Montar uma boa college list com as melhores universidades do mundo é um ponto fundamental dentro do processo de application para universidades no exterior. Escolher as universidades mais alinhadas ao seu perfil não é uma tarefa simples.
Requer tempo e paciência na busca pelas melhores informações. Neste momento, os rankings internacionais são algumas das principais referências utilizadas pelos estudantes.
A Times Higher Education (THE) tem, sem dúvida, um dos rankings mais respeitados e mais procurados por estudantes do mundo inteiro.
Sua prestigiada avaliação se baseia em 5 critérios:
- Ensino;
- Citações (científicas);
- Pesquisa;
- Perspectiva internacional (estudantes, professores e staff internacionais);
- Industry income (investimento que recebe).
Entre as 10 melhores universidades do mundo em 2024, de acordo com a Times Higher Education, 7 estão nos Estados Unidos e 3 no Reino Unido.
A seguir você vai conhecer melhor cada uma delas e vai entender por que elas estão no topo da classificação
Melhores universidades do mundo em 2024
Oxford University #1 (Reino Unido)
Mais antiga universidade de língua inglesa do mundo, Oxford University tem tradição de excelência há séculos e está sempre presente entre as primeiras nos principais rankings universitários internacionais. Ocupa a 1a posição no THE desde 2017.
Localizada na cidade medieval de Oxford, a universidade tem hoje cerca de 25.000 alunos, sendo 12.510 na graduação. Do total de alunos, 45% são internacionais (aproximadamente 11.500), vindos de 160 países e territórios.
Oxford é composta por 38 faculdades, com mais de 250 cursos de graduação e 300 de pós. Com mais de 100 bibliotecas, possui o maior sistema de bibliotecas do Reino Unido.
A universidade ainda conta com 5% de todos os pesquisadores do Reino Unido e já formou 26 primeiros-ministros britânicos, incluindo Boris Johnson e Theresa May.
Oxford está associada a 11 vencedores do Prêmio Nobel de Química, 16 em medicina e 5 em Física. Além dos 26 primeiros-ministros, fazem parte dos 250.000 ex-alunos de Oxford a ex-primeira-ministra da Índia Indira Gandhi, o cientista Stephen Hawking (graduação), o ator Hugh Grant e o escritor Oscar Wilde, entre outras importantes personalidades.
Atualmente, a Oxford University contribui com 15,7 bilhões de libras para a economia do Reino Unido e oferece mais de 28.000 empregos.
Stanford University #2 (Estados Unidos)
Localizada na Bay Area, região de São Francisco, no coração do Vale do Silício, Stanford é considerada a 2a melhor universidade do mundo pelo ranking da Times Higher Education (THE).
Stanford promove pesquisas de enorme impacto global, estimula a interação professor-aluno, a interdisciplinaridade e, claro, a excelência acadêmica. É muito conhecida pelo espírito empreendedor e pela proximidade com as indústrias do Vale do Silício.
Com 33 km2, o campus principal de Stanford é um dos maiores dos Estados Unidos. A universidade é composta por 7 escolas. Três delas oferecem cursos de graduação: Engineering, Humanities & Sciences e Earth, Energy and Environmental Sciences.
Stanford tem ainda 18 institutos interdisciplinares, que permitem aos alunos combinarem diferentes áreas de estudos e criarem seus próprios programas.
Fundada em 1885, Stanford tem hoje um total de mais de 17.000 estudantes, cerca de 7.000 deles na graduação, e 2.240 professores.
Os alunos de Stanford estão entre os mais bem pagos do país quando se formam. De acordo com a PayScale, o salário (anual) no início da carreira dos formados em Stanford é, em média, de U$ 83.500, e no meio da carreira, quase dobra. Vai para U$ 161,400, em média.
Empresas fundadas por ex-alunos de Stanford geram uma receita anual de mais de 2,7 bilhões de dólares, o que corresponderia à 10a maior economia do mundo. Entre elas estão Nike, HP, Instagram, PayPal e Snapchat.
Praticamente todos os estudantes que entram em Stanford, 99%, permanecem para o segundo ano, o que indica um altíssimo grau de satisfação. Fora das aulas, eles têm à disposição mais de 650 organizações estudantis, que vão de esportes a assuntos acadêmicos, arte ou religião.
MIT #3 (Estado Unidos)
Sempre presente nos lugares mais altos dos principais rankings internacionais, o MIT (Massachusetts Institute of Technology) é a 3a melhor universidade do mundo em 2024, de acordo com o THE.
Fundado em 1861, o MIT é referência no mundo inteiro principalmente quando o assunto é engenharia, tecnologia e ciência. A universidade é bastante reconhecida pela excelência em ensino e pesquisa e pelo foco em inovação e empreendedorismo.
O MIT tem hoje 11.934 estudantes (4.638 na graduação), cerca de 33% deles internacionais, além de 1.000 professores. A universidade é dividida em 5 escolas:
- Arquitetura e planejamento;
- Engenharia;
- Administração e ciência;
- Humanidades e artes;
- Ciências sociais.
Elas oferecem um total de 56 majors e 58 minors na graduação.
O campus de 168 acres também fica na cidade de Cambridge. Ele é composto por 190 prédios (19 deles residenciais), 6 bibliotecas, mais de 60 centros de pesquisa e laboratórios, além de 12 museus e galerias de arte.
As instalações esportivas são de ponta e o campus conta ainda com mais de 20 restaurantes e cafés, 20 jardins e muitas obras de arte espalhadas.
Os alunos podem participar de mais de 500 organizações estudantis com temáticas bem variadas, que vão desde as que estudam a ciência do chocolate até as mais populares, como as de empreendedorismo, as esportivas, de artes ou de nacionalidades. Os clubs ou organizações estudantis no MIT têm o compromisso com a diversidade e a inclusão.
O MIT é responsável por algumas das mais relevantes descobertas científicas e por alguns dos maiores avanços tecnológicos da história.
Entre eles estão a síntese química da penicilina, o desenvolvimento do radar e a invenção da memória do núcleo magnético, que possibilitou o desenvolvimento dos computadores digitais.
Pesquisas recentes nos laboratórios do MIT chegaram a importantes novidades no tratamento e cura do câncer, aliando quimioterapia à imunoterapia e à descoberta de vacinas inaláveis, por exemplo.
Harvard University #4 (Estados Unidos)
Referência no mundo inteiro quando o assunto é excelência acadêmica, Harvard é a mais antiga universidade norte-americana. Fundada em 1636, Harvard faz parte da prestigiada Ivy League, grupo que reúne 8 das melhores universidades americanas.
Dos seus 31.566 alunos, 7.274 são internacionais, vindos de 142 países. Dos 9.950 estudantes da graduação, 1.216 são estrangeiros.
Número 4 do mundo, segundo o THE, Harvard é constituída por 13 escolas e institutos, incluindo algumas das mais bem ranqueadas nas suas respectivas áreas, como a Business School, a School of Engineering and Applied Science e a John F. Kennedy School of Government.
Localizada em Cambridge, a 10 minutos de Boston, Massachusetts, Harvard abriga em seu campus de 5.000 acres 5 museus, 2 teatros, e a maior biblioteca acadêmica do mundo, que contém:
- 400 milhões de itens manuscritos;
- 124 milhões de páginas da web arquivadas;
- 5,4 terabytes de arquivos digitais.
Há mais de 500 organizações estudantis abertas à participação dos alunos.
A excelência em ensino e pesquisa de Harvard é reconhecida pelos prêmios que seus professores e pesquisadores já receberam. É a universidade que contempla mais vencedores do prêmio Nobel: 161, nas mais diversas áreas.
Além disso, tem 47 Pulitzers (jornalismo e literatura) e 14 Turing (conhecido como “o Nobel da Computação”). Entre seus ex-alunos mais influentes estão Mark Zuckerberg, os ex-presidentes J.F. Kennedy e Barack Obama e os atores Matt Damon e Natalie Portman.
University of Cambridge #5 (Reino Unido)
Fundada em 1209, a University of Cambridge é hoje a 4a mais antiga universidade do mundo e a 2a em língua inglesa. Quinta colocada no ranking THE 2024, Cambridge tem hoje cerca de 24.300 estudantes, sendo aproximadamente 13.000 na graduação.
Cambridge tem hoje 39% de alunos internacionais, vindos de 141 países. A unviersidade se divide em 31 Colleges, que comoprtam seis escolas:
- Arts and Humanities;
- Biological Sciences;
- Clinical Medicine;
- Humanities and Social Sceinces;
- Physical Sciences;
- Technology.
Elas oferecem 30 cursos de graduação, que o aluno escolhe nos anos iniciais. Depois, nos anos finais, há 65 áreas de estudos em que ele pode se especializar ainda na própria graduação.
Por exemplo: quem escolhe engenharia pode se especializar em engenharia espacial, engenharia química, engenharia civil, engenharia da computação, engenharia elétrica, eletrônica, ambiental e outras.
O campus fica no centro da cidade de Cambridge, à margem do rio Cam. Ele abriga mais de 100 bibliotecas, com mais de 15 milhões de livros, 9 museus (de artes, cultural e científicos) abertos ao público e um jardim botânico.
Em sua história, Cambridge tem 92 laureados com o Nobel associados à universidade. Entre seus ex-alunos estão, ente outros nomes famosos, Isaac Newton, Charles Darwin, Alan Turing (matemático cuja vida é contada no filme “O Jogo da Imitação”, e Stephen Hawking, que fez pós-graduação lá.
Princeton #6 (Estados Unidos)
Uma das 8 integrantes da renomada Ivy league, Princeton é considerada a 6a melhor universidade do mundo pela Times Higher Education.
Fundada em 1746 na cidade de mesmo nome, em New Jersey, Princeton é uma das mais antigas instituições de ensino superior do país. Tem cerca de 10.000 estudantes, sendo 1.200 internacionais.
O campus, considerado um dos mais bonitos dos Estados Unidos, é composto por 180 prédios, projetados por renomados arquitetos, e oferece acomodação para todos os alunos durante os 4 anos da graduação. Por isso, apenas 2% dos estudantes de Princeton escolhem morar fora do campus.
Além das salas de aula, laboratórios e bibliotecas, a vida em Princeton pode ser bastante animada. Há mais de 500 organizações estudantis no campus e inúmeros eventos são organizados durante todo o ano:
- Cinema no Garden Theater;
- Truckfest (festival de food trucks);
- Torneio anual de dodgeball (queimada);
- Fashion Shows;
- Corrida de 5 km;
- Palestras;
- Workshops.
Reconhecida como uma das mais importantes instituições do mundo na área de pesquisa, Princeton tem na sua história 40 laureados com o Prêmio Nobel e 17 ganhadores da National Medal of Science.
Estudaram em Princeton também, entre outras personalidades, o fundador da Amazon Jeff Bezos, a atriz Brooke Shields e a ex-primeira dama Michelle Obama.
California Institute of Technology #7 (Estados Unidos)
Também conhecido como Caltech, o California Institute of Technology fica em Pasadena, ao norte de Los Angeles. Número 7 do mundo no ranking 2023 da THE, Caltech tem um ambiente multicultural e diverso. Cerca de 34% dos seus 2.300 alunos são internacionais.
Caltech tem 6 divisões acadêmicas, focadas principalmente em ciências e engenharia. O volume e a qualidade das pesquisas desenvolvidas em Caltech são mundialmente reconhecidos e têm o suporte de instalações de ponta. Entre elas estão o Jet Propulsion Laboratory, o Seismological Laboratory e a International Observatory Network.
O ambiente acadêmico concentrado e intenso de Caltech garante todos os anos milhões de dólares em bolsas de pesquisa, produz incontáveis patentes e forma inúmeros CEOs de empresas de tecnologia.
Além disso, ex-alunos de Caltech já receberam 39 prêmios Nobel e 6 Turing Awards (concedido para as maiores contribuições na área da computação).
Caltech possui 11 residências estudantis. Apenas os calouros (freshman) precisam morar no campus, porém mais de 80% dos alunos preferem continuar vivendo na universidade nos outros anos também.
