Ao aplicar para uma universidade nos Estados Unidos, o aluno logo descobre que não será a nota de uma ou duas provas que vai definir se ele será aceito. O processo seletivo para as universidades americanas é holístico, leva em conta vários aspectos da vida acadêmica e pessoal do candidato. Um deles é o GPA, sigla que muitos desconhecem quando ainda não estão inseridos neste contexto de application.
Mas o que é o GPA, afinal? Neste artigo, vamos falar tudo o que você precisa saber para dominar essa forma de avaliação dos estudantes tão popular no meio acadêmico. Siga a leitura até o final.
O que é GPA?
A sigla significa Grade Point Average, podendo ser traduzida para o português como “média de pontos das notas”. Representa a média ponderada das notas que o aluno obteve nos últimos 4 anos da escola.
Ele é um dos importantes critérios que as universidades utilizam para selecionar os candidatos e é obtido a partir do histórico escolar que o aluno envia à universidade na application.
Como funciona?
Para determinar o GPA, é preciso fazer um cálculo, lembrando que se trata de uma média ponderada. Este cálculo é feito combinando as notas obtidas do 9o ano até o fim do ensino médio com a carga horária correspondente de cada disciplina.
O GPA tem uma escala que varia de 0 a 4. Por isso, é necessário converter a média obtida para a escala do GPA. Por exemplo, quem tem média 8,0 (ou B) tem um GPA que corresponde a 3. Média acima de 9,5 (A ou A+) corresponde a GPA 4, e média 6,0 (ou C) equivale a GPA 2.
O aluno pode calcular o seu GPA, que vai servir como uma estimativa, mas é a universidade que obtém o valor oficial. Quando recebe o histórico do aluno, a universidade faz seu próprio cálculo para avaliar o estudante.
Universidades que não possuem essa etapa pedem que o candidato envie seu histórico para uma empresa de “evaluation” para que a análise e a conversão de notas sejam feitas antes de os documentos chegarem ao Admissions Office.
Para o cálculo, geralmente são levadas em conta as notas de matemática (e suas derivadas, como álgebra e geometria), português e outros idiomas, história, geografia, química, física, biologia, sociologia e filosofia.
Disciplinas como educação física, educação artística, estudos religiosos ou teológicos, informática, educação ambiental, empreendedorismo e outras eletivas geralmente não entram na conta.
Unweighted
Esse método de cálculo do GPA é bastante popular e concede o mesmo peso para todas as matérias do curso. Ou seja, não há diferença entre tirar 10 em matemática e 10 em história.
Nesse caso, sempre que o GPA for igual a 10 ou A, ele irá corresponder ao GPA 4 na hora da conversão. Com esse cálculo, fica mais difícil de entender o real nível de dificuldade oferecido pela instituição.
Weighted
Já o GPA Weighted concede pesos diferentes às diferentes matérias disponíveis na escola ou universidade. Dessa forma, é possível ter uma imagem mais realista do nível de dificuldade da instituição e do desempenho do estudante.
Para um curso mais avançado, um GPA A pode ser convertido para uma nota 4. Já em um curso menos exigente, esse mesmo GPA A pode ser convertido para uma nota 3.
Neste vídeo abaixo, a gente explica como as notas podem impactar na sua application.
https://www.youtube.com/watch?v=Gr6vm-Wj-p0
Como calcular?
Para calcular o GPA, é preciso selecionar o período desejado e, a partir daí, identificar quantas matérias foram estudadas, se existem pesos diferentes para cada uma delas e quais foram as notas obtidas.
Com essas informações em mãos, o cálculo pode ser feito da seguinte maneira:
Notas com o mesmo peso: somar todas as notas e dividir pelo número de matérias no período. Exemplo: 10 em matemática, 7 em biologia e 7 em português ficaria 10 + 8 + 7 = 24/3 = 8. Convertendo para a escala de 0 a 4, seria um GPA 3.
Notas com pesos diferentes: nesse caso, é preciso multiplicar a nota obtida pelo total de créditos da disciplina. Em seguida, dividir o valor obtido pelo total de créditos estudados no período.
Se matemática tiver 2 créditos, história tiver 4 créditos e biologia 2 créditos e suas notas forem 9, 8 e 6 respectivamente, o cálculo ficaria assim: (9*2 + 8*4 + 6*2)/8 = (18 + 32 + 12)/8 = 62/8 = 7,75.
GPA no Ensino Médio
O cálculo do GPA no Ensino Médio costuma ser mais simples, já que todas as matérias têm o mesmo peso. Nesse caso, basta apenas somar todas as notas e dividir pelo total de matérias estudadas no período.
GPA na Graduação
Já no caso da Graduação, é comum que as matérias tenham pesos diferentes, então é preciso fazer o cálculo mais completo incluindo os diferentes créditos para cada uma delas.
O GPA e a application
Pensando na forma como é feito o cálculo, o aluno pode questionar: mas ter média 8,0 em uma escola muito exigente tem o mesmo valor de obter essa mesma média em outro colégio, com critérios de avaliação menos rígidos ou diferentes?
A resposta é não. Na verdade, a universidade obtém o GPA de acordo com as notas do aluno. Porém, em seguida faz uma análise, levando em conta outros aspectos relacionados ao número obtido. Um desses aspectos é o “school profile”, ou seja, o perfil da escola no que diz respeito justamente ao rigor do currículo.
Dessa forma, eles identificam o que a nota dos alunos significam dentro do contexto de cada escola. Outro recurso utilizado é o ranking da turma, que posiciona as notas do candidato em relação às dos seus colegas de classe. Assim, o GPA do aluno toma um significado mais real.
Além disso, a universidade pode relacionar o GPA à nota do candidato no SAT (a prova padronizada que corresponde ao ENEM do Brasil). Notas muito altas na escola e score baixo no SAT podem indicar que o colégio não era muito exigente.
Algumas instituições exigem GPA muito alto, outras nem tanto. Na application, o GPA do aluno vai ajudar a definir para quais universidades é recomendado ele aplicar, indicando onde ele tem boas chances de ser aceito. Uma nota alta abre o leque de opções, sem dúvida.
Como o GPA é parte importante para o processo seletivo, a Daqui pra Fora realiza o cálculo dessa nota dos alunos para preparar uma lista de universidades que estejam alinhadas com o seu desempenho acadêmico.
Vale lembrar: não basta ter o GPA exigido pela universidade para entrar, porque diversos candidatos com nota igual ou semelhante aplicarão para a mesma universidade. Como o processo é holístico e as universidades americanas querem conhecer o candidato como um todo, outros aspectos vão ajudar a definir quem é admitido ou não.
Entre eles, estão a nota do SAT, as cartas de recomendação de professores ou coordenadores, as atividades extracurriculares do aluno e as redações.
Mas o GPA é, sim, um elemento muito importante da application. Boas notas nos últimos 4 anos da escola garantirão um bom GPA e, quanto mais alta essa nota. Dessa forma, o aluno terá mais opções para aplicar com boas chances de ser aceito.
