O idioma comum e o ingresso via ENEM são alguns dos fatores que atraem brasileiros para as excelentes universidades portuguesas. Saiba tudo que é preciso para buscar uma vaga por lá.
O interesse de estudantes brasileiros por faculdades na Europa não para de crescer. E entre os países que têm atraído mais brasileiros está Portugal. Uma série de fatores levam ao crescimento dessa demanda, que fez o número de estudantes brasileiros por lá subir de aproximadamente 11.000 em 2017 para 18.000 em 2019.
O idioma e uma cultura próxima da nossa, porém ao mesmo tempo bem diferente, são, sem dúvida, alguns dos atrativos. Mas outros aspectos, como viver em um país com ótima qualidade de vida e com acesso fácil a vários países também chamam bastante a atenção dos brasileiros.
Estamos falando de estudar em um país com pouco mais de 10 milhões de habitantes, com uma cultura milenar e bastante proximidade física com outros importantes centros culturais, políticos e financeiros da Europa, como Espanha, França e Reino Unido.
Portugal é considerado o 4o país mais pacífico do mundo, o 10o mais democrático e ainda é o 4o melhor quando o assunto é receber e integrar imigrantes. A vivência em um mundo novo, longe dos pais e da família, convivendo com pessoas com diferentes backgrounds e em um ambiente como este, por si só, já é um ganho e tanto.
As vantagens de fazer faculdade em Portugal
Qualidade de vida
Figurando sempre entre os países mais pacíficos do mundo, Portugal é inegavelmente um país tranquilo para se viver. Pode-se andar a pé, de bicicleta ou no transporte público a qualquer hora do dia e usar o celular em qualquer lugar.
Serviços públicos básicos eficientes, como saúde, educação, segurança e transporte, tornam o dia a dia nas cidades portuguesas, grandes ou pequenas, bem agradável e tranquilo.
Desfrutar de tudo isso com um custo de vida atraente é o ideal, não é mesmo? Em Portugal ele varia dependendo da cidade e da região, mas com certeza quem decidir estudar lá verá que é mais barato que em qualquer outro país do Velho Continente.
Qualidade de ensino, tradição e inovação
Apesar de ser um país pequeno, as instituições de ensino de Portugal são tradicionais e bastante respeitadas. O país tem 7 instituições entre as 500 melhores universidades do mundo, de acordo com o ranking QS World University.
E ainda conta com 307 centros de pesquisa e desenvolvimento, além da terceira maior taxa de crescimento em publicações científicas na Europa.
Tradição não falta às universidades portuguesas. Uma delas, a de Coimbra, tem 731 anos e é a quinta mais antiga do mundo.
Ao mesmo tempo, criatividade e inovação estão cada vez mais presentes na educação e no mercado de trabalho portugueses.
São abertas em Portugal uma média de 31.000 startups por ano e a taxa recente de crescimento de empresas de tecnologia é de 130%. Sempre lembrando que falamos de um país pequeno em extensão (menor que o Estado de Pernambuco).
Bolsas de estudos
Existem algumas possibilidades de se obter bolsas de estudos nas universidades portuguesas. A opção mais atrativa para os brasileiros é a Bolsa da CPLP (Comunidade dos Países da Língua Portuguesa). Com ela, o aluno pode obter de 40% a 50% de desconto, apenas pelo fato de ser brasileiro.
Porém é importante pesquisar antes, pois cada instituição adota seus próprios critérios para conceder ou não a Bolsa da CPLP.
Outra boa possibilidade é, durante o curso, concorrer a uma bolsa por mérito acadêmico, que também pode atingir até metade da anuidade. Os melhores alunos das suas turmas têm boas chances de conseguir.
Contato com outras línguas
Apesar de viver em um país que fala português e de ter aulas na língua nativa, o estudante brasileiro em Portugal tem a oportunidade de desenvolver vários outros idiomas. As universidades portuguesas geralmente oferecem aulas de francês, espanhol, italiano mandarim e alemão.
Além disso, o país recebe muitos estrangeiros o ano inteiro, dentro e fora das universidades. O contato diário na universidade com colegas e professores de outros países, ou fora dela no dia a dia, com vizinhos, turistas e imigrantes de várias nacionalidades ajuda a desenvolver a fluência em outros idiomas.
Conexão com o mundo
Aproximadamente 12% dos estudantes das universidades portuguesas são internacionais, vindos de diversos países da Europa e de todos os outros continentes. E a tendência é este número aumentar. Na última década, o número de alunos de fora do país mais que dobrou em Portugal.
Essa convivência diversa, diária e próxima proporciona uma experiência multicultural extremamente rica. Além de novos idiomas, os estudantes absorvem organicamente conceitos, costumes e valores das diferentes culturas com as quais convivem no dia a dia.
Respeito, tolerância e flexibilidade são alguns skills que acabam sendo desenvolvidos com essa experiência e que certamente vão fazer bastante diferença lá na frente, na vida profissional e pessoal.
Viagens em feriados, férias ou até finais de semana podem ser outra forma de conhecer novas culturas e, claro, novos lugares. De carro, trem, ônibus ou até em voos que não são caros, visitar a Espanha, a Itália, a França, o Reino Unido ou outros países da Europa partindo de Portugal é bastante comum entre os estudantes.
Além disso, há programas promovidos pelas universidades portuguesas, como o Erasmus. Nele os alunos podem estudar um ou dois semestres em outra universidade da Europa ou em outro continente, com currículo equivalente ao que estaria fazendo em Portugal e com o mesmo custo.
Networking e mercado de trabalho
O diploma português tem validade em toda a Europa e pode ser revalidado no Brasil. Ele é um elemento internacional na formação do aluno que faz toda diferença no mercado de trabalho.
A excelência no ensino, a experiência da vida no exterior, o contato diário com outras culturas e o desenvolvimento da autonomia sempre serão um diferencial no momento de se inserir no mercado.
Além disso, a convivência diária com professores, colegas e profissionais de inúmeros países durante todo o transcorrer do curso garante uma potente networking internacional.
Processo seletivo: outra vantagem
O processo seletivo para estudantes brasileiros que querem estudar em universidades portuguesas é bem simples. Brasileiros com cidadania europeia passam por um processo um pouco diferente, mas também não é complicado.
Brasileiros sem cidadania europeia
O processo de candidatura é feito totalmente online, direto no site da instituição escolhida. O resultado da prova do ENEM é o único aspecto avaliado pelas universidades portuguesas. Assim como no Brasil, a nota de corte varia de instituição para instituição e de curso para curso.
Geralmente a nota de corte varia entre 650 e 750. Na Universidade de Lisboa, por exemplo, a nota para o curso de Economia é 650 e para Odontologia é 700. Na Universidade de Coimbra, para o curso de Direito são exigidos 750 pontos e para Biomedicina, 700.
Desde 2014 muitas universidades portuguesas adotam a nota do ENEM como critério para seleção das vagas reservadas do Estatuto do Estudante Internacional (20% das vagas).
Hoje o ENEM é aceito por todas as universidades portuguesas como critério de seleção de candidatos brasileiros.
É importante verificar o valor da taxa de candidatura e da anuidade (chamada de propina em Portugal). Além de pagar a taxa de candidatura, é preciso enviar os seguintes documentos em formato digital:
- Fotocópia do passaporte;
- Declaração com as notas do ENEM;
- Diploma do Ensino Médio;
- Histórico escolar (que não é avaliado).
Entre os documentos digitais exigidos está também a Declaração de Honra. Por meio dela, o aluno se compromete e garante que não possui cidadania portuguesa ou europeia. Dessa forma ele pode utilizar as notas do ENEM como acesso à graduação em Portugal.
Brasileiros com cidadania europeia
Para brasileiros com cidadania europeia, a seleção se baseia nas notas do aluno no Ensino Médio e na nota do Exame Nacional (o equivalente ao nosso ENEM em Portugal).
Para fazer o Exame Nacional, os brasileiros devem se inscrever como alunos autopropostos, ou seja, que não estão matriculados em escola portuguesa.
E não precisam fazer as provas obrigatórias, que os portugueses fazem. Os brasileiros fazem apenas as direcionadas para os cursos que escolheram.
Outra diferença para o ENEM é que as provas são distribuídas em uma semana. O candidato faz uma prova por dia. As provas têm questões de múltipla escolha e dissertativas. E só faz a Redação quem faz a prova de Português ou de língua estrangeira.
É fundamental pesquisar o curso e a universidade onde quer ingressar para saber quais são exatamente as provas específicas requisitadas no Exame Nacional. Certifique-se também se há algum pré-requisito a ser cumprido.
O critério para aprovação varia de acordo com a universidade e o curso procurado. Em todas, porém, existe uma nota mínima exigida no Exame Nacional, que geralmente varia de 95 a 140 (de um total de 200).
Mas as notas do candidato no Ensino Médio também são levadas em conta para se chegar à nota de candidatura (como é chamada a nota final do exame). Em geral, o peso é metade para a nota das provas e metade para as notas do colégio.
Mas o histórico escolar pode valer 60% ou até 65% da nota de candidatura. Nestes casos, a nota mínima exigida na prova pode ser suficiente para a aprovação.
A primeira fase do exame é realizada em junho (as inscrições são em fevereiro e março). Quem quiser melhorar as notas pode fazer novamente o exame se inscrevendo para a segunda fase, que acontece em julho. O ano letivo começa em setembro.
Conheça as principais universidades portuguesas
Universidade Católica Portuguesa (UCP)
A Universidade Católica Portuguesa é a primeira universidade moderna no país a não ser fundada pelo Estado. Ela nasceu como uma faculdade de Filosofia em Braga, em 1967, e em 1970 se expandiu para Lisboa, onde hoje fica sua sede principal.
Depois disso, outros dois campi foram criados, no Porto e em Viseu, e atualmente as 17 faculdades, seus cerca de 11.000 estudantes (2.673 internacionais de 100 países) e mais de 1.000 professores (entre eles 254 internacionais) estão espalhados nestes 4 espaços.
Entre as 17 faculdades estão:
- Direito (no Porto e em Lisboa);
- Ciências Econômicas e Empresariais (em Lisboa);
- Economia e Gestão (Porto);
- Medicina (Sintra);
- Filosofia e Ciências Sociais (Braga);
- Artes (Porto);
- Estudos Políticos (Lisboa).
Mais de 900 alunos da Católica participam anualmente do programa Erasmus. O ranking da Times Higher Education coloca a Católica como a número 1 do país nos últimos dois anos. A taxa de empregabilidade de alunos de graduação e mestrado integrado da UCP é de 97,5%.
Universidade Nova de Lisboa (UNL)
A Universidade Nova de Lisboa completou 50 anos em 2023 e já tem história para contar. É internacionalmente reconhecida por sua qualidade em ensino e pesquisa, o que se reflete nos resultados obtidos em vários rankings importantes.
A UNL já construiu tradição em trabalhar em áreas de inovação, com efeitos práticos na economia e serviços, em âmbito nacional e global. Tem um perfil internacional, de investigação colaborativa, prestando serviço de uma forma que promova solidariedade e desenvolvimento sustentável em diversas áreas.
A Nova conta com 9 faculdades, 9 bibliotecas e 3 prédios residenciais. São 29 cursos de graduação 1.800 professores e pesquisadores e pouco mais de 20.000 estudantes (cerca de 6.000 na graduação). Do total de alunos, aproximadamente 2.500 são estrangeiros, vindos de mais de 100 países.
A universidade tem ainda 41 centros de pesquisa, 77% deles avaliados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia de Portugal como “excepcional”, “excelente” ou “muito bom”.
Tem firmadas mais de 530 parcerias de mobilidade internacional em 63 países, recebendo anualmente aproximadamente 930 estudantes em seu campus e enviando para outros países cerca de 750 alunos.
Universidade do Porto
Localizada na segunda maior cidade do país, a Universidade do Porto foi fundada em 1911 e hoje figura entre as 150 melhores instituições de ensino superior da Europa. É a mais internacional das universidades de Portugal, resultado de uma estratégia que engloba cooperação com centenas de instituições de ensino superior em todos os continentes.
A UP conta com 14 faculdades, uma Business School, 51 centros de pesquisa, 16 bibliotecas, 2 museus e 9 residências universitárias. Disponibiliza um portfólio acadêmico numeroso e diverso e adota um método de ensino “hands-on”, em que os alunos aprendem na prática habilidades que serão exigidas no mercado de trabalho.
Algumas áreas de referência na UP são Arquitetura, Esporte, Engenharia Civil e Engenharia Química.
A Universidade do Porto tem cerca de 32.000 alunos, o que a torna a universidade com a maior população universitária do país. Por volta de 13% destes estudantes são internacionais, representando 100 nacionalidades diferentes.
Tecnologia de ponta e laboratórios avançados estão à disposição de alunos e professores. Fora do campus, eles vivem em uma cidade praiana, hospitaleira, famosa pela produção de vinho e linda arquitetura barroca.
Universidade de Coimbra
Uma das 5 universidades mais antigas do mundo e a mais antiga de Portugal, a Universidade de Coimbra alinha tradição com modernidade e inovação. São 731 anos influenciando grandes acontecimentos no mundo e, por que não, com papel importante na história do Brasil.
Passaram por lá, por exemplo, José Bonifácio (patriarca da independência), e o escritor Gregório de Matos (nascido na Bahia), que se formou em Coimbra em 1661. A presença de brasileiros na UC é realmente antiga. Há registros de 354 brasileiros no século XVII e mais de 1500 no século XVIII.
UC tem hoje mais de 25.000 estudantes, entre eles 5.275 estrangeiros (20,9%) de 105 países, distribuídos em 3 campi. São 8 faculdades (Direito, Letras, Medicina, Farmácia, Ciência e Tecnologia, Psicologia, Economia, Ciências da Educação e ainda Ciências do Esporte e Educação Física), que oferecem um total de 330 cursos, de graduação a doutorado.
A universidade conta ainda com uma escola de Artes, além do Instituto de Pesquisa Interdisciplinar e do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde. Tem 2 museus, 16 bibliotecas e 1 jardim botânico.
Com ótimas instalações esportivas, a Universidade de Coimbra foi considerada 4 vezes nos últimos 10 anos a melhor da Europa em esportes universitários.
A principal biblioteca da universidade, a Biblioteca Joanina, foi considerada uma das mais espetaculares do mundo pelo jornal britânico Telegraph. Ela abriga cerca de 60.000 obras, muitas dos séculos XVI a XVII, em diversas línguas.
Quanto custa estudar em Portugal
O custo anual de um estudante em Portugal pode variar muito em função de vários fatores. O primeiro ponto está relacionado à cidadania do aluno. A propina (anuidade) para alunos brasileiros com cidadania europeia é bem mais em conta que para os estudantes que não têm a dupla cidadania.