A vida estudantil é bastante centrada nos residenciais, que misturam tradição e inovação. Os dorms são conhecidos como “self-governing living spaces“. Cada casa tem sua própria personalidade e os alunos se inscrevem naquelas com as quais mais se identificam
Estudaram em Caltech Gordon Moore, engenheiro fundador e diretor da Intel; o famoso químico Linus Pauling (criador do Diagrama de Pauling que estudamos na escola); e Adam D’Angelo, co-fundador e CEO do Quora.
Imperial College of London #8 (Reino Unido)
Bem mais nova que algumas das principais universidades do Reino Unido, a Imperial College London (ICL) foi fundada em 1907 e já está entre as melhores do país e do mundo.
A universidade é responsável por algumas das principais inovações tecnológicas da modernidade e seus estudos foram algumas das principais referências para tomadas de decisões no auge da pandemia da Covid-19.
A universidade tem hoje cerca de 18.000 alunos (10.000 na graduação), 60% internacionais (incluindo graduação e pós), que se dividem em 4 áreas de estudos: ciências, engenharia, medicina e business.
A Imperial College valoriza a interdisciplinaridade e é internacionalmente reconhecida pela intensa aplicação dos seus estudos na indústria e no empreendedorismo.
Localizado em South Kensington, um dos bairros mais atraentes de Londres, o campus principal da ICL, idealizado pelo Príncipe Albert, fica próximo do Hyde Park, do Museu da História Natural, do Victoria and Albert Museum e do Science Museum. O objetivo do príncipe era unir ciência e arte. Deu certo.
No dia a dia, os alunos da Imperial College podem participar de mais de 380 organizações estudantis, clubs e projetos no campus, de música, esportes, mídia trabalho voluntário e inúmeras atividades culturais e artísticas.
University of California, Berkeley #9 (Estados Unidos)
Também conhecida apenas como Cal, a University of California Berkeley fica localizada na Baía de San Francisco. É a casa de cerca de 28.000 alunos de graduação e cerca de 10.000 de pós, sendo 23% deles internacionais.
Fundada em 1868, Berkeley foi a primeira universidade a integrar o University of California System e é a segunda mais antiga instituição de ensino superior da Califórnia.
Considerada a 9a melhor universidade do mundo pela THE, Cal é formada por 14 escolas. Entre elas estão as conceituadas Haas School of Business, a College of Engineering, a School of Public Health e a College of Chemistry. Seus professores já receberam 39 prêmios Nobel, a maioria em física, química e economia.
Uma das universidades com menos discriminação no mundo, Berkeley é um tradicional centro de ativismo político. Nos anos 1960 e 1970 foi palco de importantes protestos contra a Guerra do Vietnã, por exemplo.
A vida dos estudantes fora das salas de aula, laboratórios e bibliotecas em Berkeley passa bem longe da monotonia. Acontecem eventos o ano inteiro, há esportes para assistir ou praticar, mais de 1.000 clubs e organizações estudantis para participar, além das inúmeras atrações da própria cidade de São Francisco.
Yale University #10 (Estados Unidos)
Com mais de 300 anos de história, Yale é uma das 8 universidades que fazem parte da Ivy League. Décima colocada entre as melhores universidades do mundo, segundo o THE, Yale tem hoje 6.494 estudantes na graduação e 8.031 na pós.
Cerca de 22% dos alunos de Yale são internacionais, vindos de 115 países. Seu campus, de 260 acres, fica em New Haven, Connecticut, a pouco mais de 2 horas de Nova York, e ainda possui prédios originais, com arquitetura do século XVIII.
O lugar é tomado por obras de arte por toda parte, desde os saguões dos prédios até os pátios, praças e salas de aula.
Yale é dividida em 14 escolas. É uma universidade Liberal Arts, o que dá liberdade aos alunos de construir sua grade curricular de acordo com seus principais interesses e escolher seu major durante o decorrer do próprio curso.
Alguns dos cursos mais procurados em Yale são:
- Economia;
- Ciências políticas;
- Ciência da computação;
- História;
- Psicologia.
Estudaram em Yale importantes personagens da vida norte-americana, como o ex-presidente George W. Bush, Bill e Hillary Clinton, as atrizes Meryl Streep, Jodie Foster e Lupita Nyong’o e o empreendedor Ben Silbermann (CEO e cofundador da Pinterest), entre outros.
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10 universidades europeias com graduação em inglês!
/em Universidade no Exterior /por Daqui pra ForaAs universidades europeias têm sido cada vez mais procuradas por estudantes internacionais que buscam uma graduação em inglês. São vários os motivos que levam a essa procura, entre eles a qualidade de vida nas cidades, a excelência acadêmica e o ótimo custo-benefício.
Ddiferentemente do que muitos pensam, fazer graduação em inglês na Europa não é possível apenas no Reino Unido. Há faculdades com cursos em inglês em vários países e a qualidade do ensino é excelente. Muitas delas estão entre as melhores do mundo em diversas áreas.
A seguir, você vai conhecer 10 universidades em diferentes países europeus que oferecem graduação em inglês de altíssima qualidade.
IE Business School (Espanha)
Com 50 anos, a IE é uma universidade jovem, mas que já é referência na Europa. Localizada em Madrid, na Espanha, é considerada a 10a melhor business school do continente e é top 5 do mundo em várias áreas de MBA, de acordo com diferentes institutos de avaliação.
A prestigiada universidade espanhola é voltada para a comunidade estudantil internacional, por isso só tem cursos em inglês. Cerca de 81% dos alunos da IE são estrangeiros, vindos de 140 países. O ensino é bastante baseado no sistema hands on, ou seja, com muita prática e bem próximo da realidade do mercado.
O campus original da IE fica em Segóvia, cidade medieval a 25 minutos de Madrid. O novo prédio da faculdade, inaugurado em 2021, foi pensado buscando integrar a vida pessoal e profissional de alunos e professores com a dinâmica da cidade e com o próprio mercado, sempre de forma sustentável.
O novo campus fica na zona norte da cidade e tem 50 mil metros quadrados divididos em 35 andares. Lá a convivência social é intensa e a arquitetura e a disposição interna facilitam e estimulam a interdisciplinaridade.
A IE Business School tem 21 cursos em inglês, entre eles:
O custo anual para um estudante na IE, incluindo a anuidade, alimentação e moradia, fica em torno de 44 mil euros.
Universidad Europea (Espanha)
Fundada em 1989, a Universidad Europea de Madrid (UE) já está entre as 5 melhores universidades privadas da Espanha. Com 11 faculdades divididas em 4 campi, dois em Madri, um em Valência e um nas Canárias, a Universidade Europeia tem hoje cerca de 17.000 alunos, 1.100 professores e funcionários, além de um grupo de 83.000 ex-alunos espalhados pelo mundo.
A vida nos campi da UE fora das salas de aula é agitada, graças às dezenas de clubes e associações geridos pelos próprios alunos. De corrida, tênis e dança, a relações internacionais, empreendedorismo, cinema e games, há grupos para todos os interesses.
A Universidade Europeia oferece 5 cursos de graduação em inglês, nas áreas de:
O investimento anual para estudar na UE fica em torno de 28 mil euros, incluindo anuidade, alimentação e moradia.
Bocconi University (Itália)
Uma das mais prestigiadas universidades privadas da Itália, Bocconi fica no coração da badalada Milão. Fundada em 1902, Bocconi foi a primeira universidade na Itália a oferecer diploma em Economia.
É considerada uma instituição de pesquisa com renome internacional em business, finanças, economia, ciências políticas, ciências de dados, cyber risk e direito.
Bocconi tem um papel fundamental na rede europeia e global de faculdades de economia e negócios, promovendo intercâmbio de professores e cooperando com grandes projetos em outras universidades europeias e americanas.
O campus, moderno e sustentável, é totalmente integrado com a cidade e está a 10 minutos a pé do agitado centro de Milão. Mas dentro do campus, há inúmeras atividades culturais, acadêmicas e esportivas, organizadas pelos próprios alunos, disponíveis o ano inteiro.
Estudar na Bocconi custa cerca de 28,5 mil euros por ano, com anuidade, moradia e alimentação. A universidade oferece 7 cursos em inglês:
Politecnico di Torino (Itália)
Fundado em 1859, o Politecnico di Torino, também conhecido como PoliTo, é reconhecido pelos rankings internacionais como uma das melhores universidades técnicas da Europa. Tem mais de 37.000 alunos, 20% deles internacionais, vindos de mais de 100 países.
Seu curso de Arquitetura e vários de engenharia estão entre os 35 melhores do mundo, de acordo com o QS World University Ranking.
O campus oferece inúmeras atividades esportivas e culturais. Fora, os alunos vão se encontrar com cerca de 100.000 estudantes que moram na cidade, um lugar cheio de parques, restaurantes, eventos culturais nacionais e internacionais, que ainda é um hub industrial e de inovação.
O Politecnico di Torino oferece 15 cursos de graduação em inglês. Entre eles estão:
O custo anual no Polito é de 14,5 mil euros, incluindo anuidade, moradia e alimentação.
Istituto Europeo di Design (Itália)
Fundado em 1966, o IED de Milão oferece em seus cursos de graduação conhecimento e técnica que podem ser aplicadas no mercado de trabalho nas áreas de design, moda, artes visuais e comunicação,
Considerada uma das 25 melhores faculdades de moda e design do mundo pelo ranking Times Higher Education, o IED de Milão tem em seu DNA as características da própria cidade, que é sinônimo de arte, indústria, finanças, moda e design, sempre com espírito empreendedor.
A metodologia utilizada é aplicada em todos os campos do design, focando no desenvolvimento e na inovação de produtos, graças ao approach multidisciplinar dos seus cursos.
Os cursos oferecidos em inglês no Istituto Europeo di Design de Milão são:
O custo anual para estudar no IED de Milão é de aproximadamente 35,5 mil euros.
Universidade Nova de Lisboa (Portugal)
A Universidade Nova de Lisboa completa 50 anos em 2023 e já tem história para contar. A Nova construiu tradição em trabalhar em áreas de inovação, com efeitos práticos na economia e serviços, em âmbito nacional e global.
Tem um perfil internacional, de investigação colaborativa, prestando serviço de uma forma que promova solidariedade e desenvolvimento sustentável em diversas áreas.
A universidade conta com 9 faculdades, 9 bibliotecas e 3 prédios residenciais. São 29 cursos de graduação, 1.800 professores e pesquisadores e pouco mais de 20.000 estudantes (cerca de 6.000 na graduação). Do total de alunos, aproximadamente 20% são estrangeiros, vindos de mais de 100 países.
A Nova tem ainda 41 centros de pesquisa, 77% deles avaliados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia de Portugal como “excepcional”, “excelente” ou “muito bom”.
Tem firmadas mais de 530 parcerias de mobilidade internacional em 63 países, recebendo anualmente aproximadamente 930 estudantes em seu campus e enviando para outros países cerca de 750 alunos.
A Nova oferece 7 cursos em inglês:
O custo anual para um aluno na Nova é em torno de 19,5 mil euros, com anuidade, alimentação e moradia.
Institut Français de la Mode (França)
O Institut Français de la Mode (IFM) fica localizado no coração de Paris, às margens do rio Sena, perto da sede de muitas das principais empresas de moda de luxo do mundo, portanto no centro da inovação e criatividade de Paris.
O IFM é membro da Conférence des Grandes Ecoles, organização que une as melhores escolas de negócios e instituições de ensino superior da França.
Desde a sua fundação, em 1986, o IFM se especializou no ensino do conhecimento e das habilidades necessárias para se ter sucesso em carreiras que estão na intersecção de gestão e design.
O Instituto mantém laços estreitos com a indústria, principalmente por meio do seu Cércle de mécènes, que reúne 15 grandes empresas de moda e luxo.
O IFM recebe estudantes internacionais desde o seu primeiro ano e atualmente cerca de 30% dos alunos, incluindo graduação e pós, são estrangeiros.
Neste vídeo, você entende mais sobre o processo para estudar em uma universidade na França:
Os cursos de graduação oferecidos em inglês pelo IFM são:
O custo anual no IFM é de aproximadamente 34 mil euros, incluindo anuidade, moradia e alimentação.
Audencia Business School (França)
Fundada em Nantes em 1900, Audencia está entre o 1% das escolas de negócios que possuem todas as acreditações acadêmicas internacionais: EQUIS, AACSB e AMBA. Ela está entre as melhores escolas de business da Europa.
