Washington University in St. Louis, no Estado do Missouri, é considerada uma das 20 melhores universidades dos Estados Unidos, segundo o US News Ranking, e é, portanto, a 68a colocada no ranking mundial da Times Higher Education 2024.
Fundada em 1873 por empresários, políticos e líderes religiosos preocupados com a ausência de um ensino de alto nível na região do meio-oeste americano, WashU inegavelmente se transformou na segunda metade do século passado em uma das principais instituições de ensino e pesquisa dos Estados Unidos.
Ao passo que a excelência acadêmica e a estrutura de ponta atraem cada vez mais estudantes do mundo inteiro para a universidade, cerca de 20% dos seus 15 mil alunos são internacionais de mais de 90 países.
Assim sendo, todas as faculdades da Washington University são muito bem conceituadas e a universidade é referência nas áreas médica e de ciências naturais.
Bolsa de estudos na Washington University
Antes de mais nada, Washington University oferece diferentes programas de bolsas de estudos e, entre eles, os mais competitivos são os que pertencem ao Signature Program.
Ser aprovado em um destes programas é um privilégio ímpar, ao passo que, além do benefício financeiro, os alunos aceitos em um destes programas passam a fazer parte de uma seleta comunidade acadêmica e cultural no campus, com várias atividades exclusivas.
Entre os três programas Signature, entretanto, somente dois aceitam candidatos internacionais. Como resultado, um deles, o Danforth Scholars, é o mais competitivo de todos.
Com o intuito de formar líderes para o futuro, Danforth é um programa que busca no mundo todo jovens que tenham paixão por ajudar os outros, que demonstrem capacidade de liderança e um alto comprometimento com a comunidade.
De fato, os alunos Danforth são conhecidos pela excelência acadêmica, pela integridade e por serem capazes de defender com força seus ideais.
Dessa maneira, este ano, entre os cerca de 4.000 candidatos a uma vaga no Danforth Program estava o brasileiro Guinter Vogg. Desde o início do processo seletivo, Guinter sabia que apenas 25 candidatos seriam chamados para a fase final da seleção.
No entanto, ele acabou sendo o único aluno internacional entre os finalistas e conseguiu a bolsa integral, se tornando mais um aluno da Daqui pra Fora a ser aceito em uma das top universidades do mundo.
Conheça a trajetória do gaúcho Guinter
Guinter tem 19 anos, nasceu em uma pequena cidade do Rio Grande do Sul, chamada Encruzilhada do Sul. Lá ele cresceu e estudou até o final do Ensino Fundamental, quando decidiu eventualmente se mudar para Santa Cruz do Sul para terminar o Fundamental e fazer o Ensino Médio.
No depoimento a seguir ele conta como foi sua trajetória até conquistar a bolsa integral no valor de US$ 60 mil no prestigiado Danforth Program da Washington University e, ao mesmo tempo, o que significa fazer parte deste programa.
A decisão
“No terceiro ano do Ensino Médio, percebi que eu não me encaixava em nenhum curso aqui no Brasil. Então comecei a procurar opções em outros países, onde eu pudesse ter mais controle sobre a minha formação, onde eu conseguisse sentar com alguém e decidir quais aulas eu queria fazer, qual rumo eu queria dar para o meu diploma e quais aplicações eu queria dar a ele”.
“Outro momento que me levou a buscar faculdades no exterior foi quando eu senti que no Brasil o único aspecto avaliado no vestibular era o acadêmico. Eu queria ir para um lugar onde outras habilidades, sociais e artísticas, por exemplo, fossem levadas em consideração na minha admissão. Foi nesse momento que eu encontrei a Daqui pra Fora e comecei o meu projeto”.
O planejamento
“Quando tomei a decisão de ir para os Estados Unidos, eu já estava na metade do 3o ano do Ensino Médio. Até achei que poderia ser tarde demais. Mas com a orientação da Daqui pra Fora, eu percebi a possibilidade de fazer um gap year. Me formei em dezembro de 2018 e resolvi que só ia aplicar para as universidades no próximo ciclo de admissões”.
“Decidi tirar este ano para preparação, amadurecimento e autoconhecimento. Continuei o terceiro ano normalmente e no ano seguinte me preocupei em focar na aplicação”.
Ano extra de preparação
“Foi a melhor decisão que eu tomei, depois de ter decidido aplicar para a Washington University. Fiz meu terceiro ano com calma e depois foquei nas provas. Não atropelei as coisas”.
“Eu pensava que as universidades não veriam com bons olhos esse gap year. Achava que iam pensar que eu não era capaz de dar conta de fazer tudo (escola e application). No fim, percebi que foi o contrário. Eles interpretaram que, no meu caso, era um sinal de maturidade, de saber que cada coisa tem o seu tempo””
As notas no Ensino Médio
“Saí da minha cidade no final do Ensino Fundamental para buscar mais desafios acadêmicos. O começo foi difícil. Depois fui me adaptando e nos 3 anos do Ensino Médio consegui manter um nível bem alto para os padrões da minha escola”.
“Eu estava preocupado com as notas porque minha escola era muito rigorosa. É muito difícil ter um GPA 4,0, que equivale a ter 9,5 ou 10,0 em tudo. Mas eu sabia que o meu 8,0 valia o 10,0 de muitas escolas. Entendi que a avaliação das universidades levaria em conta onde as minhas notas se encaixavam no contexto da escola e dos outros alunos. O meu GPA não foi alto, 3,24, mas era o melhor da minha turma. O apoio da Daqui pra Fora foi fundamental na hora de definir esta estratégia e também orientar minha escola na preparação dos documentos que mostravam isso para as universidades”.
As provas internacionais
“Quando comecei toda a preparação, o nível do meu inglês era baixo para as exigências das provas. Tive que estudar muito. De todo meu estudo neste ano, 70% foi dedicado a aprimorar o inglês e a fazer as provas. Eu comprava livros com muitos simulados, fazia os simulados no tempo, fiz todas as questões da Khan Academy”.
“Fiz o SAT 4 vezes, o que é acima da média mas não chega a ser um problema. Nas 4 vezes, o conteúdo nunca foi problema, mas eu sempre ia crescendo pouco a pouco no score de inglês. Evoluí muito e no final isso realmente ajudou, porque agora estou preparado para ter aulas em uma universidade americana”.
“Meu SAT começou com 1390 (em março), fui muito bem em matemática e muito mal em inglês, Fui melhorando, até que em outubro eu consegui um superscore de 1520. No SAT Subjects (é uma prova complementar, a gente pode escolher as matérias), eu fiz química, matemática I e II. Gabaritei as 3 provas (800 redondo). No TOEFL, depois de muito estudo, acabei com 109 (de 120).”
Atividades extracurriculares
“Vou falar de três atividades extracurriculares que foram importantes na minha candidatura e definem o meu perfil hoje”.
“Sempre fui muito envolvido com ciências, especialmente química. Participei de 3 Olimpíadas de Química do Rio Grande do Sul, onde competia com cerca de 5.000 alunos todos os anos, e venci as três. Participei das Olimpíadas de Matemática também”.
A participação nessas Olimpíadas acadêmicas são importantes porque, além de toda a experiência envolvida, elas são mais um parâmetro para as universidades te enxergarem em relação aos outros. E as medalhas ajudaram a me destacar na minha aplicação”.
A segunda atividade extracurricular em que eu mais me envolvi foi o teatro. Fiz parte do grupo de teatro do Ensino Médio da escola. A gente ensaiava e viajava pela região sul para apresentar nossas peças. Foi quando eu descobri que gostava de atuar, de escrever, de me relacionar com um grupo menos acadêmico, mais ligado a arte e criatividade. Trabalhei também para o Ministério da Cultura, meu primeiro emprego, onde apresentei alguns espetáculos como ator”.
“Essa mistura de artes e ciências foi um aspecto muito interessante na minha application”.
A outra atividade extracurricular bem importante foi um projeto comunitário. No segundo ano do Ensino Médio, eu e alguns amigos percebemos que a biblioteca da nossa escola, que era particular, era gigante. E lá perto, na comunidade ou em cidades vizinhas, as escolas nem tinham biblioteca. Decidimos então fundar um projeto, o Livro Fora da Estante, que hoje ainda é o maior projeto social do meu colégio. Ele impacta muitas escolas e até o momento já doamos cerca de 18.000 livros. Eu fico muito feliz com isso”.
A redação
“Eu nem sabia que gostava de escrever tanto. O legal desse processo das redações é que a gente acaba descobrindo coisas novas sobre nós mesmos. Porque as faculdades querem te conhecer profundamente. E para você conseguir transmitir isso, precisa ter muito autoconhecimento”.
“Eu conversava muito com minhas coordenadoras na Daqui pra Fora. Não tem modelo. O ponto para você se destacar é ser único. Cada aluno é único de certa forma. Ele tem que buscar essa essência e colocar na redação, porque isso vai fazer a universidade ver que você é diferente”.
“Eu contei de tudo, do projeto, do teatro, da minha história pessoal… Sempre tentando ser criativo, tentando me destacar, sem seguir um modelo. Porque a pessoa vai ler muitas redações no mesmo dia e eu queria que essa pessoa lembrasse que aquela redação era minha. É difícil, às vezes eu achava que não ia dar tempo, mas deu tudo certo”.
A estratégia das applications
“Meu objetivo era mostrar para as universidades que eu conseguia preencher esse buraco que existia entre artes e ciências. Para mim são duas coisas muito importantes e que na minha vida se relacionam muito. Me envolvi muito com teatro e ao mesmo tempo era apaixonado por química”.
“Nas redações eu procurava mostrar todas as facetas possíveis para a universidade, sempre nessa linha. A minha estratégia principal era mostrar a minha história, onde eu nasci, como eu mudei e mostrar outros aspectos da minha vida pessoal que eu achava importantes também”.
“Mas eu tinha que ter em mente que eu precisava da bolsa. Havia minhas preferências pessoais, mas esse fator era muito importante. Focar em universidades que oferecem muita bolsa contribuiu bastante para o meu sucesso”.
“Quando você pede ajuda financeira e quando você não pede, são duas pilhas diferentes na mesa do admissions officer. De início eu sabia que minha jornada seria mais difícil, que eu poderia ser rejeitado exclusivamente por causa da parte financeira. Eu apliquei para muitas universidades, 14, e corria o risco de não conseguir bolsa suficiente em nenhuma. Então foi muito importante esse foco. E deu tudo certo”.
A bolsa Danforth em Washington University
“Há dois programas de bolsa de estudos em WashU que aceitam estudantes internacionais. É uma aplicação além da regular, que exige novas redações e cartas de recomendação. Me interessei pelo Danforth Scholars Program. Mas eu sabia que era muito difícil conseguir”.
