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Saiba como é estudar na Minerva University

22 de novembro de 2021/em Universidade no Exterior /por Daqui pra Fora

Conheça o dia a dia em uma universidade onde, em 4 anos, os alunos estudam em 7 países diferentes. Saiba também como aplicar para estudar lá.

Se você não conhece a Minerva University ou ouviu falar pouco sobre ela, não se preocupe. Você ainda não vai encontrá-la nos principais rankings de ensino superior que são publicados anualmente no mundo todo.

Ela tampouco acumula prêmios Nobel ou similares. A Minerva é uma universidade nova, que surgiu em 2014, com poucas turmas formadas até aqui. Porém, apesar disso, tem sido muito procurada e é muito concorrida.

Além disso, é uma universidade sem campus e sem salas de aula. Como isso é possível? A história e a proposta da Minerva School, que estão totalmente interligadas, justificam este cenário.

E mostram que a tendência é, em pouco tempo, ela vir a figurar entre as mais bem ranqueadas do planeta. Alguns números obtidos neste curto período apontam para a mesma direção.

Entre os gestores hoje que empregam ex-alunos da Minerva, 90% afirmam que a performance deles no trabalho é acima da média. A Minerva já é top 1% no CLA+ (teste padronizado que mede raciocínio, criatividade e habilidades entre alunos do último ano das universidades americanas). Além disso, custa cerca de um terço do valor de universidades com nível acadêmico similar.

Em relação a rankings, a Minerva School já aparece em 3o lugar entre as universidades mais inovadoras do mundo na classificação do WURI (World’s University with Real Impact).

Outro fator que justifica a concorrência alta – cerca de 2% dos candidatos são admitidos – é o fato de que a Minerva não cobra taxa de application. Isso faz com que o número de candidatos seja bastante alto. A boa notícia é que de 8 a 10 brasileiros são admitidos anualmente na Minerva com cerca de 70% de bolsa.

Como surgiu a Minerva University

Para compreender os números e entender por que a Minerva atrai tantos estudantes do mundo inteiro, é preciso conhecer um pouco da sua história e da sua proposta.

A Minerva foi criada por Stephen Kosslyn, pesquisador de Ciências da Aprendizagem em Harvard. Em suas pesquisas sobre como a mente humana aprende, Kosslyn  constatou que aulas expositivas não funcionam, já que nelas apenas 10% do conteúdo é retido.

Ele e Ben Nelson, também produto da Ivy League, entenderam naquele momento que as universidades faziam, sim, um bom trabalho, mas não para o mundo de hoje.

Segundo eles, o cenário milenar onde um palestrante fala continuamente para vários ouvintes em uma sala, definitivamente, deveria ser modificado. Assim, baseado em estudos de psicologia cognitiva aplicada à aprendizagem, eles criaram a Minerva School, que nasceu com uma proposta completamente inovadora.

A ideia é focar a aprendizagem não em um conhecimento adquirido de forma passiva. Mas sim em habilidades profundas e transversais trabalhadas de forma ativa, como pensamento crítico, comunicação eficaz e resolução criativa de problemas.

Assim, segundo os idealizadores, formam-se profissionais flexíveis, capazes de se movimentar em ambientes complexos e com capacidade para se adaptar a mudanças drásticas que, certamente, enfrentarão na vida profissional.

Hoje a Minerva é acreditada pela WASC Senior College and University Commission, que também certifica Stanford, Caltech, UCLA e inúmeras instituições renomadas nos Estados Unidos e no mundo.

Como funciona a Minerva University

Já mencionamos que, mesmo oferecendo ensino de excelência, a Minerva University não tem campus nem salas de aula. Então, como são as aulas? Como se aprende?

O Minerva Project foi criado com base em uma plataforma online, idealizada para maximizar o aprendizado, sempre baseando-se na ideia de que não pode haver aulas puramente expositivas.

A plataforma, chamada Active Learning Forum, que hoje se chama apenas Forum, já diz pelo próprio nome que não há ensino passivo. Ela nasceu muito antes da pandemia e a metodologia utilizada não tem nada a ver com Ensino à Distância.

Neste vídeo, você encontra informações importantes sobre a Minerva University:

As classes têm no máximo 20 alunos, são todas ao vivo e nelas o professor não pode falar por mais de 5 minutos ininterruptos Os alunos devem participar com perguntas, comentários, sugestões, soluções e discussões, entre outras possibilidades. Eles sempre recebem material e se preparam previamente para as aulas.