A Audencia Business School tem mais de 200 parcerias acadêmicas, mais de 175 acordos com empresas nacionais e internacionais e foi a melhor colocada entre as escolas de negócios francesas em termos de felicidade dos alunos pelo ranking Happy School de 2020.
A escola tem cerca de 5.600 alunos de mais de 100 países e mais de 27.000 ex-alunos, que formam uma potente networking.
A Audencia tem dois cursos de graduação em inglês:
O custo anual na Audencia é em torno de 19 mil euros, incluindo anuidade, moradia e alimentação.
University of Twente (Holanda)
Localizada na cidade de Enschede, a 160 km de Amsterdam, a University of Twente (UT) tem cerca de 33% dos seus quase 13.000 estudantes vindos de 85 países.
Conhecida por sua característica high tech e ao mesmo tempo human touch, UT é a única universidade da Holanda com todas as atividades, acadêmicas ou não, concentradas em um único campus.
Ele fica a 10 minutos, de bicicleta, do centro da cidade, um lugar multicultural, com muita arte e vida noturna.
Fundada em 1961, a Universidade of Twente conecta tecnologia, ciência e engenharia com ciências sociais. Os alunos da UTC são curiosos, empreendedores e bons em relações sociais. A universidade faz parceria com outras instituições em projetos como “injeções sem agulha”, cirurgia robótica e prevenção de cyber crime.
UT oferece 16 cursos de graduação em inglês, entre eles:
O custo anual para estudar na UT é de cerca de 21 mil euros, incluindo anuidade, moradia e alimentação.
University of Amsterdam (Holanda)
Considerada a 60a melhor universidade do mundo pelo ranking Times Higher Education, UvA é uma das principais referências em pesquisa na Europa. É a terceira mais antiga universidade do país e a maior em número de alunos.
Dividida em 4 grandes campus no coração de uma das mais vibrantes e diversas capitais europeias, a University of Amsterdam é uma das universidades com mais cursos de graduação em inglês em toda a Europa, com mais de 20 opções. Mais de 7.000 dos aproximadamente 34.000 alunos são estrangeiros vindos de mais de 100 países.
Entre os cursos em inglês que a UvA oferece estão:
O investimento anual para estudar na University of Amsterdam, incluindo anuidade, moradia e alimentação, é de aproximadamente 29 mil euros.
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A importância do Campus Tour na escolha da universidade
/120 Comentários/em Dicas, Universidade no Exterior /por Daqui pra ForaO processo de definição da universidade é uma etapa tão importante quanto do de seleção das universidades. É nessa fase que o aluno irá analisar as universidades em que foi aprovado e definir qual delas se encaixa mais com seu perfil.
Além, é claro, dos fatores acadêmicos, é muito importante para o aluno conhecer as características de cada universidade e entender se o perfil delas é parecido com o seu. Os americanos chamam esse processo de finding a good fit.
Um dos passos importantes para encontrar a universidade que se enquadra no perfil é fazer o Campus Tour e explorar os diferentes ambientes oferecidos pelas instituições de estudo. Saiba mais sobre esse processo com esse artigo detalhado.
O que é o Campus Tour?
Por mais contato que o aluno tenha tido com dados, fotos e vídeos da universidade, nada será melhor para o estudante do que visitar a cidade e o campus universitário pessoalmente e ter a certeza de que ele realmente se identifica com aquele ambiente. Essas visitas na universidade são chamadas de Campus Tour.
Ao visitar a universidade, o estudante poderá ter uma ideia de como é o seu “clima”: o perfil dos estudantes e professores, os dormitórios, o refeitório, as salas de aula, e muito mais.
Além disso, poderá tirar dúvidas sobre o dia a dia da faculdade com os próprios alunos, professores e funcionários, como por exemplo:
Como são as aulas nas faculdades? Quantos alunos em média frequentam cada aula?
Como é o refeitório da faculdade? Qual a diversidade de comida oferecida?
Qual a infraestrutura dos dormitórios? Quantas pessoas dividem os quartos?
Qual a diversidade cultural no campus? Existem bastante alunos internacionais?
O campus é tão bonito quanto aparenta pelas fotos na internet?
O campus da faculdade é bem agitado? Os alunos se envolvem com muitas atividades?
Para um estudante internacional, pode parecer complicado realizar uma visita em uma universidade fora do Brasil. Apesar disso, visitar a universidade é algo muito viável se for feito com planejamento, e certamente será um fator muito importante para ajudar o estudante a decidir em qual instituição ele irá realizar a sua graduação.
Escolhendo as universidades e as datas para visita
O primeiro passo é definir quais serão as universidades que o aluno pretende visitar e saber o que é necessário fazer para realizar cada uma das visitas. Esse processo varia muito entre as universidades: há instituições que exigem que o aluno se inscreva com antecedência e que realize o tour em datas específicas.
Outras são mais flexíveis e permitem que o aluno realize sua visita em qualquer data. Portanto, é muito importante estar atento as datas e procedimentos necessários de todas as universidades que você pretende visitar. Essas informações podem ser encontradas no site da universidade ou entrando em contato com o departamento de admissões de cada uma delas.
“Eu achei melhor marcar a minha viagem aos EUA no meio do mês de Abril, pois nessa época eu já tinha todas as respostas das universidades, e ainda teria tempo para decidir para qual ir” disse Renato Ferrari, que agendou visitas para a University of California – Santa Barbara e University of California – San Diego.
“Na University of California – Santa Barbara, marquei um “tour dos admitidos”, que foi bem geral eu diria – o que eu procurava nesse tour era conhecer a faculdade, pois já sabia do nível académico dela”.
“Com relação a University of California – San Diego, eu fui no Triton Day, que é um sábado “de festas” e shows e todos da faculdade estão lá à disposição. Lá, eu encontrei uma pessoa do staff que respondeu muito especificamente todas as minhas perguntas” relembrou Renato, que acabou optando pela University of California – San Diego.
Escolher corretamente as datas para as visitas pode não só facilitar o processo de definição da universidade, mas também evita que o aluno precise se matricular em mais de uma instituição por ainda não ter tomado sua decisão.
“Eu decidi visitar a University of Florida, North Carolina State University e University of Minnesota. Eu realizei minhas visitas em maio, então acabei me matriculando nas três universidades para depois escolher uma delas. Uma dica é tentar visitar as universidades em abril ou até em março, caso todos os seus resultados já tenham saído, assim você realiza as visitas antes da data final de matrícula das universidades e define qual delas irá estudar, matriculando-se apenas em uma” afirmou Vanessa Shimada, aluna da University of Minnesota – Twins Cities.
Hospedagem
Geralmente, as universidades possuem hotéis muito próximos a elas, já que elas recebem muitos visitantes em diversas épocas do ano. Alguns desses hotéis inclusive ficam dentro do próprio campus.
Há universidades que possuem parcerias com hotéis, dando descontos para quem for realizar visitas no campus ou participar de eventos na instituição.
Contudo, planejar a visita para os períodos “fora de temporada” pode evitar dores de cabeça. Marcar as visitas nos meses de março e abril evita que o aluno enfrente concorrência no momento de encontrar a hospedagem: em maio, geralmente ocorrem as cerimônias de formatura, fazendo aumentar a procura por hotéis nas regiões próximas à universidade.
“Como agendei minhas visitas para maio, os hotéis próximos do campus já estavam todos cheios por conta das formaturas” conta Vanessa.
Vantagens
Para nossos alunos, visitar as universidades foi determinante no processo de escolha. “Eu pessoalmente acredito que visitar as universidades valeu muito a pena, porque a visita te dá um outro olhar sobre a universidade, algo que você não consegue ter apenas por fotos, vídeos e pelo site. A visita realmente ajudou muito na minha decisão porque eu pude ver mais do que apenas a parte acadêmica: pude conhecer os dormitórios, salas de aula, o clima da cidade e muitas outras coisas” disse Guilherme Bernardes, aluno da Arizona State University.
Renato Ferrari concorda sobre a importância de sentir o espírito da universidade. “Eu achei que minha viagem valeu muito a pena, pois como UC – San Diego e UC- Santa Barbara são muito parecidas academicamente, o que me ajudou na decisão foi justamente o “feeling” que eu tive assim que pisei em cada uma delas. Além disso, conheci pessoalmente estudantes de ambas as faculdades, o que me ajudou a tirar dúvidas pessoais e do dia a dia”.
Para Renato Nishikawa, pai de Felipe, conhecer a universidade foi determinante para ter completa noção da estrutura das universidades dos Estados Unidos: “Visitamos a Purdue University e a estrutura era fantástica! Eles possuem um boeing com mais de 1M de peças só para a turma de aeronáutica montar e desmontar, corridas de kart com equipes de engenharia. Eles possuem até um aeroporto para a turma de engenharia aeronáutica, com vários aviões, inclusive da força aérea americana. São 20 astronautas formados em Purdue, incluindo o primeiro homem a pisar na lua Neil Armstrong. Gostamos bastante, a universidade é muito moderna e a cidade muito bem planejada!” contou Renato.
Tranquilidade para alunos – mas também para os pais!
As visitas na universidade são importantes não somente para que os alunos possam conhecer suas opções de universidades, mas também para que os pais possam ficar mais tranquilos sobre os locais onde os filhos poderão morar.
No caso de Juliana de Alexandria, mãe da Luiza, conhecer a universidade foi fundamental para que ela se tranquilizasse sobre a escolha da filha. Luiza já estava muito decidida a ir para a Temple University, na Filadélfia, mas Juliana achava importante conhecer o local e a cidade, antes de confirmar suas boas impressões.
“No início, eu achava que visitar as universidades seria algo muito difícil, por tentar conciliar meus horários no Brasil, os da minha filha. A Luiza já havia sido aprovada na Temple University e estava muito encantada pela universidade, e queríamos ter a certeza de que ela iria tomar a decisão correta. Decidi perguntar para outros pais na associação de pais da Daqui pra Fora e, incentivada por eles, decidimos visitar a Temple na Filadélfia” disse Juliana.
“Analisando toda a história, foi muito bom termos decidido visitar a universidade. Para nós, não foi uma questão de escolher qual seria a melhor universidade, já que a Luiza já estava muito certa em definir a Temple. Queríamos apenas confirmar as certezas da Luiza, conhecer a cidade. Eu já tinha uma noção de como seria a Filadélfia, sabia que era uma cidade muito boa, perto dos grandes centros urbanos que facilitariam a carreira em comunicação da Luiza. Portanto, quando a Luiza chegou em agosto para iniciar suas aulas, ela já conhecia a universidade, a cidade, o dormitório que iria morar, e é uma situação muito diferente de chegar em um lugar sem conhecer absolutamente nada. A adaptação inicial dela foi muito mais fácil. Foi uma experiência extremamente positiva para mim, como mãe, e para a Luiza, como aluna” concluiu Juliana.
Contato com estudantes brasileiros nas universidades
Um dos fatores que é levado em consideração pelos estudantes ao definir a sua universidade é a presença de outros brasileiros no campus.
Alguns estudantes preferem ter mais contato com alunos americanos ou de outras nacionalidades, mas há estudantes que acreditam que ter contato com brasileiros que estão vivendo a mesma experiência, principalmente no início, pode ajudar no processo de adaptação.
“A University of Minnesota possui um grupo no Facebook para brasileiros que estudam na universidade e seus familiares, o que facilita muito o contato” disse Vanessa Shimada.
“Além disso, a Eliane Buzzetto, mãe do Leonardo, sempre ajuda os estudantes que quiserem conhecer os brasileiros da universidade, nos colocando em contato uns com os outros”
Tenha uma universidade favorita
Um dos principais pontos levantados por Vanessa é a necessidade de visitar todas as principais opções de universidade que o estudante tiver.
“Eu não ia visitar as faculdades, pois já tinha certa preferência pela University of Minnesota. Mas eu tive uma reunião com meu coordenador acadêmico, Marcelo Peterlini, que me fez a seguinte pergunta: ‘se você fosse comprar uma casa, você iria escolher uma sem visitar outras opções?’ E ele teve toda razão, foi um investimento que valeu muito a pena! Eu escolhi a University of Minnesota por causa da visita. E recomendo muito para qualquer um. Mesmo que você já tenha sua universidade favorita, faça visitas em suas outras opções se puder”
10 dicas para quem deseja fazer um campus tour!