“Fiz todo o processo e em março recebi o retorno do diretor do programa me falando que entre as 4.000 pessoas que aplicaram eu estava entre os 25 finalistas. E me convidaram para eu ir visitar a Washington University, em St. Louis, com tudo pago. Seria um final de semana com os finalistas, com entrevistas, dinâmicas de grupo etc. Ou seja, um novo processo de seleção”.
Entre esses finalistas, alguns não ganham bolsa, outros ganham meia bolsa e outros, bolsa completa e mais uma ajuda financeira além do full tuition. Mas veio a pandemia do Covid-19, o evento passou a ser online, mas foi bem divertido”.
Pouco antes de começar, eles enviaram um arquivo com os contatos de todos os 25 participantes e eu vi que eu era o único não americano. Apresentaram a universidade, o programa e depois fomos para as entrevistas. Tive 3 entrevistas. Uma com a vice-diretora do programa, uma com um ex-aluno Danforth e uma com o diretor do departamento de escrita da Washington University”.
Este diretor me enviou uma carta escrita à mão me parabenizando, me agradecendo por tudo, dizendo que minha redação foi uma das melhores que ele já leu e que minha história é uma inspiração para ele. É muito legal sentir esse toque pessoal. Faz muita diferença, você se sente muito acolhido”.
“Minha última entrevista foi num sábado e o diretor me ligou para dizer que eu tinha sido escolhido para ganhar a bolsa completa. Fiquei muito feliz, mudou a minha vida por completo. Vão pagar toda minha anuidade e ainda tenho vários privilégios. Porque Danforth é como se fosse uma sociedade fechada dentro da universidade. Além de financiar os alunos, oferece diversas oportunidades. A gente viaja junto, faz projetos juntos, até a moradia é diferente. Foi muita felicidade pra mim e pra minha família”.
A seleção das universidades
“Eu estava perdido no começo. A Daqui pra Fora me ajudou porque conhece uma enorme parte das universidades nos EUA. Montamos a lista começando por universidades que fossem muito boas em ciências naturais, a minha área, e que ao mesmo tempo fossem viáveis economicamente”.
“No fim ficou uma lista bem competitiva. Coloquei uma opção segura, uma intermediária e as outras bem competitivas. Foi uma escolha minha. Meu foco era chegar ao meu máximo”.
“Demorei bastante para fechar minha lista e a Washington University foi minha última decisão. Escolhi porque tem a quinta melhor escola de medicina do país e ela é especializada em genética, que é meu interesse. E deu muito certo. Entrei numa top 5 no meu curso nos Estados Unidos com a bolsa que eu precisava”.
Mensagem
“Minha mensagem é baseada no feedback que tive da vice-diretora do meu programa. Ela me disse que ficou claro que durante toda minha preparação não fiz nada forçado, nada que buscasse apenas agradar as universidades”.
“E é verdade. Eu sempre fiz o que eu realmente queria e me envolvi ao máximo. Eu nunca desisti de fazer o que eu gostava para seguir um perfil específico. Na verdade não há perfil específico, você só vai conseguir evoluir de verdade e se mostrar para a universidade, se você fizer o que gosta, se tiver prazer em fazer aquilo. Isso vai ficar estampado nas suas redações e nas suas entrevistas. Se não for verdadeiro, eles percebem rápido. Ela viu isso na minha aplicação.”
O que são universidades “test optional”
/64 Comentários/em Processo Seletivo /por Daqui pra ForaCom o fato de praticamente todas as universidades dos EUA adotarem uma política “test optional” em 2020, o que significa que elas não exigirão que os alunos mandem resultados dos testes (SAT, ACT, SAT Subjects) como parte dos requerimentos para admissão, inúmeras dúvidas e algumas “lendas urbanas” têm surgido.
Para esclarecer as dúvidas que têm surgido sobre o tema e explicar para estudantes o que isso tudo realmente significa, seguem abaixo alguns pontos que gostaríamos de compartilhar para que todos tenham um melhor entendimento sobre como estas políticas podem impactar o planejamento do projeto de estudar nos EUA e as estratégias de preparação e realização dos testes.
Test optional é algo novo? Todas as universidades vão se tornar test optional?
Quando lemos “milhares de universidades são test optional”, isso não é novidade e não quer dizer que agora muitas delas passaram a ser somente agora.
Já há muito tempo, muitas universidades (especialmente as menos seletivas) não exigem que alunos mandem notas dos testes nas suas candidaturas, principalmente os alunos internacionais.
Nos EUA há aproximadamente 2.500 universidades e é seguro dizer que pelo menos 1.000 ou talvez 1.500 delas não usem os testes para candidatos internacionais. Mas quando analisamos as 50 ou 80 universidades mais seletivas, a grande maioria delas requer os testes e dá uma grande importância a eles.
Por que algumas universidades são test optional para alunos domésticos, mas não para alunos internacionais?
O que vale para alunos que estudam em escolas nos EUA pode ser muito diferente do que o que vale para alunos internacionais. De um modo geral os admission officers (avaliadores) conhecem mais a fundo as escolas das regiões americanas que estão sob sua análise, desta forma eles acabam não precisando tanto de uma métrica padronizada para comparar alunos de diferentes escolas.
Mas quando consideramos que alunos de centenas de países e milhares de escolas diferentes estão se candidatando, é claro que é mais difícil os admission officers conhecerem a fundo todas as escolas de todos os países.
Em muitas universidades os admission officers viajam para os países pelos quais são responsáveis, visitam algumas escolas para conhecerem seus respectivos currículos, mas não é possível garantir que eles conhecerão todas as escolas do Brasil, por exemplo.
Quando um representante de uma universidade vem ao Brasil para visitar escolas, eles vão ficar entre 3 e 5 dias no máximo, passando por 3 ou 4 cidades.
E em cada cidade conseguirão visitar e conhecer 3 ou 4 escolas apenas, o que mostra que, mesmo que eles tenham a oportunidade de vir ao Brasil, no final das contas conhecerão bem poucas escolas.
As universidades são test optional para todos os alunos internacionais?
Algumas universidades são test optional para estudantes estrangeiros desde que o candidato faça um currículo que a universidade já conheça e saiba o nível de rigor. Estes são os casos na University of Chicago, New York University e University of Notre Dame, por exemplo.
Para estudantes estrangeiros elas são test optional apenas se o aluno tiver o currículo IB (International Baccalaureate) ou algum outro currículo internacional padronizado que permita uma avaliação precisa do candidato.
Isso não quer dizer que se o candidato não tenha IB ele será mal avaliado ou terá menos chances. O que isso quer dizer é que a universidade precisará de uma outra forma de avaliação padronizada que ela conheça muito bem e possa comparar alunos de diferentes escolas e países usando uma mesma métrica. Daí a importância dos testes padronizados.
Como funciona o test optional?
Ser test optional não significa que as universidades não vão olhar seus resultados. Quando você inclui os resultados dos testes em sua application, eles passam a ser uma parte importante na avaliação.
E como nas universidades mais seletivas a maioria dos alunos manda seus resultados, estas informações permitem que os avaliadores façam uma análise mais completa dos candidatos.
Se o admission officer tem dois candidatos igualmente fortes e está na dúvida sobre qual deve aceitar, ter os resultados dos testes de um deles pode deixá-lo mais seguro em relação a aceitar este candidato versus o outro.
O que as universidades mais seletivas dizem é que os resultados dos testes, combinados com a análise do histórico escolar do aluno, são indicadores que permitem fazer uma avaliação bem precisa sobre a capacidade do estudante ser bem sucedido em um currículo universitário rigoroso.
Apesar dos testes não serem perfeitos, eles fornecem informações consistentes e mensuráveis sobre o potencial acadêmico do aluno, principalmente quando a universidade está avaliando candidatos de centenas de países diferentes.
Fazer os testes aumenta as chances de admissão nas universidades mais seletivas?
Nas universidades mais seletivas a taxa de admissão já é baixíssima se o candidato tem uma application excelente e “completa”. Imagine então como as chances diminuiriam caso uma não tivesse um fator que permite que o admission officer faça uma avaliação mais completa e aprofundada. É um risco muito grande para se correr.
Por mais que as universidades estejam adotando uma política test optional este ano, ouvimos de alguns admission officers com quem temos relação de confiança que eles vão levar as notas em consideração e que elas os ajudam a fazer uma avaliação mais completa.
Nenhum aluno será penalizado por não mandar os resultados dos testes. Mas não há qualquer garantia de que as suas chances serão as mesmas que as de candidatos que têm notas boas no SAT ou ACT combinadas com uma boa redação.
Para ter chances de ganhar uma bolsa por mérito é necessário fazer os testes?
Em muitas universidades as bolsas por mérito acadêmico são oferecidas através de uma análise das notas do aluno na escola e nos testes. Portanto, ao não mandar as notas dos testes o candidato pode limitar suas chances de receber uma bolsa por mérito acadêmico.
Mesmo que a universidade não exija testes para fins de avaliação para admissão, ela pode (e muito provavelmente irá) usá-los para a concessão de bolsas.
Me falaram que eu não deveria enviar minha nota…
Ao ler artigos, posts ou ouvir comentários, principalmente de outros alunos ou pessoas que não são especialistas e têm muita experiência no tema, sempre cheque conosco para ouvir a nossa opinião antes de tomar uma decisão.
Por trás dos fatos é necessário fazer uma análise ampla e aprofundada para apenas então tomar uma decisão sobre a melhor estratégia a ser adotada.
E esta estratégia sempre será diferente de acordo com o perfil do aluno(a): sua escola, notas, curso de interesse, necessidade de bolsa e outros fatores. O que pode ser interessante para o seu amigo(a) não necessariamente será o ideal para você.
O que a Daqui pra Fora recomenda fazer?
Nossa recomendação é que os alunos se preparem adequadamente, se empenhem muito e façam os testes buscando as melhores notas que conseguirem. Principalmente se estudarem em escolas com currículo brasileiro e que os admission officers talvez não conheçam e não saibam o nível de exigência acadêmica.
Ter boas notas nos testes nunca atrapalhará. Se suas notas estiverem na faixa de notas dos alunos admitidos na universidade é válido mandar os resultados pois eles fortalecerão sua application.
Mas caso as notas estejam abaixo das médias dos alunos admitidos, se for uma universidade test optional, o melhor é não mandar. Porém, sabendo que a application pode se tornar menos competitiva.
No final as estratégias sempre dependerão de uma série de fatores a serem analisados para cada um ter a melhor estratégia para o seu projeto.
O ano do test optional talvez seja o ano onde os testes serão mais importantes
Por mais antagônico que seja, pode ser que 2020 seja o ano onde as notas dos testes façam a maior diferença no processo seletivo.
Por conta da pandemia, muitas escolas tiveram que mudar seu sistema de avaliação, adotando um modelo de “pass / fail”, ou arredondando as notas para cima, ou tendo provas com consulta, ou sabe-se lá qual tipo de avaliação foi adotado.