A diferença é de milhares de euros por ano. Para quem tem cidadania europeia o valor da propina gira em torno de 900 euros anuais e para quem não tem ele pode ser de cerca de 3.000 a 12.000 euros.
O custo da anuidade varia também de universidade para universidade e de acordo com o curso escolhido. Se a universidade é pública ou privada é outro fator que influencia no valor.
Além da anuidade, é importante pensar nos gastos que o estudante vai ter no dia a dia. Eles podem variar bastante de acordo com o estilo de vida e a cidade onde o aluno vai estudar e morar.
O custo de vida, que inclui gastos com alimentação, transporte, celular e saúde, varia dependendo do lugar escolhido. O mesmo acontece com a moradia.
Na capital, Lisboa, por exemplo, um quarto individual com banheiro fica em torno de 750 euros mensais. E o custo de vida gira em torno de 335 euros por mês.
No Porto, gasta-se um pouco menos. A moradia pode ficar por 550 euros por mês e o custo de vida, 320. Em Coimbra os valores caem ainda mais: 480 em média para moradia e 300 para os gastos no dia a dia.
A família ainda deve estipular o quanto disponibilizar para lazer e compras, de acordo com as preferências, necessidades e possibilidades de cada um.
Mente aberta e boa preparação
O caminho do estudante brasileiro até ser aceito em uma universidade portuguesa não é complicado. Porém, é importante entender este caminho e se preparar da melhor maneira para obter sucesso no processo.
Quem vai aplicar pelo ENEM precisa fazer um bom plano de estudos, para dar o seu melhor na prova. O ingresso vai depender exclusivamente do seu desempenho.
Pesquise nos sites das universidades a nota mínima para o curso escolhido, se há peso para cada matéria e planeje-se para atingir esta meta.
Para quem vai aplicar pelo Exame Nacional, é importante prestar atenção nas notas do colégio, buscando o melhor desempenho desde o início do Ensino Médio.
Afinal, estas notas representam ao menos metade da avaliação das universidades. É preciso entender como a prova funciona e, claro, estudar para poder ter um bom resultado.
Lembre que a prova tem um formato próprio e o português empregado é o de Portugal. Muitas vezes ele pode confundir e fazer com o que o candidato não entenda bem o enunciado.
Uma dica é consultar o site da IAVE, instituição responsável pelo exame, onde o aluno pode acessar provas e simulados.
O ideal em todo processo é focar na preparação, no planejamento, no estudo e ter uma boa orientação. Mas antes de tudo, amadurecer as escolhas.
Como? Se possível, já desde o final do Ensino Fundamental e início do Médio ter as portas abertas e decidir se quer mesmo estudar fora e se preparar para isso.
Pesquise sobre os países, as universidades e os cursos que lhe pareçam interessantes. Isso vai ajudar a tomar decisões mais conscientes e maduras.
Este conhecimento aliado a uma boa preparação vai permitir que no final do Ensino Médio o aluno tenha boas opções e esteja pronto para decidir o que fazer após os vestibulares.
5 das melhores faculdades de Economia do mundo
/em Cursos /por Daqui pra ForaSaiba onde estão, quais são e o que oferecem as universidades donas dos mais bem conceituados cursos de Economia do planeta.
Economia é tradicionalmente uma carreira muito procurada por estudantes nas universidades do mundo todo. E a tendência é essa demanda continuar sempre bastante alta. A Economia estuda a forma como a sociedade produz, distribui e consome bens materiais e serviços.
Está, portanto, em tudo que fazemos no dia a dia. Do pãozinho que compramos na padaria às mais complexas transações internacionais.
Como funciona a área da Economia
É baseado na Economia que governos, indústrias, empresas, comércio, famílias e indivíduos direcionam seus caminhos. Ter conhecimento e domínio desse assunto significa estar apto a tomar decisões no que diz respeito à vida financeira em qualquer um destes setores.
Mas Economia não é só sobre finanças. Se você se interessa por políticas que impactam o meio ambiente, por desigualdade social, pelo crescimento da China ou pelos pontos fortes e fracos do mercado econômico, a Economia pode ser para você.
Por ser uma área que abrange praticamente todos os campos da sociedade, são inúmeras as possibilidades de atuação profissional. A empregabilidade é enorme no mundo todo.
No mercado financeiro, em multinacionais, pequenas, médias e grandes empresas, organizações internacionais ou no setor público e ONGs, o economista pode trabalhar em inúmeras atividades:
O economista tem ainda, mais do que ninguém, plena capacidade de empreender em qualquer área.
Para poder atuar em uma esfera tão ampla, o aluno aprende conceitos e práticas de diversas áreas. Entre elas estão administração, matemática financeira, análise de investimentos, estatística, contabilidade, empreendedorismo, economia internacional, mercado financeiro e de capitais.
Uma boa formação é o primeiro passo para um bom desenvolvimento na carreira.
Melhores faculdades de Economia
De acordo com o ranking US News, 27 dos 50 melhores cursos de Economics and Business do mundo estão em universidades americanas. Ou seja, mais da metade. Entre as 11 primeiras, 9 são dos Estados Unidos.
Das 50 melhores do ranking, além das 27 americanas, 7 estão no Reino Unido, 4 na Holanda, 3 na Austrália e uma no Canadá.
As 11 melhores faculdades do mundo são:
Conheça algumas das melhores faculdades do mundo em economia
Harvard University (Estados Unidos) #1
Tradicionalmente entre as melhores universidades do mundo, Harvard ocupa a 1a posição no US News Ranking das melhores faculdades de Economia do planeta.
A universidade fica em Cambridge, próximo a Boston, Massachusetts. Além de ser a mais antiga instituição de ensino superior do país, está entre as mais prestigiadas do mundo em termos de ensino e pesquisa. É uma das 8 universidades que compõem a Ivy League, conhecida pela excelência acadêmica das suas instituições.
Em Harvard, aproximadamente 25% dos 21.261 estudantes são internacionais. O campus comporta 10 faculdades, o Instituto Radcliffe de Estudos Avançados, 2 teatros, 5 museus, além da maior biblioteca acadêmica do mundo.
Entre seus ex-alunos estão 8 presidentes dos Estados Unidos, mais de 30 Secretários de Estado e vários laureados com o Prêmio Nobel em Economia.
Criado em 1897, o Department of Economics faz parte da maior academia de ensino e pesquisa de Harvard. Tem 59 professores, 19 áreas de estudos e 82 cursos na graduação. A diversidade de interesses e a qualidade dos professores estimulam os alunos a estudar e pesquisar em qualquer área da Economia.
London School of Economics and Political Science (Reino Unido) #7
Uma das principais referências em universidades na área de Ciências Sociais, LSE é a 7a melhor do mundo em Economia e a melhor do Reino Unido, de acordo com o USNews Ranking.
LSE é reconhecida também como uma das universidades mais internacionais do mundo. Cerca de 72% dos seus 10.660 alunos e 46% dos professores e funcionários são estrangeiros. Assim, mais de 100 idiomas diferentes são falados no campus.
A London School of Economics está localizada no efervescente centro de Londres, próximo a um dos principais centros financeiros e culturais da Europa.
Por isso, está constantemente envolvida em assuntos ligados ao presente e ao futuro do Reino Unido e também a questões internacionais. Lá se formaram 70 parlamentares britânicos e 18 vencedores do Prêmio Nobel.
Há décadas a London School of Economics tem o compromisso de estar na vanguarda do desenvolvimento no campo da Economia. Esta postura vem garantindo um impacto duradouro do seu trabalho na área.
Quase toda a produção de conhecimento em Economia no Reino Unido nos últimos 50 anos teve a participação de membros da LSE. Entre os que mais atuaram estão nove ganhadores do Prêmio Nobel na área.
Erasmus University Rotterdam (Holanda) #11
Com mais de 100 anos de história, a EUR está entre as top 100 em pesquisa no mundo e é reconhecida pela abordagem empreendedora que estabelece em seus cursos. Com sede na segunda maior cidade da Holanda, a Erasmus possui 4 campus que atendem 26.453 estudantes, cerca de 22% deles estrangeiros.
No campus principal, que fica a 15 minutos de bicicleta do centro de Rotterdam, está a Erasmus School of Economics, uma das 7 escolas da universidade.
A 11a melhor faculdade de economia do mundo, segundo o US News, recebe anualmente 7 mil alunos e é composta por 4 departamentos. Eles incluem o Econometric Institute e os departamentos de Economics, Business Economics e Applied Economics.
A Erasmus é referência em economia e negócios na Holanda desde a sua fundação, em 1913, quando foi criada como “Netherland School of Commerce”. A universidade possui o renomado Erasmus Center of Entrepreneurship (ECE), um dos principais centros de empreendedorismo da Europa.
Monash University (Austrália) #26
A Monash University é a segunda universidade mais antiga do Estado de Victoria e a maior da Austrália. Fundada em 1958, Monash faz parte do Group of Eight, que engloba as 8 melhores instituições em pesquisa do país.
Mais de 40% dos 57.400 alunos da Monash são internacionais, incluindo graduação e pós. O campus principal fica em Melbourne, mas há vários outros espalhados pela Austrália e em 4 países: Índia, Itália, Malásia e China.
Monash possui mais de 6.000 cursos divididos em 10 faculdades. Uma delas, a Monash Business School, oferece a graduação em economia.
A Monash Business School é estruturada em 7 departamentos, tem 4 centros de pesquisa e um Grupo de Educação Executiva. O Departamento de Economia é líder na Austrália em pesquisa e ensino desde 1961. No ranking US News aparece em 1o lugar na Austrália e em 26o no mundo.
A Monash Business School tem 128.855 ex-alunos. Deles, 64% moram na Austrália e 36% vivem fora do país.
University of Toronto (Canadá) #27
Considerada a número 1 do país, a University of Toronto é reconhecida pela excelência no ensino e pesquisa e pela sua multiculturalidade. Uma das mais antigas universidades do Canadá, fundada em 1827, UofT já formou mais de 560.000 alunos e é um dos principais centros de pesquisa do mundo.
Por estar localizada em uma cidade multicultural, a University of Toronto atrai estudantes do mundo inteiro. Praticamente 25% dos seus 71.000 estudantes da graduação são internacionais, de 157 nacionalidades diferentes. Estados Unidos, China, Índia e Coréia do Sul são os países que mais enviam estudantes para UofT.
A University of Toronto tem 3 campus. O principal deles, o de St. George, fica no centro da cidade e recebe 44.763 alunos na graduação.
É neste campus movimentado e diverso que fica o Departamento de Economia, um dos maiores da Faculty of Arts and Science. Com mais de 3.000 estudantes, é o curso mais popular da faculdade.
De acordo com o US News Ranking, a UofT é a 17a melhor universidade e tem o 27o melhor curso de Economia do mundo, o 1o do Canadá.
Se interessou por uma dessas faculdades e quer receber mais informações sobre elas? Conheça os nossos programas e veja como podemos ajudar você nesse importante processo.
Como conseguir uma bolsa de estudos em Harvard
/em Bolsas de Estudo /por Daqui pra ForaConheça a trajetória do mineiro João Henrique, que conquistou uma bolsa de estudos em uma das universidades mais competitivas do mundo
João Henrique Teixeira Santos sempre quis estudar no exterior, desde o Ensino Fundamental no Colégio Santa Dorotéia, em Belo Horizonte.
Mas acreditava que era algo muito distante, praticamente inatingível. “Pra mim, fazer faculdade fora era como jogador de futebol que sonha em ir para a Copa do Mundo. Quantos vão?”, conta.
Mas em um determinado momento essa ideia de que era um objetivo impossível mudou e João passou a correr atrás do que queria.
E conseguiu. João ainda não definiu o curso que vai fazer em Harvard, mas acredita que deve ir para a área de Ciências da Computação. A seguir você vai conhecer o caminho que o João Henrique percorreu até ser aceito com mais de 80% de bolsa em Harvard.
Mudança de mentalidade
Até a 9a série João era bom aluno, mas sentava no fundão da sala. Não era o tipo de aluno que atrapalhava, mas também não demonstrava grandes ambições. Tinha boas notas e era só. No 1o ano do Ensino Médio, sua professora de química acreditou no seu potencial e começou a incentivá-lo a ir estudar fora.
“Primeiro eu pensei: não vou, é muito difícil. Ela era uma professora muito animada, cheia de ideias e eu achei que essa era mais uma ideia da cabeça dela’, diz João. Mas a professora insistiu muito e João começou a cogitar a ideia.
Um encontro com a Daqui pra Fora no fórum de profissões do colégio nessa mesma época foi fundamental para a mudança de atitude no caso do João.
“Foi nesse momento que eu vi que não era uma ideia maluca. Me mostraram que existia um caminho que eu poderia percorrer. Foi aí que virou a chavinha e eu falei: ‘é possível, pode ser real, então eu quero'”, lembra.
A partir do 1o ano do Ensino Médio, junto com uma colega de classe, João começou a estudar mais, a querer mais do que simplesmente ser bom aluno.
“Foi nessa época que começou a se formar o João que de fato gosta de estudar, que estava lá na primeira carteira e animado a maior parte do tempo”, conta.
“Com essa mudança de atitude, passei a ter ótimas notas e isso foi muito importante para me dar confiança para tentar esse passo extra”, diz.
Passo a passo até a bolsa de estudos em Harvard
Nos Estados Unidos, as universidades não se baseiam em uma prova nem apenas nas notas escolares para selecionar os aprovados. O aluno é avaliado como um todo.
São observados os aspectos acadêmicos e pessoais dos candidatos para que a universidade possa reconhecer o perfil de cada um. João prestou atenção e se preparou para mostrar a sua melhor versão em cada um deles. “Ter começado minha preparação cedo ajudou bastante”, afirma.
Histórico escolar
As universidades americanas observam as notas do 9o ano do Fundamental até o 3o ano do Ensino Médio dos candidatos. Ter boas notas no colégio foi fundamental na trajetória do João.
“É muito importante que você tenha isso já garantido, que esteja ao menos confortável com sua vida na escola”, recomenda. Isso traz mais tranquilidade e energia para lidar com os outros aspectos da candidatura.
Provas padronizadas
No 2o ano, João começou sua preparação para o SAT. “Nestes testes o desafio maior é adaptar o conhecimento que você obteve aqui para o formato das provas de lá”, afirma.
“A matéria que a gente estuda no Brasil é muito mais ampla do que o que cai nesses exames. No nosso 2o ano já sabemos praticamente tudo que eles pedem em matemática, por exemplo. Mas a prova é muito diferente”, conta João.
Diferente como? “Mecanicamente a prova é muito rápida. Menos de um minuto por questão. Você tem que ser quase um robozinho”, explica.