1. Inicie o planejamento com antecedência;
2. Aproveite as férias e feriados para visitar os campi;
3. Faça tours virtuais;
4. Fale com estudantes no campus;
5. Explore os departamentos acadêmicos;
6. Visite o refeitório e o centro dos estudantes;
7. Pergunte sobre a segurança do campus;
8. Procure saber sobre bolsas de estudo;
9. Leia o jornal dos estudantes;
10. Documente sua visita.
Quais são as datas e locais do ACT no 1° semestre de 2023?
/em Processo Seletivo /por Daqui pra ForaO ACT (American College Testing) é uma das provas padronizadas de conhecimento mais utilizadas pelas universidades americanas durante o processo seletivo. Ele é aceito em todas as instituições nos Estados Unidos e em mais de 200 universidades em outros países.
O resultado do ACT é uma ferramenta fundamental na avaliação do perfil acadêmico do candidato. É também uma importante referência para as universidades americanas no momento de definir possíveis bolsas de estudos.
Vale lembrar que o processo seletivo nos Estados Unidos é composto por várias outras etapas, que analisam não só o perfil acadêmico como também o perfil pessoal dos candidatos. Fazem parte ainda do processo de application o histórico escolar, a prova de proficiência em inglês, as cartas de recomendação, as atividades extracurriculares e as redações (essays ou personal statements). Em situações específicas pode ser solicitado um portfólio e também uma entrevista.
O score no ACT ajuda, portanto, a definir o nível acadêmico do candidato, mas não determina sozinho se ele vai ser aceito ou não em uma universidade. Porém, quanto mais alta a nota no teste, maior o leque de possibilidades para o aluno.
Como é a estrutura do ACT
Realizado online, o ACT é composto por 4 seções: Matemática, Inglês, Interpretação de texto (leitura) e Ciências, divididas em 215 questões de múltipla escolha. Há ainda uma redação, que é opcional.
O aluno tem 45 minutos para fazer os 75 itens da seção de inglês; 60 minutos para Matemática, que contém 60 itens, 35 para Interpretação de Texto e mais 35 minutos para Ciências (cada uma com 35 itens). O tempo total da prova é de 175 minutos. Quem optar por fazer a Redação tem mais 40 minutos.
Cada uma das 4 sessões vale de 1 a 36 pontos. E a partir do resultado de cada uma delas é feita a nota final (que pode ir de 1 a 36 também). A nota da Redação (para quem optou por fazer) é calculada de forma diferente: vale de 2 a 12 pontos..
As provas do ACT no primeiro semestre
Até o final deste semestre, as datas das provas do ACT são: 9 e 10 de junho (inscrições até 12 de maio), e 14 e 15 de julho (inscrições até 16 de junho). Em junho, as cidades que recebem o ACT são São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife, Fortaleza e Salvador. Em julho, a prova acontece em Porto Alegre, Maringá, Recife, Brasília, Fortaleza e Salvador.
As datas das provas do segundo semestre bem como os locais onde elas serão aplicadas ainda não foram divulgados pela organização do exame.
Programe-se para fazer o ACT?
Antes de mais nada, é preciso ficar de olho no deadline das inscrições das universidades do seu interesse, para não perder o prazo de envio das notas. Porém, esta é uma prova que você pode realizar mais de uma vez e, dessa forma, informa para as universidades os seus melhores resultados. Ou seja, você envia o Super Score. Isto significa que pode utilizar a melhor nota que conseguiu em cada seção, mesmo que elas tenham sido obtidas em datas diferentes.
Grande parte dos estudantes se prepara para fazer a primeira prova oficial do ACT no segundo semestre do 2o ano do Ensino Médio ou no primeiro semestre do junior year – o 11th grade- (para quem estuda em escola americana). Fazendo isso, mesmo realizando a prova mais de uma vez, você consegue chegar no segundo semestre do ano da candidatura sem precisar se preocupar com a prova. E esta é a situação ideal, porque assim você terá mais tempo e energia para se dedicar a outras etapas importantes do application, como as redações, por exemplo.
As inscrições para o ACT são feitas no site do próprio ACT. Para saber mais, baixe o nosso passo a passo para se inscrever.
Quanto custa fazer faculdade nos Estados Unidos?
/em Estados Unidos /por Daqui pra ForaEntre as 10 melhores universidades do mundo, 7 estão nos Estados Unidos, de acordo com o ranking Times Higher Education (THE). E entre as top 50 do mesmo ranking, quase metade, 23, são universidades americanas.
Ensino e pesquisa são muito valorizados no país, as universidades recebem muito investimento, e, portanto, oferecem o que há de melhor em termos de estrutura e de ambiente acadêmico aos seus alunos. Não faltam motivos, portanto, para que elas sejam as mais procuradas por estudantes do mundo inteiro.
Como estudar em uma universidade dos Estados Unidos?
Para se tornar aluno de uma destas universidades, o primeiro passo é fazer um bom planejamento, já que vários fatores devem ser cuidados para que o projeto de estudar nos Estados Unidos se concretize.
Parte importante deste planejamento é pensar no investimento a ser empregado nos 4 anos de curso. É preciso ter uma ideia de quanto pode custar a jornada e adequar os valores às suas possibilidades, lembrando que há, inclusive, chances de bolsas de estudos.
Para ajudar neste planejamento, é fundamental entender o que influencia esses valores e quais são as principais variáveis que determinam estes números, que é o que você vai ver a seguir.
Quanto custa estudar em uma universidade nos Estados Unidos?
O maior gasto para quem vai estudar fora, geralmente, é com a tuition, ou seja, a anuidade da faculdade. Mas, quando se pensa no projeto como um todo, é preciso incluir no planejamento outros itens importantes, como moradia e alimentação (Room and Board).
Nas universidades americanas, o valor do investimento anual, incluindo Tuition, Room and Board, pode variar de U$ 30 mil a U$ 80 mil, aproximadamente.
O valor muda em função de vários fatores. Basicamente, a combinação entre reputação acadêmica, localização e se a universidade é pública ou privada, determina o valor do investimento.
Nos Estados Unidos, diferentemente do que acontece no Brasil, universidades públicas e privadas são pagas. As públicas são mais baratas, se comparadas às universidades privadas com as mesmas características.
Em compensação, as universidades privadas geralmente oferecem mais possibilidades de bolsas de estudos, seja por mérito acadêmico ou por necessidade financeira.
Quanto à localização, geralmente as universidades que ficam nos grandes centros ou bem próximas a eles, como Nova York, Los Angeles, São Francisco e Boston, por exemplo, têm um custo superior às de lugares considerados menos centrais.
Para saber sobre a reputação acadêmica, os rankings são as melhores fontes. Entre os principais e mais prestigiados estão o THE, o US News e o QS.
Para se ter uma ideia, o valor da tuition, moradia e alimentação na North Carolina University at Chapel Hill, universidade pública considerada pelo US News a 29a melhor do país, é cerca de 40% inferior à de Pepperdine University, em Malibu (Califórnia), universidade privada classificada pelo mesmo ranking como a 55a do país.
Portanto, durante o planejamento, é fundamental pesquisar o perfil da universidade, levando em conta estes fatores. E, a partir dos dados que você obtiver, adaptar o plano ao orçamento da sua família.
Bolsa de estudos
É importante saber que as universidades americanas são as que mais oferecem bolsas de estudos no mundo. E as oportunidades são maiores nas universidades particulares.
Há vários tipos de bolsas nos Estados Unidos. Entre elas estão as bolsas por mérito acadêmico e as bolsas por necessidade financeira. Nos dois casos, é fundamental ser um aluno que se destaca academicamente (tanto na sua escola quanto nas provas exigidas) e isso deve estar claro no seu application.
Há ainda a bolsa por mérito esportivo, para atletas, e por mérito artístico, oferecidas a quem pretende fazer curso ligado às áreas de artes e que se destacam no seu segmento.
Por isso, conhecimento é primordial durante o planejamento. É preciso pesquisar e seguir as orientações exigidas, sempre alinhando as informações às suas possibilidades e expectativas e seguindo os passos necessários.
A Daqui pra Fora já orientou mais de 3.500 estudantes brasileiros em processos seletivos para universidades no exterior. Desde 2001, nossos alunos já conquistaram mais de R$ 700 milhões em bolsas de estudos.
Em 2022, 55% dos alunos Daqui pra Fora receberam algum tipo de bolsa, que representaram um valor total de R$ 130 milhões.
Quer saber mais sobre como estudar em uma universidade americana? Preencha o formulário abaixo para conversar com a gente.
As 10 melhores universidades do mundo em 2024
/em Universidade no Exterior /por Daqui pra ForaMontar uma boa college list com as melhores universidades do mundo é um ponto fundamental dentro do processo de application para universidades no exterior. Escolher as universidades mais alinhadas ao seu perfil não é uma tarefa simples.
Requer tempo e paciência na busca pelas melhores informações. Neste momento, os rankings internacionais são algumas das principais referências utilizadas pelos estudantes.
A Times Higher Education (THE) tem, sem dúvida, um dos rankings mais respeitados e mais procurados por estudantes do mundo inteiro.
Sua prestigiada avaliação se baseia em 5 critérios:
Entre as 10 melhores universidades do mundo em 2024, de acordo com a Times Higher Education, 7 estão nos Estados Unidos e 3 no Reino Unido.
A seguir você vai conhecer melhor cada uma delas e vai entender por que elas estão no topo da classificação
Melhores universidades do mundo em 2024
Oxford University #1 (Reino Unido)
Mais antiga universidade de língua inglesa do mundo, Oxford University tem tradição de excelência há séculos e está sempre presente entre as primeiras nos principais rankings universitários internacionais. Ocupa a 1a posição no THE desde 2017.
Localizada na cidade medieval de Oxford, a universidade tem hoje cerca de 25.000 alunos, sendo 12.510 na graduação. Do total de alunos, 45% são internacionais (aproximadamente 11.500), vindos de 160 países e territórios.
Oxford é composta por 38 faculdades, com mais de 250 cursos de graduação e 300 de pós. Com mais de 100 bibliotecas, possui o maior sistema de bibliotecas do Reino Unido.
A universidade ainda conta com 5% de todos os pesquisadores do Reino Unido e já formou 26 primeiros-ministros britânicos, incluindo Boris Johnson e Theresa May.
Oxford está associada a 11 vencedores do Prêmio Nobel de Química, 16 em medicina e 5 em Física. Além dos 26 primeiros-ministros, fazem parte dos 250.000 ex-alunos de Oxford a ex-primeira-ministra da Índia Indira Gandhi, o cientista Stephen Hawking (graduação), o ator Hugh Grant e o escritor Oscar Wilde, entre outras importantes personalidades.
Atualmente, a Oxford University contribui com 15,7 bilhões de libras para a economia do Reino Unido e oferece mais de 28.000 empregos.
Stanford University #2 (Estados Unidos)
Localizada na Bay Area, região de São Francisco, no coração do Vale do Silício, Stanford é considerada a 2a melhor universidade do mundo pelo ranking da Times Higher Education (THE).
Stanford promove pesquisas de enorme impacto global, estimula a interação professor-aluno, a interdisciplinaridade e, claro, a excelência acadêmica. É muito conhecida pelo espírito empreendedor e pela proximidade com as indústrias do Vale do Silício.
Com 33 km2, o campus principal de Stanford é um dos maiores dos Estados Unidos. A universidade é composta por 7 escolas. Três delas oferecem cursos de graduação: Engineering, Humanities & Sciences e Earth, Energy and Environmental Sciences.
Stanford tem ainda 18 institutos interdisciplinares, que permitem aos alunos combinarem diferentes áreas de estudos e criarem seus próprios programas.
Fundada em 1885, Stanford tem hoje um total de mais de 17.000 estudantes, cerca de 7.000 deles na graduação, e 2.240 professores.
Os alunos de Stanford estão entre os mais bem pagos do país quando se formam. De acordo com a PayScale, o salário (anual) no início da carreira dos formados em Stanford é, em média, de U$ 83.500, e no meio da carreira, quase dobra. Vai para U$ 161,400, em média.