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A força do empreendedorismo nas universidades americanas
/em Universidade no Exterior /por Daqui pra ForaBem como a excelência acadêmica, outro grande diferencial que um estudante brasileiro que faz faculdade no exterior carrega para a vida profissional e pessoal é a vivência que tem durante o período universitário.
A variedade de experiências oferecidas por uma universidade americana é gigantesca. Vai desde a rica convivência diária com colegas e professores do mundo inteiro até a oportunidade de começar a sua própria empresa justamente no mercado mais fervoroso do mundo.
Nas universidades americanas pode-se aprender fora das salas de aula tanto quanto dentro delas. Ou ainda mais. São incontáveis as opções que o aluno tem fora do horário curricular para colocar em prática tudo que aprende em sala e buscar soluções para os mais diferentes problemas ou desafios.
Grupos de pesquisa e laboratórios nas mais diversas áreas, debates, feiras, seminários, espaços coletivos para estudos e palestras, sempre aliados a uma estrutura de ponta, estimulam e facilitam o aprendizado, a criatividade e a troca de conhecimento diariamente em todos os espaços do campus.
É este contexto que faz com que o empreendedorismo esteja sempre pulsando no ambiente acadêmico americano. Portanto, não é à toa que as universidades americanas sejam, há algum tempo, o berço de algumas das principais empresas do mundo.
Grandes empresas nascidas nos campus
Um bom exemplo de como o empreendedorismo está presente há muito tempo na vida acadêmica americana é a Time Magazine. A primeira revista semanal dos Estados Unidos foi criada em 1923 por Briton Hadden e Henry Luce, então dois estudantes da Universidade de Yale.
Hadden e Luce eram os responsáveis pela edição da Yale Daily News, revista produzida pelos alunos da universidade. Como resultado, hoje a Time Magazine ainda é uma das maiores e mais importantes revistas em circulação no mundo.
De lá para cá, muitas outras gigantes surgiram dentro dos muros das universidades americanas.
No final do século passado, em 1996, o principal mecanismo de busca na internet, o Google, nasceu nos dormitórios da Universidade de Stanford, em 1996, criação de dois alunos, Larry Page e Sergei Brin. Hoje a empresa vale mais de US$ 207 bilhões.
Ademais, outra empresa criada nos dormitórios de uma universidade americana, no caso Harvard, é o Facebook. A história é conhecida, já foi contada inclusive em filme.
Mark Zukerberg e alguns amigos queriam conectar os estudantes da universidade por meio de uma comunidade online. A comunidade cresceu e passou a integrar alunos de outras escolas Ivy League e, em seguida, todas as universidades americanas e canadenses. Hoje é um império que vale mais de US$ 70 bilhões.
O WordPress também começou a partir da idéia de um estudante, Matt Mullenwegg, da Universidade de Houston. Em 2002, ele precisou usar um antigo sistema de blog (b2) para compartilhar fotos de um evento com seus amigos, mas não conseguiu. Fez então um post criticando o fato de o sistema não ter sido mais atualizado (o blog não estava mais em uso).
O post chamou a atenção de Mike Little, que sugeriu que eles começassem algo novo a partir do b2. Posteriormente, a ideia revolucionou a forma de se criar websites e hoje o WordPress é o Sistema de Gerenciamento de Conteúdo mais popular do mundo.
O exemplo da University of Utah
Existem aproximadamente 250 programas de aceleração de startups oferecidos por universidades nos Estados Unidos. Um bom modelo para ilustrar como funciona o estímulo à criatividade e ao empreendedorismo em uma universidade americana é o da University of Utah, em Salt Lake City. De fato, ela é top 10 no ranking US News de universidades com melhores programas de empreendedorismo no país.
Na University of Utah funciona o Lassonde Entrepreneur Institute, um enorme hub de empreendedorismo e inovação para estudantes. O instituto fundado por Pierre Lassonde, ex-aluno da universidade, faz parte da David Eccles School of Business (faculdade de Negócios da University of Utah) e tem como missão “criar experiências transformadoras por meio do empreendedorismo”.
O instituto tem há alguns anos sede própria, o Lassonde Studios, um moderníssimo prédio de 5 andares distribuídos em 15.000 m2, construído exclusivamente para os alunos viverem, criarem e inovarem.
O primeiro, andar, o principal, foi construído e equipado para os estudantes participarem de eventos, trabalharem em suas ideias de startups e, por fim, criarem novos produtos, sempre de forma colaborativa.
Os outros 4 andares do Lassonde Studios são residenciais, e possuem enormes espaços coletivos para trabalho, estudo, além de cozinha e sala de jantar.
O instituto oferece workshops, eventos de networking, competições de business plan, apoio a startups, programas de inovação, seminários, entre outros programas. Além disso, ele é aberto a alunos de qualquer área de estudo da universidade.
Centenas de startups já nasceram no Lassonde Institute. Uma delas é a Parq. William Pepper, aluno do terceiro ano da David Eccles Business School, é um dos criadores dessa plataforma que se propõe a ser uma solução para os problemas de estacionamento em Salt Lake. A ideia surgiu da enorme dificuldade que o estudante tinha de estacionar seu carro na cidade.
Percebendo que havia muitas residências com calçadas vazias que poderiam ser alugadas pelos “motoristas”, Wiliam teve a ideia de criar o aplicativo. Assim, o Parq permite que pessoas e empresas monetizem suas vagas de estacionamento e propõe que em 3 cliques o usuário encontre o local mais perto/rápido e barato para estacionar.
A startup participou e se destacou em várias competições promovidas pelo Lassonde Institute nos últimos meses e o aplicativo já está disponíveis para moradores da área de Salt Lake.
Outros membros da equipe da Parq são Juno Kim, desenvolvedor e ex-aluno de Ciência da Computação da universidade; Brandon Howard, artista 3-D e aluno de cinema da Utah University; e Chris Le, consultor e empreendedor em série, com várias startups financiadas.
Tem vontade de estudar nos Estados Unidos e ainda quer empreender? A Daqui pra Fora pode dar toda a assistência necessária para ajudar na realização desse sonho. Preencha o formulário abaixo e vamos conversar!
Soft Skills e o recrutamento das empresas
/em Carreira /por Daqui pra ForaVocê cursou uma das melhores faculdades, no Brasil ou no exterior, foi um estudante comprometido, sempre tirou ótimas notas, e agora chegou a hora de encarar as entrevistas de emprego. Nada de insegurança, afinal, você fez tudo certo, como manda a cartilha do bom universitário.
Mas será que está tudo certo mesmo? Boas notas em uma universidade conceituada é o que as empresas mais valorizam na hora de recrutar jovens colaboradores?
Conversamos sobre isso com Marcelo Nóbrega, Top RH influencer da América Latina no ambiente do LinkedIn, um dos mais respeitados profissionais de RH no Brasil, autor do livro “Você está contratado!”, um verdadeiro guia para alcançar o emprego dos sonhos.