O segredo neste caso, segundo João, é a repetição. “Vale mais a pena treinar por simulados do que estudando a matéria. Os simulados são fundamentais”, ele garante.
E deu certo. Em universidades muito competitivas como Harvard, geralmente os alunos são aceitos com nota no SAT acima de 1500 (de um total de 1600). Foi o que aconteceu com o João Henrique.
João fez o SAT regular duas vezes e uma vez o SAT Subject. “Foi o que deu, porque logo em seguida fechou tudo por causa da pandemia. Mas eu faria mais se fosse possível. No segundo SAT tirei 120 pontos a mais que no primeiro. Ainda bem que consegui a nota que eu precisava”, conta.
Atividades extracurriculares
O primeiro aspecto que as universidades observam na application são as notas. Mas em várias universidades, principalmente nas mais competitivas, como Harvard, o perfil de notas dos candidatos é muito parecido.
Por isso, as outras etapas da candidatura são muito importantes. Elas mostram quem é o candidato além das notas, qual é o seu perfil como pessoa.
“As atividades extracurriculares são uma excelente ferramenta para mostrar para eles quem somos”, diz João. “Mas não adianta fazer as coisas só por fazer. Eles conseguem ver se o aluno tem a ver com aquilo que ele descreve. Percebem se a atividade é algo que você faria mesmo que não estivesse se candidatando. Se tem paixão envolvida”, explica. Isso é fundamental.
João participou de olimpíadas de matemática desde o 6o ano. “Mas só a partir do 9o que comecei a ter bons resultados”, conta. Foi quando ele ganhou prata na olimpíada de astronomia.
Depois, no 1o ano do Ensino Médio ficou em primeiro lugar na olimpíada de química de Minas Gerais e na brasileira de Astronomia. Participou várias vezes de todas elas.
João também sempre gostou de aprender novos idiomas e no 9o ano começou a estudar italiano “Acho que isso também me ajudou em Harvard”, diz.
Ser proativo também é algo que as universidades consideram bastante. “Eu fazia aulas extras para estudar para as olimpíadas de química e de física. Às vezes nem tinha aula, mas eu ia lá e fazia. Eu criava projetos também, isso é muito importante para quem quer estudar fora”, afirma. “Você mostra que quer aprender coisas novas, que quer mais. Sem isso é mais difícil.”
João não participou das equipes esportivas da escola, mas lembra que é outro ponto que pode ajudar na candidatura. “Harvard também quer ver os caras que são capitães de times, que comandam, que mostram liderança e comprometimento.”
Redações
Outra oportunidade para o candidato mostrar quem ele é além das notas são as redações. Nelas as universidades detectam o brilho no olho, a paixão, o entusiasmo do aluno com o tema desenvolvido. E assim podem traçar melhor o perfil do candidato.
“Na minha opinião, esta é a parte mais delicada da application. É o principal ponto que vai diferenciar você dos demais”, diz João. “No Brasil a gente não aprende a fazer este tipo de redação, onde você tem que falar de você, se mostrar, descrever cada aspecto seu. Para quem nunca fez isso em uma redação, é um grande desafio”, explica.
Para o João, a orientação da Daqui pra Fora foi fundamental nesta etapa. “Foi muito importante para eu conseguir me expressar em inglês de uma forma que realmente entendessem o que eu queria passar para eles. Tenho certeza que não conseguiria sem essa ajuda”, conta.
“Porque não basta você ser um cara legal, interessante. Tem que ficar claro para quem lê quem você é e o quão interessante seria para a faculdade ter você lá.”
João conta que demorou 2 ou 3 meses e muitas tentativas para começar a produzir boas redações. “Por ser em inglês é mais difícil. Por mais que eu falasse bem a língua, tive que me esforçar o dobro para escolher as palavras certas. Porque uma metáfora que funciona aqui não funciona lá, por exemplo”, diz.
A dica do João para as redações é: “Escreva o que você é, solta o verbo. As coisas vão saindo e depois você arruma. Demonstre que você está ali e conta pelo sentimento quem você é. Eu fiz isso e deu certo.”
Cartas de recomendação
O terceiro instrumento que as universidades americanas utilizam para definir o perfil pessoal dos alunos são as cartas de recomendação. É uma forma de conhecer o candidato pelo olhar de quem trabalhou com ele na escola, os professores e coordenadores.
Segundo o João, é muito importante saber escolher quem vai escrever as cartas de recomendação. “A pessoa precisa fazer mais do que falar que você é um bom aluno e que merece ir para lá. Precisam ser professores que te conheçam na essência e que mostrem quem você é com exemplos”, explica.
Uma das pessoas que João pediu carta de recomendação foi a professora de química que o incentivou a ir estudar fora. Outra foi uma professora que ele sabia que tinha uma mente voltada para o exterior, que tinha feito 2 anos de mestrado fora. “Ela sabia o que precisava falar e era próxima de mim”, justifica.
A terceira carta ficou por conta de um professor que era uma ótima pessoa, mas não dominava a técnica de fazer este tipo de documento. “Nesse caso, você fica perto e ajuda um pouco. Não é todo mundo que sabe o formato da carta de recomendação. Falei como deveria ser feito, dei exemplos da Daqui pra Fora e funcionou”, conta João.
Para ser aceito, João ainda passou por uma entrevista, o que é mais comum de acontecer nas universidades mais competitivas. “Fui chamado para entrevista por Harvard e Stanford. Já fiquei muito contente, me achei especial, porque eles não chamam qualquer um. Essa é uma etapa final do processo seletivo”, diz.
Segundo ele, foi tranquilo. “Eles querem que você fique confortável e basicamente perguntam sobre os conteúdos que você já escreveu.”
Neste vídeo, João Henrique conta como foi todo o processo até a conquista da vaga e da bolsa:
Estratégia para a bolsa de estudos
Desde quando decidiu aplicar para universidades nos Estados Unidos, João sabia que precisaria de ajuda financeira. Por isso, toda a estratégia da sua application foi moldada de forma que ele conseguisse bolsa de estudos (financial aid). “A estratégia é fundamental para conseguir seu objetivo. Faz toda a diferença você saber onde aplicar”, afirma.
João tinha certeza que queria estudar fora. “Mas estudar fora, mesmo nas universidades menos competitivas, é caro. Eu sabia que precisaria de 100% de bolsa ou o máximo que fosse possível”, conta.
Durante o acompanhamento da Daqui pra Fora ele soube que as faculdades que oferecem este tipo de bolsa são as mais ricas e, portanto, as mais competitivas.
Com esta informação, João concluiu que não valeria a pena passar nas faculdades mais fáceis, porque não conseguiria pagar. Então decidiu aplicar para 12 faculdades, as mais competitivas.
“Ter essa ajuda para montar essa estratégia baseado no meu perfil, que seria de universidades tops, me ajudou muito. Eu precisava de bolsa e mirei onde o dinheiro estava”, lembra.
João também não se preocupou em escolher o lugar, o clima ou tamanho da cidade. “Estes pontos são importantes, mas eu não podia me preocupar com isso. Meu foco era estudar fora e eu pensei em como conseguir a bolsa.”
Em sua estratégia, João decidiu fazer duas early applications. “Optei por fazer early nas universidades que eu tinha mais chances de passar, Washington University e University of Chicago”, conta.
Mas ele não foi aceito. Das 12 universidades, João foi aceito em uma: Harvard. E com a bolsa que precisava.
“Eu já estava desacreditado, tinha recebido 11 nãos. Estava conformado em ficar no Brasil, porque tinha entrado na USP. No último dia veio a notícia. Demorou até para eu absorver”, conta.
Apoio na jornada
Ter o suporte da família e dos amigos foi essencial na trajetória do João. “Em casa tive todo o apoio e meus amigos também sempre estiveram ao meu lado. Às vezes eu não ia a uma festa ou deixava de sair e todo mundo entendia. Isso ajuda muito”, conta.
As orientações da Daqui pra Fora, segundo ele, fizeram muita diferença. “Primeiro porque colocaram fogo no meu plano de ir para o exterior, me mostraram que era possível. Depois, me trouxeram todo o conhecimento sobre o processo. Porque não é complicado, mas é diferente. E a gente não sabe nada, tem que começar do zero. Tem que aprender os conceitos, entender as provas, conhecer os procedimentos. É bastante informação. Ter ao lado uma empresa que domina tudo isso, todas as etapas, inclusive as burocracias, é muito importante”, conclui.
João faz questão de incentivar outros estudantes que pensam em fazer faculdade fora. “Se você quer muito, tenta. Pode dar certo. Mesmo que seja difícil. Eu consegui!”.
A Daqui pra Fora pode ajudar nesse processo com toda a assistência necessária. Preencha o formulário abaixo e venha conversar com a gente.
Conheça a trajetória de Pedro Oporto até o MIT
/em Estados Unidos /por Daqui pra ForaBom aluno no colégio e indeciso sobre o que fazer depois, Pedro se formou na WPI, uma das melhores faculdades em Computação dos EUA, e faz mestrado no MIT.
Muita gente passa o Ensino Médio inteiro com muitas dúvidas sobre o que fazer depois. As indecisões dizem respeito não só à carreira a seguir, mas também sobre onde estudar. Aqui no Brasil? No exterior?
Se as notas não são excelentes, a tendência é achar que não vai ser possível ir para fora e acabar logo com a indecisão. A história do mineiro Pedro Oporto, que você vai conhecer a seguir, mostra que esse tipo de atitude pode ser muito precipitada.
A decisão
Em Belo Horizonte, Pedro era um aluno nota 7,5 / 8,0 no Ensino Médio do Colégio Santo Antônio. “Nunca fui de focar só em notas. Elas eram boas, mas nada que garantisse uma vaga em boas universidades americanas”, conta.
Um dos fatores que atraiu Pedro para aplicar para universidades americanas foi o próprio processo seletivo. “Nos Estados Unidos, as notas sozinhas não definem se você será aprovado ou não. O processo valoriza quem você é e o que você faz além da escola“, afirma Pedro.
No Ensino Médio, Pedro participou de várias olimpíadas de Física e de Astronomia. “Nunca conquistei medalha, mas cheguei à final nacional.” Ele fez ainda tutoria na matéria de Física e participou de cerca de 10 eventos de simulação da ONU, além de várias aulas extras envolvendo diferentes projetos.
Foi em uma viagem para a Flórida em 2013 que ele decidiu que também iria aplicar para universidades nos Estados Unidos.
“Estava fazendo uma visita à base da NASA e tive a sorte de ter ido em um dia em que tudo estava aberto ao público. Fizemos um tour com um engenheiro da NASA, passeando no prédio em que eles lançam foguetes e entrei em uma das cápsulas que eles estavam testando. Isso não é comum”, conta.
“Ouvi muito sobre engenharia, sobre como são os projetos nas faculdades, e isso realmente me atraiu”, diz. nos Estados Unidos.
A preparação e os resultados
Ir para os Estados Unidos passou a ser um objetivo, mas não uma certeza. Por isso, Pedro resolveu se preparar para os dois processos ao mesmo tempo: o americano e o brasileiro. “Contatei a Daqui pra Fora e me preparei para o SAT junto com o que eu já estava fazendo para as universidades brasileiras”, diz. “A DpF me ajudou a aliviar a pressão no final do terceiro ano”, conta.
Pedro começou a se preparar no início do segundo ano. “Fiz uma prova do SAT no meio do segundo ano e outra no final. E a última foi no meio do terceiro. Fiz também SAT Subjects de Matemática, Física e Química. O TOEFL, no início do terceiro. No segundo semestre do terceiro ano, minha cabeça estava só voltada para o ITA, a Unicamp e o ENEM”, conta Pedro.
Para as provas, Pedro usou a estratégia de priorizar a área de exatas. “Decidi focar naquilo que eu sabia que me ajudaria nos dois processos, que era Física, Matemática e Química”, explica. E deu certo.
Pedro aplicou para 14 universidades americanas. Foi aceito em 8 instituições nos Estados Unidos, algumas com bolsa, e na UFMG, no Brasil. Na parte acadêmica da application, Pedro obteve 104 no TOEFL, 1370 (de 1600 possíveis) no SAT e tinha uma média próxima a 8,0 no histórico escolar.
“Acho que nas redações consegui vender o que eu fazia nas simulações da ONU como algo que era fora do acadêmico. Mostrei que eu queria participar de projetos que envolviam comunicação, liderança, coisas que eles procuram bastante”, explica.
Como no início de 2016, Pedro não tinha certeza se conseguiria bolsa nas universidades fora, começou o curso de Engenharia na UFMG. Assim que soube da bolsa de 70% na WPI, decidiu começar sua jornada nos Estados Unidos.
As aulas na WPI
A Worcester Polytechnic Institute fica na cidade de Worcester, em Massachussetts. É uma das mais bem conceituadas instituições americanas na área de Computação. A metodologia baseada em projetos foi o que mais atraiu Pedro para a WPI e o fez trocar a UFMG pelos Estados Unidos.
“Em termos de conteúdo técnico, a UFMG é excelente. A principal diferença está nos recursos e na metodologia”, conta Pedro.
“Meu projeto de graduação, por exemplo, foi um carro de Fórmula, que a UFMG também tem. Mas na WPI eu propus um sistema que ia combinar computação e mecânica, buscando evolução. E foi assim: montei a proposta, enviei para o professor e tive o recurso. Sem muito limite”, conta.
Em outra matéria, o projeto era criar um algoritmo para jogar jogo de tabuleiro contra si mesmo. “A aula era baseada nesses projetos e no final o professor colocava o programa de um jogando contra o dos outros. Quem vencesse ganhava pontos extras e uns prêmios que o professor trazia”, conta. No semestre seguinte, o programa era implantado em um robô.
Pedro chegou na WPI com a ideia de fazer engenharia aeroespacial, mas acabou mudando de curso 6 vezes nos dois primeiros anos. Se formou em Engenharia Mecânica e Ciências da Computação.
“O que eu gostei muito é que nos dois primeiros anos as aulas abrangiam várias áreas da engenharia. Fiz aula de mecânica, elétrica, de sistemas, de computação. Cada uma me atraía de um jeito. A mudança de curso não me atrasou em nada”, explica.
“Outra diferença para a UFMG é que o tempo que eu gastava na WPI era 90% nos laboratórios e não fazendo exercício no computador e no papel”, afirma. “O conteúdo teórico era fora do tempo regular. A prova teórica era pouco importante, 20% da nota final”, conta Pedro.
Fora da sala de aula
Além de fazer dois cursos (double major), Pedro fez parte do time de remo durante um ano, depois fez natação e ainda jogou torneios internos de futebol. Integrou uma fraternidade, orientou calouros e participou de um programa da WPI em que foi treinado para ajudar outros alunos com questões de saúde mental. Conseguiu ainda 3 estágios importantes durante a faculdade.