Empresas fundadas por ex-alunos de Stanford geram uma receita anual de mais de 2,7 bilhões de dólares, o que corresponderia à 10a maior economia do mundo. Entre elas estão Nike, HP, Instagram, PayPal e Snapchat.
Praticamente todos os estudantes que entram em Stanford, 99%, permanecem para o segundo ano, o que indica um altíssimo grau de satisfação. Fora das aulas, eles têm à disposição mais de 650 organizações estudantis, que vão de esportes a assuntos acadêmicos, arte ou religião.
MIT #3 (Estado Unidos)
Sempre presente nos lugares mais altos dos principais rankings internacionais, o MIT (Massachusetts Institute of Technology) é a 3a melhor universidade do mundo em 2024, de acordo com o THE.
Fundado em 1861, o MIT é referência no mundo inteiro principalmente quando o assunto é engenharia, tecnologia e ciência. A universidade é bastante reconhecida pela excelência em ensino e pesquisa e pelo foco em inovação e empreendedorismo.
O MIT tem hoje 11.934 estudantes (4.638 na graduação), cerca de 33% deles internacionais, além de 1.000 professores. A universidade é dividida em 5 escolas:
Elas oferecem um total de 56 majors e 58 minors na graduação.
O campus de 168 acres também fica na cidade de Cambridge. Ele é composto por 190 prédios (19 deles residenciais), 6 bibliotecas, mais de 60 centros de pesquisa e laboratórios, além de 12 museus e galerias de arte.
As instalações esportivas são de ponta e o campus conta ainda com mais de 20 restaurantes e cafés, 20 jardins e muitas obras de arte espalhadas.
Os alunos podem participar de mais de 500 organizações estudantis com temáticas bem variadas, que vão desde as que estudam a ciência do chocolate até as mais populares, como as de empreendedorismo, as esportivas, de artes ou de nacionalidades. Os clubs ou organizações estudantis no MIT têm o compromisso com a diversidade e a inclusão.
O MIT é responsável por algumas das mais relevantes descobertas científicas e por alguns dos maiores avanços tecnológicos da história.
Entre eles estão a síntese química da penicilina, o desenvolvimento do radar e a invenção da memória do núcleo magnético, que possibilitou o desenvolvimento dos computadores digitais.
Pesquisas recentes nos laboratórios do MIT chegaram a importantes novidades no tratamento e cura do câncer, aliando quimioterapia à imunoterapia e à descoberta de vacinas inaláveis, por exemplo.
Harvard University #4 (Estados Unidos)
Referência no mundo inteiro quando o assunto é excelência acadêmica, Harvard é a mais antiga universidade norte-americana. Fundada em 1636, Harvard faz parte da prestigiada Ivy League, grupo que reúne 8 das melhores universidades americanas.
Dos seus 31.566 alunos, 7.274 são internacionais, vindos de 142 países. Dos 9.950 estudantes da graduação, 1.216 são estrangeiros.
Número 4 do mundo, segundo o THE, Harvard é constituída por 13 escolas e institutos, incluindo algumas das mais bem ranqueadas nas suas respectivas áreas, como a Business School, a School of Engineering and Applied Science e a John F. Kennedy School of Government.
Localizada em Cambridge, a 10 minutos de Boston, Massachusetts, Harvard abriga em seu campus de 5.000 acres 5 museus, 2 teatros, e a maior biblioteca acadêmica do mundo, que contém:
Há mais de 500 organizações estudantis abertas à participação dos alunos.
A excelência em ensino e pesquisa de Harvard é reconhecida pelos prêmios que seus professores e pesquisadores já receberam. É a universidade que contempla mais vencedores do prêmio Nobel: 161, nas mais diversas áreas.
Além disso, tem 47 Pulitzers (jornalismo e literatura) e 14 Turing (conhecido como “o Nobel da Computação”). Entre seus ex-alunos mais influentes estão Mark Zuckerberg, os ex-presidentes J.F. Kennedy e Barack Obama e os atores Matt Damon e Natalie Portman.
University of Cambridge #5 (Reino Unido)
Fundada em 1209, a University of Cambridge é hoje a 4a mais antiga universidade do mundo e a 2a em língua inglesa. Quinta colocada no ranking THE 2024, Cambridge tem hoje cerca de 24.300 estudantes, sendo aproximadamente 13.000 na graduação.
Cambridge tem hoje 39% de alunos internacionais, vindos de 141 países. A unviersidade se divide em 31 Colleges, que comoprtam seis escolas:
Elas oferecem 30 cursos de graduação, que o aluno escolhe nos anos iniciais. Depois, nos anos finais, há 65 áreas de estudos em que ele pode se especializar ainda na própria graduação.
Por exemplo: quem escolhe engenharia pode se especializar em engenharia espacial, engenharia química, engenharia civil, engenharia da computação, engenharia elétrica, eletrônica, ambiental e outras.
O campus fica no centro da cidade de Cambridge, à margem do rio Cam. Ele abriga mais de 100 bibliotecas, com mais de 15 milhões de livros, 9 museus (de artes, cultural e científicos) abertos ao público e um jardim botânico.
Em sua história, Cambridge tem 92 laureados com o Nobel associados à universidade. Entre seus ex-alunos estão, ente outros nomes famosos, Isaac Newton, Charles Darwin, Alan Turing (matemático cuja vida é contada no filme “O Jogo da Imitação”, e Stephen Hawking, que fez pós-graduação lá.
Princeton #6 (Estados Unidos)
Uma das 8 integrantes da renomada Ivy league, Princeton é considerada a 6a melhor universidade do mundo pela Times Higher Education.
Fundada em 1746 na cidade de mesmo nome, em New Jersey, Princeton é uma das mais antigas instituições de ensino superior do país. Tem cerca de 10.000 estudantes, sendo 1.200 internacionais.
O campus, considerado um dos mais bonitos dos Estados Unidos, é composto por 180 prédios, projetados por renomados arquitetos, e oferece acomodação para todos os alunos durante os 4 anos da graduação. Por isso, apenas 2% dos estudantes de Princeton escolhem morar fora do campus.
Além das salas de aula, laboratórios e bibliotecas, a vida em Princeton pode ser bastante animada. Há mais de 500 organizações estudantis no campus e inúmeros eventos são organizados durante todo o ano:
Reconhecida como uma das mais importantes instituições do mundo na área de pesquisa, Princeton tem na sua história 40 laureados com o Prêmio Nobel e 17 ganhadores da National Medal of Science.
Estudaram em Princeton também, entre outras personalidades, o fundador da Amazon Jeff Bezos, a atriz Brooke Shields e a ex-primeira dama Michelle Obama.
California Institute of Technology #7 (Estados Unidos)
Também conhecido como Caltech, o California Institute of Technology fica em Pasadena, ao norte de Los Angeles. Número 7 do mundo no ranking 2023 da THE, Caltech tem um ambiente multicultural e diverso. Cerca de 34% dos seus 2.300 alunos são internacionais.
Caltech tem 6 divisões acadêmicas, focadas principalmente em ciências e engenharia. O volume e a qualidade das pesquisas desenvolvidas em Caltech são mundialmente reconhecidos e têm o suporte de instalações de ponta. Entre elas estão o Jet Propulsion Laboratory, o Seismological Laboratory e a International Observatory Network.
O ambiente acadêmico concentrado e intenso de Caltech garante todos os anos milhões de dólares em bolsas de pesquisa, produz incontáveis patentes e forma inúmeros CEOs de empresas de tecnologia.
Além disso, ex-alunos de Caltech já receberam 39 prêmios Nobel e 6 Turing Awards (concedido para as maiores contribuições na área da computação).
Caltech possui 11 residências estudantis. Apenas os calouros (freshman) precisam morar no campus, porém mais de 80% dos alunos preferem continuar vivendo na universidade nos outros anos também.
A vida estudantil é bastante centrada nos residenciais, que misturam tradição e inovação. Os dorms são conhecidos como “self-governing living spaces“. Cada casa tem sua própria personalidade e os alunos se inscrevem naquelas com as quais mais se identificam
Estudaram em Caltech Gordon Moore, engenheiro fundador e diretor da Intel; o famoso químico Linus Pauling (criador do Diagrama de Pauling que estudamos na escola); e Adam D’Angelo, co-fundador e CEO do Quora.
Imperial College of London #8 (Reino Unido)
Bem mais nova que algumas das principais universidades do Reino Unido, a Imperial College London (ICL) foi fundada em 1907 e já está entre as melhores do país e do mundo.
A universidade é responsável por algumas das principais inovações tecnológicas da modernidade e seus estudos foram algumas das principais referências para tomadas de decisões no auge da pandemia da Covid-19.
A universidade tem hoje cerca de 18.000 alunos (10.000 na graduação), 60% internacionais (incluindo graduação e pós), que se dividem em 4 áreas de estudos: ciências, engenharia, medicina e business.
A Imperial College valoriza a interdisciplinaridade e é internacionalmente reconhecida pela intensa aplicação dos seus estudos na indústria e no empreendedorismo.
Localizado em South Kensington, um dos bairros mais atraentes de Londres, o campus principal da ICL, idealizado pelo Príncipe Albert, fica próximo do Hyde Park, do Museu da História Natural, do Victoria and Albert Museum e do Science Museum. O objetivo do príncipe era unir ciência e arte. Deu certo.
No dia a dia, os alunos da Imperial College podem participar de mais de 380 organizações estudantis, clubs e projetos no campus, de música, esportes, mídia trabalho voluntário e inúmeras atividades culturais e artísticas.
University of California, Berkeley #9 (Estados Unidos)
Também conhecida apenas como Cal, a University of California Berkeley fica localizada na Baía de San Francisco. É a casa de cerca de 28.000 alunos de graduação e cerca de 10.000 de pós, sendo 23% deles internacionais.
Fundada em 1868, Berkeley foi a primeira universidade a integrar o University of California System e é a segunda mais antiga instituição de ensino superior da Califórnia.
Considerada a 9a melhor universidade do mundo pela THE, Cal é formada por 14 escolas. Entre elas estão as conceituadas Haas School of Business, a College of Engineering, a School of Public Health e a College of Chemistry. Seus professores já receberam 39 prêmios Nobel, a maioria em física, química e economia.
Uma das universidades com menos discriminação no mundo, Berkeley é um tradicional centro de ativismo político. Nos anos 1960 e 1970 foi palco de importantes protestos contra a Guerra do Vietnã, por exemplo.
A vida dos estudantes fora das salas de aula, laboratórios e bibliotecas em Berkeley passa bem longe da monotonia. Acontecem eventos o ano inteiro, há esportes para assistir ou praticar, mais de 1.000 clubs e organizações estudantis para participar, além das inúmeras atrações da própria cidade de São Francisco.
Yale University #10 (Estados Unidos)
Com mais de 300 anos de história, Yale é uma das 8 universidades que fazem parte da Ivy League. Décima colocada entre as melhores universidades do mundo, segundo o THE, Yale tem hoje 6.494 estudantes na graduação e 8.031 na pós.
Cerca de 22% dos alunos de Yale são internacionais, vindos de 115 países. Seu campus, de 260 acres, fica em New Haven, Connecticut, a pouco mais de 2 horas de Nova York, e ainda possui prédios originais, com arquitetura do século XVIII.
O lugar é tomado por obras de arte por toda parte, desde os saguões dos prédios até os pátios, praças e salas de aula.
Yale é dividida em 14 escolas. É uma universidade Liberal Arts, o que dá liberdade aos alunos de construir sua grade curricular de acordo com seus principais interesses e escolher seu major durante o decorrer do próprio curso.
Alguns dos cursos mais procurados em Yale são:
Estudaram em Yale importantes personagens da vida norte-americana, como o ex-presidente George W. Bush, Bill e Hillary Clinton, as atrizes Meryl Streep, Jodie Foster e Lupita Nyong’o e o empreendedor Ben Silbermann (CEO e cofundador da Pinterest), entre outros.
Quer avaliar suas chances de ser aprovado nas melhores universidades do mundo? Então faça nossa análise de perfil gratuita.
Atividades extracurriculares de 4 brasileiros das Ivy Leagues
/em Processo Seletivo /por Daqui pra ForaNas universidades americanas, as notas são apenas uma parte do processo seletivo. No seu application, o aluno envia para as universidades seu histórico escolar com as médias que obteve nos últimos quatro anos da escola, as notas da prova de proficiência em inglês e de provas padronizadas (ACT e SAT), além das atividades extracurriculares realizadas.