Nesta conversa, Marcelo destacou o olhar do recrutador para as soft skills, ou habilidades comportamentais do candidato. Sendo assim, ele explicou a importância de adquirir essas habilidades durante a vida universitária e como o sistema de ensino e a estrutura das universidades americanas favorecem esse desenvolvimento.
Soft skills x habilidades técnicas
A parte técnica é a primeira função do curso universitário. A empresa também tem o lado técnico muito forte. Afinal, é por meio dele que ela consegue vender seus produtos e serviços. Uma vez dentro de uma empresa, você vai aprender muito mais do aspecto técnico com os profissionais com quem vai conviver lá. Então, as habilidades técnicas são importantes porque colocam o candidato no campo de jogo. Mas para ganhar a partida ele precisa do comportamental.
Me perguntam muito se eu olho as notas do candidato. Não, praticamente não me interessam. Se você fechou o curso, foi aprovado, você cumpriu com os requisitos básicos da parte técnica e isso é o que importa. Eu vou olhar outras coisas. Meu foco é o que você viveu naquela experiência de 4 anos durante a universidade. Isso vale tanto para um aluno que estudou no exterior quanto para alguém que estudou no Brasil.
No mundo corporativo hoje, versatilidade, flexibilidade e adaptabilidade são fundamentais. É o que eu procuro. E isso está diretamente relacionado às experiências vividas. Há inúmeras possibilidades de enriquecer essas experiências na universidade.
Pra mim, é fundamental o estudante buscar se tornar um profissional mais versátil, capaz de se adaptar à realidade que muda todos os dias no nosso ambiente de negócio atual. Tem muita novidade acontecendo.
A gente hoje lida no dia a dia com o mundo inteiro, pessoas que trabalham e vivem em países muito diferentes do nosso. Então, como a gente se prepara para essa mudança permanente? É se expondo às mudanças, buscando ambientes novos enquanto você está na universidade.
As vantagens das universidades americanas
O que eu valorizo na hora de selecionar é a riqueza de experiências do candidato, especialmente ao longo dos 4 anos do curso universitário.
Fez esporte, participou do grêmio estudantil, trabalhou voluntariamente em ações na universidade, atuou na comunidade, fez estágios, trabalhou? Eu vejo esse todo. E o ambiente universitário nos Estados Unidos dá mais espaço para essas coisas acontecerem.
A carga horária curricular na universidade americana é menor e isso possibilita que os alunos dediquem mais tempo a atividades fora da sala de aula, que podem ser projetos acadêmicos ou atividades como o grêmio, esporte, organizações estudantis, estágio, até empreender.
As universidades americanas têm inúmeros grupos de afinidades, também conhecidos como clubs. Há os de etnias, como os hispânicos, por exemplo, ou os de interesse, que pode ser futebol, xadrez, moda, cinema… tem grupo de debate, de política, de todos os tipos. E você pode criar um novo, o que mostra um diferencial de liderança.
Em qualquer um desses grupos, o aluno vai se expor a pessoas diferentes, com ideias e culturas diversas, vai conversar, vai aprender, vai entender a perspectiva de vida deles e ainda vai se aprofundar naquele tema.
Participar de equipes esportivas (na universidade ou na comunidade) também é interessante. Desenvolve habilidades importantes como disciplina, liderança, tolerância e trabalho em equipe.
Cursos no Brasil x nos EUA
Comparando os cursos, no Brasil eles são mais técnicos, mais aprofundados. Nos Estados Unidos ele é mais amplo e mais variado. Lá é possível abrir novas possibilidades inclusive dentro da sala de aula.
Em uma universidade americana, quem estuda engenharia, por exemplo, pode fazer cursos de arte, de literatura e muitos outros. Faça isso, se exponha, saia da sua zona de conforto! Isso vai abrir a sua cabeça, ajudar você a pensar de uma maneira diferente.
Independentemente do sistema de ensino, mudar de país para estudar já é um diferencial porque o aluno tem que resolver seus próprios problemas no dia a dia e naturalmente está inserido em outra cultura, convive com uma diversidade maior de pessoas, o que ajuda muito a torná-lo uma pessoa mais flexível e adaptável.
Mas dá para ir além de tudo isso e apresentar um diferencial ainda mais atraente: faça um intercâmbio (study abroad program) em um lugar onde a cultura seja realmente diferente de Estados Unidos e Brasil.
Fuja dos destinos mais tradicionais. Vá para a Ásia, para a África, para lugares onde você realmente desconheça os costumes, a língua, o alfabeto.
Quanto mais você se afastar da sua realidade, mais adaptações você vai ter que fazer, mais aprendizado vai haver e mais versátil você vai se tornar. Este tipo de experiência é cada vez mais valorizada.
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SAT ou ACT
/em Processo Seletivo /por Daqui pra ForaO processo seletivo para as universidades americanas busca avaliar o aluno como um todo. Apesar de ser necessária a realização do SAT e/ou ACT, não é baseado na nota de uma única prova.
As universidades usam várias ferramentas para conhecer o aluno, como estudante e como pessoa, a fim de saber se o candidato tem o perfil alinhado com o da instituição.
Uma das ferramentas que compõem a avaliação do perfil acadêmico dos candidatos são os testes padronizados, que corresponderiam ao ENEM no Brasil.
Igualmente, é uma forma de padronizar a avaliação do desempenho dos estudantes, que vêm dos mais diferentes backgrounds e também do mundo inteiro.
Além disso, as universidades ainda consideram o histórico escolar dos alunos, entre outros critérios, para definir o perfil acadêmico de cada um.
Nos Estados Unidos e em outros países, os testes padronizados mais aceitos são o SAT e o ACT. Os dois exames avaliam escrita, interpretação de texto, raciocínio crítico e lógico, matemática, e no caso do ACT, também ciências.
A nota do SAT e do ACT é um dos componentes da application. Portanto, não determina sozinha se o candidato vai ou não ser aceito em uma universidade nos Estados Unidos.
Mas ela ajuda a indicar o perfil de universidade em que o aluno pode ser aceito. As instituições mais concorridas exigem notas mais altas nestes exames. Por isso, é importante saber escolher a prova certa para você.
As diferenças entre SAT e ACT
O SAT é mais antigo e portanto um pouco mais conhecido pelos alunos brasileiros, mas praticamente todas as instituições aceitam os dois testes, sem preferências. As duas provas são reconhecidas igualmente pelas universidades. Cabe ao aluno escolher qual prefere fazer.
SAT e ACT são aplicados no Brasil várias vezes no ano e em diversas capitais. O aluno pode fazer o teste mais de uma vez e a nota que será levada em consideração pelas universidades sempre será a mais alta.
A opção é, portanto, pessoal e depende do perfil de cada aluno. Por isso, vale a pena saber um pouco mais sobre cada uma das provas.
SAT (Scholastic Aptitude Test)
O SAT é dividido em 3 partes que avaliam 3 competências: Matemática, Interpretação de Texto (leitura e escrita) e Redação (essay). A redação no SAT é opcional.