Aqui na Daqui pra Fora, inclusive, temos visto uma grande quantidade de alunos tirando notas muito mais altas em 2020 do que nos anos anteriores. Será que todos os alunos melhoraram tanto assim o seu desempenho de uma no para o outro?
Por conta das incertezas sobre como os alunos estão sendo avaliados este ano, faz sentido pensar que talvez as universidades não se sintam seguras em considerar as notas de 2020 e deem mais peso às notas dos anos anteriores.
Ou até aos testes padronizados que elas conhecem bem e permitam comparar alunos de diferentes países, escolas e currículos.
Se você quiser assistência especializada da Daqui pra Fora, basta preencher o formulário abaixo e começar uma conversa com a gente.
Melhores faculdades de engenharia no Canadá
/em Canadá, Universidade no Exterior /por Daqui pra ForaO número de estudantes internacionais cresce a cada ano em universidades do mundo todo e, igualmente, os brasileiros seguem esta tendência e procuram cada vez mais por faculdades no exterior. Motivos não faltam.
A busca é por excelência acadêmica, inovação, estrutura de ponta, ambiente multicultural, networking e, claro, experiência de vida que vai trazer desenvolvimento pessoal e profissional. Por isso, para quem pensa em estudar engenharia este raciocínio é muito válido e o Canadá pode ser uma excelente opção.
Reconhecido como um país que acolhe estrangeiros como poucos, o Canadá tem 5 faculdades de engenharia entre as 100 melhores do mundo, segundo o ranking US News. Sem dúvida, todas com excelente reputação internacional no meio acadêmico.
Siga a leitura até o final para conhecer as melhores faculdades de Engenharia do Canadá.
As 5 melhores faculdades de Engenharia no Canadá
University of Toronto
Uma das mais prestigiadas instituições de ensino superior do mundo, a University of Toronto fica em uma das mais vibrantes e dinâmicas cidades do mundo.
É considerada a 18a melhor universidade do mundo pelo ranking US News e seu curso de engenharia, o melhor do Canadá, é o 48o do mundo.
Cerca de 25% dos 60.000 alunos da University of Toronto são internacionais, vindos de mais de 160 países. Dessa forma, os estudantes podem escolher entre mais de 1.000 organizações estudantis para participar e o campus oferece teatro, galeria de arte, casa de show, além de centro esportivo e cultural.
A University of Toronto é famosa por produzir importantes líderes, entre eles 5 ex-primeiros ministros do Canadá. Na área acadêmica, por exemplo, o principal reconhecimento está nos 10 ex-alunos laureados com o prêmio Nobel.
University of Waterloo
Apesar de ter somente pouco mais de meio século de vida, a University of Waterloo já figura entre as principais universidades do Canadá. De fato, tem o segundo melhor curso de engenharia do Canadá e está em 58o lugar na área no ranking mundial da US News.
A universidade fica na província de Ontario, próximo aos Grandes Lagos e à fronteira com os Estados Unidos, uma região com menos de 500.000 habitantes, considerada um dos cenários de empreendedorismo que mais cresce no mundo.
A University of Waterloo oferece em mais de 100 dos seus cursos o co-op program, que permite que os alunos possam trabalhar durante o curso na área que estudam. Assim sendo, do total dos seus 30.000 alunos, cerca de 20% são internacionais.
Para quem já tem um interesse mais específico por engenharia elétrica eletrônica, a University of Waterloo é uma excelente opção – em outras palavras, este curso é considerado o 22o melhor do mundo pelo ranking US News.
University of British Columbia
Uma das mais bem conceituadas universidades do mundo, 30a no ranking US News, a University of British Columbia, conhecida como UBC, tem seu principal campus em Vancouver, uma das melhores cidades do mundo para se viver. Da mesma forma, o curso de engenharia ocupa a 61a posição no mesmo ranking.
Reconhecida pela excelência em ensino e pesquisa em diversas áreas, UBC é considerada a mais internacional das universidades da América do Norte. Entre seus cerca de 65.000 alunos (54.000 na graduação e 11.000 na pós), aproximadamente 30% são internacionais, de mais de 150 países.
Além disso, atualmente a universidade investe C$ 660 milhões por ano em pesquisa, impulsionando cerca de 9.500 projetos inovadores.
University of Alberta
A University of Alberta fica em Edmonton, capital da província de Alberta, a segunda mais populosa do país. A cidade é jovem e agitada, com uma economia forte e dinâmica.
A universidade é composta por 5 campi, um deles fora da cidade. O campus principal possui 113 prédios espalhados por mais de 50 quarteirões no norte da cidade.
A University of Alberta tem o 76o melhor curso de engenharia do mundo, de acordo com o ranking US News, e investe anualmente mais de C$ 400 milhões em projetos espalhados por suas 18 faculdades.
Tem parcerias em ensino e pesquisa com conceituadas instituições em vários países, como a University of Munich, na Alemanha, e a University of Western Australia.
Com 36.000 estudantes, cerca de 7.000 deles estrangeiros, a universidade tem um dos maiores índices de empregabilidade do Canadá. Vale ressaltar que a província de Alberta tem a maior média salarial do país.
McGill University
Uma das 50 melhores instituições de ensino superior do mundo, a McGill University é a mais antiga universidade de Montreal e uma das três únicas que ensinam em inglês na província de Quebec. O curso de engenharia, 84o melhor do mundo, é bastante procurado todos os anos.
Com mais de 40 centros de pesquisa, a McGill University faz parte da Association of American Universities, organização que reúne as principais universidades de pesquisa da América do Norte.
McGill tem cerca de 30.000 estudantes, 25% deles internacionais, divididos em 10 faculdades, e oferece 300 opções diferentes de cursos.
Uma das vantagens de estudar na McGill é que, por estar em uma região francesa, o aluno pode se tornar fluente também em francês.
Como entrar em uma faculdade do Canadá?
Assim como nos Estados Unidos, não é a nota de uma única prova que define quem é aceito nas universidades canadenses. O processo seletivo no Canadá tem algumas etapas, que podem variar um pouco dependendo da instituição.
O histórico escolar com as notas dos últimos 4 anos do colégio e o TOEFL estão presentes em praticamente todos os processos de admissão. A nota do ENEM pode ser utilizada em diversas universidades canadenses, assim como o SAT ou o ACT.
Algumas universidades, geralmente as mais fortes e mais concorridas do país, querem conhecer ainda melhor os alunos e solicitam outros instrumentos de avaliação. Portanto, a ideia principal é saber se o perfil do aluno combina com o da instituição.
Nestes casos, podem ser solicitadas uma redação, cartas de recomendação (de professores e coordenadores do colégio) e ainda informações sobre as atividades extracurriculares em que o aluno se envolveu nos últimos anos.
O seu sonho é fazer faculdade no Canadá? A Daqui pra Fora pode ajudar com toda a assistência especializada e personalizada. Preencha o formulário abaixo e vamos começar uma conversa.
E agora, qual faculdade devo fazer?
/em Estados Unidos /por Daqui pra ForaDúvidas não faltam para os alunos do Ensino Médio na hora de definir o que vão estudar na faculdade. Qual faculdade devo fazer? Quais carreiras estão em alta? Quais “dão” mais dinheiro?
As respostas a essas perguntas que inevitavelmente aparecem nesse momento variam, mas uma coisa é certa: a definição final é sempre difícil e muito pessoal.
Quem opta por fazer faculdade nos Estados Unidos tem mais flexibilidade nesse momento porque vai tomar esta decisão tão importante um pouco mais para frente, com mais experiência, conhecimento e maturidade.
Processo de escolha da faculdade
Diferentemente do que no Brasil, quando aplica para uma universidade americana, o candidato concorre a uma vaga na instituição e não em uma carreira específica. Ele só precisa definir qual curso vai querer fazer no final do segundo ano.
Quando ingressa na universidade americana, o estudante não recebe um currículo pronto. Como é estabelecido pela faculdade nos Estados Unidos, o aluno constrói a sua própria grade curricular desde o início.
Nos dois primeiros anos ele faz algumas matérias consideradas básicas, como:
E pode escolher outras disciplinas mais relacionadas aos seus interesses pessoais. A flexibilidade é enorme e o aluno pode experimentar inúmeras aulas e assuntos diferentes.
Dessa forma, alunos de engenharia ou medicina, por exemplo, desenvolvem obrigatoriamente redação, discurso oral, e podem explorar diversas áreas, desde filosofia, psicologia, negócios, até política do meio ambiente e muito mais.
Liberdade de escolha na hora de montar a grade de estudos
O aluno escolhe as matérias que quer fazer, horário das aulas e até os professores com quem quer estudar. Sempre contando com o apoio de um conselheiro da universidade, que vai guiar o aluno de acordo com seu perfil e objetivos.
O leque de opções depende de cada universidade, mas geralmente é muito grande e pode conter disciplinas convencionais ou matérias menos comuns como Introdução aos Vinhos, por exemplo, que é oferecida na Cornell University, 20a melhor universidade do mundo, segundo o ranking da Times Higher Education.
Quem estuda, por exemplo, na Santa Clara University, na Califórnia, e se interessa por Física, pode se inscrever na disciplina Physics of Star Trek. O curso aborda entre outros assuntos da ciência o teletransporte e é recomendada para quem pensa na possibilidade de um dia trabalhar na NASA.
Em UPenn, uma das principais universidades dos Estados Unidos e 16a do mundo segundo a THE, os interessados em inglês e literatura podem escolher a disciplina Wasting Time on Internet, que estuda se é possível selecionar conteúdo literário significativo em posts das redes sociais.
Com tantas possibilidades para explorar diferentes áreas antes de definir o curso que vai fazer, o estudante acaba tendo tempo para se conhecer melhor, para ver com o que realmente tem mais afinidade e vai poder tomar a decisão com muito mais tranquilidade, conhecimento de si próprio e do mundo.
A definição da carreira sendo feita em um momento de mais maturidade e autoconhecimento certamente traz mais assertividade e precisão. As chances de acerto são bem maiores e a probabilidade de insatisfação com o curso passa a ser mínima.
Neste webinar você encontra mais informações sobre os benefícios de fazer faculdade no exterior:
Faculdade nos Estados Unidos e Double major – Dupla Graduação
Outra vantagem de fazer faculdade nos Estados Unidos é que quando, no final do segundo ano, o aluno decide o curso que quer fazer, ele está definindo o seu major.
Porém, se depois de explorar diferentes áreas ele se interessar por mais de uma e quiser graduar em dois cursos diferentes, ele pode. É o double major ou dupla graduação.
Neste caso, o aluno faz os dois cursos ao mesmo tempo e um não precisa estar necessariamente relacionado com o outro. Quem opta pelo double major pode ter um dia a dia um pouco mais puxado, já que tem que cumprir os créditos para as duas áreas, mas esta opção é possível e não é nada incomum.