Pedro ainda teve a oportunidade de ir a Stanford, em um programa de inovação na escola de design. “Fui treinado para liderar workshops em design thinking e trazer isso para a minha escola”, diz. “Estive também com um grupo de alunos em uma semana de eventos da Google, com tudo pago, onde a gente montou um software. Foi muito bom”, conclui.
No terceiro ano, Pedro participou de um projeto de ciências sociais na Albânia. “A ideia desse tipo de programa é você sair da sua área de conhecimento. As minhas áreas eram computação e mecânica. E eu fui lá trabalhar com gestão de risco climático”, conta.
Pedro ficou 3 meses na Albânia, entrevistando locais, pesquisadores e políticos, um método de pesquisa que ele nunca havia utilizado.
“Buscamos saber como essa região iria manter a produção de alimento com alagamentos e secas piorando nos próximos 10, 20 anos”, explica. Segundo ele, cerca de 70% dos cerca de 4 mil alunos da WPI participam deste tipo de programa em todos os continentes.
Fazer dois cursos e participar de várias atividades extracurriculares é, segundo Pedro, uma questão de equilíbrio. “O dia tem 24 horas. Eram 8 dormindo, 8 estudando e 8 fazendo muitas outras coisas”, conta.
Para ele, não focar só nas notas fez diferença. “Eu sacrifico 10% de nota em alguma coisa, mas ganho em energia para continuar.”
O caminho para o mestrado no MIT
Quando Pedro estava no último semestre, veio a pandemia. Ele ainda não estava certo se iria fazer mestrado e aplicou também para trabalhar. Havia muita incerteza em relação a trabalho na época e ele acabou optando pelo mestrado no MIT.
Número 3 do mundo no ranking da Times Higher Education, o MIT é o sonho principalmente de estudantes mais voltados para a área de exatas, como ele.
“Apliquei para este programa na escola de negócios do MIT, que estava alinhado com meus interesses em tecnologia e política”, conta. Pedro foi aceito com 100% de bolsa na tuition e mais um salário que cobre suas despesas por lá.
O processo de application para o mestrado, segundo ele, foi parecido com o da graduação. O candidato faz uma prova, envia carta de recomendação, suas próprias cartas sobre sua história e propósito, além do currículo da faculdade.
“A prova foi bem mais tranquila do que eu imaginava. É bem mais fácil passar por este processo estando na faculdade, com bem mais experiência que no Ensino Médio”, diz.
“Como minha faculdade era pequena, pude participar de um projeto em que trabalhei com o reitor da universidade. Consegui que ele escrevesse uma carta para mim, acho que isso ajudou bastante também”, conta.
A experiência no MIT
As aulas na graduação em diferentes áreas da engenharia e as experiências fora das salas de aula deram à trajetória do Pedro na graduação um aspecto multidisciplinar que, de certa forma, já o caracterizava desde o Ensino Médio.
“A viagem para a Albânia me alertou para um problema com o qual eu queria trabalhar. Eu precisava encontrar um lugar onde eu conseguisse trabalhar nisso de um jeito mais avançado”, explica.
O programa de mestrado em que o Pedro foi aceito, Technology and Policy, é feito para quem fez bacharelado em engenharia. Cada integrante do programa tem um foco diferente. A pesquisa do Pedro é focada em estratégia em sustentabilidade.
“Eu trabalho com a escola de negócios do MIT. Minha pesquisa é focada em o que o mercado de investimentos está fazendo com a mudança climática. E quais são os motivadores econômicos, políticos e sociais que estão fazendo essas mudanças acontecerem”, explica.
“Meu trabalho tem um pouco de pesquisa e um pouco de análise técnica das novas tecnologias. No final eu tenho bastante contato com gerente de banco e presidente de empresas em vários países.”
Todos que são aceitos no programa recebem bolsa. O dinheiro vem das fontes privadas que financiam as pesquisas. No caso do Pedro é um grupo de investidores com o qual o MIT já trabalha esta questão de sustentabilidade.
“A experiência tem sido ótima. Mas só me dei conta de que estou no MIT mesmo há poucos meses. Como o curso começou na pandemia, era tudo por Zoom. Conheci muita gente e fiz muita coisa pelo virtual. Depois de ter vacinado, mais ou menos em abril, a gente pôde voltar para o campus. Quando eu consegui nadar a primeira vez na piscina do MIT é que veio a sensação ‘eu realmente estou aqui'”, conclui Pedro.
E você, quer realizar o sonho de fazer faculdade no exterior e viver essa experiência inesquecível? Conta com a nossa assistência especializada durante todo o processo.
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Como ingressar em uma universidade em Portugal
/em Universidade no Exterior /por Daqui pra ForaO idioma comum e o ingresso via ENEM são alguns dos fatores que atraem brasileiros para as excelentes universidades portuguesas. Saiba tudo que é preciso para buscar uma vaga por lá.
O interesse de estudantes brasileiros por faculdades na Europa não para de crescer. E entre os países que têm atraído mais brasileiros está Portugal. Uma série de fatores levam ao crescimento dessa demanda, que fez o número de estudantes brasileiros por lá subir de aproximadamente 11.000 em 2017 para 18.000 em 2019.
O idioma e uma cultura próxima da nossa, porém ao mesmo tempo bem diferente, são, sem dúvida, alguns dos atrativos. Mas outros aspectos, como viver em um país com ótima qualidade de vida e com acesso fácil a vários países também chamam bastante a atenção dos brasileiros.
Estamos falando de estudar em um país com pouco mais de 10 milhões de habitantes, com uma cultura milenar e bastante proximidade física com outros importantes centros culturais, políticos e financeiros da Europa, como Espanha, França e Reino Unido.
Portugal é considerado o 4o país mais pacífico do mundo, o 10o mais democrático e ainda é o 4o melhor quando o assunto é receber e integrar imigrantes. A vivência em um mundo novo, longe dos pais e da família, convivendo com pessoas com diferentes backgrounds e em um ambiente como este, por si só, já é um ganho e tanto.
As vantagens de fazer faculdade em Portugal
Qualidade de vida
Figurando sempre entre os países mais pacíficos do mundo, Portugal é inegavelmente um país tranquilo para se viver. Pode-se andar a pé, de bicicleta ou no transporte público a qualquer hora do dia e usar o celular em qualquer lugar.
Serviços públicos básicos eficientes, como saúde, educação, segurança e transporte, tornam o dia a dia nas cidades portuguesas, grandes ou pequenas, bem agradável e tranquilo.
Desfrutar de tudo isso com um custo de vida atraente é o ideal, não é mesmo? Em Portugal ele varia dependendo da cidade e da região, mas com certeza quem decidir estudar lá verá que é mais barato que em qualquer outro país do Velho Continente.
Qualidade de ensino, tradição e inovação
Apesar de ser um país pequeno, as instituições de ensino de Portugal são tradicionais e bastante respeitadas. O país tem 7 instituições entre as 500 melhores universidades do mundo, de acordo com o ranking QS World University.
E ainda conta com 307 centros de pesquisa e desenvolvimento, além da terceira maior taxa de crescimento em publicações científicas na Europa.
Tradição não falta às universidades portuguesas. Uma delas, a de Coimbra, tem 731 anos e é a quinta mais antiga do mundo.
Ao mesmo tempo, criatividade e inovação estão cada vez mais presentes na educação e no mercado de trabalho portugueses.
São abertas em Portugal uma média de 31.000 startups por ano e a taxa recente de crescimento de empresas de tecnologia é de 130%. Sempre lembrando que falamos de um país pequeno em extensão (menor que o Estado de Pernambuco).
Bolsas de estudos
Existem algumas possibilidades de se obter bolsas de estudos nas universidades portuguesas. A opção mais atrativa para os brasileiros é a Bolsa da CPLP (Comunidade dos Países da Língua Portuguesa). Com ela, o aluno pode obter de 40% a 50% de desconto, apenas pelo fato de ser brasileiro.
Porém é importante pesquisar antes, pois cada instituição adota seus próprios critérios para conceder ou não a Bolsa da CPLP.
Outra boa possibilidade é, durante o curso, concorrer a uma bolsa por mérito acadêmico, que também pode atingir até metade da anuidade. Os melhores alunos das suas turmas têm boas chances de conseguir.
Contato com outras línguas
Apesar de viver em um país que fala português e de ter aulas na língua nativa, o estudante brasileiro em Portugal tem a oportunidade de desenvolver vários outros idiomas. As universidades portuguesas geralmente oferecem aulas de francês, espanhol, italiano mandarim e alemão.
Além disso, o país recebe muitos estrangeiros o ano inteiro, dentro e fora das universidades. O contato diário na universidade com colegas e professores de outros países, ou fora dela no dia a dia, com vizinhos, turistas e imigrantes de várias nacionalidades ajuda a desenvolver a fluência em outros idiomas.
Conexão com o mundo
Aproximadamente 12% dos estudantes das universidades portuguesas são internacionais, vindos de diversos países da Europa e de todos os outros continentes. E a tendência é este número aumentar. Na última década, o número de alunos de fora do país mais que dobrou em Portugal.
Essa convivência diversa, diária e próxima proporciona uma experiência multicultural extremamente rica. Além de novos idiomas, os estudantes absorvem organicamente conceitos, costumes e valores das diferentes culturas com as quais convivem no dia a dia.
Respeito, tolerância e flexibilidade são alguns skills que acabam sendo desenvolvidos com essa experiência e que certamente vão fazer bastante diferença lá na frente, na vida profissional e pessoal.
Viagens em feriados, férias ou até finais de semana podem ser outra forma de conhecer novas culturas e, claro, novos lugares. De carro, trem, ônibus ou até em voos que não são caros, visitar a Espanha, a Itália, a França, o Reino Unido ou outros países da Europa partindo de Portugal é bastante comum entre os estudantes.
Além disso, há programas promovidos pelas universidades portuguesas, como o Erasmus. Nele os alunos podem estudar um ou dois semestres em outra universidade da Europa ou em outro continente, com currículo equivalente ao que estaria fazendo em Portugal e com o mesmo custo.
Networking e mercado de trabalho
O diploma português tem validade em toda a Europa e pode ser revalidado no Brasil. Ele é um elemento internacional na formação do aluno que faz toda diferença no mercado de trabalho.
A excelência no ensino, a experiência da vida no exterior, o contato diário com outras culturas e o desenvolvimento da autonomia sempre serão um diferencial no momento de se inserir no mercado.
Além disso, a convivência diária com professores, colegas e profissionais de inúmeros países durante todo o transcorrer do curso garante uma potente networking internacional.
Processo seletivo: outra vantagem
O processo seletivo para estudantes brasileiros que querem estudar em universidades portuguesas é bem simples. Brasileiros com cidadania europeia passam por um processo um pouco diferente, mas também não é complicado.
Brasileiros sem cidadania europeia
O processo de candidatura é feito totalmente online, direto no site da instituição escolhida. O resultado da prova do ENEM é o único aspecto avaliado pelas universidades portuguesas. Assim como no Brasil, a nota de corte varia de instituição para instituição e de curso para curso.
Geralmente a nota de corte varia entre 650 e 750. Na Universidade de Lisboa, por exemplo, a nota para o curso de Economia é 650 e para Odontologia é 700. Na Universidade de Coimbra, para o curso de Direito são exigidos 750 pontos e para Biomedicina, 700.
Desde 2014 muitas universidades portuguesas adotam a nota do ENEM como critério para seleção das vagas reservadas do Estatuto do Estudante Internacional (20% das vagas).
Hoje o ENEM é aceito por todas as universidades portuguesas como critério de seleção de candidatos brasileiros.
É importante verificar o valor da taxa de candidatura e da anuidade (chamada de propina em Portugal). Além de pagar a taxa de candidatura, é preciso enviar os seguintes documentos em formato digital:
Entre os documentos digitais exigidos está também a Declaração de Honra. Por meio dela, o aluno se compromete e garante que não possui cidadania portuguesa ou europeia. Dessa forma ele pode utilizar as notas do ENEM como acesso à graduação em Portugal.
Brasileiros com cidadania europeia
Para brasileiros com cidadania europeia, a seleção se baseia nas notas do aluno no Ensino Médio e na nota do Exame Nacional (o equivalente ao nosso ENEM em Portugal).
Para fazer o Exame Nacional, os brasileiros devem se inscrever como alunos autopropostos, ou seja, que não estão matriculados em escola portuguesa.
E não precisam fazer as provas obrigatórias, que os portugueses fazem. Os brasileiros fazem apenas as direcionadas para os cursos que escolheram.
Outra diferença para o ENEM é que as provas são distribuídas em uma semana. O candidato faz uma prova por dia. As provas têm questões de múltipla escolha e dissertativas. E só faz a Redação quem faz a prova de Português ou de língua estrangeira.
É fundamental pesquisar o curso e a universidade onde quer ingressar para saber quais são exatamente as provas específicas requisitadas no Exame Nacional. Certifique-se também se há algum pré-requisito a ser cumprido.
O critério para aprovação varia de acordo com a universidade e o curso procurado. Em todas, porém, existe uma nota mínima exigida no Exame Nacional, que geralmente varia de 95 a 140 (de um total de 200).
Mas as notas do candidato no Ensino Médio também são levadas em conta para se chegar à nota de candidatura (como é chamada a nota final do exame). Em geral, o peso é metade para a nota das provas e metade para as notas do colégio.
Mas o histórico escolar pode valer 60% ou até 65% da nota de candidatura. Nestes casos, a nota mínima exigida na prova pode ser suficiente para a aprovação.
A primeira fase do exame é realizada em junho (as inscrições são em fevereiro e março). Quem quiser melhorar as notas pode fazer novamente o exame se inscrevendo para a segunda fase, que acontece em julho. O ano letivo começa em setembro.
Conheça as principais universidades portuguesas
Universidade Católica Portuguesa (UCP)
A Universidade Católica Portuguesa é a primeira universidade moderna no país a não ser fundada pelo Estado. Ela nasceu como uma faculdade de Filosofia em Braga, em 1967, e em 1970 se expandiu para Lisboa, onde hoje fica sua sede principal.
Depois disso, outros dois campi foram criados, no Porto e em Viseu, e atualmente as 17 faculdades, seus cerca de 11.000 estudantes (2.673 internacionais de 100 países) e mais de 1.000 professores (entre eles 254 internacionais) estão espalhados nestes 4 espaços.
Entre as 17 faculdades estão:
Mais de 900 alunos da Católica participam anualmente do programa Erasmus. O ranking da Times Higher Education coloca a Católica como a número 1 do país nos últimos dois anos. A taxa de empregabilidade de alunos de graduação e mestrado integrado da UCP é de 97,5%.