As duas primeiras seções valem de 200 a 800 pontos. O resultado final, portanto, varia entre 400 e 1600 pontos. A redação é avaliada separadamente, em uma escala de 2 a 8 pontos.
O candidato tem 3 horas para fazer a prova, que tem 154 questões (100 minutos para Interpretação de Texto e 80 minutos para Matemática). Quem optar por fazer a redação, tem 50 minutos para terminar.
A inscrição para o SAT é feita na página do College Board, instituição responsável pelo teste. Lá estão disponíveis também as datas e locais das provas no Brasil.
ACT (American College Testing)
O ACT é composto por 4 seções: Matemática, Inglês, Interpretação de Texto (leitura) e Ciências, divididas em 215 questões de múltipla escolha. A redação também é opcional no ACT.
O aluno tem 45 minutos para fazer a seção de inglês, 60 para Matemática, 35 para Interpretação de Texto e mais 35 minutos para Ciências, um total de 175 minutos. Quem optar por fazer a redação tem mais 40 minutos.
Cada uma das 4 sessões vale de 1 a 36 pontos. E a partir do resultado de cada uma delas é feita a nota final (que pode ir de 1 a 36 também). A nota da redação (para quem optou por fazer) é calculada de forma diferente (vale de 2 a 12 pontos).
A inscrição é feita no próprio site da prova, onde há também todas as informações sobre as provas.
No vídeo abaixo, você encontra mais informações sobre os dois testes:
A preparação para as provas
Ter um ótimo nível de inglês e boas notas no colégio não são garantia de sucesso no SAT e no ACT. Estas provas têm características muito específicas, bem diferentes daquelas que os estudantes brasileiros estão acostumados a fazer.
Por isso, fazer simulados é fundamental. Mas para atingir o seu melhor desempenho você deve focar a preparação naquilo que os testes realmente exigem, para não perder tempo na hora da prova e correr o risco de não conseguir terminar. Controlar o tempo nestes exames é um dos principais desafios.
Para isso, é preciso ir além: você deve saber o que estudar, como estudar e ainda quando fazer os simulados.
Também é fundamental saber definir qual é a melhor prova para você, aquela em que você tem mais facilidade e, portanto, mais chances de obter um resultado melhor.
Ainda é importante estabelecer objetivos e metas de acordo com cada universidade onde vai aplicar. Dessa forma, as chances de sucesso serão muito maiores.
A orientação de uma consultoria especializada pode fazer toda a diferença nessa jornada. Desde 2001, a Daqui pra Fora já orientou mais de 3.000 estudantes brasileiros na preparação para as provas e em todo o processo de candidatura para universidades no exterior.
Nossa preparação foi desenvolvida pensando em alunos brasileiros e como aprendemos os conteúdos na escola, isso maximiza o potencial dos alunos onde cobrimos todo o conteúdo, técnicas e estratégias da resolução dos exercícios.
Se quiser saber mais sobre o nosso trabalho, preencha o formulário abaixo e converse com um dos nossos especialistas.
Bolsas de estudo no exterior: conheça os diferentes tipos
/em Bolsas de Estudo /por Daqui pra ForaFazer faculdade no exterior vem se tornando um objetivo cada vez mais comum entre estudantes brasileiros. Há alguns anos a procura por vagas em universidades estrangeiras vem crescendo, visto que os benefícios são muito maiores que os desafios. Igualmente, a procura por bolsas de estudo para essas universidades também vem crescendo.
Dentro de um cenário complicado, com o real bastante desvalorizado em relação às principais moedas internacionais, as bolsas de estudo ganham importância e podem ser um fator decisivo para muitos candidatos garantirem seu lugar em uma universidade no exterior.
Bolsas de estudo nos Estados Unidos
As universidades americanas são as que mais oferecem bolsas de estudos no mundo, inclusive para estudantes internacionais. Nos Estados Unidos existem vários tipos de bolsas de estudos e, portanto, alguns caminhos para obtê-las.
É importante conhecer cada uma, entender como elas funcionam, e ver a possibilidade de solicitar alguma delas.
Vale lembrar que todas as bolsas de estudo são baseadas em méritos. O aluno precisa apresentar algum diferencial, seja na área acadêmica, artística ou esportiva, para ter chance de conquistar esse benefício.
Bolsa por mérito acadêmico
É concedida para alunos com desempenho acadêmico elevado, acima da média dos outros candidatos que estão sendo admitidos sem bolsa.
Para analisar este desempenho, o primeiro aspecto avaliado é o histórico escolar do candidato. Este histórico determina o GPA (Grade Point Average), que é a média ponderada das notas dos últimos 4 anos do colégio, considerando a carga horária de cada disciplina.
Além do histórico escolar, as notas das provas padronizadas (SAT ou ACT) e a nota do exame de proficiência em inglês (TOEFL) também entram na avaliação. Muitas universidades utilizam uma combinação das notas na escola com as notas nos testes.
Este conjunto de requisitos mostra para a universidade o potencial acadêmico do estudante. O valor das bolsas varia de acordo com o nível do candidato e as disponibilidades da instituição.
Bolsa por necessidade financeira
É oferecida por um número menor de universidades, geralmente as mais competitivas. Estas universidades procuram os melhores alunos para preencher essas vagas, esperando que a excelência acadêmica e a estrutura de ponta que serão oferecidos sejam aproveitados da melhor maneira possível.
A concorrência é grande e, portanto, a seleção exige dos candidatos méritos acadêmicos altíssimos. Como as universidades que oferecem este tipo de bolsa são muito competitivas, todos os alunos admitidos têm alto nível acadêmico, então as bolsas são oferecidas para quem precisa mais.
Além do perfil do candidato como estudante, a universidade quer conhecer também o seu histórico financeiro. Para isso, requisita outros documentos, como imposto de renda da família, carta do banco, extrato bancário e o preenchimento de alguns formulários.
Esse conjunto de informações acadêmicas e financeiras vai levar a universidade a decidir por conceder ou não a bolsa ao candidato. O valor do benefício também depende do resultado da avaliação e das disponibilidades da instituição.
Um número ainda menor de universidades, classificadas como “need blind”, não levam em conta as condições financeiras e as necessidades do candidato ao avaliar sua application.
Elas garantem que o aluno não deixará de ser admitido por questões financeiras. Fazem parte desse seleto grupo algumas das instituições mais prestigiadas e concorridas do país, como MIT, Harvard, Princeton, Yale e Amherst College.
Bolsa artística
São bolsas oferecidas para estudantes que vão fazer cursos ligados a artes. Para conseguir o benefício, o aluno precisa demonstrar talento especial na sua área de estudo específica.
Candidatos para cursos de audiovisual (cinema), arquitetura e moda, por exemplo, enviam portfólios que reúnem seus melhores trabalhos. Se o interesse for por música, atuação ou dança, ele deve participar de uma ou mais audições, que podem ser presenciais ou online.
