é aceito nas universidades canadenses. O processo seletivo no Canadá tem algumas etapas, que podem variar um pouco dependendo da instituição.

O histórico escolar com as notas dos últimos 4 anos do colégio e o TOEFL estão presentes em praticamente todos os processos de admissão. A nota  do ENEM pode ser utilizada em diversas universidades canadenses, assim como o SAT ou o ACT.

Algumas universidades, geralmente as mais fortes e mais concorridas do país, querem conhecer ainda melhor os alunos e solicitam outros instrumentos de avaliação. Portanto, a ideia principal é saber se o perfil do aluno combina com o da instituição.

Nestes casos, podem ser solicitadas uma redação, cartas de recomendação (de professores e coordenadores do colégio) e ainda informações sobre as atividades extracurriculares em que o aluno se envolveu nos últimos anos.

O seu sonho é fazer faculdade no Canadá? A Daqui pra Fora pode ajudar com toda a assistência especializada e personalizada. Preencha o formulário abaixo e vamos começar uma conversa.

https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Blog-Engenharia.png 1416 2123 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2020-08-07 17:49:232024-01-25 15:10:43Melhores faculdades de engenharia no Canadá

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