Existe uma ferramenta que monitora o tempo de fala do professor e a participação de cada aluno durante toda a aula. Se um aluno participa pouco, por exemplo, deve ser estimulado a interagir mais. Se ao final, sua participação foi inexpressiva, ele pode receber falta naquela aula.

Esta plataforma inclui ainda várias ferramentas que possibilitam interações que não são possíveis de serem utilizadas em aulas fisicamente presenciais, como enquetes, por exemplo.

Esta é uma das maneiras mais eficazes de o professor verificar em tempo real o que os alunos pensam de um determinado assunto ou mesmo medir o que está sendo aprendido.

Todas as aulas são gravadas. O aluno consegue rever e observar como contribuiu, enquanto o professor pode verificar a participação de cada um para avaliação.

Na plataforma Forum, além de participar das aulas, o aluno tem tudo o que precisa para o seu curso. Lá estão todas as informações relacionadas com tarefas a fazer, tarefas feitas, avaliações, leituras, comunicados, de todos os cursos que o aluno está fazendo ou já fez.

Como vivem os estudantes

Os alunos da Minerva vivem em 7 países e 7 cidades diferentes durante os 4 anos da faculdade.

Quando são admitidos, todos os estudantes vão para São Francisco, na Califórnia, onde fazem o primeiro semestre. O segundo semestre é feito em Taipei (Taiwan) e no terceiro, depois do summer break, os alunos vão para Seul (Coréia do Sul).

O quarto semestre acontece em Hyderabad (Índia), o quinto em Berlim (Alemanha) e o sétimo, em Buenos Aires (Argentina). No último semestre os alunos voltam para São Francisco, onde acontece a formatura e encontram todos os seus professores.

Não há aulas fisicamente presenciais na Minerva University. Porém isso não significa que os alunos não se encontram. Ao contrário. As aulas são virtuais, mas os relacionamentos são reais e muito presentes.

Em todas as cidades, os alunos moram sempre no mesmo prédio, em quartos duplos, triplos ou quádruplos. Almoçam juntos, saem juntos, tomam café e muitas discussões que começam em aula continuam fora delas.

Cerca de 70% dos estudantes da Minerva University não são dos Estados Unidos. Este é um número bastante expressivo, principalmente levando-se em conta que nos Estados Unidos algumas das universidades mais diversas tem 30% de estudantes internacionais.

Isso faz da Minerva uma comunidade forte e diversa em termos de cultura, religião e etnias, e que ainda possibilita a formação de um networking extremamente potente.

As aulas na Minerva University acontecem de segunda a quinta-feira. Na sexta, os alunos aprendem no mundo por meio das co-curriculars activities, projetos que os estudantes desenvolvem em cada cidade por onde passam.

Eles permitem, além de trocas e aprendizados, maior engajamento com a população, com a cultura, com as organizações e com as questões locais.

Para isso, a Minerva tem parcerias com algumas das principais organizações públicas e privadas de cada um dos locais em que se estabelece. Entre elas, outras universidades, ministérios, empresas, ONGs, etc. A Minerva tem profissionais contratados em cada cidade para fazer a curadoria dessas parcerias.

Os cursos e a avaliação

A Minerva University oferece cursos em 5 colleges ou majors:

  • Artes & Humanidades;
  • Business;
  • Ciências Computacionais;
  • Ciências da Natureza;
  • Ciências Sociais.

Cada um deles possui 6 concentrações mais focadas em uma determinada área. Os majors foram concebidos como matrizes inter-relacionadas de cursos, onde cada aula oferecida é essencial para cada um dos campos.

Em Business, por exemplo, o aluno pode focar em Novos Negócios Comerciais, Gestão Empresarial, Gestão de Marca, Crescimento Escalável, Finança Estratégica e Gerenciando Complexidade Operacional.

A avaliação é baseada em trabalhos (assignments) e na participação dos alunos nas aulas. As notas variam de 1 a 5 e são baseadas em rubricas pré-estabelecidas em cada trabalho.

O processo seletivo

A candidatura para a Minerva University é diferente das tradicionais. Mas quem está se preparando para aplicar para uma universidade americana vai estar preparado para aplicar para a Minerva. Isso porque também é um processo holístico e alguns requerimentos são parecidos.