Universidade Nova de Lisboa (UNL)
A Universidade Nova de Lisboa completou 50 anos em 2023 e já tem história para contar. É internacionalmente reconhecida por sua qualidade em ensino e pesquisa, o que se reflete nos resultados obtidos em vários rankings importantes.
A UNL já construiu tradição em trabalhar em áreas de inovação, com efeitos práticos na economia e serviços, em âmbito nacional e global. Tem um perfil internacional, de investigação colaborativa, prestando serviço de uma forma que promova solidariedade e desenvolvimento sustentável em diversas áreas.
A Nova conta com 9 faculdades, 9 bibliotecas e 3 prédios residenciais. São 29 cursos de graduação 1.800 professores e pesquisadores e pouco mais de 20.000 estudantes (cerca de 6.000 na graduação). Do total de alunos, aproximadamente 2.500 são estrangeiros, vindos de mais de 100 países.
A universidade tem ainda 41 centros de pesquisa, 77% deles avaliados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia de Portugal como “excepcional”, “excelente” ou “muito bom”.
Tem firmadas mais de 530 parcerias de mobilidade internacional em 63 países, recebendo anualmente aproximadamente 930 estudantes em seu campus e enviando para outros países cerca de 750 alunos.
Universidade do Porto
Localizada na segunda maior cidade do país, a Universidade do Porto foi fundada em 1911 e hoje figura entre as 150 melhores instituições de ensino superior da Europa. É a mais internacional das universidades de Portugal, resultado de uma estratégia que engloba cooperação com centenas de instituições de ensino superior em todos os continentes.
A UP conta com 14 faculdades, uma Business School, 51 centros de pesquisa, 16 bibliotecas, 2 museus e 9 residências universitárias. Disponibiliza um portfólio acadêmico numeroso e diverso e adota um método de ensino “hands-on”, em que os alunos aprendem na prática habilidades que serão exigidas no mercado de trabalho.
Algumas áreas de referência na UP são Arquitetura, Esporte, Engenharia Civil e Engenharia Química.
A Universidade do Porto tem cerca de 32.000 alunos, o que a torna a universidade com a maior população universitária do país. Por volta de 13% destes estudantes são internacionais, representando 100 nacionalidades diferentes.
Tecnologia de ponta e laboratórios avançados estão à disposição de alunos e professores. Fora do campus, eles vivem em uma cidade praiana, hospitaleira, famosa pela produção de vinho e linda arquitetura barroca.
Universidade de Coimbra
Uma das 5 universidades mais antigas do mundo e a mais antiga de Portugal, a Universidade de Coimbra alinha tradição com modernidade e inovação. São 731 anos influenciando grandes acontecimentos no mundo e, por que não, com papel importante na história do Brasil.
Passaram por lá, por exemplo, José Bonifácio (patriarca da independência), e o escritor Gregório de Matos (nascido na Bahia), que se formou em Coimbra em 1661. A presença de brasileiros na UC é realmente antiga. Há registros de 354 brasileiros no século XVII e mais de 1500 no século XVIII.
UC tem hoje mais de 25.000 estudantes, entre eles 5.275 estrangeiros (20,9%) de 105 países, distribuídos em 3 campi. São 8 faculdades (Direito, Letras, Medicina, Farmácia, Ciência e Tecnologia, Psicologia, Economia, Ciências da Educação e ainda Ciências do Esporte e Educação Física), que oferecem um total de 330 cursos, de graduação a doutorado.
A universidade conta ainda com uma escola de Artes, além do Instituto de Pesquisa Interdisciplinar e do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde. Tem 2 museus, 16 bibliotecas e 1 jardim botânico.
Com ótimas instalações esportivas, a Universidade de Coimbra foi considerada 4 vezes nos últimos 10 anos a melhor da Europa em esportes universitários.
A principal biblioteca da universidade, a Biblioteca Joanina, foi considerada uma das mais espetaculares do mundo pelo jornal britânico Telegraph. Ela abriga cerca de 60.000 obras, muitas dos séculos XVI a XVII, em diversas línguas.
Quanto custa estudar em Portugal
O custo anual de um estudante em Portugal pode variar muito em função de vários fatores. O primeiro ponto está relacionado à cidadania do aluno. A propina (anuidade) para alunos brasileiros com cidadania europeia é bem mais em conta que para os estudantes que não têm a dupla cidadania.
A diferença é de milhares de euros por ano. Para quem tem cidadania europeia o valor da propina gira em torno de 900 euros anuais e para quem não tem ele pode ser de cerca de 3.000 a 12.000 euros.
O custo da anuidade varia também de universidade para universidade e de acordo com o curso escolhido. Se a universidade é pública ou privada é outro fator que influencia no valor.
Além da anuidade, é importante pensar nos gastos que o estudante vai ter no dia a dia. Eles podem variar bastante de acordo com o estilo de vida e a cidade onde o aluno vai estudar e morar.
O custo de vida, que inclui gastos com alimentação, transporte, celular e saúde, varia dependendo do lugar escolhido. O mesmo acontece com a moradia.
Na capital, Lisboa, por exemplo, um quarto individual com banheiro fica em torno de 750 euros mensais. E o custo de vida gira em torno de 335 euros por mês.
No Porto, gasta-se um pouco menos. A moradia pode ficar por 550 euros por mês e o custo de vida, 320. Em Coimbra os valores caem ainda mais: 480 em média para moradia e 300 para os gastos no dia a dia.
A família ainda deve estipular o quanto disponibilizar para lazer e compras, de acordo com as preferências, necessidades e possibilidades de cada um.
Mente aberta e boa preparação
O caminho do estudante brasileiro até ser aceito em uma universidade portuguesa não é complicado. Porém, é importante entender este caminho e se preparar da melhor maneira para obter sucesso no processo.
Quem vai aplicar pelo ENEM precisa fazer um bom plano de estudos, para dar o seu melhor na prova. O ingresso vai depender exclusivamente do seu desempenho.
Pesquise nos sites das universidades a nota mínima para o curso escolhido, se há peso para cada matéria e planeje-se para atingir esta meta.
Para quem vai aplicar pelo Exame Nacional, é importante prestar atenção nas notas do colégio, buscando o melhor desempenho desde o início do Ensino Médio.
Afinal, estas notas representam ao menos metade da avaliação das universidades. É preciso entender como a prova funciona e, claro, estudar para poder ter um bom resultado.
Lembre que a prova tem um formato próprio e o português empregado é o de Portugal. Muitas vezes ele pode confundir e fazer com o que o candidato não entenda bem o enunciado.
Uma dica é consultar o site da IAVE, instituição responsável pelo exame, onde o aluno pode acessar provas e simulados.
O ideal em todo processo é focar na preparação, no planejamento, no estudo e ter uma boa orientação. Mas antes de tudo, amadurecer as escolhas.
Como? Se possível, já desde o final do Ensino Fundamental e início do Médio ter as portas abertas e decidir se quer mesmo estudar fora e se preparar para isso.
Pesquise sobre os países, as universidades e os cursos que lhe pareçam interessantes. Isso vai ajudar a tomar decisões mais conscientes e maduras.
Este conhecimento aliado a uma boa preparação vai permitir que no final do Ensino Médio o aluno tenha boas opções e esteja pronto para decidir o que fazer após os vestibulares.
Tudo o que você precisa saber para estudar na Holanda
/em Holanda /por Daqui pra ForaConfira tudo que é preciso saber para fazer faculdade na Holanda, país com 7 universidades entre as 100 melhores do mundo e o 3o melhor sistema educacional do planeta.
A Holanda é um país cada vez mais procurado por estudantes estrangeiros do mundo inteiro. Hoje cerca de 90 mil jovens de 162 países estudam em universidades holandesas. Eles são atraídos não só pela excelência acadêmica, mas também pela excelente qualidade de vida e pela característica multicultural do país, famoso por ser receptivo e com uma sociedade “mente aberta”.
Há tempos a Holanda figura entre os países com melhor qualidade de vida do mundo. Hoje é o sétimo no ranking do US News, que leva em conta moradia, saúde, educação, transporte, segurança, liberdade individual e meio ambiente, entre outros fatores.
Por que morar na Holanda?
A Holanda tem ainda a 5a economia da região. Algumas das maiores multinacionais do mundo, como Philips, Heineken, KLM, Shell e Unilever, são holandesas.
Além disso, a proximidade com grandes centros comerciais e financeiros, como o Reino Unido, a Alemanha e a França, faz com que o país seja interessante tanto para quem está de olho no mercado de trabalho quanto para quem quer explorar novos lugares e culturas, viajando pelo continente.
Além de tantos atrativos, a qualidade do ensino superior holandês e o custo-benefício dessa jornada têm um apelo especial. São 7 universidades entre as 100 melhores do mundo, segundo o ranking da Times Higher Education, que coloca a Holanda como o terceiro melhor sistema educacional do planeta.
Apesar de a língua oficial do país ser o holandês, cerca de 95% da população fala inglês fluente e muitos ainda dominam uma terceira língua, como francês ou alemão. É, portanto, uma excelente oportunidade para aprender mais um idioma.
Seja nas grandes cidades, como Amsterdam e Rotterdam, ou nas pequenas, como Delft ou Leinden, a experiência de fazer faculdade na Holanda certamente oferece excelência acadêmica, vida multicultural e a construção de uma potente networking.
Neste vídeo, o estudante Lucas Cordeiro conta um pouco da experiência de estudar na Holanda:
As principais vantagens de estudar na Holanda
Excelência acadêmica
Com 7 universidades entre as top 100 e reconhecido internacionalmente como um dos principais polos acadêmicos do mundo, a Holanda oferece no seu ensino superior uma metodologia diferenciada, o PBL (Problem Based Learning).
Baseado na solução de problemas, centrado no aluno, interativo, com técnicas modernas e inovadoras, o PBL é apontado como um dos principais fatores responsáveis pela excelência no ensino holandês.
Além disso, as classes nas universidades holandesas são pequenas, o que comprovadamente favorece o aprendizado e aproxima os alunos dos seus professores.
Neste contexto, os alunos podem optar por dois tipos de universidades onde recebem o diploma de bacharel: as de pesquisa e as de ciências aplicadas.
As de pesquisa são mais voltadas para quem se interessa por elas e deseja seguir carreira acadêmica. Enquanto as de ciências aplicadas (a maioria) são mais profissionalizantes, direcionadas às práticas de mercado.
Nos dois casos há inúmeras opções de cursos em inglês, já que a Holanda é o país da Europa Continental que mais oferece cursos em inglês em nível superior. São mais de 1500. Vale lembrar que, apesar da enorme oferta, é sempre bom se certificar se o curso pelo qual o aluno optou é oferecido em inglês na instituição escolhida.
Custo-benefício
O valor empregado para estudar em uma universidade holandesa é inferior se comparado ao custo de outras universidades em países onde se fala inglês, como Estados Unidos e Reino Unido, levando-se em conta, inclusive, o custo de vida nestes países.
Além disso, dificilmente o aluno vai encontrar em qualquer lugar do mundo um investimento equivalente por um ensino top 100 ou top 200.
Para quem tem cidadania europeia, este investimento é muito menor. Ao invés de pagar de 6.000 a 15.000 euros por ano, o estudante com cidadania europeia paga uma anuidade próxima a 2.000 euros.
Outro fator que ajuda a melhorar a relação custo-benefício na Holanda é o fato de o estudante poder trabalhar 16 horas por semana durante o período de aulas ou ainda full time nas férias.
O ambiente multicultural, a participação em associações estudantis, a possibilidade de viagens, de trabalho e de estágio possibilitam ainda, sem dúvida, a criação de uma potente networking que o aluno vai levar para toda sua vida pessoal e profissional.
Possibilidade de residência após a faculdade
Já familiarizados com a cultura e o estilo de vida locais, vivendo em um país com excelente qualidade de vida e inúmeras oportunidades, muitos estudantes terminam o curso e querem permanecer na Holanda. A boa notícia é que é possível.
Depois de adquirir o diploma na Holanda, estudantes que não pertencem à União Europeia podem se candidatar à autorização de trabalho “zoekjaar” (ano de busca). Conseguindo uma vaga, o empregador vai solicitar uma licença de imigração altamente qualificada em nome do estrangeiro, sem que ele precise deixar o país.
Ainda há a possibilidade de pedir autorização de trabalho caso a pessoa pretenda abrir seu próprio negócio por lá.
O Processo Seletivo
O processo seletivo na Holanda é semelhante ao do Reino Unido. Tanto as universidades de pesquisa quanto as de Ciências Aplicadas avaliam o histórico escolar do Ensino Médio do candidato e a prova de proficiência em inglês (TOEFL ou IELTS).
Na Holanda, o candidato aplica direcionado a um curso específico, assim como no Brasil. Vai, portanto, concorrer com outros interessados no mesmo curso.
Alguns cursos são mais concorridos que outros e para estes casos as universidades podem exigir alguns elementos a mais na application.
Entre estas exigências podem estar uma redação (motivation letter ou personal statement), onde o aluno geralmente fala sobre o que o leva a querer estudar aquele curso naquela instituição; cartas de recomendação (de professores ou coordenadores da escola); e um currículum vitae.
Nos cursos onde a concorrência é muito alta, a universidade pode exigir ainda o SAT ou o ACT, ou mesmo uma prova específica elaborada pela própria universidade.
As notas exigidas no TOEFL e no ACT ou SAT (se necessário) variam de acordo com cada universidade e com cada curso.
Studielink e Numerus Fixus
O primeiro passo para se candidatar, portanto, é checar no site da universidade escolhida todas as informações sobre o processo de application da instituição e se certificar de todos os requerimentos que ela exige.
Para a maioria dos programas, o aluno deve se registrar no Studielink, plataforma oficial para se candidatar a uma universidade na Holanda. Funciona como o Common App (dos Estados Unidos) ou o UCAS (do Reino Unido).
Mas atenção: é imprescindível se certificar se o curso e a universidade escolhidos requerem o registro no Studielink. Algumas instituições e cursos usam processos diferentes.
Nas áreas de estudo mais procuradas, onde há uma demanda excessiva, o processo seletivo passa por um sistema de loteria centralizado e ponderado chamado Numerus Fixus, controlado pelo governo holandês.
Neste caso, por ser um sistema ponderado, os estudantes com histórico escolar forte têm mais chances de sucesso. A maioria dos cursos em inglês na Holanda passam pelo Numerus Fixus, especialmente Psicologia, International Business, Fisioterapia, Medicina e Economia, que costumam ser os mais concorridos. De novo, é fundamental checar com a instituição se o curso escolhido passa pelo Numerus Fixus.