As universidades americanas também buscam conhecer os candidatos além das suas notas. Querem saber quem ele é, quais as características mais marcantes da sua personalidade, querem conhecer suas preferências e suas principais habilidades.
Com todas essas informações, a comissão de admissão constrói o perfil pessoal do candidato, que vai ter papel fundamental na definição de quem será ou não aceito pela universidade e também de quem terá direito a bolsa de estudos.
Como entre os milhares de applications que as universidades recebem anualmente, as notas dos candidatos podem ser muito parecidas. Com isso, o perfil pessoal, que ainda inclui redações e cartas de recomendação, acaba tendo papel decisivo nas decisões das universidades.
Neste contexto, as atividades extracurriculares representam uma das etapas mais importantes da candidatura. Elas são um dos principais instrumentos que você tem para mostrar para a comissão de admissão quem você é e o que você já fez fora das salas de aula.
Sobre as atividades extracurriculares
As atividades extracurriculares podem estar diretamente ligadas a um curso que você deseja fazer na universidade ou não. O mais importante é que elas estejam alinhadas com o restante do seu application.
Ou seja, devem ser atividades com as quais você tem afinidade e que tenham conexão com toda a sua trajetória (tanto a parte que já passou quanto a que ainda está por vir).
Portanto, não se dedique a algo que não tenha ligação com o seu perfil ou com a sua história só porque você acha que pode agradar os examinadores.
Também é fundamental mostrar para a universidade o seu papel em cada uma das atividades que você listou. Não basta participar. Você precisa mostrar como atuou, se teve papel de liderança, que diferença você fez em cada uma delas. Também é importante deixar claro o impacto de cada atividade na comunidade ou no lugar onde ela aconteceu.
A seguir, você vai conhecer algumas atividades extracurriculares desenvolvidas por alunos da Daqui pra Fora aprovados com bolsa de estudos em universidades que fazem parte da Ivy League (grupo composto por 8 das mais prestigiadas universidades americanas).
Mayumi Liz de Andrade Miyazato – Dartmouth University
Durante o período da quarentena, Mayumi fundou e foi presidente da ECOarentena, uma organização que fomenta a capacitação para a sustentabilidade no Brasil. Lá ela realizou 63 chamadas de vídeo com mais de 1.500 participantes, criou 71 vídeos e engajou 236 membros.
No 3o ano, Mayumi participou de um bootcamp no Peru voltado para inovação social, liderança, autoconhecimento, networking e storytelling. Lá dividiu experiências e conviveu com outros 30 jovens latino-americanos.
Na área de ciências e matemática, Mayumi participou no 2o ano do Ensino Médio de um programa de uma semana na Sakura High School, no Japão, onde obteve bolsa completa e teve aulas com laureados com o Nobel.
Lá ela pôde aprofundar seus conhecimentos sobre metodologias científicas e desenvolver sua compreensão em matemática e biotecnologia.
Mayumi ainda participou de pesquisas na área de astronomia em um importante instituto da Baixada Santista e foi diretora de Educação do grêmio da sua escola, entre outras atividades.
Wesley Antônio Machado Andrade de Aguiar – Yale
Wesley estudou em uma escola militar em Manaus. Entre as atividades que enviou na sua candidatura para Yale, estava sua participação durante os últimos 4 anos da escola como comandante e representante de mais de 900 alunos em eventos militares, tendo sido reconhecido como referência em disciplina, comprometimento e ética.
Wesley foi também diretor e co-fundador de um website que promove estudos de alto nível na região norte do Brasil, que atingiu 28 países. No Site, ele coordenou mais de 50 posts e escreveu vários artigos relacionados às áreas de ciências e matemática.
Nos 2o e 3o anos do Ensino Médio, Wesley esteve no Campeonato Nacional de Física como competidor e também como coordenador acadêmico. Ele coordenou durante um mês uma competição com 673 alunos de Ensino Médio, criou dois problemas com as respectivas soluções e supervisionou o processo de avaliação e classificação do campeonato.
No 9o ano e no 1o ano do Médio, Wesley foi finalista na Feira Brasileira de Ciência e Engenharia, na USP. Lá ele desenvolveu um robô que ajudava pessoas com deficiência visual a andar em um prédio mapeado previamente e também publicou um artigo.
No último ano do Ensino Médio, Wesley foi ainda medalha de bronze na Olimpíada Europeia de Física e membro da equipe brasileira na Olimpíada Latino-americana de Astronomia e Astronáutica. Antes disso, já havia conquistado duas vezes medalha de ouro na Olimpíada Nacional de Física.
Carolina Barbosa Lindquist – Harvard
Moradora de Engenheiro Coelho, no interior de São Paulo, Carolina é CEO e fundadora da ONG Globalizando, que oferece aulas gratuitas de idiomas para mais de 1.200 jovens de baixa renda.
Na organização, durante todo o Ensino Médio, ela foi diretamente responsável pelo trabalho de mais de 80 voluntários em 8 departamentos, que trabalham com mais de 1.200 alunos.
Carolina também fundou e presidiu a Girl Up na sua região, uma iniciativa da UN Foundation pela equidade de gênero. Na Girl Up, Carolina liderou movimentos, eventos e uma campanha nacional que impactou mais de 80 legisladores e propôs mais de 40 projetos de lei contra a pobreza menstrual.
No 3o ano do Ensino Médio, Carolina foi estagiária no Comitê de Reabertura das Escolas da Fundação Lemann. Neste período, ela fez pesquisa para a criação de uma política de aceleração de aprendizagem para atender mais de 50 distritos escolares. Estudou e comparou estratégias para reabrir escolas com segurança.
Carolina ainda foi a primeira brasileira selecionada entre 30 adolescentes para a Global Teen Leaders pela We Are Family Foundation.
Foi ainda a 1a colocada (0,05%) no Prudential Award For Social Innovators, tendo recebido 25 mil dólares para investir na sua organização.
Carolina também teve o 4o melhor projeto em Humanidades (top 3% entre 4 mil estudantes) na FEBRACE, principal feira de ciências do Brasil.
Ryan Alves Rocha – Dartmouth University
Ryan atuou como diretor na ONG Globalizando, que oferece aulas gratuitas de idiomas para mais de 1.200 jovens de baixa renda. Ele coordenou a seleção de mais de 2.300 inscritos e gerenciou o trabalho de dezenas de professores voluntários.
Como jovem deputado na Comissão de Direitos Humanos e das Minorias do Congresso Nacional, Ryan escreveu e apresentou 2 contas federais. Analisou a constitucionalidade, o mérito e o orçamento de várias leis.
Ryan foi trainee na Latin American Leadership Academy, ONG que se propõe a desenvolver os mais promissores jovens líderes da América Latina.
Ele co-fundou a equipe de webinars da instituição, comandou eventos online com mais de 12 mil visualizações e organizou programas de liderança com mais de 250 jovens de 9 países.
Ryan ainda atuou como embaixador do Mapa Educação, onde foi um dos 65 selecionados (entre mais de 2.000 candidatos). Lá ele pesquisou políticas públicas relacionadas à evasão escolar e teve contato com alguns dos mais influentes intelectuais e políticos do país.
Para saber mais sobre tudo que envolve o processo seletivo para universidades no exterior, participe dos nossos eventos gratuitos, que trazem todas as informações.
Qual o papel das audições no processo seletivo?
/em Processo Seletivo /por Daqui pra ForaAs universidades no exterior possuem um processo seletivo diferente daqueles que são adotados aqui no Brasil. Lá, as universidades não utilizam apenas a nota de uma prova como critério de seleção. Elas buscam conhecer o candidato como um todo, o que inclui suas características acadêmicas e pessoais.
Por isso, são adotados vários critérios e cada um deles se torna a peça de um quebra-cabeça que, no final, vai definir o perfil de cada candidato. A ideia é selecionar alunos com perfis alinhados com o da própria instituição.
Como é o processo seletivo de faculdades nos EUA?
A candidatura (ou application) é composta, então, por várias etapas. A parte acadêmica é formada pelo histórico escolar (com as médias do 9o ano do Ensino Fundamental até a 3a série do Médio), pelo teste de proficiência em inglês (TOEFL/IELTS/DET) e nas universidades americanas pelas provas padronizadas (SAT ou ACT).
Para compor o perfil pessoal as universidades pedem cartas de recomendações (de professores ou coordenadores da escola), redações (personal statement) e atividades extracurriculares.
Em algumas faculdades específicas, especialmente aquelas ligadas às áreas de artes, há mais uma etapa, como o portfólio e a audição (audition, em inglês).
Quem pretende fazer cursos voltados para música, dança e atuação, deve dar bastante atenção à audição, já que em alguns casos pode ser a parte mais importante do processo.
O que é a audição e como ela acontece
Por ter várias etapas, o application deve ser sólido e coerente. Portanto, na construção do seu perfil pessoal, você deve ter mencionado e descrito em algum momento suas experiências na área que você pretende estudar, seja teatro, teatro musical, dança ou música.
A audição é o instrumento que permite à comissão de admissão ver você atuando nessa área, ou seja, é a sua chance de mostrar seu talento e principalmente seu potencial.
A audição pode ser virtual (você envia as imagens para os avaliadores) ou presencial. Cada universidade tem a sua dinâmica. E cada uma tem também as suas regras e exigências.
Você deve prestar muita atenção na descrição, ou seja, em tudo que é exigido no momento da performance (seja em vídeo ou presencial).
As exigências variam muito de universidade para universidade e de curso para curso. O importante é prestar atenção e cumprir cada uma delas:
Enfim, cada detalhe descrito nos requerimentos da audição é fundamental. A falta de uma informação ou o não cumprimento de uma das exigências pode eliminar o candidato.
Em alguns casos, a universidade pode pedir um ou dois vídeos do candidato atuando (cada um deles com orientações técnicas específicas) e outro com o aluno contando a sua história naquela arte específica. Mas isso pode variar de acordo com a instituição e o curso.
Algumas das melhores universidades que exigem audição para as áreas de atuação ou música são:
Dicas para uma boa audição
Preparação
Toda candidatura para as universidades americanas exige planejamento, disciplina e dedicação. É importante lembrar de incluir a audição dentro deste planejamento. Ela também consome tempo e exige dedicação e disciplina, assim como as outras etapas do application.
A escolha do curso
Pesquise bastante nos sites das universidades a fim de buscar o máximo de informações a respeito dos cursos oferecidos. Preste atenção nas diferenças entre Bachelor of Fine Arts, Performing Arts e Bachelor of Music, por exemplo, ou veja se você quer estudar especificamente teatro ou prefere uma formação do tipo Liberal Arts. Pense que a sua escolha pode definir o que você vai fazer nos próximos quatro anos.
Organização
Tenha uma planilha organizada com tudo que cada universidade exige. Coloque nome da universidade, data da pré-audição (se houver), data da audição (ou do envio do material), as peças que são exigidas, e qualquer outra informação importante. Ter tudo isso acessível facilita sua preparação e ajuda a garantir que você cumpra com todas as exigências.
O que apresentar
Dentro do que é pedido, procure escolher peças ou músicas com as quais você se identifica, com as quais você tem alguma conexão, para que você possa ir além da apresentação, se necessário.
Utilizar um material só porque é famoso ou porque foi apresentado na Broadway não é garantia de melhor avaliação.
E sempre esteja preparado para apresentar mais do que é solicitado. Os examinadores gostam de saber se o candidato consegue fazer ajustes, se tem flexibilidade, por isso não esteja muito preso apenas ao que ensaiou.
Pode acontecer de os examinadores pedirem mais uma apresentação ou fazerem perguntas, que podem ser sobre a apresentação, sobre você ou sobre algo relacionado com o que está sendo avaliado. Esteja preparado para isso também.
Comportamento
Lembre que você estará sendo observado desde o momento em que você chega para a audição (no caso das presenciais). Mantenha o foco nas salas de espera. Procure não se envolver muito em conversas com outros candidatos.
Na sua vez, evite pedir permissão para fazer determinadas coisas, como usar uma cadeira, ficar em algum lugar, por exemplo. Isso não demonstra segurança. Apenas vá e faça!