Bolsa esportiva
As universidades americanas oferecem bolsas esportivas com o objetivo de fortalecer suas equipes nas diferentes modalidades. Por isso, elas se destinam a atletas experientes e de alto nível.
Os treinadores avaliam o desempenho e o talento dos candidatos internacionais geralmente por meio de vídeos enviados pelos próprios estudantes e eles determinam quem terá direito à bolsa de estudo.
Acerte no alvo
Apesar de os Estados Unidos terem a maior oferta de bolsas de estudos no mundo, nem toda universidade oferece este benefício. Por isso, é fundamental conhecer os programas de bolsa das universidades, principalmente daquelas que possuem o perfil do aluno, e identificar quais se aplicam à necessidade de cada família.
Um acompanhamento especializado pode fazer toda a diferença nesse momento. Desde 2001, a Daqui pra Fora já orientou mais de 3 mil estudantes que conquistaram um valor total superior a R$ 500 milhões em bolsas de estudos no exterior, principalmente nos Estados Unidos.
É o resultado do trabalho de uma equipe de profissionais experientes, que acompanha de forma personalizada cada aluno em todo o processo de candidatura, incluindo a requisição de bolsa.
Este trabalho envolve orientação no preenchimento dos complexos formulários e garante que o aluno mire no alvo certo, ou seja, em universidades alinhadas com o seu perfil, o que com certeza, maximiza as chances de sucesso.
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Invista em você nas férias de verão
/em Acadêmico /por Daqui pra ForaQuem faz faculdade no exterior com certeza tem vivo na memória o caminho que percorreu para chegar até lá. Lembra, portanto, que para ser admitido na universidade não era apenas ter boas notas na escola ou ir bem em uma prova específica.
A seleção é feita levando em conta tudo que o candidato fez como aluno e como pessoa, dentro e fora da sala de aula, nos últimos 4 anos do colégio. Sendo assim, por que os alunos devem planejar suas férias de verão quando já estão na universidade?
Porque o raciocínio é mais ou menos o mesmo quando ele olha para frente agora que está na faculdade. Na hora de buscar um lugar no mercado de trabalho, a universidade onde ele estudou e o que fez no período em que esteve por lá serão aspectos importantes, sem dúvida, para determinar se a vaga será sua ou não.
Mas sempre é bom investir no extracurricular para aprimorar a formação e poder apresentar algum diferencial no momento da seleção e o melhor período para este investimento são as férias de verão.
Com 3 a 4 meses de duração, elas oferecem tempo suficiente para o aluno se envolver em diversas atividades, além de curtir algum tempo livre, claro.
Como aproveitar as férias de verão
O summer break, como são conhecidas as férias de verão no hemisfério norte, começa em maio e vai até agosto, quando tem início o novo ano letivo. Portanto, o ideal é se programar com antecedência para poder aproveitar este período da melhor maneira possível.
Opções não faltam. Com um bom planejamento, uma variedade imensa de atividades podem ser desenvolvidas neste longo break, geralmente aquelas com as quais é difícil se comprometer durante o período de aulas.
Trabalhar, ler, relaxar, aprender, empreender, viajar, enfim, vale a pena otimizar este tempo buscando algum tipo de crescimento pessoal, acadêmico ou profissional.
Veja informações importantes sobre como aproveitar as férias de verão no vídeo abaixo:
Estágio de verão
Ideal para alunos que estão mirando o mercado de trabalho. Conhecer um ambiente corporativo, aprender na prática e fazer contatos na sua área são ganhos indiscutíveis para quem consegue uma vaga como estagiário neste período.
Além disso, você pode tentar o estágio de verão no Brasil, se vier passar as férias com a família, ou no exterior. De qualquer forma, para conseguir, é preciso planejar com antecedência e se empenhar bastante na busca.
Cursos
Tempo não vai faltar neste break para você aprender. Assim, você pode querer se aprofundar em algum tema ligado à sua carreira ou conhecer mais sobre algum assunto do seu interesse pessoal.
Há cursos disponíveis em todos os lugares, online, e em todas as áreas, basta pesquisar e escolher os que mais satisfaçam suas curiosidades ou necessidades.
As próprias universidades oferecem summer classes relevantes e de altíssimo nível, nas mais diversas áreas. Uma opção bacana também é aprender um novo idioma.
Trabalho voluntário
Este pode ser um bom momento para se engajar em uma causa, se você ainda não fizer parte de nenhum movimento. Seja na área social, ambiental, cultural, da saúde, doar seu tempo para ajudar pessoas ou comunidades é sempre uma experiência muito rica.
Além de contribuir e fazer a diferença na vida das pessoas, você certamente vai aprender muito, vai conhecer pessoas interessantes e ganhar novas habilidades. Assim como os cursos e o estágio, o trabalho voluntário no summer break pode acontecer no Brasil ou, então, no exterior.
Criar seu próprio projeto
Desenvolver seu próprio projeto mostra que você tem iniciativa, criatividade e gosta de arriscar. Pode ser um filme, podcast, blog, um site, um aplicativo, quem sabe criar um clube do livro ou dar aulas de inglês para crianças?
Talvez você possa até começar a empreender. Certamente no seu próprio projeto você vai poder aplicar seus conhecimentos, testar novas possibilidades e ainda aprender bastante.
Conhecer novas culturas
Viajar para países menos visitados e com culturas que você conhece muito pouco ou quase nada é uma atividade extremamente rica e que vem sendo cada vez mais valorizada.
Viver em um ambiente novo, com regras e costumes diferentes, ajuda a desenvolver a tolerância, a flexibilidade, o improviso e traz muito conhecimento e amadurecimento.
Há muitas outras atividades que exigem menos planejamento e que também podem enriquecer bastante o seu tempo durante o summer break. Criar uma lista de livros, desenvolver um hobby (fotografia, dança, jardinagem, tocar um instrumento, aprender um esporte), visitar museus e centros culturais na sua cidade ou próximo a ela são algumas delas.
Pense nos seus interesses, possibilidades e necessidades e programe-se para aproveitar suas próximas férias de verão, sempre lembrando que, além de relaxar e se divertir, ela é uma ótima oportunidade para investir em você. Os benefícios deste investimento, você vai ver, virão das formas mais variadas e duram para a vida toda.
Se você tem o sonho de fazer faculdade no exterior e quer a ajuda especializada do time da Daqui pra Fora, preencha o formulário abaixo para começarmos uma conversa.
Common App: o que é e como funciona
/em Universidade no Exterior /por Daqui pra ForaQuem decide fazer faculdade no exterior descobre em pouquíssimo tempo que o processo seletivo em outros países é bem diferente daquele que existe no Brasil. O aluno precisa construir uma candidatura que vai mostrar quem ele é, como aluno e como pessoa, para as universidades onde pretende estudar, e a plataforma do Common App serve como um facilitador desse processo.