Na primeira parte do application, o aluno responde à pergunta  “Quem você é?”.  É onde ele preenche dados acadêmicos, da mesma forma que faz no Common App. A Minerva inclusive permite que os candidatos façam a primeira parte no Common App e depois migrem para a plataforma da Minerva.

Em seguida, vem “Como você pensa?”. Nesta etapa, a Minerva não utiliza e não recebe notas de provas padronizadas como SAT ou ACT. Nem mesmo provas de proficiência em inglês.

Ao invés disso, o aluno é desafiado a responder uma série de desafios que medem como o aluno pensa nas mais variadas dimensões, seja na criatividade, na matemática, ou na escrita e na fala.

O teste é gravado e o aluno responde na hora. Não é uma prova para a qual você precisa estudar. Um dos desafios pode pedir para o candidato dizer, por exemplo, quantas utilidades consegue dar a um certo objeto. Dessa forma, eles observam como o aluno pensa, sua criatividade, como se expressa, entre outras habilidades.

A terceira parte consiste em mostrar “O que você conquistou?”. A Minerva quer saber do que o candidato se orgulha de ter conquistado dentro e fora da escola e por que. Essas conquistas podem incluir projetos pessoais, olimpíadas acadêmicas, trabalhos literários ou artísticos ou experiências de trabalho. É importante mostrar como viveu cada atividade e como aquilo foi importante na sua trajetória.

A Minerva oferece oportunidade de bolsas de estudo para quem tem necessidades financeiras. Elas não valem para quem já tem uma graduação ou está se transferindo de uma outra.

Depois de formados

Mesmo com poucas turmas formadas, a Minerva University tem ex-alunos trabalhando nas principais companhias do mundo. Eles também estão em ONGs, incubadoras, statups ou mesmo em universidades. Google, Caltech, Dalberg, Amazon, Apple, Goldman Sachs e Harvard são alguns dos lugares onde ex-alunos da Minerva se encontram.

A Daqui pra Fora conta em sua equipe com duas profissionais graduadas na Minerva University. Nathalia Bertolo se formou em Artes & Humanidades, com concentração em Literatura e Artes. Ela é mentora na DpF desde 2019 e também trabalha na equipe de Gente & Gestão da Ambev.

Lara Nach se formou em 2019 na Minerva. Ela escolheu a área de Ciências da Natureza, onde focou em Ciência Alimentar. Foi pesquisadora na Cornell University (Ivy League).

Também atuou como educadora ambiental na Christodora, ONG de Nova York que leva educação científica e educação sobre natureza para alunos de escolas públicas de NY e Massachusetts. Lara é mentora na Daqui pra Fora desde 2016 e hoje também faz parte da equipe de estrategistas.

Para as duas profissionais, sobram experiência e conhecimento, além de muita vontade, claro, para orientar todos aqueles que se interessarem em aplicar para a Minerva University.

Converse com a gente e saiba como aplicar para a Minerva University.

https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Como-e-estudar-na-Minerva-University.jpg 862 1300 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2021-11-22 16:33:512023-12-07 12:38:36Saiba como é estudar na Minerva University

Conheça a University of Amsterdam

14 de novembro de 2021/em Holanda /por Daqui pra Fora

Em uma das cidades mais vibrantes e diversas da Europa, a University of Amsterdam oferece ensino de excelência e inovador a alunos do mundo inteiro. 

A Holanda tem sido cada vez mais procurada por estudantes internacionais. O país tem 7 universidades entre as 100 melhores do mundo, de acordo com a Times Higher Education, entre elas, a University of Amsterdam.

É o país europeu que mais oferece cursos superiores em inglês. São mais de 2.000 opções de cursos espalhados em cerca de 77 instituições de alta qualidade.

Conhecida pela diversidade e por seu ambiente tolerante e descontraído, a Holanda acolhe muito bem os estrangeiros em geral. Esta característica, aliada a um ensino de excelência e inovador, faz com que o país seja considerado um dos melhores lugares da Europa para fazer faculdade como estudante internacional. Cerca de 10% dos universitários na Holanda são estrangeiros.

Por que morar em Amsterdã?

Além de ter o 3o melhor ensino superior do mundo, o país aparece frequentemente nas principais listas dos melhores lugares do planeta para se viver. Segundo o US News é hoje o 7o melhor país em qualidade de vida.

A Holanda abriga lindas paisagens, muita história, cultura e excelente qualidade de vida. Por todo o país, todos os serviços funcionam muito bem. As cidades, grandes ou pequenas, são muito limpas, organizadas e sustentáveis. Transporte, saúde e educação são sistemas extremamente eficientes.