Alguém que faz jornalismo, por exemplo, e quer trabalhar como correspondente internacional, tem a oportunidade de fazer também o curso de Relações Internacionais. As possibilidades depois de formado inegavelmente aumentam.
Para quem quer empreender este modelo também é muito vantajoso. Quem quer fazer arquitetura ou engenharia pode se formar também em Business e no futuro vai estar totalmente preparado para abrir e cuidar do seu próprio escritório ou empresa.
No sistema curricular americano o aluno tem, portanto, mais tempo e conhecimento para se desenvolver e escolher com tranquilidade e maturidade a carreira (ou as carreiras) que vai seguir.
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Melhores universidades de psicologia do mundo
/em Universidade no Exterior /por Daqui pra ForaPsicologia é hoje um dos cursos mais procurados por estudantes no mundo todo. Nos Estados Unidos, por exemplo, foi o terceiro curso com mais formandos nas universidades no ano passado. Aproximadamente 127.000 novos psicólogos se formaram em universidades americanas em 2019, e algumas das melhores universidades de psicologia do mundo estão lá.
Fazer psicologia em uma universidade no exterior também significa aprender com os melhores, em um ambiente multicultural, rodeado por estudantes do mundo todo, conhecendo lugares e pessoas novas quase que diariamente. Como resultado, é aprendizado em tempo integral, dentro e fora das salas de aula.
Principais cursos de psicologia
As melhores universidades de psicologia do mundo, segundo o ranking da Times Higher Education (THE), estão principalmente nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, e também na Holanda e na Austrália.
Conheça algumas delas:
Stanford University (Estados Unidos)
Número 1 do ranking em psicologia, Stanford é considerada pela THE a 4a melhor universidade do mundo. Localizada no coração do Vale do Silício, na Califórnia, a universidade tem um dos maiores campus dos Estados Unidos, com 18 institutos de pesquisa e 7 faculdades, atendendo mais de 16 mil estudantes vindos dos 50 estados americanos e de mais de 90 países.
Aliás, as empresas fundadas por seus ex-alunos, como Google, Nike, Netflix, Instagram e HP, geram uma receita anual de cerca de U$ 2,9 trilhões, o que corresponderia à 10a economia do mundo.
O departamento de psicologia foi um dos primeiros a serem estabelecidos em Stanford. Hoje seus 5 departamentos são referência em pesquisa e ensino e ainda trabalham bastante interdisciplinaridade, estabelecendo próximas relações com outras áreas do conhecimento, como direito, medicina e business.
UCL (Reino Unido)
Localizada no centro de Londres, a UCL é a 15a colocada no ranking mundial da THE e seu curso de psicologia é considerado o 4o melhor do mundo. Os cerca de 36.000 estudantes de UCL se dividem em 11 faculdades. Mais de um terço deles são internacionais, vindos de mais de 150 países.
Com tradição em pesquisa, UCL foi a primeira universidade do Reino Unido a abrir um campus no Qatar e também um em Adelaide, na Austrália.
A Divisão de Psicologia e Ciências da Linguagem de UCL é a maior nessa área no Reino Unido, com 150 professores e quase 6.000 alunos. Como resultado, o programa de graduação é creditado pela Sociedade Britânica de Psicologia e os graduados podem se tornar membros dela.
Duke University (Estados Unidos)
Psicologia é um dos cursos mais procurados na Duke University. Com o 13o melhor curso do mundo na área e super reconhecida nos Estados Unidos. Ainda mais, ela é a 20a colocada no ranking mundial da THE e 10a melhor universidade dos Estados Unidos, segundo o US College Ranking.
Localizada no estado da Carolina do Norte, Duke é uma das universidades mais competitivas dos Estados Unidos e a 7a mais rica país. Dos seus quase 15.000 alunos (entre graduação e pós), cerca de 20% são internacionais.
Entre seus ex-alunos estão Melinda Gates e o ex-presidente Richard Nixon, além de vários executivos que já passaram pelo comando de empresas como PepsiCo, Apple, JP Morgan e Cisco Systems.
University of British Columbia (Canadá)
A University of British Columbia (UBC) oferece o 10o melhor curso de psicologia e é a 34a colocada no ranking das melhores universidades do mundo, segundo a THE.
UBC foi considerada a mais internacional das universidades da América do Norte, uma vez que são cerca de 17.000 estudantes de mais de 160 países. O principal campus da UBC fica em Vancouver, considerada a 3a melhor cidade do mundo para se viver.
Internacionalmente reconhecida por sua excelência em ensino, UBC tem um orçamento anual de C$ 660 milhões para pesquisa, valor que impulsiona mais de 9.500 importantes projetos em diversas áreas todos aos anos. Por exemplo, o atual primeiro ministro do Canadá, Justin Trudeau, é formado na UBC.
University of Amsterdam (Holanda)
Localizada em uma das mais vibrantes e multiculturais capitais da Europa, a University of Amsterdam (UvA) é uma das principais universidades da Europa e tem o 14o melhor curso de Psicologia do mundo, de acordo com o ranking da THE.
A UvA é uma das universidades que oferece mais cursos em inglês em toda a Europa. De fato, são mais de 200 cursos em diferente áreas. Aproximadamente 7.000 dos seus 34.000 alunos são internacionais, vindos de mais de 100 países.
University of Melbourne (Austrália)
Reconhecida internacionalmente pela sua excelência em pesquisa e ensino, a University of Melbourne, a mais bem colocada universidade australiana no ranking da THE (32o lugar), também oferece o melhor curso de psicologia do país e um dos melhores do mundo (o 33o).
Com mais de 100 áreas de estudos, a University of Melbourne oferece um currículo flexível, onde o aluno pode direcioná-lo de acordo com seus interesses.
Cerca de 38% dos alunos da University of Melbourne são estrangeiros, atraídos não só pela qualidade da universidade, mas também pelo ambiente multicultural e pela qualidade de vida na cidade, uma das melhores do mundo para se viver.
Processo seletivo no exterior
Para ser aceito nas universidades no exterior, o aluno passa por um processo seletivo não restrito a uma prova, como geralmente acontece no Brasil.
As universidades estrangeiras querem conhecer melhor o aluno, não apenas saber qual o seu nível acadêmico. Geralmente os processos de admissão levam em conta aspectos acadêmicos e pessoais do candidato. Assim sendo, a ideia é ver se o perfil do aluno combina com o da universidade.
Além de enviar o histórico escolar com as notas do Ensino Médio, o aluno deve fazer padronizadas, prova de proficiência em inglês e pode ainda ter que enviar cartas de recomendação, apresentar redações e falar sobre suas atividades extracurriculares. Não só isso, mas também em alguns casos são necessárias entrevistas.
A Daqui pra Fora conhece a fundo os processos seletivos para universidades nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e Holanda. Desde 2001, nossa equipe já orientou com sucesso mais de 3.000 estudantes brasileiros, sempre trabalhando de forma personalizada, buscando construir a melhor candidatura de acordo com o perfil de cada um.
Por que fazer faculdade na Austrália?
/em Austrália /por Daqui pra ForaQuem pensa em estudar no exterior muitas vezes se imagina em um país com um dos melhores sistemas de ensino do mundo, uma incrível beleza natural, excelente qualidade de vida e um povo acolhedor.
Um lugar como este tem tudo para atrair jovens do mundo inteiro, não é? Assim é fazer faculdade na Austrália, o terceiro destino mais popular do mundo hoje para estudantes internacionais.
Siga a leitura para entender as vantagens de fazer a sua graduação na terra dos cangurus e entenda os motivos que atraem tantos estudantes internacionais.
Por que estudar na Austrália?
Com um dos melhores sistemas de ensino do mundo, a Austrália tem uma reputação forte e bastante sólida no meio acadêmico internacional, que se deve principalmente ao comprometimento do governo e das próprias instituições em manter o ensino sempre atualizado e no mais alto nível.
O país não apenas tem 6 universidades entre as 100 melhores do mundo, segundo o ranking da Times Higher Education, como também cinco delas têm mais de 30% de alunos internacionais.
A University of Melbourne (37a do ranking mundial da THE), tem 38,7% de estudantes estrangeiros; a Australian National University (67a), 39%; com 38,2%, University of Sydney (60a); University of Queensland (70a), 33,5%; com 14,3%, University of New South Wales (84a); e, por último, Monash University, (54a), 31,4%.
No total, cerca de 720.000 alunos cursando alguma faculdade na Austrália em 2019 eram estrangeiros, vindos de 192 países, o que corresponde a aproximadamente 24% dos universitários do país.
Dessa forma, o crescimento no número de alunos internacionais no país tem sido de mais de 10% ao ano. O Brasil é o 4o país com mais alunos por lá e o número de brasileiros também vem aumentando.
Com tantos estudantes estrangeiros, as universidades oferecem serviços de apoio específicos para este grupo e a maioria delas disponibilizam um programa para quem precisa melhorar o inglês depois do início do curso.
Bem como, outra vantagem é que os professores estão bastante acostumados a lidar com alunos de diferentes culturas e backgrounds.
Por ser um país enorme, mas com uma população pequena, a Austrália tem a maior relação “estudantes internacionais x população local” do mundo.
Portanto, além de estudar em um ambiente de reconhecida excelência acadêmica, os alunos internacionais na Austrália estão expostos diariamente a uma enorme diversidade cultural, convivendo com pessoas do mundo inteiro, em todos os ambientes.
Essa convivência, além de proporcionar novas experiências e muito aprendizado, possibilita a formação de uma potente networking para o futuro.
Vantagens de estudar na Austrália
Além de excelência acadêmica e diversidade cultural, quem vai fazer faculdade na Austrália também busca qualidade de vida. E, sem dúvida, encontra.
Sexto melhor IDH do mundo, o país tem um índice de violência baixíssimo, boa divisão de renda e pouca corrupção. Ao mesmo tempo, a população é culta e honesta (fruto do ótimo sistema de educação), as cidades são limpas, planejadas e arborizadas, com transporte público moderno e bem estruturado.
O país ainda é considerado um dos lugares mais saudáveis do mundo para se viver, com ótima alimentação e muita prática de esportes.
As cidades australianas têm o menor índice de violência do mundo. Muitas estão entre as 100 mais indicadas do planeta para estudantes universitários:.
Há vários tipos de moradia para os estudantes e, certamente, inúmeras opções de lazer, turismo, esporte e cultura.
Por todo país não faltam lindas praias, montanhas, parques, muita natureza com fauna e flora exuberantes. E, da mesma forma, nas cidades acontecem o ano inteiro os mais diferentes eventos, como festivais de música, teatro, cinema, exposições de arte e também campeonatos. Ainda por cima, tudo em um ambiente multicultural (que não é exclusividade dos campus) e diverso.