A application para Numerus Fixus deve ser submetida até o dia 15 de janeiro e as respostas chegam em 15 de abril. Esta resposta indica a colocação do aluno no ranking dos candidatos.
Se aceito, o candidato tem duas semanas para responder se aceita a oferta de vaga. Caso não tenha sido aceito, ele ainda tem chances dependendo de alguma desistência e da sua colocação no ranking. É como uma lista de espera.
Para outros programas, fora do Numerus Fixus, o deadline para a application é geralmente 1o de maio. Mas sempre vale a pena checar a data com a universidade escolhida.
O ano letivo na Holanda começa em agosto.
Entrada direta, sem passar pelo Foundation
O sistema de ensino na Holanda tem o modelo semelhante ao do Reino Unido, onde o Ensino Médio tem 4 anos. Isso faz com que, ao ingressarem no ensino superior, alunos internacionais precisem fazer o que eles chamam de um ano de Foundation.
O Foundation corresponde a um ano básico, que introduz o estudante ao sistema europeu de ensino e o prepara para os próximos 3 anos de faculdade.
Alunos que fizeram o Ensino Médio em escolas que acompanham o sistema europeu não precisam fazer o Foundation. Quem termina o Ensino Médio com diploma de IB (International Baccalaureate) também pode passar direto pelo Foundation.
Em algumas instituições, provas como SAT, ACT e APs também podem ser suficientes para dispensar o Foundation. Quem já fez um ano de faculdade também pode passar direto.
Em todos os casos, é importante consultar a universidade para saber sobre a necessidade ou não de cumprir o Foundation year.
Quanto custa estudar na Holanda
O custo anual de um estudante na Holanda pode variar bastante em função de vários fatores. Ter ou não a cidadania europeia é um dos principais deles. Isso porque a tuition (anuidade da faculdade) diminui muito para os alunos que são cidadãos europeus.
A diferença pode ser de milhares de euros. Para os alunos brasileiros, a tuition pode variar de 6.000 a 15.000 euros por ano. Já para quem tem passaporte europeu ela cai para próximo de 2.000 euros anuais.
Porém, essa regra não se aplica ao Foundation Year, onde todos pagam o mesmo valor, que gira entre 12.000 e 18.000 euros, dependendo da instituição e do curso.
De qualquer forma, o investimento não é maior do que aplicado em universidades também muito bem conceituadas na América do Norte ou no Reino Unido, por exemplo. Ao contrário. E o diploma certamente vai abrir portas no mundo todo.
Além da anuidade da faculdade, há outros aspectos que devem ser levados em conta quando falamos em manter um estudante na Holanda, que são os gastos que ele vai ter no seu dia a dia por lá. Com moradia e alimentação, a família pode estimar um valor de 800 a 1.100 euros mensais.
Vale a pena pensar em reservar um pouco também para algumas necessidades e vontades do aluno, como roupas, lazer e transporte. A Holanda é um lugar cheio de atrativos e fica próximo de outros países igualmente atraentes e de fácil acesso. Os valores nesse caso são muito particulares, dependem do estilo de vida e das possibilidades de cada família.
Dicas para esta jornada
Quem já pensa em aplicar para universidades nos EUA, Canadá ou Reino Unido pode, portanto, conhecer o que a Holanda oferece. O caminho tem muitos pontos em comum.
Planejamento, foco, dedicação e uma boa orientação são ingredientes fundamentais para qualquer processo seletivo. Mas também é muito importante amadurecer suas escolhas. Como? Mantendo as portas abertas, pesquisando, conhecendo, decidindo o quanto antes se realmente deseja estudar fora e se está disposto a se preparar para isso.
Este conhecimento, junto com uma boa preparação, vai dar ao aluno a possibilidade de ter as várias opções no final do Ensino Médio. E ele certamente vai estar pronto para tomar a melhor decisão sobre o que fazer após os vestibulares.
Se precisar de ajuda ao longo desse processo, a Daqui pra Fora pode ajudar com toda a assistência necessária para que a experiência seja agradável. Vamos conversar?
Conheça as melhores universidades da Irlanda
/em Universidade no Exterior /por Daqui pra ForaUm dos países mais visitados da Europa, a Irlanda atrai cada vez mais estudantes para suas universidades. Aqui você vai conhecer as principais delas e saber como buscar uma vaga por lá.
A Irlanda é um dos países que mais atraem estrangeiros na Europa. Em outras palavras, o número de visitantes por ano, cerca de 6 milhões, chega a superar o da própria população, que é de 4,8 milhões de habitantes. Além disso, o interesse pelas universidades vem crescendo também. Enfim, motivos não faltam.
Os estudantes que optam pela Irlanda vivem em um país não só com excelente qualidade de vida, belas paisagens e muita história, mas também uma população extremamente acolhedora. Aliás, de acordo com o site Studyportals, da Holanda, a Irlanda é o lugar onde os estudantes internacionais se sentem mais satisfeitos.
Por que estudar na Irlanda?
Conhecida também como Ilha Esmeralda, a Irlanda é o 23o colocado no ranking de “Melhores Países” do USNews, onde aparece como o 8o no quesito “Open for Business” e 15o em “Qualidade de Vida”.
O sistema educacional irlandês é, sem dúvidas, um dos melhores da Europa e do mundo. Mais de 85% da população jovem da Irlanda termina o Ensino Médio e cerca de dois terços completam o ensino superior. Igualmente, a Irlanda é a número 1 na Europa em termos de graduados por 1.000 habitantes.
O investimento do governo em busca de um padrão internacional traz há algum tempo excelência acadêmica para a Irlanda. Como resultado, hoje existem 7 universidades públicas, 14 institutos de tecnologia e, também, vários centros de educação e pesquisa de ponta, localizados em campus belíssimos em diferentes pontos do país.
Vantagens de estudar na Irlanda
Qualidade de vida
Seja qual for o destino, quem for estudar na Irlanda vai encontrar cidades limpas, muito bem organizadas, com excelente sistema de transporte, segurança e saúde. Além disso, a vida fora do campus é tranquila, porém com inúmeras opções de lazer e também na área cultural.
Localização
Conhecer novos lugares e culturas é uma das principais vantagens de estar na Irlanda. Viagens não só para o para o Reino Unido, mais próximo, mas também para França, Noruega, Alemanha e outros países do Velho Continente são confortáveis e não são caras. Por isso, são bastante comuns entre os estudantes.
Experiência multicultural e networking
À proporção que, de 2016 a 2019, o número de estudantes internacionais cresceu 27% na Irlanda, a diversidade também aumentou. Hoje o país recebe jovens de 160 países, que representam 12% da população estudantil.
A convivência diária com colegas e professores com diferentes backgrounds fortalecem o networking e representam um diferencial importante na formação pessoal e acadêmica do aluno.
Possibilidade de trabalhar
Na Irlanda, os estudantes internacionais podem trabalhar até 20 horas por semana durante o ano letivo e 40 horas por semana nas férias. E, ainda por cima, o salário mínimo no país é um dos melhores da Europa, 10,50 euros por hora.
Além de ajudar na manutenção, o trabalho favorece a integração com a população local, pode auxiliar na formação acadêmica e ainda potencializar o networking. Algumas empresas líderes globais, como Google, Facebook, Pfizer, Apple e Intel, têm sua sede europeia na Irlanda.
Custo-benefício
A boa relação custo-benefício é um dos fatores que vem atraindo cada vez mais estudantes internacionais à Irlanda. Comparado com a América do Norte e outros países de língua inglesa, o investimento é, em média, mais baixo.
A tuition (anuidade da universidade) para estudantes internacionais custa entre 10.000 e 20.000 euros por ano. O custo de vida, que inclui despesas com moradia e alimentação, pode variar de 800 a 1.500 euros mensais, dependendo da localização, do tipo de moradia, das preferências e possibilidades do aluno.
Excelência acadêmica
O ensino superior na Irlanda é muito bem reconhecido internacionalmente. As 7 universidades públicas do país estão ranqueadas entre as 700 melhores do mundo, de acordo com o QS World University Ranking.
Os estudantes, locais e internacionais, podem escolher entre inúmeros programas em reconhecidas escolas de negócios, centros de excelência científica e tecnológica e renomadas faculdades de Artes e Humanidades.
Conheça as principais universidades da Irlanda
Trinity College Dublin (TCD)
A mais antiga universidade da Irlanda, fundada em 1512, é também a número 1 do país nos mais diversos rankings internacionais, entre eles o QS, onde figura na 101a posição. Além de muito rica em história, a Trinity College, também conhecida como Universidade de Dublin, é primeiramente reconhecida globalmente pela qualidade do seu ensino e pesquisa.
Seu campus histórico é um oásis no centro de Dublin. Os mais de 18.000 estudantes, entre graduação e pós, se dividem em 3 faculdades:
Dezoito cursos da Trinity aparecem entre os Top 100 em suas áreas no QS ranking.
A localização privilegiada permite aos estudantes viver plenamente a cidade, capital do país, um lugar intenso, com vida cultural agitada, com muitos pubs e restaurantes. Dublin é um lugar moderno e histórico ao mesmo tempo, que já foi escolhida várias vezes como a cidade mais amigável da Europa.
O campus é verdadeiramente um lugar multicultural. TCD é a 8a universidade mais internacional do mundo, segundo a Times Higher Education, com 28% dos seus estudantes vindos de mais de 120 países.
Fora das salas de aula e de estudos, os alunos da Trinity podem participar de cerca de 170 clubs e associações estudantis, com atividades nas mais diversas áreas, de esportes a teatro, ficção científica ou economia.
Ainda mais, a universidade é uma das poucas que oferece um tutor que acompanha o aluno durante os 4 anos do programa. Trinity tem ainda vínculo com instituições fora da Irlanda e incentiva seus alunos a terem algum tipo de experiência internacional durante a graduação. Dessa forma, são mais de 300 opções em países como Alemanha, França, Estados Unidos, Índia e outros.
University College Dublin (UCD)
Considerada uma das principais instituições de pesquisa da Europa, UCD é uma das mais tradicionais e a maior universidade da Irlanda. De fato, seu campus de mais de 130 hectares está preparado para receber diariamente 33.000 alunos, 4.000 deles de outros 136 países, e abriga 5 faculdades.
UCD é a 177a no ranking QS das melhores universidades do mundo e tem 733 entre os seus 1.725 professores vindos de fora da Irlanda.
Fora das aulas, os alunos da UCD dispõem de 55 clubs esportivos e mais de 88 associações estudantis no campus para se engajarem nas mais diferentes áreas, de canoagem a comédia e engenharia química, por exemplo.
A International Student Society acolhe os alunos internacionais e promove atividades e passeios pela cidade e pelo país. Eles também podem frequentar o UCD Global Lounge, um hub dedicado a grupos e organizações estudantis focados na globalização, com palestras e eventos durante todo o ano.
A localização do campus, assim como acontece na TCD, também permite aos estudantes aproveitarem tudo que a capital do país pode oferecer.
A UCD foi considerada em 2020, pelo terceiro ano consecutivo, a instituição com maior empregabilidade da Irlanda e 75a do mundo, segundo o QS Employability Ranking.
National University of Ireland, Galway (NUI Galway)
NUI Galway cresceu muito nos seus 175 anos de história. Começou com 68 alunos e, atualmente, mais de 18.000 estudantes frequentam diariamente seu lindo campus, localizado na cidade de Galway.
NIU Galway não cresceu apenas em tamanho. Vem subindo nos rankings internacionais principalmente na última década e hoje é a 258a colocada no QS World University Rankings. Recebeu recentemente, inclusive, um investimento de 400 milhões de euros na melhoria do seu campus.
A universidade é conhecida como uma das líderes em pesquisa no país, com ênfase em programas de interdisciplinaridade e colaboração com parceiros na indústria em áreas estratégicas, no âmbito regional e nacional.
A universidade conta com 5 faculdades e mais de 50 cursos na graduação, entre eles:
National University of Ireland, Galway tem 4.1 estrelas no Studyportals, plataforma que é uma das principais referências quando o assunto é como os estudantes do mundo todo avaliam o ensino e a experiência nas universidades.
Galway é uma cidade litorânea na costa oeste do país, uma das mais bonitas e mais visitadas por turistas. Tem cerca de 80 mil habitantes e, apesar de parecer pequena para nós, brasileiros, é a 4a mais populosa da Irlanda.
É um lugar charmoso, com cara de interior, mas com atmosfera alegre e animada, principalmente por causa do grande número de jovens que moram por lá.
University College Cork (UCC)
Com 170 anos de tradição, a University College Cork é a 4a universidade irlandesa mais bem colocada nos rankings internacionais. UCC não só tem cerca de 21.000 estudantes, sendo 3.400 deles internacionais, mas também entre os professores, um terço vem de fora da Irlanda.
UCC está entre as Top 50 universidades da Europa em excelência no ensino, segundo o ranking da Times Higher Education. Além disso, foi a primeira universidade no mundo a receber a Green Flag internacional, em 2010, por sustentabilidade ambiental.
O lindo campus fica em Cork, a segunda maior cidade da Irlanda, na costa sudoeste do país. Com aproximadamente 120.000 habitantes, Cork é considerada uma cidade universitária, tem atmosfera vibrante e é cheia de atrativos para turistas e estudantes, como castelos, museus e catedrais históricas.
Processo seletivo
A admissão nas universidades irlandesas leva em consideração, basicamente, o mérito acadêmico. Com o sistema parecido com o do Reino Unido, as universidades requerem, geralmente, o histórico escolar dos candidatos e teste de proficiência em inglês (IELTS ou TOEFL, por exemplo).
Assim como nos Estados Unidos e no Reino Unido, os candidatos submetem suas applications (candidaturas) via uma plataforma comum, no caso a CAO (Central Application Office).
Mas, dependendo do curso e da demanda, podem ser necessários outros documentos. Por isso, o ideal é o candidato checar os documentos exigidos na instituição escolhida, verificando os critérios diretamente no departamento de admissão da universidade.
Se você tem o sonho de estudar na Irlanda, a equipe especializada da Daqui pra Fora pode oferecer toda a assistência necessária. Preencha o formulário abaixo e vamos começar uma conversa.
Como é estudar na Universidade Columbia
/em Estados Unidos /por Daqui pra ForaConheça a trajetória e o dia a dia de uma brasileira na Universidade Columbia, universidade Ivy League, uma das mais renomadas dos Estados Unidos e do mundo.
Estudar na Universidade Columbia, em Nova York, é o objetivo de milhares de estudantes do mundo inteiro, todos os anos. Não é à toa. Além de estar muito bem localizada, no coração de Manhattan, Columbia integra a Ivy League, grupo composto por 8 das mais prestigiadas universidades americanas, academicamente falando. São elas:
A origem do grupo é esportiva, por isso o nome Liga, que é a forma como é organizado o esporte universitário nos EUA. Esta liga, especificamente, reúne apenas universidades de ponta em termos acadêmicos.