Outra vantagem de fazer faculdade na Holanda é a facilidade de viajar para outros países da Europa e conhecer novos lugares e culturas. O custo-benefício é mais um atrativo. Dificilmente se encontram em outros países universidades com a qualidade das holandesas pelo mesmo custo.

Além disso, na Holanda os estudantes podem trabalhar 16 horas por semana e, depois de formado, podem obter visto de trabalho e continuar no país.

A capital Amsterdã

A capital, Amsterdã, é o principal foco dos estudantes na Holanda justamente por ser o coração do país. Com inúmeras opções em de cultura e lazer, Amsterdã ferve dia e noite e acolhe pessoas com todos os tipos de origens, gostos e características.

Limpa, organizada, segura, recortada por mais de 150 canais e com linda arquitetura, a cidade tem a maior cultura per capita do planeta. É a casa de alguns dos principais museus da Europa, como o Rijskmuseum e o Van Gogh Museum, e de alguns museus excêntricos, como o da Tortura e do Sexo.

Amsterdam tem ainda a Rembrandt House, a Casa de Anne Frank, inúmeros restaurantes, bares, galerias, teatros, casas de shows e parques.

Inglês é a língua não-oficial da cidade. É muito fácil encontrar livrarias, canais de TV, menus em restaurantes e diferentes atividades culturais em inglês.

Amsterdam tem um excelente sistema de transporte, com ônibus, metrô, trem e tram (um tipo de bonde), mas a bicicleta é o mais utilizado. Cerca de 63% das pessoas que moram na cidade se locomovem de bike.

Há 1 carro para cada 3,3 bicicletas em Amsterdam. Na estação central, há 267.000 lugares para estacionar bicicletas.

A University of Amsterdam, uma das duas universidades holandesas mais bem colocadas nos rankings internacionais, fica no centro dessa cidade cheia de vida e atrações.

Conhecendo a University of Amsterdam (UvA)

Fundada em 1632, a University of Amsterdam é uma das universidades holandesas mais bem colocada nos rankings internacionais e com mais opções de cursos em inglês.

São mais de 200 opções. Cerca de 7.000 dos 34.000 alunos são estrangeiros vindos de mais de 100 países. A universidade tem ainda 3.000 pesquisadores e 6.000 professores e funcionários.

Considerada uma das principais referências em pesquisa na Europa, UvA é a terceira universidade mais antiga do país e a maior em número de alunos.

É a 61a colocada no ranking mundial da Times Higher Education de 2024 e a número 1 no Europe Teaching Ranking da mesma THE. No QS World Ranking, UvA ocupa a 55a colocação.

O ensino na University of Amsterdam, como em toda a Holanda, é baseado na solução de problemas (Problem Based Learning – PBL) e dá bastante autonomia aos estudantes.

A estrutura acadêmica da universidade é dividida em 7 faculdades, com um total de mais de 200 cursos. Economia e negócios, artes e humanidades, direito, medicina, ciências físicas, biológicas, ciências sociais e comportamentais estão entre algumas das áreas estudadas e pesquisadas.

Todos os cursos são muito bem conceituados. O curso de Mídia e Informação, por exemplo, é considerado um dos 3 melhores da Europa. O de Odontologia é o 3o do mundo, segundo o QS Ranking.

O campus e as instalações da University of Amsterdam

UvA é dividida em 4 campus. O principal, localizado no centro intelectual da cidade, abriga a biblioteca central e os prédios da Faculdade de Humanidades. O segundo campus fica no Science Park, na região leste de Amsterdam. Lá estão os principais institutos de pesquisa, a Faculdade de Ciências, a University College e mais de 120 empresas.

No UMC Campus fica a Faculdade de Medicina, o hospital de pesquisa e o Academic Medical Center. O Roeterseiland Campus recebe as faculdades de Economia e Negócios, Ciências Sociais e Comportamentais e a escola de Direito.

UvA tem instalações esportivas para mais de 80 atividades, de aikidô a levantamento de peso, que funcionam 7 dias por semana. O CREA, organização cultural estudantil, oferece cursos e workshops em música, artes visuais, dança, teatro, fotografia, entre outras. Também organiza shows, apresentações e debates sobre ciência, arte e sociedade.