Por ser um país com extensão enorme, o clima na Austrália varia bastante. Não se surpreenda se em um dia você for convidado para esquiar na neve e dois dias depois, para ir surfar na praia.
Mercado de trabalho e custos na Austrália
O estudante internacional tem permissão para trabalhar 20 horas por semana (meio período). Este é mais um fator que ajuda a atrair muitos estrangeiros para as universidades australianas.
A oferta de cursos é enorme e muitos incluem estágios e programas de trabalho nas mais diferentes áreas, o que facilita a entrada no mercado e ainda ajuda a fortalecer a networking. Além disso, depois da formatura, é possível ficar no país e continuar trabalhando.
Os valores da tuition (anuidade) das universidades australianas vão, em média, de 25.000 a 45.000 AUD. O custo de vida no país não é dos mais baixos, mas pode variar bastante dependendo da cidade.
Sydney e Melbourne, por exemplo, têm um custo de vida considerado alto. Já Brisbane e Gold Coast, que também têm ótimas universidades e excelente qualidade de vida, têm um custo bem mais baixo.
Como é permitido trabalhar meio período, o dinheiro do trabalho pode ajudar nas despesas se necessário. Além disso, o governo australiano incentiva a ida de estudantes estrangeiros e já investiu mais de A$ 300 milhões em bolsas para alunos internacionais. E continua investindo.
Gostaria de conhecer mais sobre as vantagens de fazer faculdade na Austrália, processo seletivo e bolsas? Fale com nossos especialistas para iniciar a sua jornada no exterior com a Daqui pra Fora.
Como é a redação para estudar no exterior?
/em Processo Seletivo /por Daqui pra ForaSem dúvida, o processo seletivo para universidades no exterior é bem diferente daquele que existe aqui no Brasil, onde os alunos fazem somente o vestibular ou ENEM e as respectivas redações das duas provas.
Para ser aceito em uma universidade nos Estados Unidos ou no Canadá, por exemplo, o nível acadêmico do candidato é apenas um dos aspectos analisados pelas universidades.
As notas nos últimos quatro anos do colégio e as notas das provas padronizadas (SAT ou ACT) mostram em números que tipo de aluno você é. Mas as universidades querem conhecer o candidato além das suas notas, com o intuito de saber como ele pensa, que experiências ele carrega, como ele é, sua personalidade, suas habilidades, suas preferências, como age e se relaciona em diversas situações.
Com um processo seletivo holístico, além de conhecer melhor os candidatos, as universidades têm, sobretudo, a possibilidade de perceber se o perfil de cada um deles combina com o perfil da universidade. Afinal, cada instituição também tem suas próprias características.
Desse modo, elas utilizam algumas ferramentas tão ou mais importantes que as notas e as provas. A principal delas é a redação ou essay. Em contraste com o que estamos acostumados no Brasil, os temas dessas redações têm um caráter bem mais pessoal, justamente por ajudar os avaliadores a criarem uma imagem completa do candidato. Por isso, é imprescindível ser autêntico e muito verdadeiro ao escrever estas redações.
Estrutura das redações para estudar no exterior
Seja qual for o tema que você vai desenvolver, saiba que nas suas redações, inegavelmente, você vai falar de si mesmo. De experiências, de valores, de pensamentos, do que gosta, do que não gosta, do que acredita, do que já fez, do que gostaria de fazer… Enfim, vai precisar utilizar uma boa dose de autoconhecimento para poder se mostrar de forma genuína para as universidades onde aplica.
Para você ter uma ideia mais concreta de como são as redações, seguem alguns exemplos de temas que costumam ser comuns nas applications:
No Common App (plataforma que contempla applications para centenas de universidades nos Estados Unidos):
– Conte sua história;
– Fale sobre os obstáculos que já encontrou na sua vida e como os superou;
– Fale sobre algum problema que já enfrentou e conte como o solucionou;
– Conte sobre seu crescimento pessoal;
– Fale sobre algum momento em que você questionou seu ideais.
Temas sugeridos por algumas universidades fora ou além do CommonApp:
– Por que você gostaria de estudar nessa universidade?
– Por que escolheu este major?
– Qual o seu livro preferido?
– Fale sobre uma atividade extracurricular importante para você.
Algumas universidades apresentam temas mais inusitados, que acabam exigindo bastante criatividade do candidato:
– Onde realmente está o Wally? (University of Chicago)
– Pense em alguma coisa que te fascinava quando você tinha 10 anos. O que permanece hoje? (Wake Forest)
– Um pacote chega à sua porta. Depois de ver o conteúdo, você percebe que será o melhor dia da sua vida. O que há dentro e como você passa esse dia? (Brandeis University)
– Defenda uma opinião impopular que você tem. (University of Notre Dame)
– Você é chamado para passar o próximo ano no passado ou no futuro. Para onde você gostaria de ir e por quê? (University of Richmond)
– Escolha uma mulher na história ou na ficção para conversar por uma hora e explique sua escolha. Sobre o que vocês conversariam? (Barnard College)
Neste vídeo, você encontra informações importantes sobre a elaboração da redação:
Seja você, seja único!
De forma mais direta ou indireta e independentemente do tema, o que as universidades querem com as redações é conhecer melhor o candidato.
Em outras palavras, a imagem que os avaliadores vão criar a partir da redação do aluno vai se juntar às outras peças da application, como um quebra-cabeça.
Com certeza, esta é uma das peças mais importantes do puzzle, porque é aquela que consegue diferenciar um candidato dos outros.
Fazer uma boa redação que se sobressaia aos olhos dos avaliadores não é simples, claro. De fato, exige algumas técnicas e habilidades, que devem ser aprendidas e bastante treinadas.
Mas elas podem não ser suficientes se o candidato não tiver em mente que, além de ser genuíno e verdadeiro, é fundamental pensar em ser único ao escrever a redação.
Em conclusão, o aluno precisa colocar a sua verdadeira essência nas palavras para transmitir quem realmente é e o que o diferencia dos demais candidatos.
A redação é, portanto, o instrumento mais poderoso que você tem para fazer a universidade perceber como ela pode se beneficiar ao ter uma pessoa como você nas suas salas de aula.
Uma vez que o avaliador lê inúmeras redações diariamente, a sua precisa se destacar para você não ser mais um no meio de uma “multidão” de candidatos. Seja você, seja único!
A experiência de uma brasileira na UCLA
/em Sem categoria /por Daqui pra ForaA Califórnia é um dos lugares mais procurados dos Estados Unidos por estudantes internacionais. As praias, as cidades badaladas, o Vale do Silício, enfim, atrativos não faltam. Mas não é apenas o ambiente convidativo que interessa aos jovens estudantes.
Na Califórnia estão algumas das principais universidades dos Estados Unidos e do mundo, como é o caso da University of California Los Angeles. Portanto, estudar na UCLA é um sonho para muitos estudantes.
Segundo o ranking da Times Higher Education, 8 instituições da Califórnia estão entre as 100 melhores do mundo, número que supera o da maioria dos países. Similarmente, a UCLA é a 17ª colocada no ranking mundial da THE.
A UCLA é na verdade a universidade que mais recebe applications nos Estados Unidos. Em 2020, foram mais de 130.000. Além disso, do total dos cerca de 31.000 alunos na graduação, 16% são internacionais.
Casa de 14 vencedores do Prêmio Nobel, a UCLA tem como resultado centenas de centros de pesquisa e institutos entre os principais dos EUA em diversas áreas.
Na graduação, UCLA oferece mais de 125 majors e 90 minors. Em contrapartida, os cursos mais populares na UCLA são:
Saiba como é a rotina de uma estudante brasileira que faz faculdade na UCLA e veja se faz sentido para o que você deseja da sua graduação no exterior.
Uma estudante brasileira na UCLA
Mas como é estudar na UCLA? A gente sabe que cada aluno é único. Cada um tem o seu background, a sua personalidade e seus próprios planos. Mas sempre vale a pena conhecer a experiência de quem está vivendo lá.
A paranaense de Londrina Renata Kobayashi, aluna Daqui pra Fora, está estudando na UCLA e contou pra nós como tem sido sua vida por lá.
A adaptação
“A UCLA tem o sistema de quarters, que divide o ano em fall, winter e spring. Cada um deles tem 10 semanas e estas semanas funcionam como um semestre, você tem que aprender tudo como se fosse matéria de um semestre.
É bem corrido, passou muito rápido pra mim. A última semana, quando acontecem as provas finais, chegou muito rápido.
Mas eu não esperava que a minha adaptação seria tão tranquila como foi. Eu achava que eu ia ter muita saudade dos meus pais, que ia estar muito sobrecarregada. No começo a gente fica mesmo, porque a UCLA é enorme, é a UC mais populosa do sistema.
Eu lembro que durante o orientation eu vi tanta coisa que fiquei super preocupada, achando que não ia conseguir acompanhar as aulas. Mas não foi bem assim.
Com relação a integração, não tive qualquer problema. Entre o final do meu orientation e o início das aulas eu tive uma semana livre aqui. Optei por fazer o “stay through” nesse período ao invés de ir para um hotel, por exemplo.
Você paga uma taxa de US 50,00 por mês para ficar direto na faculdade até as aulas começarem. Isso foi fundamental para mim e eu aconselho para aqueles que vierem para cá.
No orientation você já conhece algumas pessoas, naturalmente. No stay through”, eu conheci muito mais gente e aí você já cria seu círculo de amizades. Então, quando as aulas começaram eu já tinha meus amigos. Questão social, de amizades, foi bem tranquilo.”
As aulas
“Na UCLA você só pode fazer 19 units per quarter. No meu primeiro quarter, minha advisor falou para eu pegar três aulas e no seguinte, talvez, tentar quatro. Ela disse para eu não forçar no início.
Então eu escolhi English Composition (que é um requisito da UCLA), Ciência da Política (que eu estou amando) e História 12-B, que é sobre o neoliberalismo e como as políticas neoliberais influenciam nos países em desenvolvimento. Essa é uma aula bem complexa”
Desempenho
“No começo eu estava muito insegura. Eu pensava: na UCLA é todo mundo do mesmo nível, você tem que se esforçar muito.
Mas uma coisa que foi legal é que em todas as aulas eu tenho amigos. Em Ciências Políticas eu tenho uma amiga americana. A gente vai todo dia pra lecture juntas e a gente estudou para o mid-term juntas.
Passamos o final de semana estudando e a gente tirou um A. Eu fiquei bem feliz porque mostrou que é possível, que você recebe o que você dá e que valeu a pena nosso hard work.
A aula de História eu faço com duas brasileiras. Esse mid-term foi o mais desafiador para mim até agora. Eu tinha que entregar um research paper (pesquisa), de 5 a 7 páginas, explicando como as influências neoliberais e como as políticas do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial influenciam no desenvolvimento do South Globe.