Um diploma de uma Ivy League é muito significativo, sem dúvida. A experiência de viver e estudar em uma universidade com este nível de reputação garante um olhar diferenciado sobre seus ex-alunos. Por isso, são universidades muito competitivas, com acesso mais difícil, mas não impossíveis de serem alcançadas.
Por dentro da Universidade Columbia
A Columbia University, 17a melhor universidade do mundo, segundo o ranking Times Higher Education, é dividida em 20 escolas. Três são voltadas para a graduação: Columbia College, a Fu Foundation School of Engineering and Applied Science e a School of General Studies.
Com um rate de 5,7 estudantes por membro do staff, Columbia carrega muito prestígio em seus mais de 250 anos de história. Mais de 90 professores, funcionários e ex-alunos já foram laureados com o Prêmio Nobel.
Entre eles estão Joseph Stiglitz, ganhador do Nobel de Economia em 2001 e o ex-presidente Barack Obama, que recebeu o Nobel da Paz em 2009.
Até o final do ano passado, Columbia incluía entre seus ex-alunos, staff e professores 3 ex-presidentes americanos e 29 chefes de Estado estrangeiros. Além deles, há 10 membros da Suprema Corte americana, 122 membros da Academia Nacional de Ciências, além de 11 medalhistas olímpicos e 33 vencedores do Oscar.
O campus principal ocupa 6 quarteirões no Upper East Side de Manhattan, região muito cobiçada por moradores e turistas. É composto por 71 prédios, com laboratórios de primeira linha, auditórios, salas de estudo, refeitórios, 23 bibliotecas e 7.800 apartamentos para moradia.
Mais de 11 mil dos 31 mil estudantes de Columbia são internacionais. A carioca Amanda Beck, ex-aluna Daqui pra Fora, é uma delas. Amanda cursa Astrofísica na Columbia College e vive essa experiência multicultural nas salas de aula, gramados, refeitórios, salas de estudos e bibliotecas espalhados pelo campus.
A seguir você vai poder conhecer o caminho que ela percorreu e como tem sido a experiência dela por lá. Aproveite para se inspirar, porque, sim, é possível.
A preparação e o processo seletivo
Amanda estudou em uma escola brasileira regular. Lá, antes dela ninguém havia aplicado para universidade no exterior. “A orientação da Daqui pra Fora foi fundamental porque minha escola, que com certeza foi muito boa para mim, não tinha experiência em enviar alunos para fora”, conta.
O processo seletivo para universidades americanas engloba várias etapas. Uma delas é o histórico escolar, que inclui as notas dos últimos 4 anos do colégio. “Preste muita atenção nisso”, aconselha Amanda. “Valorize suas notas, é o primeiro ponto que eles olham”.
Amanda recomenda começar a se preparar o quanto antes para o SAT. “Minha dica é conhecer a prova, começar a estudar cedo, fazer no segundo ano e se precisar, no terceiro também.” Como existe o Superscore, é sempre bom fazer a prova mais de uma vez.
Com o Superscore as universidades levam em conta a melhor nota do candidato em cada parte da prova, Matemática e Inglês. Foi o que aconteceu com a Amanda. Mas ela lembra que não é bom fazer a prova despreparado, “Algumas universidades, como Yale, olham todas as notas do candidato no SAT”, diz.
As atividades extracurriculares também contam muito, porque por meio delas a universidade conhece melhor o perfil do candidato. “A sua escola com certeza vai ter algum tipo de oportunidade”, afirma. Amanda participou de atividades dentro e fora da escola, algumas mais ligadas às suas preferências, outras nem tanto.
“O ideal é que seja algo que tem a ver com você, para que no seu relato a universidade possa ver que é algo genuíno e que você possa mostrar quem você realmente é”, ela fala.
E o principal, segundo Amanda, é que não basta participar. “O papel do aluno no projeto é fundamental. Ter um papel importante, proativo, de liderança, faz toda diferença. Eles olham muito isso”.
Seleção das universidades e redação para Universidade Columbia
Uma parte importante no processo seletivo é a seleção das universidades. “Saber onde aplicar é fundamental, aumenta as chances de aprovação. Apliquei para 8 universidades. A DpF me ajudou muito na hora de escolher as universidades”, conta Amanda.
“Foram 3 rich, as mais difíceis (Yale, Columbia e Brown), 3 mais ou menos difíceis, target (Georgia Tech, University of Michigan e NYU) e 2 safe (University of Colorado Boulder e University of Lehigh, na Pennsylvania)”, diz. Das 8, Amanda foi aceita em 4: Georgia Tech, Columbia e as 2 safes.
Amanda acabou escolhendo Columbia, pois havia feito um tour pela universidade e viu que era o que ela realmente queria. “Você não precisa ir para lá para fazer o tour. Eu fui porque havia feito um programa em Yale e aproveitei a viagem. Só visitei essas duas. Têm virtual tours também, que são bem legais. Vi que Columbia aplicava 1 bilhão de dólares em pesquisa e isso me atraiu muito, porque quero ser pesquisadora”, explica.
A partir da lista feita com a Daqui pra Fora, Amanda começou a olhar o que cada uma pedia na application, fazer todas as redações. “A DpF me ajudou muito. Eu fazia draft das redações, enviava, corrigia algumas coisas, outras eu deixava do meu jeito”, conta.
“Em uma as redações falei sobre a minha jornada no Ensino Médio narrando como a Astrofísica começou a entrar na minha vida de jeitos diferentes. Tem também as redações clássicas, como a Why this university?, algum grande desafio que você já teve que passar na sua vida e superou, narre um dia perfeito… É importante você conhecer a universidade e adequar o seu essay ao perfil dela, mas sem nunca fugir da sua realidade. Por isso é fundamental escolher faculdades que têm a ver com o seu perfil,” recomenda.
O dia a dia dentro e fora da sala de aula
Amanda conta que a Columbia College é uma espécie de Liberal Arts da Columbia University. Neste tipo de college, os alunos têm um core (matérias exigidas nos dois primeiros anos) e espaço no horário para matérias específicas voltadas ao seu curso. O estudante só declara efetivamente o curso que quer fazer no final do segundo ano.
Amanda, que queria Astrofísica, fez algumas matérias específicas, como Física I e II, já no primeiro ano. “Meu curso é como se fosse um double major de Astronomia e Física, tem muita disciplina, muitos créditos. Eu puxei alguns para adiantar. Mesmo assim, se eu quisesse, poderia ter mudado minha opção de curso no final do segundo ano”, explica.
Columbia é muito exigente. Por isso, a universidade impõe um limite de créditos por semestre aos alunos (18). “Tem que trabalhar duro, mas as notas de cada disciplina são compostas por vários elementos, como dever de casa, finals, projeto, testes… e isso ajuda”, conta.
Um ponto que chamou a atenção de Amanda desde o início foi a estrutura da universidade. “Os prédios, antigos ou modernos, são ótimos, têm tudo”, conta. “Os dorms são individuais e isso eu nem sabia. Gostei muito”, diz.
“Os buidings em Columbia são divididos por áreas de conhecimento, mas a interação com pessoas de outros cursos é enorme. Todo mundo usa as bibliotecas, salas de estudo, todos comem juntos nos dining rooms, e no verão todo mundo estuda no gramado, como nos filmes mesmo”, ela diz.
Além disso, há mais de 500 clubs, organizações estudantis que integram alunos de todas as áreas de acordo com seus interesses: esporte, política, religião, artes, nacionalidade, entre outros.
Amanda já fez parte do CSI, onde ajudou a construir um foguete, e hoje preside o Blue Chip, club de astronomia e astrofísica aberto a todos os estudantes.
Você também tem vontade de estudar na Universidade Columbia e gostaria de contar com a assistência personalizada da Daqui pra Fora? Então preencha o formulário abaixo e vamos começar uma conversa sobre o seu processo.
University of Melbourne: a melhor universidade da Austrália
/em Austrália /por Daqui pra ForaSaiba como é estudar na University of Melbourne, melhor universidade da Austrália, país com excelência acadêmica e uma das melhores qualidades de vida do mundo.
Considerada a melhor universidade da Austrália e a 37a do mundo, segundo o ranking da Times Higher Education (THE), a University of Melbourne tem atraído há décadas estudantes do mundo inteiro. Eles buscam unir excelência acadêmica, ótima qualidade de vida e muita diversidade cultural em um só lugar.
E é exatamente o que encontram em Melbourne e em outros pontos do país. Com o bônus de se deparar com belas paisagens por onde quer que forem.
Conheça a University of Melbourne
Segunda universidade mais antiga da Austrália e a mais antiga do Estado de Victoria, a University of Melbourne tem seu campus principal no subúrbio de Parkville, a 3 km do Central Business Disctrict de Melbourne. Há outros campus menores espalhados pelo Estado de Victoria.
Academicamente, a universidade é dividida em 10 faculdades, entre elas:
Cada faculdade oferece vários cursos e 14 deles estão entre os 20 melhores do mundo em suas respectivas áreas, segundo o QS World University Rankings. A University of Melbourne é considerada ainda a 7a do mundo no QS Graduate Employability, o que a coloca entre as com melhor empregabilidade no mundo.
Com mais de 100 centros de pesquisa e institutos, a universidade dispõe ainda de um enorme sistema de biblioteca espalhado pelos campus. E conta ainda com vários museus e galerias para quem se interessa pelos mais diversos assuntos, como história médica, zoologia e arte contemporânea.
O modelo de ensino da University of Melboune é flexível e amplo. Eles acreditam que depois de formados, poucos permanecem no mesmo campo de trabalho. Por isso, priorizam que o aluno construa habilidades que permitam que ele se adapte com sucesso a qualquer mudança que vier lá na frente, já como profissional.
Mas a experiência de estudar na University of Melbourne não se restringe à excelência nas salas de aula, museus, bibliotecas e centros de estudos. Quase metade dos 50.094 estudantes (incluindo graduação e pós) são internacionais. O dia a dia acontece num verdadeiro caldeirão cultural, onde todos podem se misturar em inúmeras atividades.
Há mais de 200 clubs e societies (associações estudantis) para os mais variados gostos e interesses. De xadrez a Yoga e moda, muitos deles ainda podem estar relacionados a cursos ou disciplinas específicas.
Austrália: qualidade de vida e oportunidades
Estudar na University of Melbourne e na Austrália tem vantagens que vão além da rica experiência vivida dentro do campus. A primeira delas e que chama mais atenção especialmente dos brasileiros é a qualidade de vida nas principais cidades do país, incluindo, claro, Melbourne.
Melbourne já foi eleita várias vezes a melhor cidade do mundo para se viver. Diferentemente de Sydney, mais indicada para turismo, Melbourne foi de 2011 a 2017 a líder do ranking como “best livable cities in the world“.
E de lá para cá, continua sempre muito bem colocada. Os critérios que são levados em conta neste ranking incluem infraestrutura, educação, segurança, sistema de saúde e meio ambiente.
O clima em Melbourne é mais ameno que em outras regiões do país, mas esse acaba sendo um detalhe quando se enxerga tudo que a cidade oferece. O lugar é reconhecido como bike friendly e tem um sistema de transporte público eficiente e de muita qualidade. A cidade tem praias lindas e recebe eventos esportivos e culturais o ano todo, alguns voltados justamente para a população de fora do país.
Melbourne, na verdade, não foge muito ao que todo estudante encontra na Austrália em geral. As principais cidades oferecem ótima qualidade de vida e acolhem muito bem os estrangeiros. Por isso, as principais universidades australianas costumam estar entre as que mais recebem estrangeiros no mundo. Segundo o governo australiano, são cerca de 700 mil alunos internacionais espalhados pelo país.
Mas além disso, estudantes internacionais podem trabalhar meio período durante a faculdade na Austrália. Este é um fator que atrai muita gente, tanto pela possibilidade de ganhar experiência profissional como pela oportunidade de ter uma renda. E depois de formado, a chance de se inserir no mercado de trabalho e permanecer no país é muito boa.
Processo seletivo e custos
Como para qualquer universidade fora do Brasil, o primeiro passo para ir em busca de uma vaga é conhecer o caminho, ou seja, como funciona o processo seletivo.
Na Austrália, dois itens são fundamentais para ser aceito em uma universidade. Um é o histórico escolar do Ensino Médio, pelo qual as universidades avaliam o nível acadêmico dos candidatos.
O outro é o exame de proficiência em inglês (TOEFL ou IELTS), teste que as instituições utilizam para se certificarem de que o aluno conseguirá acompanhar as aulas.
Na Austrália, assim como no Reino Unido, o Ensino Médio tem um ano a mais. Assim, os alunos que vão para lá logo após terminarem o colégio geralmente precisam fazer o Foundation Year. O Foundation é uma espécie de básico, preparatório para a universidade, que costuma ajudar os alunos internacionais na adaptação.
Mas é possível não fazer o Foundation, mesmo nas principais universidades do país, como a University of Melbourne. Um bom resultado no SAT e ter diploma do IB (International Baccalaureate) são dois itens que podem fazer o aluno “pular” o Foundation.
O outro elemento que pode fazer o candidato não passar pelo Foundation Year é o personal statement. É uma redação de caráter pessoal, onde o aluno fala de si, de suas preferências, experiências, e mostra seu perfil para a universidade
Como se vê, não é um processo seletivo complicado, mas como todos, requer planejamento e uma boa preparação.
Mais um fator que ajuda a atrair estudantes do mundo todo para a Austrália é o custo. As tuitions (anuidades) vão de AUD $25 mil a AUD $45 mil. No caso da University of Melbourne, a melhor do país e uma das melhores do mundo, gira em torno de AUD $40 mil (ou perto de US $32 mil). O custo-benefício, portanto, é excelente.
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Como é estudar Artes na New York University
/em Cursos /por Daqui pra ForaSaiba como buscar uma vaga e como é a vida de quem estuda arte na New York University, uma das mais prestigiadas e concorridas do mundo na área.
Para quem gosta de cinema, teatro, TV, música ou dança, viver em Nova York é mais ou menos como estar no Olimpo. Agora, imagine poder estudar aquilo que você ama neste verdadeiro epicentro mundial das artes e em uma das melhores universidades do mundo.
A New York University é uma das universidades mais procuradas por estudantes americanos e do mundo todo que buscam formação nas diversas áreas das artes. Considerada a 26a melhor universidade do planeta, de acordo com o ranking da Times Higher Education, a NYU tem mais de 25% dos cerca de 51 mil alunos vindos de fora dos Estados Unidos.