O processo seletivo

O processo seletivo para as universidades na Holanda, incluindo a University of Amsterdam, é parecido com o do Reino Unido. São exigidos o histórico escolar do Ensino Médio e uma prova de proficiência em inglês (TOEFL ou IELTS).

A candidatura é feita para um curso específico e, portanto, o aluno vai concorrer com outros candidatos que buscam o mesmo curso. Para alguns cursos pode ser exigida uma prova específica ou uma redação. A concorrência varia de acordo com o curso escolhido. Na UvA, os mais concorridos são Medicina e Direito.

Depois de aceitos na universidade, os alunos que não possuem diploma de Ensino Médio europeu fazem o Foundation. O Foundation é um ano básico, onde o aluno é apresentado ao sistema europeu de ensino e preparado para os 3 anos de faculdade que virão.

Se o seu sonho é estudar na Universidade de Amsterdã, venha conversar com a gente e entender como podemos ajudar você a realizar esse sonho.

https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Conheca-a-University-of-Amsterdam.jpg 533 1000 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2021-11-14 12:00:412024-01-03 21:35:25Conheça a University of Amsterdam

FIT – Universidade de arte, moda e design em Nova York

8 de novembro de 2021/em Sem categoria /por Daqui pra Fora

Localizado no vibrante bairro do Chelsea, em Manhattan, o FIT é uma das referências nos Estados Unidos e no mundo nas áreas de moda e design.

Para quem quer estudar e trabalhar com moda, design ou arte, nada melhor que estar perto de onde tudo acontece. Nestas áreas, certamente larga na frente quem estiver onde as tendências são traçadas, onde estão os melhores profissionais e onde acontecem os principais eventos. Por isso, quem busca esses cursos leva enorme vantagem se fizer faculdade no exterior.

O Fashion Institute of Technology (FIT), em Nova York, é uma das referências em moda e design no mundo inteiro. Localizado no efervescente bairro do Chelsea, em Manhattan, o FIT atrai há décadas estudantes de todos os lugares dos Estados Unidos e do mundo.

A localização privilegiada já é por si só um rico e variado “cardápio” de possibilidades de aprendizagem. Andando pelas ruas os alunos já se deparam com as principais empresas e as mais recentes tendências em moda, design, comunicação e arte.

Além disso, a cidade oferece oportunidades de aprendizado com executivos de grandes empresas, acadêmicos e pensadores influentes.

O FIT é, portanto, um dos melhores lugares para aprender, criar uma networking diferenciada na área e ter acesso a várias oportunidades na carreira.

Por dentro da FIT

O Fashion Institute of Technology é reconhecido por seu programa acadêmico rigoroso, único e ao mesmo tempo flexível para os estudantes. Tem um ensino focado em oportunizar experiências práticas, parcerias com outras universidades e com indústrias, e comprometimento com pesquisa, inovação e empreendedorismo.

Fundado em 1944, o FIT é um dos líderes mundiais em educação para design, moda, negócios e tecnologia. Seus programas aproveitam a atmosfera vibrante e criativa de Nova York para incrementar o ensino, a exploração e a pesquisa.

Academicamente, o FIT possui 5 divisões. A principal delas é a School of Art and Design. Ela oferece 17 majors e conta com 3.800 alunos que buscam seguir carreira em moda, arte e vários campos de design.

Alguns cursos oferecidos pela School of Art and Design são:

  • Publicidade e Design Digital;
  • Fine Arts;
  • Fashion Design;
  • Ilustração;
  • Design de Interiores.

A Jay and Patty Baker School of Business and Technology oferece 10 majors para 4.000 alunos. A escola é focada em negócios na moda e em áreas relacionadas a ela.

O currículo é elaborado buscando desenvolver nos alunos as habilidades e o conhecimento requisitados no mundo inteiro nas indústrias da moda e da criação.

A terceira divisão do FIT é a School of Liberal Arts and Science, que oferece dois majors. Nela, alunos de todo o FIT podem escolher entre centenas de disciplinas que desenvolvem pensamento crítico, habilidades de comunicação, conhecimento em ciências naturais e sociais.

O objetivo é equipar os estudantes com as melhores ferramentas para que contribuam de maneira eficaz com um mundo culturalmente cada vez mais diverso.

O FIT tem ainda a School of Graduate Studies, para pós-graduação, e o Center of Continuing and Professional Studies, com cursos que não são de nível superior.

Como funciona o processo seletivo?