Foque sempre em você, ou seja, não fique pensando no que você imagina que a universidade espera de você. Isso é uma questão deles.
Não há um código secreto ou fórmula para agradar os examinadores. Faça o seu trabalho da melhor maneira possível e deixe que eles façam o deles.
E, principalmente, seja você mesmo, seja autêntico, mostre quem você é. Este vai ser o seu diferencial.
Confiança
Se você não se achar bom o suficiente, não acreditar em você, como a universidade vai acreditar? Seja espontâneo e divirta-se!
Se você tem interesse em se preparar para as audições, entre em contato com os nossos especialistas para saber mais detalhes sobre como o nosso programa de preparação pode te ajudar!
Conheça as 5 melhores universidades do Texas
/em Estados Unidos /por Daqui pra ForaSegundo maior estado dos Estados Unidos, o Texas é um lugar que deve entrar no radar de quem pensa em estudar nas principais universidades americanas. Assim como a Califórnia, Flórida, Nova York e Massachusetts, o Texas reúne algumas das universidades mais prestigiadas dos Estados Unidos e do mundo.
Localizado no sul dos Estados Unidos, fazendo fronteira com o México, o Texas é um grande produtor de petróleo e tem o segundo maior PIB do país. Muitas empresas das mais diversas áreas, desde petrolíferas até tecnologia e comunicação, têm sede nas principais cidades, como Houston e Austin (a capital, importante polo cultural), o que proporciona boas oportunidades de estágio e emprego para os estudantes. O custo de vida no estado está abaixo da média nacional, mais uma vantagem para quem pensa em estudar lá.
O Texas ainda oferece inúmeras opções de atividades outdoor, graças aos muitos rios, lagos, montanhas e praias da região. As cidades universitárias do Texas recebem inúmeros e importantes eventos esportivos, exposições artísticas e culturais e festivais de música. Nos últimos anos, com o aumento da população, o Texas vem se tornando um dos estados mais diversos e inclusivos dos Estados Unidos, o que se reflete nos campus universitários.
A seguir, você vai conhecer melhor as 5 principais universidades do Texas, que estão entre as 80 melhores do país, segundo o ranking US News.
Rice University – Houston
Número 1 no Texas e 15a no país pelo ranking US News, a Rice University fica no coração de Houston, que é 4a maior cidade dos Estados Unidos e a maior do estado. Fundada em 1912, Rice é uma universidade que nasceu pequena e tem até hoje um espírito intimista, bastante diverso e comunitário. Essa tradição faz com que Rice esteja entre as universidades mais bem qualificadas quanto a qualidade de vida e valores, além da excelência acadêmica
Rice University é composta por 8 faculdades, entre elas Arquitetura, Engenharia, Humanidades, Música, Ciências Sociais e Ciências Naturais. As pesquisas em todas elas não se restringem a professores e pós-graduandos.
Os alunos da graduação são bastante estimulados a participar das pesquisas na universidade. Rice teve papel fundamental na criação da nanotecnologia e do coração artificial, por exemplo.
Os cerca de 4.300 alunos de Rice são muito engajados na vida do campus. Ao ingressar na universidade, todos se registram em um dos 11 residence colleges, dos quais eles se tornam membros até o fim do curso, mesmo que decidam morar fora do campus no decorrer do curso. Os residence colleges oferecem moradia e comida, além de eventos acadêmicos e sociais. Cada um deles recebe homens e mulheres, de diferentes idades e cursos.
A proporção estudante-professor na graduação é de 6:1 e as salas têm em média 14 alunos, o que ajuda a justificar a qualidade do ensino. Quase 30% dos estudantes são internacionais, o que em um ambiente menor como o de Rice faz com que a diversidade seja vivida mais intensamente no dia a dia.
Dentro do campus, os estudantes comandam a Rice Coffeehouse e os pubs Valhalla e Willy’s, que oferecem comida e bebidas. O campus lindo e super arborizado, de 300 acres, fica entre o Texas Medical Center e o Houston Museum District, o que torna a vida fora dos muros da universidade bastante atraente também. Há restaurantes, bares, salas de cinema, teatro e galerias sempre com fácil alcance.
Entre os ex-alunos de Rice estão vários congressistas, secretários de gabinete, 9 astronautas e 2 laureados com o Nobel, além de mais de 30 jogadores da MLB (Liga Profissional norte-americana de Beisebol).
University of Texas – Austin
UT Austin está entre as 50 melhores universidades do mundo, de acordo com o ranking 2023 da prestigiada Times Higher Education. Fundada em 1883, UT Austin tem hoje cerca de 51.000 alunos (41.300 na graduação) e um campus de 431 acres, na capital do Texas.
Com um ambiente voltado para empreendedorismo e criatividade, UT Austin é dividida em 13 faculdades e escolas, sendo a maior delas a College os Liberal Arts. Mais de 48 cursos oferecidos em 12 diferentes faculdades, como business, educação, geociência e engenharia, estão entre os Top 10 do país em suas respectivas áreas, segundo o US News.
No total, UT Austin oferece 156 cursos no campus e 400 programas internacionais em 78 países, entre eles Espanha, Itália, Reino Unido, França e China. Alguns dos cursos mais populares são jornalismo, engenharia, ciências biológicas e biomédicas, business e marketing.
O campus possui cerca de 200 prédios, onde, além de salas de aula, laboratórios e auditórios, estão 15 residenciais estudantis (onde moram cerca de 20% dos estudantes), 17 bibliotecas, 7 museus, inúmeras instalações esportivas e restaurantes. Os alunos têm à disposição mais de 1.000 organizações estudantis e mais de 70 sororidades e fraternidades. UT Austin tem o maior jornal do país comandado por estudantes.
Para quem gosta de esportes, seja praticar ou assistir, existem centenas de intramurals (campeonatos internos), aulas nas academias, grupos de trilhas e hiking, e ainda a possibilidade de torcer pelos fortes times da universidades, que disputam a principal liga universitária norte-americana.
Várias empresas de tecnologia, entre elas IBM, Apple e Samsung, têm importantes ações na área de Austin, que é, segundo a revista Forbes, uma das melhores cidades do país para startups de tecnologia.
Neste vídeo, um dos alunos auxiliados pela Daqui pra Fora para ingressar na University of Texas compartilhar como foi sua experiência ao longo do processo:
Texas A&M University – College Station
Dona de um dos 10 maiores campus universitários dos Estados Unidos (com 5.115 acres), Texas A&M está localizada na cidade de College Station, no centro do Estado (no coração do triângulo Houston-Dallas-Austin), e é a 3a maior do país em termos de número de alunos: 58.269 aproximadamente (apenas na graduação).
A universidade nasceu em 1876 como Faculdade de Agricultura e Mecânica, e por isso tem o A&M no nome. Texas A&M possui 17 faculdades e escolas, que oferecem mais de 135 cursos de graduação e 270 de pós.
A 67a melhor universidade do país, de acordo com o US News, possui 4.072 professores e é a única do estado a ter um orçamento anual em pesquisa maior que 1 bilhão de dólares. As faculdades de Business, Arquitetura e Engenharia estão entre as mais bem ranqueadas no país. Texas A&M tem também um campus no Catar, onde estudam 500 alunos.
No gigantesco campus de Texas A&M funcionam mais de 1.100 organizações estudantis, incluindo cerca de 60 fraternidades e sororidades, das quais 10% dos estudantes fazem parte. Aproximadamente ¼ dos alunos participam dos intramurals (campeonatos internos de diferentes esportes) de Texas A&M, que é um dos maiores programas deste tipo do país.
Desde o primeiro ano, os alunos, conhecidos como Aggies, são estimulados a participar de serviços comunitários. No The Big Event, cerca de 22.000 estudantes trabalham no maior evento de trabalho voluntário estudantil dos Estados Unidos, um dia único que tem o intuito de trazer melhorias para as cidades de College Station e Bryan.
Southern Methodist University – SMU (Dallas)
Fundada em 1911, SMU há mais de um século contribui para transformar a cidade de Dallas em um portal empreendedor aberto para pessoas de todo o país e do mundo. Número 72 do país, segundo o US News, a universidade tem hoje cerca de 12.000 alunos entre graduação e pós, sendo aproximadamente 1.000 deles internacionais, vindos de 90 países.
O campus principal, a menos de 10 km ao norte do centro de Dallas, abriga 101 prédios em seus 231 acres de extensão. Entre eles estão 11 residenciais estudantis (cada um com as suas tradições e particularidades) e 9 bibliotecas. Os alunos do primeiro e do segundo ano devem morar no campus.
A universidade é composta por 8 faculdades, entre elas a Cox School of Business, a Lyle School of Engineering e a Meadows School of the Arts. No total, SMU oferece 109 cursos de graduação, 112 de mestrado e 27 de doutorado.
Fora das aulas, a vida dos estudantes de SMU é bem agitada. Além de poderem participar de mais de 200 organizações estudantis e de inúmeras atividades esportivas, eles têm à disposição mais de 500 eventos culturais, como shows, concertos e exposições, que acontecem todos os anos no campus.
SMU abriga o George W. Bush Presidential Center, que compreende um museu da administração Bush, uma biblioteca e um instituto de políticas públicas, que frequentemente recebe importantes palestrantes.
Saindo da universidade, os estudantes estão na moderna Dallas, uma das mais vibrantes cidades americanas, conhecida pelo seu espírito otimista e criativo. Além de ter em seu calendário cultural o Festival Internacional de Cinema de Dallas, a cidade é cheia de museus, atrações esportivas (Dallas tem alguns dos principais times dos maiores esportes americanos), tem mais de 400 parques e excelentes restaurantes. Tudo isso em um lugar que costuma ter mais de 230 dias de sol por ano.
Baylor University – Waco
Baylor University, a mais antiga universidade da região e uma das mais antigas universidades batistas do mundo, fica na cidade de Waco, entre Dallas e Austin. Fundada em 1845, a universidade tem suas origens ligadas à religião e uma filosofia atrelada ao serviço comunitário. Considerada a 77a melhor universidade do país e reconhecida pela sua excelência em pesquisa, Baylor tem atualmente 20.626 alunos vindos dos 50 estados americanos e de 100 países.
As 12 faculdades de Baylor oferecem 126 cursos de graduação, 80 de mestrado e 47 de doutorado. Cerca de 73% dos alunos de Baylor conseguem emprego ou ingresso no mestrado em até 90 dias depois da formatura. Baylor tem um forte programa de empreendedorismo, ranqueado entre os 5 melhores do país pela Princeton Review, graças principalmente ao alto número de startups criadas por seus alunos.
Os alunos têm à disposição 330 organizações estudantis, incluindo 40 fraternidades e sororidades. O campus de 1.000 acres, localizado ao longo das margens do rio Brazos, tem 18 residence halls, com 16 tipos diferentes de quartos, onde vivem 39% dos alunos, entre eles cerca de 3.000 freshmen (calouros), que devem morar no campus.
Segundo o US News, Baylor oferece a 10a melhor experiência do país para calouros. O mesmo ranking classifica Baylor entre as 20 universidades mais inovadoras dos Estados Unidos.
Quer saber mais sobre como ingressar em uma universidade americana? Baixe o nosso guia que contém todas as informações.
O que é preciso para entrar em uma Ivy league?
/em Processo Seletivo /por Daqui pra ForaQuem tem como objetivo estudar nas melhores universidades dos Estados Unidos e do mundo, certamente já se deparou com a expressão “Ivy League”.
Trata-se de um grupo de 8 universidades que estão entre as mais prestigiadas dos Estados Unidos:
O diploma de uma Ivy League é, sem dúvida, um diferencial na carreira profissional em qualquer lugar do mundo.
Apesar de ser referência em excelência acadêmica, a Ivy League tem origem nos esportes. Criada em 1954, a liga esportiva reunia as equipes destas 8 universidades, que naquele momento já estavam entre as mais bem conceituadas do país em ensino e pesquisa.
Tanto prestígio e excelência fazem com que estas instituições estejam entre as universidades mais seletivas do país. Ser aceito em uma Ivy League não é fácil, claro, mas é absolutamente possível.
A seguir, você vai saber o que é preciso para passar em uma destas universidades e estudar em uma das instituições mais renomadas do mundo.