São exigidos vários documentos, notas, redações, enfim, uma série de requisitos que serão, em conjunto, analisados pelas bancas de admissão das universidades e as ajudarão a compor o perfil do aluno.
É uma jornada complexa, mas existe uma ferramenta online que pode ser um interessante aliado dos estudantes na hora de enviar a candidatura para as universidades. Siga a leitura até o final para conhecer melhor essa ferramenta.
O que é o Common App?
O Common App, como é mais conhecido, é uma plataforma online por onde alunos do mundo inteiro enviam suas candidaturas para universidades nos Estados Unidos e em outros 18 países.
O sistema, usado anualmente por mais de 3 milhões de alunos, professores e orientadores, foi criado para facilitar o processo de candidatura dos estudantes.
Por meio do Common App, o aluno preenche o cadastro uma única vez e todas as universidades que utilizam a plataforma têm acesso aos seus dados e documentos. Dessa forma, o candidato tem seu trabalho otimizado e economiza tempo.
Como funciona o Common App?
Depois de se registrar na plataforma, o aluno preenche o cadastro com seus dados pessoais, fornece diferentes informações e, junto com representantes da escola nomeados por ele, anexa e envia diversos documentos, aqueles que geralmente são exigidos pelas instituições.
Os documentos solicitados são:
Pelo Common App o aluno pode enviar candidatura para até 20 universidades. Portanto, é importante checar a lista de instituições cadastradas no sistema para ver se todas que o interessam estão entre elas.
Afinal, há universidades que não aceitam candidaturas pelo Common App e outras que só aceitam via plataforma. Vale a pena, portanto, pesquisar separadamente sobre o sistema de admissão de cada instituição que seja do seu interesse.
Além disso, também é preciso ficar atento porque nem todas as instituições que compõem o Common App fazem exatamente as mesmas exigências. Sendo assim, algumas universidades pedem requisitos extras. Podem ser informações e documentos adicionais ou, o mais comum, outra redação, com tema mais específico.
O registro no Common App é gratuito. O aluno pode pagar as applications fees diretamente pela plataforma, assim como outros documentos extras que podem ser solicitados ao longo do processo.
O sistema está liberado desde o dia 1o de agosto, mas muitos alunos aplicando para este ciclo têm dúvidas e não começaram o preenchimento.
Quanto antes o aluno e os representantes da escola acessarem a plataforma, mais tempo e mais tranquilidade terão para completar todos os requisitos, respeitando o deadline de cada universidade.
Igualmente, é muito importante prestar atenção nos prazos de cada instituição e se certificar de que os representantes da escola também respeitem essas datas limite.
Plataforma crescendo
O sistema vem crescendo bastante nos últimos anos e hoje mais de 900 universidades adotam o Common App para selecionar os candidatos. São mais de 800 instituições só nos Estados Unidos, entre elas algumas das principais e mais importantes do mundo, como Stanford, Harvard, Duke, Brown, UPenn e Columbia.
Entre os anos de 2020 e 2021, mais 40 universidades americanas aderiram ao sistema. É o caso de Texas Tech, Virginia Tech, Clemson e University of South Florida, entre outras.
Depois dos Estados Unidos, o Reino Unido e o Canadá são os países onde mais universidades aceitam candidaturas via Common App.
O Common App é uma ferramenta que facilita a vida do estudante no seu processo de candidatura. Se quiser saber mais sobre esta plataforma, entre em contato com nossos especialistas e descubra como podemos ajudar.
Melhores universidades do mundo em 2021
/em Universidade no Exterior /por Daqui pra ForaO ranking britânico Times Higher Education anunciou os resultados das melhores universidades do mundo de 2021, incluindo mais de 1.500 instituições em 93 países e regiões.
O cálculo é feito a partir do desempenho de 13 indicadores de performance divididos em cinco áreas, sendo elas:
O Brasil no ranking
As universidades brasileiras obtiveram uma melhora no ranking em relação ao ano passado. A USP por exemplo, melhor brasileira no ranking, estava na faixa de 251 – 300 na publicação 2020 e subiu para 201-250 nesta atualização.
Além disso, outra brasileira entre as top 500 é a Unicamp, que está na faixa 401-500. Embora tenha ocorrido a ligeira melhora em relação ao ano passado, o ensino superior brasileiro segue sem representantes no topo da lista de melhores universidades do mundo e muito distante de países como Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Holanda, Canadá e Austrália que concentram 70% das universidades no top200.
Esse é um dos principais motivos do aumento na quantidade de brasileiros aplicando para universidades estrangeiras. Quando avaliamos apenas os EUA, além das universidades mais conhecidas como Harvard, Stanford e MIT, existem 59 universidades mais bem ranqueadas que a melhor brasileira.
Portanto, a excelência acadêmica que geralmente é atribuída apenas às universidades mais conhecidas pode ser aplicada a dezenas de universidades não tão conhecidas pelos brasileiros.
Com esses dados, podemos concluir que para um brasileiro estudar numa universidade de ponta (melhor ou igual à USP, por exemplo) pode ser mais fácil no exterior do que no próprio Brasil. Isso ocorre porque existem muito mais vagas em universidades deste nível lá fora do que aqui.
O ranking 2021 trouxe novidades em relação à universidades asiáticas, que estão se destacando cada vez mais. A universidade da China, Tsinghua Univeristy, foi a primeira da Ásia a entrar no top 20. O país teve uma crescente em seus números de universidades no top 100, de três em 2020 para seis em 2021.
Acompanhe o nosso blog e fale com nossos especialistas para conhecer o processo seletivo das universidades estrangeiras, bolsa de estudo e começar a sua preparação.
GPA: o que é e como calcular?
/em Processo Seletivo /por Daqui pra ForaAo aplicar para uma universidade nos Estados Unidos, o aluno logo descobre que não será a nota de uma ou duas provas que vai definir se ele será aceito. O processo seletivo para as universidades americanas é holístico, leva em conta vários aspectos da vida acadêmica e pessoal do candidato. Um deles é o GPA, sigla que muitos desconhecem quando ainda não estão inseridos neste contexto de application.
Mas o que é o GPA, afinal? Neste artigo, vamos falar tudo o que você precisa saber para dominar essa forma de avaliação dos estudantes tão popular no meio acadêmico. Siga a leitura até o final.
O que é GPA?
A sigla significa Grade Point Average, podendo ser traduzida para o português como “média de pontos das notas”. Representa a média ponderada das notas que o aluno obteve nos últimos 4 anos da escola.
Ele é um dos importantes critérios que as universidades utilizam para selecionar os candidatos e é obtido a partir do histórico escolar que o aluno envia à universidade na application.
Como funciona?
Para determinar o GPA, é preciso fazer um cálculo, lembrando que se trata de uma média ponderada. Este cálculo é feito combinando as notas obtidas do 9o ano até o fim do ensino médio com a carga horária correspondente de cada disciplina.