Nos Estados Unidos a seleção dos candidatos para as universidades não é baseada em um único critério, como uma prova, por exemplo. As faculdades procuram observar diferentes aspectos que consideram relevantes para escolher aqueles que mais se encaixam no perfil da instituição.

O processo seletivo do FIT leva em conta as notas dos alunos no colégio (do 9o ano a 3a série do Ensino Médio) e a nota da prova de proficiência em inglês. Para o TOEFL, teste mais comum, o mínimo exigido é 80. Para o IELTs, é 6,5 e para o Duolingo, 105.

Portfólio

Um fator muito importante na candidatura para o FIT é o portfólio. Ele é exigido para todos os cursos ligados a artes e design e, nestes casos, é parte fundamental na seleção.

A montagem do portfólio varia de acordo com a área específica para a qual o aluno vai se candidatar. Cada curso tem suas próprias exigências.

Para o curso de Fashion Design, por exemplo, o portfólio solicitado é dividido basicamente em 3 partes: uma redação, dois projetos de design e um projeto de costura.

A redação (essay) consiste em um texto de até 250 palavras onde o candidato mostra um pouco da sua personalidade, baseado em um tema específico.

Um exemplo é “Como você lida com a situação em que a sua opinião difere da de um professor ou empregador no que diz respeito à sua performance?”.

Pelo conteúdo desse tipo de essay os selecionadores detectam vários aspectos do perfil do candidato.

Os dois projetos de design devem conter um total de 7 a 14 imagens. No primeiro projeto, o candidato vai enviar de 3 a 6 imagens de uma criação sua em sportswear (calça, blusa, saia e jaqueta, por exemplo).

No outro projeto o aluno vai submeter imagens originais de fashion design, contendo figuras desenhadas por ele mesmo. São relevantes o estilo, a criatividade e a variedade. Junto a estas imagens, devem estar duas sentenças explicando a inspiração para estes processos.

Por fim, o projeto de costura consiste em 4 a 9 fotografias de roupas criadas e costuradas pelo próprio candidato. São analisados a originalidade, a estética e a criatividade.

Conheça alguns ex-alunos do FIT

Não são poucos os ex-alunos do FIT que tiveram sucesso no mundo da moda e do design.

O estilista e empresário Calvin Klein se formou em Fine Arts em 1963. Cinco anos depois, ele criou a marca com o seu nome, que é referência em roupas e acessórios até hoje no mundo inteiro.

Michael Kors se formou no FIT em Fashion Design. Em 1981 lançou uma linha feminina para várias lojas, entre elas a Bloomingdale’s, a Lord & Taylor e a Saks.

De lá para cá, ganhou inúmeros prêmios internacionais e é querido por celebridades como Angelina Jolie e Michelle Obama.

David Chu, estilista e fundador da marca Nautica, e Joy Herfel, presidente das marcas Polo Ralph Lauren, também se formaram no FIT.

Tem vontade de cursar uma graduação no exterior e quer conhecer as suas chances de realizar esse sonho? Conheça os nossos programas e fique por dentro de tudo que você precisa.

https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Conheca-o-FIT-universidade-de-arte-moda-e-design-em-Nova-York.jpg 533 800 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2021-11-08 16:28:202023-12-05 14:39:51FIT - Universidade de arte, moda e design em Nova York

As melhores universidades americanas segundo o US News

27 de outubro de 2021/em Sem categoria /por Daqui pra Fora

Conheça as instituições de ensino superior mais bem colocadas no ranking US News 2024 e entenda a metodologia usada para elaborar esta classificação.

As universidades americanas são as mais procuradas por estudantes do mundo inteiro. Elas são reconhecidas globalmente como excelentes em termos de ensino e pesquisa e há anos vêm dominando os principais rankings internacionais.

Além de potência na área acadêmica, as universidades nos Estados Unidos possuem estrutura física e econômica que sustentam essa força.

Com salas, anfiteatros e bibliotecas modernas, equipamentos de primeira linha, dormitórios e instalações esportivas de ponta, elas atraem estudantes e professores de todos os continentes.

E assim se tornam verdadeiros caldeirões culturais, onde se misturam diariamente costumes, idiomas e crenças de todo o planeta.

Por tudo isso, 38 das 100 universidades relacionadas no prestigiado ranking britânico da Times Higher Education estão nos Estados Unidos. Entre as top 10 do QS Top Universities, outro renomado ranking inglês, 5 estão nos Estados Unidos. Segundo o Xangai Ranking, 8 das dez melhores universidades do mundo são americanas.