O processo seletivo nos Estados Unidos
As universidades americanas possuem um processo seletivo holístico, que não leva em conta apenas a nota de uma prova. Elas buscam conhecer o candidato além do seu perfil acadêmico, que, claro, é muito importante.
Basicamente, as universidades procuram identificar os perfis acadêmicos e pessoais de cada aluno. A ideia é selecionar aqueles que estejam mais alinhados com o perfil da própria universidade.
Para compor estes perfis, os departamentos de admissão analisam vários requisitos exigidos no application:
Em alguns casos, ainda é feita uma entrevista com os candidatos.
Os dois primeiros itens (histórico escolar e notas dos testes) são importantes para definir o perfil acadêmico do candidato.
As atividades extracurriculares, os essays e as cartas de recomendação mostram mais as características pessoais.
As exigências das Ivy league
Perfil acadêmico
Por serem algumas das universidades mais seletivas e competitivas do mundo, o ponto de partida para buscar uma vaga em uma delas é ter um perfil acadêmico excelente. Ou seja, apresentar tanto o histórico escolar quanto as notas nos testes no mais alto nível.
Neste vídeo, a estudante Luiza Vilanova compartilha dicas importantes para conseguir uma vaga na Ivy League:
Mas o que significa isso? Primeiro, vale lembrar que o conjunto das notas do histórico escolar vão corresponder a um GPA (Grade Point Average), que é a média ponderada das suas notas na escola.
Ponderada, porque o resultado final leva em conta o número de aulas de cada matéria. Cada matéria tem seu peso, de acordo com o número de aulas que foram dadas. O maior GPA possível é 4.2.
Para entrar na competição e passar pelo filtro acadêmico, o comum é o candidato ter um GPA acima de 3.75. Existem algumas exceções, principalmente considerando o rigor acadêmico da escola do candidato.
Já que alguns casos mesmo com um GPA mais baixo o estudante é um dos melhores alunos da turma. Por isso, normalmente, candidatos aprovados em uma Ivy League estão no top 5% ou top 10% do ranking da turma no seu ano de formação.
Em 2022, por exemplo, 95% dos alunos aprovados em Yale estavam no top 10% da turma, e em Cornell, 82.9%.
Em relação ao resultado dos testes, o padrão é que a nota do SAT seja acima de 1500 (o máximo é 1600 pontos) e a do ACT, a partir de 33 (o máximo é 36 pontos). Quanto ao TOEFL (teste de proficiência em inglês), são exigidos mais de 100 pontos (dos 120 possíveis).
Então se o candidato está no top 5% da turma, tem o SAT maior que 1500 e TOEFL superior a 100, indica que ele já está aprovado? Não!
Por serem extremamente competitivas, as Ivy League atraem os melhores estudantes do mundo inteiro. Então, estes números excelentes mantêm o candidato na competição, mas não garantem o ingresso.
Com eles, o candidato passa para a parte pessoal da seleção. Ou seja, as características pessoais são fundamentais e decisivas para diferenciar os candidatos.
Perfil pessoal
O perfil pessoal se baseia principalmente nas atividades extracurriculares que o aluno fez, e nas redações (personal essays).
As atividades extracurriculares dizem muito sobre o candidato para os profissionais responsáveis pela admissão na universidade. Por meio delas eles conhecem seus maiores interesses, suas principais habilidades e suas realizações mais marcantes.
Vale criar e gerir projetos nos mais variados campos (desde que seja um do seu interesse, claro). Entre eles, oferecer cursos, escrever livros, fazer pesquisa, trabalho voluntário, atividades artísticas, esportivas, participar do grêmio estudantil, são alguns exemplos.
Mas não basta ter participado. O nível de comprometimento e de envolvimento na atividade é extremamente relevante na análise que é feita pelos profissionais.
Eles querem saber como você participou, o que efetivamente fez naquela atividade, qual o seu papel. Foi um papel de liderança? De criatividade? Inovou? Ganhou prêmios?
Além disso, também é fundamental demonstrar o impacto das suas realizações (quantas pessoas, quais lugares foram atingidos). Por meio de tudo isso, a universidade pode ter uma ideia de como você será capaz de contribuir no campus enquanto estiver estudando lá.
Essay ou redação
Outro item importante na montagem do seu perfil pessoal são as redações ou essays. As redações exigidas pelas universidades americanas são muito diferentes das do ENEM e dos vestibulares no Brasil.
Aqui os textos geralmente são argumentativos, onde você defende uma ideia, uma posição. Já um essay para entrar em uma universidade americana é um “personal statement”, ou seja, por meio dele você vai falar sobre como você é.
Dependendo do tema proposto (o “prompt”), você vai abordar no texto alguma experiência importante, uma história relevante, algo que tenha sido realmente significativo e impactante na sua vida. O conteúdo do seu essay pode, inclusive, estar ligado às suas atividades extracurriculares.
É fundamental que a sua redação esteja alinhada com o restante do seu application e que mostre o que você aprendeu ou como aquela experiência impactou a sua trajetória. Junto com as atividades extracurriculares, os essays são, portanto, peças imprescindíveis na montagem do quebra-cabeça do seu perfil pessoal.
Carta de recomendação e entrevista
Também integram este quebra-cabeça as cartas de recomendação e a entrevista. As cartas de recomendação são escritas por profissionais da sua escola (geralmente professores ou coordenadores), que contam como você era como aluno e como pessoa dentro do ambiente escolar.
É uma forma de a universidade conhecer um pouco mais sobre o candidato, porém na visão de alguém que trabalhou com ele. Dessa forma, também é uma ferramenta de suma importância na formação do seu perfil pessoal e acadêmico.
Por fim, por serem muito competitivas, as Ivy League podem pedir uma entrevista com o candidato, a fim de conhecê-lo ainda mais e definir se o seu perfil combina mesmo com o perfil da universidade.
É importante estar bem preparado para responder perguntas pessoais, desde por que você escolheu aquela universidade ou um determinado curso, até como você se vê daqui a dez anos, por exemplo.
O importante é, por meio de cada uma destas etapas, o candidato conseguir mostrar para a universidade o seu diferencial.
Desde 2001, a Daqui pra Fora já orientou mais de 3.500 estudantes, com admissões em todas as Ivy Leagues. Você pode ser o próximo.
O que é o gap year? Vale a pena fazer?
/em Universidade no Exterior /por Daqui pra ForaO Ensino Médio vem carregado de muitas expectativas, geralmente voltadas para o que fazer quando ele acabar. Estudar o quê? Onde? E elas só aumentam conforme os três anos vão passando.
Quando chega mais perto do fim, uma outra pergunta pode aparecer na cabeça dos alunos que planejam estudar no exterior: “quando me candidatar?”. Isso mesmo. Por diferentes razões, alguns estudantes optam por fazer um gap year e adiam em um ano o ingresso na faculdade.
A seguir, você vai aprender o que é o gap year, conhecer as principais razões que levam os estudantes a fazer esta opção e vai conhecer os prós e os contras que envolvem o gap year.
O que é o gap year?
Gap, como o próprio nome diz, é um vão, um intervalo, um hiato. No caso dos alunos do Ensino Médio, o gap year é o intervalo de um ano que os separa do início da graduação. Este ano pode ser vivido de inúmeras maneiras, dependendo das razões e dos objetivos de cada um.
Fazer o gap year é uma decisão que deve ser tomada depois de bastante reflexão. Vale a pena? A resposta para esta pergunta varia de pessoa para pessoa. Cada aluno vive um cenário particular em relação ao application e vários aspectos devem ser levados em conta antes de bater o martelo.
Por isso, é importante ter todas as informações em mãos antes de tomar essa importante decisão e entender os motivos que podem influenciar diretamente nessa decisão.
Por que fazer o gap year?
Os motivos de optar pelo gap year após o Ensino Médio são os mais variados. Mas de uma forma geral, o gap year de quem pretende fazer faculdade no exterior sempre acaba tendo como objetivo fortalecer a candidatura.
No processo seletivo para as universidades no exterior, há várias exigências. Além de apresentar boas notas na escola, o aluno precisa fazer um bom exame de proficiência em inglês, deve estar bem preparado para o SAT, precisa fazer uma boa redação (essay), mostrar que participou de atividades extracurriculares interessantes e conseguir elaborar uma college list equilibrada e alinhada com o seu perfil. Esse conjunto de fatores vai compor uma candidatura forte.
Mas quem precisa fortalecer a candidatura? Isso acontece geralmente com alunos que decidiram mais tarde (próximo do final do Ensino Médio) que queriam estudar no exterior e não tiveram tempo suficiente para elaborar uma boa candidatura.
Mas não é só. Por razões diferentes, alguns alunos não conseguem cumprir todas as etapas do processo de forma satisfatória. Às vezes ele fez tudo certo, mas não atingiu a nota no SAT exigida pelas universidades escolhidas.
Ou não conseguiu participar de atividades extracurriculares relevantes. Tudo isso pode levar o candidato a decidir aplicar um ano depois, pensando em apresentar uma candidatura mais consistente e ter mais chances de ser aceito onde quer estudar.
Há ainda o caso de quem aplicou, entrou em uma ou mais faculdades, mas não naquela que queria muito. Nesse caso, alguns optam por fazer uma das outras, mesmo não sendo a preferida. Mas também tem aqueles que decidem esperar um ano e tentar novamente.
Para estes alunos, é importante lembrar que a próxima candidatura tem que ser mais forte que aquela que já foi apresentada (em todos os aspectos) e que a competição de um ano para o outro pode aumentar, o que quer dizer que nem sempre reforçando a candidatura a aprovação será garantida.
Além disso, o aluno pode optar pelo gap year simplesmente para amadurecer e se conhecer melhor, a fim de saber o que realmente quer fazer na faculdade. Pode ainda querer viajar e/ou ganhar experiência em algumas das suas áreas de interesse. Tudo isso, no final, vai fortalecer uma futura candidatura.
Enfim, como ocupar este tempo vai depender dos objetivos de cada um. Mas é fundamental planejar bem, se organizar, manter o foco e a disciplina, já que é um ano sem as obrigações da escola e as exigências das applications são grandes e numerosas.
Neste vídeo, você encontra informações importantes sobre o que esperar do seu ano de candidatura:
Prós e contras do gap year
Como as razões para optar por um gap year são variadas, os prós e contras devem ser observados de forma bastante pessoal também. O que vale para a situação de um nem sempre vale para a de outro estudante. Por isso, reflita sobre os prós e contras a partir do seu próprio olhar, dentro do seu próprio cenário.
Prós
– Com o gap year você tem mais tempo para preparar seu application. Tudo o que não deu para fazer até o término do Ensino Médio pode ser feito neste período e o que foi feito pode ser melhorado. Sua candidatura pode, portanto, ficar mais competitiva.
– O gap year pode ser um período de amadurecimento e autoconhecimento. É um período em que você pode experimentar novas atividades, viajar, trabalhar (voluntário ou não), conhecer novas pessoas e culturas e desenvolver novas habilidades. Pode ser uma experiência transformadora, onde você se desafia, se desenvolve, percebe suas preferências e entende melhor como você funciona diante de diferentes situações. Assim você pode, inclusive, tomar melhores decisões em relação ao curso que vai fazer.
– Um descanso das salas de aula pode dar mais energia para o ano seguinte. A escola, principalmente no Ensino Médio, é muito estressante, gera ansiedade e cansaço. Este ano “off” pode ajudar a dar um gás e fazer você começar a faculdade reenergizado.
Contras
– Se você não planejar bem, se não souber se organizar, não tiver muita disciplina e não focar no que precisa ser feito, este período vai se transformar em um enorme desperdício de tempo.
– Olhar para os seus amigos que já estão na faculdade pode trazer a sensação de ter ficado para trás.
– Ao mesmo tempo que o descanso tem tudo para te reenergizar, ele pode fazer você se desacostumar do ambiente acadêmico e dificultar a transição de volta às salas de aula.
É importante juntar todas as informações, refletir sobre a sua realidade e entender o que faz sentido e o que não faz sentido para você. E, a partir daí, tomar a melhor decisão para o seu futuro.
Se você quer orientação profissional para ajudar na sua tomada de decisão, pode marcar uma conversa com um dos nossos especialistas e receber toda a assistência necessária.