O GPA tem uma escala que varia de 0 a 4. Por isso, é necessário converter a média obtida para a escala do GPA. Por exemplo, quem tem média 8,0 (ou B) tem um GPA que corresponde a 3. Média acima de 9,5 (A ou A+) corresponde a GPA 4, e média 6,0 (ou C) equivale a GPA 2.
O aluno pode calcular o seu GPA, que vai servir como uma estimativa, mas é a universidade que obtém o valor oficial. Quando recebe o histórico do aluno, a universidade faz seu próprio cálculo para avaliar o estudante.
Universidades que não possuem essa etapa pedem que o candidato envie seu histórico para uma empresa de “evaluation” para que a análise e a conversão de notas sejam feitas antes de os documentos chegarem ao Admissions Office.
Para o cálculo, geralmente são levadas em conta as notas de matemática (e suas derivadas, como álgebra e geometria), português e outros idiomas, história, geografia, química, física, biologia, sociologia e filosofia.
Disciplinas como educação física, educação artística, estudos religiosos ou teológicos, informática, educação ambiental, empreendedorismo e outras eletivas geralmente não entram na conta.
Unweighted
Esse método de cálculo do GPA é bastante popular e concede o mesmo peso para todas as matérias do curso. Ou seja, não há diferença entre tirar 10 em matemática e 10 em história.
Nesse caso, sempre que o GPA for igual a 10 ou A, ele irá corresponder ao GPA 4 na hora da conversão. Com esse cálculo, fica mais difícil de entender o real nível de dificuldade oferecido pela instituição.
Weighted
Já o GPA Weighted concede pesos diferentes às diferentes matérias disponíveis na escola ou universidade. Dessa forma, é possível ter uma imagem mais realista do nível de dificuldade da instituição e do desempenho do estudante.
Para um curso mais avançado, um GPA A pode ser convertido para uma nota 4. Já em um curso menos exigente, esse mesmo GPA A pode ser convertido para uma nota 3.
Neste vídeo abaixo, a gente explica como as notas podem impactar na sua application.
https://www.youtube.com/watch?v=Gr6vm-Wj-p0
Como calcular?
Para calcular o GPA, é preciso selecionar o período desejado e, a partir daí, identificar quantas matérias foram estudadas, se existem pesos diferentes para cada uma delas e quais foram as notas obtidas.
Com essas informações em mãos, o cálculo pode ser feito da seguinte maneira:
Notas com o mesmo peso: somar todas as notas e dividir pelo número de matérias no período. Exemplo: 10 em matemática, 7 em biologia e 7 em português ficaria 10 + 8 + 7 = 24/3 = 8. Convertendo para a escala de 0 a 4, seria um GPA 3.
Notas com pesos diferentes: nesse caso, é preciso multiplicar a nota obtida pelo total de créditos da disciplina. Em seguida, dividir o valor obtido pelo total de créditos estudados no período.
Se matemática tiver 2 créditos, história tiver 4 créditos e biologia 2 créditos e suas notas forem 9, 8 e 6 respectivamente, o cálculo ficaria assim: (9*2 + 8*4 + 6*2)/8 = (18 + 32 + 12)/8 = 62/8 = 7,75.
GPA no Ensino Médio
O cálculo do GPA no Ensino Médio costuma ser mais simples, já que todas as matérias têm o mesmo peso. Nesse caso, basta apenas somar todas as notas e dividir pelo total de matérias estudadas no período.
GPA na Graduação
Já no caso da Graduação, é comum que as matérias tenham pesos diferentes, então é preciso fazer o cálculo mais completo incluindo os diferentes créditos para cada uma delas.
O GPA e a application
Pensando na forma como é feito o cálculo, o aluno pode questionar: mas ter média 8,0 em uma escola muito exigente tem o mesmo valor de obter essa mesma média em outro colégio, com critérios de avaliação menos rígidos ou diferentes?
A resposta é não. Na verdade, a universidade obtém o GPA de acordo com as notas do aluno. Porém, em seguida faz uma análise, levando em conta outros aspectos relacionados ao número obtido. Um desses aspectos é o “school profile”, ou seja, o perfil da escola no que diz respeito justamente ao rigor do currículo.
Dessa forma, eles identificam o que a nota dos alunos significam dentro do contexto de cada escola. Outro recurso utilizado é o ranking da turma, que posiciona as notas do candidato em relação às dos seus colegas de classe. Assim, o GPA do aluno toma um significado mais real.
Além disso, a universidade pode relacionar o GPA à nota do candidato no SAT (a prova padronizada que corresponde ao ENEM do Brasil). Notas muito altas na escola e score baixo no SAT podem indicar que o colégio não era muito exigente.
Algumas instituições exigem GPA muito alto, outras nem tanto. Na application, o GPA do aluno vai ajudar a definir para quais universidades é recomendado ele aplicar, indicando onde ele tem boas chances de ser aceito. Uma nota alta abre o leque de opções, sem dúvida.
Como o GPA é parte importante para o processo seletivo, a Daqui pra Fora realiza o cálculo dessa nota dos alunos para preparar uma lista de universidades que estejam alinhadas com o seu desempenho acadêmico.
Vale lembrar: não basta ter o GPA exigido pela universidade para entrar, porque diversos candidatos com nota igual ou semelhante aplicarão para a mesma universidade. Como o processo é holístico e as universidades americanas querem conhecer o candidato como um todo, outros aspectos vão ajudar a definir quem é admitido ou não.
Entre eles, estão a nota do SAT, as cartas de recomendação de professores ou coordenadores, as atividades extracurriculares do aluno e as redações.
Mas o GPA é, sim, um elemento muito importante da application. Boas notas nos últimos 4 anos da escola garantirão um bom GPA e, quanto mais alta essa nota. Dessa forma, o aluno terá mais opções para aplicar com boas chances de ser aceito.
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Como a faculdade no exterior pode contribuir para a carreira do meu filho?
/em Universidade no Exterior /por Daqui pra ForaEnviar o filho ou a filha para fazer faculdade no exterior não é uma decisão simples. Assim, muitas perguntas vêm à tona na hora de pesar os prós e os contras, entre elas, por exemplo, se vale a pena o investimento e como essa experiência vai contribuir para a carreira profissional dele ou dela.
“Proporcionar uma faculdade no exterior ao filho é um investimento para a vida toda dele. Além disso, o que ele vai viver lá fora é um aprendizado para os próximos 70 anos. O ideal é pensar que o custo é amortizável pelo resto da vida dele.” Esta afirmação é de Marcelo Nóbrega, um dos profissionais mais respeitados na área de RH no Brasil, considerado Top RH influencer da América Latina no ambiente do LinkedIn e autor do livro “Você está contratado!”, uma espécie de guia para conquistar o emprego dos sonhos.
Conselheiro, mentor e palestrante, Marcelo trabalha recrutando profissionais em todos os níveis da hierarquia no mundo corporativo. Ele conversou com exclusividade com a Daqui pra Fora sobre o que pensa a respeito da importância de fazer faculdade no exterior.