O meu paper foi a comparação da Jamaica e do Brasil, focando em aspectos sociais e econômicos. Eu tive que pesquisar muito, varei a noite fazendo isso, lendo, por exemplo, TCC da FGV.
A gente tinha uma semana para fazer e não era só isso, tinham outros mid-terms. E eu fiquei muito feliz porque tirei um 89, mais do que eu esperava.”
Estrutura e ensino
“A UCLA é muito grande. Eu sou de Humanas, então fico no North Campus. Quase não frequento o South Campus porque são os prédios de Física, Matemática, Química… Mas os prédios de lá são também muito bonitos. Os de Humanas são os mais antigos.
O ensino é o mesmo estilo. Tem lectures (aulas expositivas), slide-shows, tem as discussões com os TAs (professores-assistentes). Eu tenho mais contato com os meus TAs que com os meus professores.
Pra mim foi um pouco mais complicado criar laços com os professores. Como a universidade é muito grande, eu demoro de 15 a 20 minutos andando para ir para a aula, e tenho que andar para almoçar e voltar, então tudo isso leva tempo.
A maioria das office-hours dos professores são espalhadas pelo campus, em prédios diferentes, e o meu horário ainda tem que bater com o do professor. Então é meio complicado. Por isso eu converso mais com meus TAs durante as discussions e as office-hours. Mas é muito bom também.
No caso de English Composition, tenho mais contato com o professor, porque a sala é pequena, 22 alunos. Mas nas lectures, que são classes bem maiores, é mais complicado.”
Extracurricular
“Em relação aos clubs e atividades extracurriculares, aqui tem inúmeras opções. Eu decidi entrar no da UNICEF, de trabalho voluntário, que eu estou gostando bastante.
Entrei para o de Business também, mas eu senti que ia ser demais, então deixei ele meio de lado.
Para compensar isso, me inscrevi no Alumni Mentorship, que é um programa novo na UCLA. Quando eu vi no meu e-mail a descrição, dizia que eu teria um ex-aluno que iria me ajudar com currículo, com entrevistas, que ia me dar dicas e conselhos. Pensei: por que não tentar no primeiro ano? Achei interessante. Então me inscrevi e a minha mentora me aceitou.
Essa mentora tem o mesmo major que eu pretendo fazer, que é Global Studies, e ela é manager na Fox Sports, o que me deixou muito animada. Ela me chamou para almoçar lá, me convidou para conhecer onde ela trabalha.
Nós almoçamos, e depois ela me chamou para dar uma volta pelos estúdios (a Fox é a única que não tem tour aberto ao público). Ela me falou sobre a experiência dela na UCLA, a gente combinou que vamos nos encontrar todo mês. Foi bem legal, fiquei muito feliz com isso.”
Vida social
“Aqui na UCLA tem muita coisa para fazer a todo momento. São os jogos de futebol, jogos de basquete, que são muito legais. Tem também os de hóquei. Eu tenho um amigo no time de hóquei e outro dia a gente foi lá no Staple Center, em downtown, ver ele jogar. Era contra a USC, nossa maior rival. Então foi super divertido. Eu nunca tinha assistido hóquei e adorei.
A greek life (organizações estudantis que têm aspectos que se assemelham às repúblicas do Brasil) é bem presente por aqui. Minha roommate e várias amigas minhas estão em sororities.
Eu vi que consome tempo, mas estou podendo ter uma ideia de como é e talvez no próximo ano eu queira participar também. Tenho amigos também nas fraternities.
Basicamente toda semana tem as festas nas frats, e lá a gente conhece muita gente. E como Los Angeles é muito grande, as atividades das frats acabam atraindo muita gente quer se divertir nas proximidades da universidade.”
Saudades de casa
“No meu caso, foi bem raro isso acontecer. É tanta coisa para fazer, tanta coisa para pensar, que eu acabei tendo saudades mesmo só duas vezes. E era domingo, claro, aquele dia que a gente está acostumado a ficar em família.
Lá em Londrina a gente é bem próximo e um ou dois domingos aqui eu acordei com saudades. Mas liguei para os meus pais, a gente conversou e ficou tudo bem.”
Dicas
“Estou muito disposta a ajudar os alunos da Daqui pra Fora que estiverem pensando em vir para UCLA. Sei o quanto vale ter informações e dicas. São tantas coisas que eu queria saber antes de chegar aqui, que eu quero ajudar com pro-tips que eu sei que podem ser bem importantes. Por isso, podem me procurar.”
Se quiser começar a planejar a sua faculdade no exterior, venha conversar com a gente para saber como podemos ajudar você a realizar esse sonho.
As 7 melhores universidades da Holanda
/em Holanda, Universidade no Exterior /por Daqui pra ForaA procura por vagas em universidades na Holanda vem crescendo nos últimos anos e razões para isso não faltam. Com 7 instituições entre as 100 melhores do mundo no ranking da Times of Higher Education, é considerada uma das nações líderes mundiais em educação.
Da mesma forma, a Holanda é um país multicultural e concentra o maior número de cursos de graduação em inglês oferecidos na Europa continental.
Por que estudar na Holanda?
A excelência acadêmica das universidades holandesas está inegavelmente relacionada, entre outros fatores, ao sistema de ensino, baseado na solução de problemas (Problem Based Learning – PBL). Em outras palavras, os estudantes têm mais autonomia para buscar e construir conhecimento.
Além disso, na Holanda as classes geralmente são pequenas, o que facilita o aprendizado, proporcionando mais engajamento dos alunos e maior aproximação com os professores.
Um dos principais aspectos que devem ser considerados quando se fala em estudar em universidades da Holanda é o excelente custo-benefício. Em outras palavras, dificilmente um aluno vai encontrar em outro país uma universidade com o nível de excelência das holandesas e o mesmo custo. Sobretudo, para estudantes com passaporte europeu o valor é ainda menor.
Na Holanda, o candidato define a área que vai estudar quando aplica. Por isso, apesar de haver um grande número de cursos em inglês, é importante pesquisar antes se é o caso do o curso pretendido.
O processo seletivo é parecido com o do Reino Unido. De maneira idêntica, o candidato envia seu histórico escolar e faz a prova de proficiência em inglês. Dependendo do curso, pode haver uma prova específica ou até entrevista e, dessa forma, a concorrência varia de acordo com o curso e a instituição.
A variedade de cursos em inglês e a excelente localização atraem muitos alunos europeus e dos outros continentes para a Holanda, que é considerado um dos países mais inovadores e sustentáveis da Europa. Estudar na Holanda é, portanto, uma ótima oportunidade de construir um potente networking.
Neste vídeo, Lucas Cordeiro compartilha um pouco da sua experiência sobre o processo de estudar em uma universidade da Holanda:
Conheça as melhores universidades da Holanda
Wageningen University and Research
A Wageningen University and Research, 59a no ranking mundial da Times Higher Education – THE, nasceu em 1876 como uma faculdade agrícola e hoje é a única instituição na Holanda que se concentra no estudo de alimentos saudáveis e meio ambiente. Como resultado, é considerada uma das melhores do mundo na área de Life Sciences.
Localizada na cidade de Wageningen, às margens do Rio Reno, a cerca de 1 hora de Amsterdã. Ao passo que a universidade tem como missão “explorar o potencial da natureza para melhorar a qualidade de vida das pessoas”, todos os 20 cursos de bacharelado compartilham este tema. Assim sendo, a universidade possui 6 programas em inglês e cerca de 27% dos seus alunos são internacionais.
A experiência da universidade na área de alimentos e do meio ambiente faz com que ela tenha uma grande demanda de pesquisa nestas áreas, vinda tanto do governo holandês quanto de empresas e ONGs.
Assim, importantes projetos nascem na Wageningen University and Research, cujos temas variam desde buscar inovação em energia sustentável até encontrar maneiras de fabricar plástico a partir de algas marinhas.
Como não poderia deixar de ser, a universidade havia estabelecido a meta de se tornar neutra em carbono e atingiu este objetivo já em 2015.
University of Amsterdam – UvA
Localizada no coração de uma das mais vibrantes capitais europeias, a University of Amsterdam, 62a no ranking mundial THE, é uma das universidades com mais cursos de graduação em inglês em toda a Europa, com mais de 200 opções. Só para ilustrar, mais de 7.000 dos aproximadamente 34.000 alunos são estrangeiros vindos de mais de 100 países.
Considerada uma das principais referências em pesquisa na Europa, a UvA é a terceira mais antiga universidade do país e a maior em número de alunos.
Oferece cursos nas áreas de economia e negócios, artes e humanidades, direito, medicina, ciências físicas, biológicas e ciências sociais e comportamentais. Todos muito bem conceituados. O curso de mídia e informação, por exemplo, é considerado um dos 3 melhores da Europa.
Delft University of Technology
Fundada no final do século XIX pelo rei Willem II como Royal Academy para treinar engenheiros e funcionários públicos, a Delft University of Technology, 67a colocada no ranking mundial THE, garantiu status de universidade em 1986 e hoje é a mais antiga e maior das universidades de tecnologia da Holanda.
Uma das mais importantes da Europa na área de tecnologia e considerada pelo QS University Rankings uma das 15 melhores do mundo na área de engenharia, a universidade se define como uma instituição criativa, que olha para o futuro, com uma visão internacional, onde é valorizado o trabalho por meio de solução de problemas em equipe.
O campus moderno fica em Delft, cidade universitária a 56 km de Amsterdã, rodeada por canais e com o centro histórico remetendo à era medieval.
Cerca de 20% dos 16.000 estudantes da universidade são estrangeiros. Os 14 programas de bacharelado, dividido nas 8 faculdades, permitem aos alunos fazerem estágio e participarem de projetos de pesquisa, que facilitam a entrada no mercado de trabalho. Por exemplo, alguns projetos desenvolvidos pelos estudantes envolvem carro movido a energia solar, robô que voa e sandálias feitas de pneus de carros reciclados.
Leiden University
A Leiden University, 67a no ranking mundial THE, é a mais antiga universidade da Holanda, fundada há quase 450 nos. A cidade cresceu e se desenvolveu em volta da universidade, que hoje conta com dois campus, um em Leiden e outro em Haia, distantes aproximadamente 20 minutos um do outro e a 45 minutos de Amsterdã.
Reconhecida como uma instituição de excelência, inovadora e inclusiva, a Leiden University é composta por 7 faculdades que englobam as áreas de artes, ciências e ciências sociais, com cursos nas áreas de economia, negócios, direito, ciências da computação, psicologia, comunicação, arquitetura e biologia, entre outros.
Com 28.100 alunos de 120 países, a universidade se define como um lugar de acolhimento onde qualquer pergunta pode ser feita e respondida com liberdade.