O campus principal fica no coração de Greenwich Village, um dos bairros mais agitados e importantes, culturalmente falando, da ilha de Manhattan, próximo ao Washington Square Park.
Tisch, a escola de artes da New York University
É nesse ambiente inspirador que fica a Tisch School of Arts, prestigiada escola de artes da NYU. Por lá passaram estrelas da música, da TV e do cinema como Lady Gaga, Adam Sandler, Angelina Jolie, Morgan Freeman, Kristen Bell e Spike Lee. Ex- alunos da Tisch já conquistaram um total de 30 Oscars.
São mais de 35 mil ex-alunos espalhados pelo mundo. Atores, produtores, cenógrafos, figurinistas, coreógrafos, roteiristas, músicos, já receberam incontáveis prêmios de reconhecimento pelo trabalho, como Globo de Ouro, Emmy, Grammy,Tony Award, entre outros.
A Tisch abriga três institutos importantes:
A excelência está comprovadamente presente em cada um dos cursos da graduação.
O aluno pode escolher entre teatro, dança, cinema, música, fotografia, televisão, mídias interativas, mídias colaborativas, design para filmes e palco, game design e estudo da performance.
A proximidade com os mais diversos teatros (Broadway e off-Broadway), estúdios, salas de cinema e galerias traz, além de um aprendizado quase orgânico, importantes oportunidades de aprendizado e, inclusive, de estágio.
A excelência no ensino, a localização privilegiada, a potentíssima networking que oferece são alguns dos fatores que atraem a enorme procura por uma vaga na Tisch School of Arts da New York University. Por isso, a seleção é rigorosa, mas uma boa preparação, com organização, planejamento e foco tornam este objetivo totalmente possível.
A prova disso é a trajetória da Giovanna Dalla Vacchia, ex-aluna Daqui pra Fora, que hoje cursa Teatro (Drama) na New York University. Giovanna já teve aula com uma professora que ensinou para Marlon Brando e foi coach de Meryl Streep, por exemplo. A seguir você vai conhecer um pouco do que ela fez antes de ir e como está sendo a sua experiência na universidade.
Preparação e processo seletivo
Giovanna estudou na Escola Americana de Campinas e, aconselhada pela mãe para tentar driblar a timidez, fez parte do club de Drama (teatro) desde os 8 anos. O tempo foi passando e aos 15 ela decidiu que essa era a carreira que gostaria de seguir.
Apesar de a escola dela ter suporte para quem aplica no exterior, Giovanna buscou a orientação da DpF que, entre outros aspectos, auxiliou na seleção das universidades. “É fundamental ter as sugestões, mas você tem que se colocar diante daquilo que é sugerido. O plano era eu aplicar para 12 faculdades e eu acabei optando por 6 ou 8”.
Na NYU Giovanna optou pelo Early Decision, o tipo de application com resultado antecipado, em que o candidato se compromete a estudar lá caso seja aceito. E foi o que aconteceu.
Antes de começar o senior year no colégio, Giovanna foi para Nova York conhecer a NYU. Isso ajudou muito na sua escolha. No tour que fez pela universidade, ela conheceu as instalações e principalmente os métodos de ensino aplicados.
“Quando eu fiz o tour eu me vi estudando lá. Lembro que falei para minha mãe: ‘mãe, é aqui!'”. Outro fator que ajudou na decisão foi a possibilidade de fazer um semestre de intercâmbio em outro país, especificamente na Inglaterra.
Além de todo o processo do Common Application, a NYU pede uma redação específica com o tema “Por que você quer a NYU?. A dica da Giovanna é “nunca escreva que é porque você quer morar em Nova York. “Na visão deles, isso significa que você pode querer qualquer universidade em Nova York”.
Para quem não pode fazer o tour antes, Giovanna aconselha: “Vá no site, veja tudo que chama sua atenção na NYU e passe para eles também o que você pode trazer para essa faculdade”.
Como aplicar para Artes na New York University?
Os candidatos que aplicam para a Tisch School of Arts na New York University passam por outras etapas específicas, que avaliam a história e o potencial de cada um na sua área específica. Portfolio, vídeo, entrevista e audições podem fazer parte do processo, dependendo da área de interesse.
Neste vídeo, damos dicas imperdíveis de como criar um portfólio completo e convincente:
Para o curso de Teatro, especificamente, Giovanna explica que o candidato faz 2 monólogos contemporâneos contrastantes, comédia e drama, interpretando personagens da sua idade. “Eu gravei os monólogos e fiz upload no site, em audição”, lembra. Depois ela passou por uma entrevista, onde apresentou novamente (ao vivo) o seu monólogo via Zoom e respondeu às perguntas do professor.
“Nesta etapa na NYU eles focam muito mais no seu potencial do que naquilo que você está mostrando naquele momento. E usam o conteúdo das suas respostas para, se aprovado, eles te colocarem no estúdio certo, onde você se encaixa, onde eles sabem que você será desafiado e poderá brilhar”, conta Giovanna.
“A Daqui pra Fora me ajudou demais na gravação dos meus monólogos, dando dicas sobre a gravação, entrando em contato com o fotógrafo, me dando opções de estúdio e com quem gravar”.
Ainda para o Teatro, o candidato deve enviar um creative resumé (uma espécie de currículo com os papéis que você já fez) e uma foto headshot. No caso da Giovanna, o fotógrafo que fez o filme fez também esta foto, que ela usa até hoje como identificação na faculdade.
Para quem está aplicando para cursos que demandam audição, algumas orientações específicas na hora de produzir o vídeo são muito importantes. “Sem esse suporte, inclusive no momento da gravação, eu não teria conseguido. Fez toda a diferença no meu processo de seleção, me deu muita tranquilidade. Na verdade, para mim e para minha mãe, que sempre esteve ao meu lado. Sou muito grata por isso”, diz.
Como funciona o currículo na Tisch
Apesar de os dois primeiros anos em muitas universidades nos Estados Unidos serem mais abertos, com uma grade curricular bem flexível, a experiência da Giovanna na Tisch não foi bem assim. Três vezes por semana, desde o início do curso ela tinha estúdio, durante o dia todo, manhã e tarde. “O foco é na técnica, na voz, de movimento, que são a base, o que eles acham mais importante, ela explica.
Além do estúdio, no primeiro ano o schedulle é praticamente fechado. Mas há vários requirements exigidos durante todo o curso que o aluno escolhe as disciplinas da sua preferência, como de Ciências, Liberal Arts e Humanas. O aluno pode fazer as disciplinas de Psicologia, História da Arte, Antropologia, Sociologia, entre dezenas de opções.
“Na NYU eles incentivam o aluno a explorar os campos que você gosta. É aberto, mas no teatro eles partem do princípio que é isso que você quer fazer. Há uma abertura, mas você pode direcionar para o seu campo específico. Posso fazer um minor, por exemplo, em Business Teatral, que está diretamente ligado ao meu curso e vai me ensinar a manejar minha carreira”, conta Giovanna.
Mas caso o estudante perceba que não é isto que realmente quer, ele pode trocar de major e ir para outra área dentro da própria Tisch.
Vida além da sala de aula
A convivência com alunos de toda a universidade, de diferentes cursos, é intensa desde o primeiro ano. Os dorms no primeiro ano são garantidos para todos, especialmente para os alunos internacionais. São 4 alunos no mesmo quarto e você não escolhe com quem vai ficar.
“A ideia é que o aluno conheça e conviva com pessoas diferentes, de outros cursos e com interesses diferentes”, explica. Giovanna. “As minhas roommates eram de Psicologia, Social Work e Educação Musical, foi muito bom”.
A NYU tem ainda centenas de clubs (organizações estudantis), uma Brasa (club de brasileiros), e todo aluno, se tiver tempo, pode se envolver em praticamente qualquer um deles.
Na New York University, como o campus se mistura com as ruas, os alunos vivem muito a cidade. A interação é um pouco diferente da que acontece nos campos tradicionais, mas também acontece e é intensa.
Além disso, estar em Nova York, para alguém dessa área é viver em um mundo de oportunidades. “A cidade respira arte, ela está em todos os cantos, e a gente tem acesso a tudo isso. Pra mim, é o mais tocante de estar aqui”, conta.
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Duolingo Test: veja como funciona o teste
/em Sem categoria /por Daqui pra ForaO mais novo teste de proficiência em inglês, o Duolingo, vem crescendo e ganhando espaço nas universidades. Saiba tudo sobre ele e veja se vale a pena fazer.
Para fazer faculdade em qualquer lugar do mundo onde o curso é ministrado em inglês, estudantes brasileiros precisam fazer uma prova de proficiência na língua, como é o caso do Duolingo Test.
As universidades usam este instrumento para se certificar que o candidato tem capacidade de acompanhar as aulas e de interagir com professores e colegas dentro e fora das salas de aula.
Há alguns testes muito conhecidos de proficiência em inglês, como o TOEFL, amplamente aceito em todo o mundo, e o IELTS, mais tradicional no Reino Unido, mas também bastante aceito em inúmeras instituições ao redor do planeta.
O Duolingo English Test (DET) é um teste de proficiência em inglês criado recentemente pelo aplicativo Duolingo. O mesmo aplicativo que desde 2013 é amplamente utilizado gratuitamente mundo afora para aprendizado de idiomas lançou este teste de proficiência e conhecimento.
Mesmo sendo muito recente, o Duolingo vem crescendo, principalmente após o início da pandemia e é cada vez mais aceito por universidades no mundo todo.
Como funciona o Duolingo English Test
Diferentemente do TOEFL e do IELTS, que passaram a ter testes que podem ser feitos em casa após o início da pandemia, o DET já nasceu online e feito de casa, ainda antes da chegada do Coronavírus. E ele tem uma estrutura bem diferente da dos seus “concorrentes” mais tradicionais.
Primeiro, é um teste mais simples. Você não vai se deparar com aquelas seções fixas mais convencionais Writing, Listening, Reading e Speaking.
As perguntas do Duolingo são transversais e avaliam ao mesmo tempo várias habilidades: Literacy (habilidade de ler e escrever), Comprehension (ler e escutar), Conversation (ouvir e falar) e Production (falar e escrever).
Elas seguem o modelo do próprio aplicativo. Pode ser uma pergunta onde você lê o enunciado e deve responder falando, ou ouvir e ter que responder por escrito, ler e falar, escutar e escrever, ou ainda descrever uma imagem.
Outra diferença é que o teste é adaptativo, ou seja, o nível do teste vai se adaptando ao conhecimento que o aluno apresenta durante a própria prova.
Quanto melhor o seu desempenho, mais difíceis as questões vão ficando. A ideia é que a prova atinja o nível do candidato e que, assim, ele possa ser avaliado de forma mais precisa.
A duração também não é igual a dos outros testes de proficiência, que levam cerca de 3 horas. O DET não chega a 1 hora. São basicamente 45 minutos divididos em três partes.
Estrutura e pontuação do Duolingo
A primeira parte da prova, o Quick Setup, dura 10 minutos e não é avaliada, ou seja, não tem nota. É apenas uma introdução às regras e procedimentos do teste.
Em seguida, por 25 minutos, o candidato responde às questões adaptativas. Nesta parte está o grande volume do teste, onde todas as habilidades são avaliadas.
A ordem das questões é aleatória. Apenas as duas últimas perguntas são padrão: em uma delas o aluno deve escrever um pequeno texto com 50 a 100 palavras e na outra ele deve responder falando por 30 a 90 segundos.
A terceira parte é a Video Interview & Writing Sample. Nela o candidato responde a duas questões abertas e dissertativas. Nas duas, o candidato escolhe um entre dois temas propostos (diferentes para cada questão).
Na primeira ele deve falar por 3 a 5 minutos sobre o tema que escolheu. E na segunda, deve escrever por 3 a 5 minutos a respeito do outro tema escolhido. Em cada uma, o aluno tem 30 segundos para planejar sua resposta.
Para esta etapa não é atribuída nota, porém as respostas são enviadas para as universidades onde o aluno estiver aplicando.
Pontuação e regras
A escala de pontuação do Duolingo English Test vai de 10 a 160 pontos e o score aumenta de 5 em 5 pontos. Os resultados incluem a pontuação geral e a pontuação por habilidade.
A pontuação geral não é uma média exata do resultado de cada habilidade. As 5 pontuações (a das 4 habilidades e a geral) são calculadas independentemente e correspondem a combinações ponderadas das questões, de acordo com a importância de cada uma delas.
De acordo com o resultado, o aluno entra em uma determinada faixa de pontuação. Elas vão de 10 a 55 pontos, de 60 a 85, 90 a 115, 120 a 160.
Na faixa mais baixa (10 – 55 pontos), por exemplo, o aluno é classificado como “capaz de entender palavras e expressões básicas e se expressar em contextos familiares”. Na mais alta (120 – 160), o aluno é “capaz de usar o idioma de forma eficaz e flexível para a maioria dos propósitos sociais, acadêmicos e profissionais.
Como o teste pode ser feito em casa, regras rígidas de segurança precisam ser seguidas.
O candidato precisa estar sozinho, em ambiente silencioso e bem iluminado. Precisa estar com os ouvidos à mostra (não cobertos pelo cabelo), não pode usar óculos escuros nem fone de ouvido. Também não pode ter material para fazer anotações.
Algumas exigências podem parecer irrelevantes, mas dão credibilidade ao exame junto às universidades.
O computador deve ter câmera, alto-falante, microfone e conexão de internet estável. O aluno precisa ter em mãos passaporte ou outro documento oficial com foto. O teste é gravado do início ao fim.
O resultado sai em 48 horas. E o aluno pode refazer o teste quantas vezes quiser, desde que não o faça mais de 2 vezes no período de 30 dias. O valor do teste é U$ 49,00.
Onde o Duolingo é aceito
O Duolingo cresceu e vem sendo cada vez mais aceito pelas universidades em diversos países. Já faz parte do processo seletivo de mais de 1.500 instituições, incluindo 1.028 nos Estados Unidos, 167 no Canadá, 28 na Austrália e 2 na Holanda.
Nos Estados Unidos, algumas das mais importantes universidades, como Yale, Columbia, Duke e UCLA, já aceitam o Duolingo. No Canadá, a University of British Columbia e a University of Toronto, algumas das mais prestigiadas do país e do mundo, também aceitam.
No caso do Reino Unido, o IELTS é exigido para se obter o visto, então ele é mais recomendado.
Apesar de o DET estar sendo cada vez mais difundido, muitas universidades ainda não o aceitam. Por isso, é fundamental checar nas universidades onde você pretende aplicar se o Duolingo é suficiente para você ser admitido.
Quer mais informações sobre o DET e demais testes de proficiência em inglês? Fale com um dos nossos especialistas. Basta preencher o formulário abaixo.