A experiência universitária
Segundo Marcelo, a experiência universitária em qualquer lugar do mundo acontece em um momento de amadurecimento do jovem e é fundamental procurar viver este período da melhor maneira possível, tentando explorar ao máximo tudo que ele pode oferecer. Não se trata apenas do que acontece em sala de aula.
Segundo ele, quem sai do Brasil leva vantagem nesse sentido devido à comprovada excelência acadêmica das universidades no exterior e nível de complexidade da experiência.
Ele explica que estudar fora significa encarar aeroportos, alfândega, e não ter os pais perto para resolver os problemas. Além de aprender a cozinhar, fazer a lavanderia, arrumar o quarto, ir ao supermercado, enfim, a riqueza de experiências é infinita.
“Dentro da universidade, em qualquer lugar do mundo, a vivência envolve os professores, os colegas, o conteúdo programático, o campus, a cidade e as experiências fora das salas de aula, que incluem grupos de afinidade, as opções de atividades extracurriculares, o acesso aos professores e networking”, diz Marcelo.
Além disso, lá fora o aluno precisa dominar outro idioma, conhece gente do mundo inteiro dentro e fora da sala de aula, os professores também são de vários lugares e o ensino é bem mais abrangente.
“Um aluno de engenharia ou economia, por exemplo, estuda literatura comparada, teatro, música, lê os grandes clássicos. É uma formação com mais amplitude, com mais conhecimento, mais repertório e isso traz mais agilidade de pensamento”, afirma.
Segundo Marcelo, mudar de escola, de cidade, de país, conviver com pessoas que pensam de forma diferente cria no indivíduo apetite de risco e o torna mais tolerante.
De acordo com ele, essa diversidade de experiências traz maior capacidade de adaptação e flexibilidade. “A gente sabe que esse jovem consegue trabalhar em qualquer setor de atividade”, explica.
“Quando estou contratando alguém, em primeiro lugar eu quero ver se ele resolve meu problema. Nesse momento são importante as soft skills e o aspecto técnico. Depois, eu vejo o potencial que ele tem de crescimento. E o passado dele me ajuda demais a identificar isso, vendo o quão diversas foram as experiências dele ao longo da vida”, afirma Marcelo.
Curso e carreira depois de fazer faculdade no exterior
A escolha do curso também é uma preocupação constante tanto para o estudante quanto para os pais. Quem vai estudar nos Estados Unidos, por exemplo, não precisa decidir que curso vai fazer no momento em que aplica para a universidade.
Esta definição só acontece no segundo ano, o que é bom, porque o jovem já é um pouco mais maduro e se conhece um pouco melhor.
Mas Marcelo Nóbrega gosta de lembrar que aquela carreira vertical não existe mais. Hoje o jovem faz um curso e pode ter várias carreiras. “Ele precisa ter adaptabilidade e com isso ter o poder de fazer escolhas ao longo da vida”, completa. Ou seja, o que ele estuda não é necessariamente o que ele vai fazer o restante da vida.
Além de todas as mudanças e diversidade de experiências que o aluno vive, o fato de o currículo nos Estados Unidos ser bem mais amplo e flexível também colabora para aumentar a capacidade de, lá na frente, mudar o rumo da carreira quando quiser ou for necessário.
“É muito importante aprender a aprender, ser curioso, ter flexibilidade. Porque no momento em que tudo muda, e sabemos que as coisas mudam cada vez mais e mais depressa, ele vai ser capaz de mudar junto. Ou melhor ainda, ele pode ser o agente da mudança”, finaliza.
Se você quer ver seu filho estudando em uma faculdade no exterior e precisa de mais informações sobre o processo, venha conversar com o nosso time de especialistas. Basta preencher o formulário abaixo.
Early Decision e Early Action: conheça as diferenças
/1.079 Comentários/em Estados Unidos, Processo Seletivo /por Daqui pra ForaAlgumas universidades dos Estados Unidos analisam a candidatura de seus aplicantes antecipadamente ao período regular do admission process (o chamado Regular Decision). Dessa forma, essas instituições facilitam a análise de estudantes que estão muito seguros de quais universidades querem estudar. Essas opções de admissão são conhecidas como Early Decision (ED) e Early Action (EA).
Existem aproximadamente 450 universidades que contam com as opções de Early Decision ou Early Action, e algumas delas têm ambas opções.
Se você deseja fazer faculdade no exterior, é muito importante entender como cada uma dessas opções funciona, pois existem particularidades que precisam ser levadas em consideração pelos estudantes ao decidirem aplicar através delas.
O que é Early Decision
Os alunos que se candidatam com a opção do Early Decision estarão assumindo um compromisso com aquela universidade: se forem aceitos, terão de obrigatoriamente estudar naquela instituição.
Então, os estudantes só podem escolher uma universidade para aplicar através do Early Decision. Os estudantes aceitos pelas universidades geralmente têm suas situações financeiras avaliadas e cobertas em grande parte pelas universidades.
Entretanto, as demais applications para outras universidades devem ser canceladas se o estudante é aceito através do Early Decision. Como resultado, o estudante fica preso à proposta da universidade, perdendo a opção de analisar e comparar eventuais ofertas que poderia receber de outras universidades.
Veja abaixo como funciona o Early Decision:
O que é Early Action
Na opção Early Action, o estudante também aplica antecipadamente, mas não é obrigado a se matricular naquela universidade se for aceito e tampouco é obrigado a desistir de suas outras candidaturas. Veja abaixo mais detalhes sobre o Early Action:
Tanto o Early Action e principalmente o Early Decision são opções que exigem que o candidato tenha muita certeza de que aquela universidade é sua primeira escolha, ou seja, que tenha feito uma grande pesquisa sobre diversas universidades.
É importante que tenha uma grande identificação com aquela universidade acadêmico, social e geograficamente; e que seu perfil esteja de acordo com os alunos aprovados por aquela instituição para que ele tenha chances reais.
Ou seja: apesar de antecipar a análise da candidatura, as opções Early Decision e Early Action são muito boas para quem tem reais chances de ser admitido nas universidades escolhidas.
Dentre algumas das universidades que oferecem as opções de Early Action e Early Decision estão Duke University, Rice University, Brown University, University of Pennsylvannia, Columbia University, e outras instituições altamente competitivas.
Algumas universidades não aprovam os candidatos através do Early Decision e Early Action, mas tampouco os rejeitam. As candidaturas desses estudantes são marcadas como “deferred” ou “deferral”, ou seja, a universidade irá avaliar novamente a application do aluno, só que no processo regular.
Isso significa que o aluno não foi aprovado na avaliação antecipada, mas a instituição considera que aquele aluno tem o perfil adequado para se manter dentro do processo seletivo, tendo assim uma nova chance de ser reavaliado no processo regular.
Se você tem dúvidas sobre o processo seletivo para universidades dos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, fale com a gente que podemos ajudar em todas as etapas do processo. Somos a consultoria mais experiente do mercado, tendo desde 2001 assessorado mais de 3500 estudantes.