O ensino estimula o aprendizado individual e em pequenos grupos. As classes são pequenas e programadas para que o professor possa dar atenção individualizada e que as necessidades de cada aluno sejam atendidas. A universidade oferece 12 cursos em inglês na graduação.
Leiden University é a casa de 16 laureados com o Prêmio Nobel e 21 vencedores do Spinoza Price, mais importante prêmio da Ciência na Holanda. Albert Einstein esteve em Leiden como professor visitante.
Erasmus University Rotterdam
A Erasmus University, 69a no ranking mundial THE, está entre as principais instituições de ensino superior e pesquisa da Europa, com destaque nas áreas de economia e negócios e em medicina e ciências da saúde.
Localizada em Rotterdam, a segunda maior cidade da Holanda, distante aproximadamente 1 hora da capital, a universidade conta com quase 30.000 alunos, 23% deles internacionais. Não apenas isso, mas a cidade é sede de muitas empresas multinacionais, o que aumenta a possibilidade de os alunos fazerem estágios e iniciarem no mercado de trabalho.
University of Groningen
Fundada em 1614, a University of Groningen, 73a no ranking mundial THE, construiu excelente reputação internacional em seus mais de 400 anos e recentemente aparece com muita frequência entre as 100 melhores universidades da Holanda e do mundo. Cerca de 20% dos seus 30.000 estudantes são internacionais, vindos de mais de 120 países.
A universidade conta com 27 centros de pesquisa e institutos. As 9 faculdades oferecem 50 cursos de graduação, 36 deles em inglês. Está entre as principais da Europa nas áreas de ecologia, ciências materiais, astronomia e química. Recentemente, em 2016, um dos seus professores, Ben Faringa, ganhou o Prêmio Nobel de Química.
Surpreendentemente, Groningen é a cidade com a população mais jovem da Holanda e mais de um quarto dos seus moradores são estudantes. A pouco mais de 2 horas da capital Amsterdã, a cidade é considerada segura, eco-friendly e, também, um dos lugares mais felizes da Europa.
Utrecht University
A Utrecht University, 75a no ranking mundial THE, é reconhecida internacionalmente pela excelência acadêmica e por sua proposta inovadora em ensino, e, por isso, está entre as melhores universidades da Holanda.
A universidade oferece 50 programas de graduação, como ciências sociais, economia, direito, comunicação, ciências naturais, entre outras, divididos em 3 campi. Além disso, os cerca de 1.500 estudantes internacionais da Utrecht University vêm de 118 países.
No coração da Holanda, a 45 minutos de Amsterdam, Utrecht é uma cidade charmosa que mistura arquitetura antiga e moderna, respira inovação e sustentabilidade, onde todos falam inglês e andam de bicicleta.
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Saiba como estudar na WashU com bolsa de estudos
/em Sem categoria /por Daqui pra ForaWashington University in St. Louis, no Estado do Missouri, é considerada uma das 20 melhores universidades dos Estados Unidos, segundo o US News Ranking, e é, portanto, a 68a colocada no ranking mundial da Times Higher Education 2024.
Fundada em 1873 por empresários, políticos e líderes religiosos preocupados com a ausência de um ensino de alto nível na região do meio-oeste americano, WashU inegavelmente se transformou na segunda metade do século passado em uma das principais instituições de ensino e pesquisa dos Estados Unidos.
Ao passo que a excelência acadêmica e a estrutura de ponta atraem cada vez mais estudantes do mundo inteiro para a universidade, cerca de 20% dos seus 15 mil alunos são internacionais de mais de 90 países.
Assim sendo, todas as faculdades da Washington University são muito bem conceituadas e a universidade é referência nas áreas médica e de ciências naturais.
Bolsa de estudos na Washington University
Antes de mais nada, Washington University oferece diferentes programas de bolsas de estudos e, entre eles, os mais competitivos são os que pertencem ao Signature Program.
Ser aprovado em um destes programas é um privilégio ímpar, ao passo que, além do benefício financeiro, os alunos aceitos em um destes programas passam a fazer parte de uma seleta comunidade acadêmica e cultural no campus, com várias atividades exclusivas.
Entre os três programas Signature, entretanto, somente dois aceitam candidatos internacionais. Como resultado, um deles, o Danforth Scholars, é o mais competitivo de todos.
Com o intuito de formar líderes para o futuro, Danforth é um programa que busca no mundo todo jovens que tenham paixão por ajudar os outros, que demonstrem capacidade de liderança e um alto comprometimento com a comunidade.
De fato, os alunos Danforth são conhecidos pela excelência acadêmica, pela integridade e por serem capazes de defender com força seus ideais.
Dessa maneira, este ano, entre os cerca de 4.000 candidatos a uma vaga no Danforth Program estava o brasileiro Guinter Vogg. Desde o início do processo seletivo, Guinter sabia que apenas 25 candidatos seriam chamados para a fase final da seleção.
No entanto, ele acabou sendo o único aluno internacional entre os finalistas e conseguiu a bolsa integral, se tornando mais um aluno da Daqui pra Fora a ser aceito em uma das top universidades do mundo.
Conheça a trajetória do gaúcho Guinter
Guinter tem 19 anos, nasceu em uma pequena cidade do Rio Grande do Sul, chamada Encruzilhada do Sul. Lá ele cresceu e estudou até o final do Ensino Fundamental, quando decidiu eventualmente se mudar para Santa Cruz do Sul para terminar o Fundamental e fazer o Ensino Médio.
No depoimento a seguir ele conta como foi sua trajetória até conquistar a bolsa integral no valor de US$ 60 mil no prestigiado Danforth Program da Washington University e, ao mesmo tempo, o que significa fazer parte deste programa.
A decisão
“No terceiro ano do Ensino Médio, percebi que eu não me encaixava em nenhum curso aqui no Brasil. Então comecei a procurar opções em outros países, onde eu pudesse ter mais controle sobre a minha formação, onde eu conseguisse sentar com alguém e decidir quais aulas eu queria fazer, qual rumo eu queria dar para o meu diploma e quais aplicações eu queria dar a ele”.
“Outro momento que me levou a buscar faculdades no exterior foi quando eu senti que no Brasil o único aspecto avaliado no vestibular era o acadêmico. Eu queria ir para um lugar onde outras habilidades, sociais e artísticas, por exemplo, fossem levadas em consideração na minha admissão. Foi nesse momento que eu encontrei a Daqui pra Fora e comecei o meu projeto”.
O planejamento
“Quando tomei a decisão de ir para os Estados Unidos, eu já estava na metade do 3o ano do Ensino Médio. Até achei que poderia ser tarde demais. Mas com a orientação da Daqui pra Fora, eu percebi a possibilidade de fazer um gap year. Me formei em dezembro de 2018 e resolvi que só ia aplicar para as universidades no próximo ciclo de admissões”.
“Decidi tirar este ano para preparação, amadurecimento e autoconhecimento. Continuei o terceiro ano normalmente e no ano seguinte me preocupei em focar na aplicação”.
Ano extra de preparação
“Foi a melhor decisão que eu tomei, depois de ter decidido aplicar para a Washington University. Fiz meu terceiro ano com calma e depois foquei nas provas. Não atropelei as coisas”.
“Eu pensava que as universidades não veriam com bons olhos esse gap year. Achava que iam pensar que eu não era capaz de dar conta de fazer tudo (escola e application). No fim, percebi que foi o contrário. Eles interpretaram que, no meu caso, era um sinal de maturidade, de saber que cada coisa tem o seu tempo””
As notas no Ensino Médio
“Saí da minha cidade no final do Ensino Fundamental para buscar mais desafios acadêmicos. O começo foi difícil. Depois fui me adaptando e nos 3 anos do Ensino Médio consegui manter um nível bem alto para os padrões da minha escola”.
“Eu estava preocupado com as notas porque minha escola era muito rigorosa. É muito difícil ter um GPA 4,0, que equivale a ter 9,5 ou 10,0 em tudo. Mas eu sabia que o meu 8,0 valia o 10,0 de muitas escolas. Entendi que a avaliação das universidades levaria em conta onde as minhas notas se encaixavam no contexto da escola e dos outros alunos. O meu GPA não foi alto, 3,24, mas era o melhor da minha turma. O apoio da Daqui pra Fora foi fundamental na hora de definir esta estratégia e também orientar minha escola na preparação dos documentos que mostravam isso para as universidades”.
As provas internacionais
“Quando comecei toda a preparação, o nível do meu inglês era baixo para as exigências das provas. Tive que estudar muito. De todo meu estudo neste ano, 70% foi dedicado a aprimorar o inglês e a fazer as provas. Eu comprava livros com muitos simulados, fazia os simulados no tempo, fiz todas as questões da Khan Academy”.
“Fiz o SAT 4 vezes, o que é acima da média mas não chega a ser um problema. Nas 4 vezes, o conteúdo nunca foi problema, mas eu sempre ia crescendo pouco a pouco no score de inglês. Evoluí muito e no final isso realmente ajudou, porque agora estou preparado para ter aulas em uma universidade americana”.
“Meu SAT começou com 1390 (em março), fui muito bem em matemática e muito mal em inglês, Fui melhorando, até que em outubro eu consegui um superscore de 1520. No SAT Subjects (é uma prova complementar, a gente pode escolher as matérias), eu fiz química, matemática I e II. Gabaritei as 3 provas (800 redondo). No TOEFL, depois de muito estudo, acabei com 109 (de 120).”
Atividades extracurriculares
“Vou falar de três atividades extracurriculares que foram importantes na minha candidatura e definem o meu perfil hoje”.
“Sempre fui muito envolvido com ciências, especialmente química. Participei de 3 Olimpíadas de Química do Rio Grande do Sul, onde competia com cerca de 5.000 alunos todos os anos, e venci as três. Participei das Olimpíadas de Matemática também”.
A participação nessas Olimpíadas acadêmicas são importantes porque, além de toda a experiência envolvida, elas são mais um parâmetro para as universidades te enxergarem em relação aos outros. E as medalhas ajudaram a me destacar na minha aplicação”.
A segunda atividade extracurricular em que eu mais me envolvi foi o teatro. Fiz parte do grupo de teatro do Ensino Médio da escola. A gente ensaiava e viajava pela região sul para apresentar nossas peças. Foi quando eu descobri que gostava de atuar, de escrever, de me relacionar com um grupo menos acadêmico, mais ligado a arte e criatividade. Trabalhei também para o Ministério da Cultura, meu primeiro emprego, onde apresentei alguns espetáculos como ator”.
“Essa mistura de artes e ciências foi um aspecto muito interessante na minha application”.
A outra atividade extracurricular bem importante foi um projeto comunitário. No segundo ano do Ensino Médio, eu e alguns amigos percebemos que a biblioteca da nossa escola, que era particular, era gigante. E lá perto, na comunidade ou em cidades vizinhas, as escolas nem tinham biblioteca. Decidimos então fundar um projeto, o Livro Fora da Estante, que hoje ainda é o maior projeto social do meu colégio. Ele impacta muitas escolas e até o momento já doamos cerca de 18.000 livros. Eu fico muito feliz com isso”.
A redação
“Eu nem sabia que gostava de escrever tanto. O legal desse processo das redações é que a gente acaba descobrindo coisas novas sobre nós mesmos. Porque as faculdades querem te conhecer profundamente. E para você conseguir transmitir isso, precisa ter muito autoconhecimento”.
“Eu conversava muito com minhas coordenadoras na Daqui pra Fora. Não tem modelo. O ponto para você se destacar é ser único. Cada aluno é único de certa forma. Ele tem que buscar essa essência e colocar na redação, porque isso vai fazer a universidade ver que você é diferente”.
“Eu contei de tudo, do projeto, do teatro, da minha história pessoal… Sempre tentando ser criativo, tentando me destacar, sem seguir um modelo. Porque a pessoa vai ler muitas redações no mesmo dia e eu queria que essa pessoa lembrasse que aquela redação era minha. É difícil, às vezes eu achava que não ia dar tempo, mas deu tudo certo”.
A estratégia das applications
“Meu objetivo era mostrar para as universidades que eu conseguia preencher esse buraco que existia entre artes e ciências. Para mim são duas coisas muito importantes e que na minha vida se relacionam muito. Me envolvi muito com teatro e ao mesmo tempo era apaixonado por química”.
“Nas redações eu procurava mostrar todas as facetas possíveis para a universidade, sempre nessa linha. A minha estratégia principal era mostrar a minha história, onde eu nasci, como eu mudei e mostrar outros aspectos da minha vida pessoal que eu achava importantes também”.
“Mas eu tinha que ter em mente que eu precisava da bolsa. Havia minhas preferências pessoais, mas esse fator era muito importante. Focar em universidades que oferecem muita bolsa contribuiu bastante para o meu sucesso”.
“Quando você pede ajuda financeira e quando você não pede, são duas pilhas diferentes na mesa do admissions officer. De início eu sabia que minha jornada seria mais difícil, que eu poderia ser rejeitado exclusivamente por causa da parte financeira. Eu apliquei para muitas universidades, 14, e corria o risco de não conseguir bolsa suficiente em nenhuma. Então foi muito importante esse foco. E deu tudo certo”.
A bolsa Danforth em Washington University
“Há dois programas de bolsa de estudos em WashU que aceitam estudantes internacionais. É uma aplicação além da regular, que exige novas redações e cartas de recomendação. Me interessei pelo Danforth Scholars Program. Mas eu sabia que era muito difícil conseguir”.
“Fiz todo o processo e em março recebi o retorno do diretor do programa me falando que entre as 4.000 pessoas que aplicaram eu estava entre os 25 finalistas. E me convidaram para eu ir visitar a Washington University, em St. Louis, com tudo pago. Seria um final de semana com os finalistas, com entrevistas, dinâmicas de grupo etc. Ou seja, um novo processo de seleção”.
Entre esses finalistas, alguns não ganham bolsa, outros ganham meia bolsa e outros, bolsa completa e mais uma ajuda financeira além do full tuition. Mas veio a pandemia do Covid-19, o evento passou a ser online, mas foi bem divertido”.
Pouco antes de começar, eles enviaram um arquivo com os contatos de todos os 25 participantes e eu vi que eu era o único não americano. Apresentaram a universidade, o programa e depois fomos para as entrevistas. Tive 3 entrevistas. Uma com a vice-diretora do programa, uma com um ex-aluno Danforth e uma com o diretor do departamento de escrita da Washington University”.
Este diretor me enviou uma carta escrita à mão me parabenizando, me agradecendo por tudo, dizendo que minha redação foi uma das melhores que ele já leu e que minha história é uma inspiração para ele. É muito legal sentir esse toque pessoal. Faz muita diferença, você se sente muito acolhido”.
“Minha última entrevista foi num sábado e o diretor me ligou para dizer que eu tinha sido escolhido para ganhar a bolsa completa. Fiquei muito feliz, mudou a minha vida por completo. Vão pagar toda minha anuidade e ainda tenho vários privilégios. Porque Danforth é como se fosse uma sociedade fechada dentro da universidade. Além de financiar os alunos, oferece diversas oportunidades. A gente viaja junto, faz projetos juntos, até a moradia é diferente. Foi muita felicidade pra mim e pra minha família”.
A seleção das universidades
“Eu estava perdido no começo. A Daqui pra Fora me ajudou porque conhece uma enorme parte das universidades nos EUA. Montamos a lista começando por universidades que fossem muito boas em ciências naturais, a minha área, e que ao mesmo tempo fossem viáveis economicamente”.
“No fim ficou uma lista bem competitiva. Coloquei uma opção segura, uma intermediária e as outras bem competitivas. Foi uma escolha minha. Meu foco era chegar ao meu máximo”.
“Demorei bastante para fechar minha lista e a Washington University foi minha última decisão. Escolhi porque tem a quinta melhor escola de medicina do país e ela é especializada em genética, que é meu interesse. E deu muito certo. Entrei numa top 5 no meu curso nos Estados Unidos com a bolsa que eu precisava”.
Mensagem
“Minha mensagem é baseada no feedback que tive da vice-diretora do meu programa. Ela me disse que ficou claro que durante toda minha preparação não fiz nada forçado, nada que buscasse apenas agradar as universidades”.
“E é verdade. Eu sempre fiz o que eu realmente queria e me envolvi ao máximo. Eu nunca desisti de fazer o que eu gostava para seguir um perfil específico. Na verdade não há perfil específico, você só vai conseguir evoluir de verdade e se mostrar para a universidade, se você fizer o que gosta, se tiver prazer em fazer aquilo. Isso vai ficar estampado nas suas redações e nas suas entrevistas. Se não for verdadeiro, eles percebem rápido. Ela viu isso na minha aplicação.”
Por que fazer faculdade na Holanda?
/em Holanda, Processo Seletivo /por Daqui pra ForaA Holanda tem um dos sistemas de ensino superior mais bem conceituados no mundo acadêmico. Não é à toa que tem sido um dos destinos mais procurados por estudantes do mundo todo.
Além da excelência acadêmica, o país conta uma boa qualidade de vida, segurança e inúmeras opções de faculdades em inglês. E o povo holandês ainda é conhecido por ser hospitaleiro com os estrangeiros.
Entenda os motivos que levam muitos estudantes do mundo todo a estudar na Holanda. Confira!
Ensino de excelência na Holanda
Onze das 200 melhores universidades do mundo estão na Holanda, segundo o ranking da Times Higher Education, sendo que 7 delas estão entre as 100 melhores, o que coloca o país em terceiro lugar neste ranking.
As mais bem colocadas são Wageningen University (59a), University of Amsterdam (62a) e Delft University of Technology e Leiden University (empatadas na 67a posição).
A metodologia de ensino PBL (Problem Based Learning), baseada na solução de problemas, é apontada como um dos principais responsáveis pelo bom conceito do ensino superior holandês, considerado de excelência.
Além disso, as turmas em toda as universidades são pequenas, o que facilita o engajamento, aproxima professores e alunos e permite um melhor atendimento às necessidades de cada estudante.
Por que fazer faculdade na Holanda?
Além da excelência acadêmica, o custo-benefício de fazer faculdade na Holanda é extremamente atraente.
É muito difícil estudar em qualquer outro país em uma universidade top 200 do mundo com o valor que se investe para estudar na Holanda. Se o aluno tiver cidadania europeia o custo é ainda mais baixo, quase um terço.
Outro ponto positivo é que o aluno pode trabalhar enquanto estuda (16 horas por semana durante o ano letivo ou full time nas férias). E quando acaba o curso, ele pode continuar no país se aplicar para o Post Study Work Visa. Depois de 5 anos morando lá também pode solicitar residência.
A oferta de cursos em inglês na Holanda é muito grande. É o país da Europa continental que mais oferece curso superior em inglês. Por isso, há uma enorme variedade de cursos para escolher.
Mas sempre é bom o aluno se certificar antes de aplicar se o curso que ele quer é oferecido em inglês na instituição escolhida.
Além da grande oferta de cursos em inglês, a localização, próximo a França, Inglaterra, Alemanha, Rússia, Espanha e outros países, atrai muitos alunos estrangeiros para as faculdades holandesas.
Cerca de 10% dos estudantes das universidades são estrangeiros, propiciando um ambiente multicultural, totalmente alinhado à diversidade do país.
Essa localização privilegiada dá ao aluno ainda a oportunidade de viajar e conhecer lugares e culturas diferentes na Europa.
Apesar de o holandês ser o idioma oficial do país, a maioria da população fala inglês fluente e geralmente domina pelo menos mais uma língua, como francês ou alemão. É, portanto, uma excelente oportunidade de aprender um terceiro idioma.
E claro, convivendo no dia a dia com tanta gente do mundo inteiro em instituições de excelência, é impossível não construir um networking superpotente.
Processo seletivo e sistema de ensino
O processo seletivo para fazer faculdade na Holanda se parece muito com o do Reino Unido.
Basicamente, os alunos enviam o histórico escolar do Ensino Médio e fazem prova de proficiência em inglês (TOEFL ou IELTS). Na Holanda o candidato aplica para um curso específico. Isso significa que ele vai concorrer apenas com candidatos que pretendem fazer aquele mesmo curso que ele.
International Business, Ciências da Computação, Business Administration, Engenharia, Economia, Comunicação e Psicologia são alguns dos cursos oferecidos. Há inúmeros outros. A concorrência varia de acordo com o curso e com a instituição.
Em alguns casos, pode ser exigida uma prova específica, cujo conteúdo é ligado ao curso escolhido. E ainda, também dependendo do caso, o aluno pode ter que escrever uma redação, passar por entrevista ou enviar portfólio.
Uma vez aceitos, estudantes internacionais que não têm diploma europeu no Ensino Médio fazem quatro anos de curso, sendo que o primeiro é o Foundation. É um ano básico, que introduz o aluno ao sistema europeu de ensino e prepara para os próximos 3 anos de faculdade.
Há dois tipos de universidades na Holanda, as de pesquisa e as de ciências aplicadas. As primeiras são mais centradas em pesquisas acadêmicas e as de ciências aplicadas têm um caráter mais profissionalizante, onde o conhecimento é mais aplicado na prática. Em todas, o aluno adquire o diploma de bacharel.
Fazer faculdade na Holanda é, portanto, uma excelente opção para quem busca desenvolvimento pessoal e profissional, baseada em excelência acadêmica, networking potente e grande experiência multicultural, tudo com excelente custo-benefício.
Se interessou e quer saber mais sobre como fazer faculdade na Holanda? Preencha o formulário abaixo e converse com nossos especialistas. Eles estão à disposição para ajudar.