O US News & World Report divulgou recentemente o ranking 2024 das melhores instituições de ensino superior dos Estados Unidos. Quem pensa na possibilidade de fazer faculdade no melhor lugar com as melhores pessoas precisa conferir.

E para que não fique nenhuma dúvida, vale a pena entender os critérios que eles utilizam para chegar a esta classificação.

Como funciona o ranking US News

O US News utiliza vários critérios para medir a qualidade acadêmica e chegar à classificação final das melhores universidades. A metodologia inclui basicamente 9 grandes áreas. Cinco delas correspondem a quase 80% da avaliação.

A taxa de graduação e de retenção é uma delas. A taxa de graduação mede a porcentagem de alunos que entram naquela universidade e se formam em até 6 anos. Ela é importante porque a conclusão do curso neste período reflete diretamente no encaminhamento da carreira dos estudantes.

Neste item também é considerada a retenção, que é a porcentagem de alunos que seguem na mesma universidade do primeiro para o segundo ano. Se ela for alta, indica que os alunos estão satisfeitos com a instituição.

Outro critério muito importante é como a universidade é vista pelos próprios alunos. O resultado é obtido por meio de um questionário que é enviado e respondido pelos estudantes.

Os recursos dos professores (Faculty Resources) também é um item determinante na avaliação das universidades. Neste quesito são levados em conta o tamanho das salas (que refletem a capacidade de engajamento dos alunos), o salário dos professores, a formação deles (se têm doutorado), entre outros fatores.

Os recursos financeiros empregados pela universidade para cada estudante é outro fator relevante na avaliação do US News. Ele indica o investimento médio por aluno em ensino, pesquisa, apoio acadêmico, serviços estudantis e apoio institucional durante o ano.

As doações em dinheiro feitas por ex-alunos também têm importância no ranking, já que elas mostram, entre outras coisas, o grau de satisfação deles em relação à universidade.

Outros itens que também são levados em conta são as dívidas com empréstimos federais de alunos formados, mobilidade social (que se refere à graduação de alunos socialmente menos favorecidos) e a seletividade na entrada para a universidade.

Melhores universidades dos Estados Unidos, de acordo com o ranking US News

O US News divide seu ranking em duas categorias: as Universidades (Universities) e as Liberal Arts Colleges.

As Universities são instituições geralmente maiores, que oferecem uma grande variedade de cursos em todas as áreas do conhecimento, em nível de graduação, mestrado e doutorado. Elas também são comprometidas em produzir anualmente um grande volume de conhecimento por meio de pesquisa inovadora.

As Liberal Arts Colleges são menores, priorizam a graduação e ao menos metade dos seus diplomas são do campo das Liberal Arts. Os programas de Liberal Arts trabalham a formação do aluno visando que ele aprenda a argumentar, desenvolva pensamento crítico, saiba se comunicar e resolver problemas.

História, Literatura, Filosofia, Sociologia, entre outros, são alguns dos cursos que fazem parte destes programas.

Melhores universidades

Princeton University #1

Tradicionalmente reconhecida como uma das maiores instituições de pesquisa do mundo, Princeton está hoje no topo do ranking US News para universidades americanas.

A quarta universidade mais antiga do país faz parte da Ivy League, grupo que inclui algumas das mais prestigiadas instituições dos Estados Unidos. De acordo com o ranking Times Higher Education, Princeton é hoje a 6a melhor universidade do mundo.

Além da excelência acadêmica, Princeton também é famosa pela beleza do seu campus e arquitetura dos seus 180 prédios, que recebem anualmente a visita de aproximadamente 800.000 pessoas.

A universidade dispõe de moradia para todos os estudantes de graduação, durante os 4 anos, e 98% dos alunos moram nos alojamentos.

Localizada no Estado de New Jersey, a cerca de uma hora e quarenta minutos da cidade de Nova York, Princeton é uma das universidades mais seletivas dos EUA. A cada ano 6% dos candidatos são aceitos.

A universidade tem um total de aproximadamente 8.200 alunos, entre graduação e pós e cerca de 23% deles são internacionais.

Jeff Bezoz, fundador e CEO da Amazon, graduou em Princeton nas áreas de Engenharia Elétrica e Ciência da Computação. A ex-primeira dama Michelle Obama se formou em sociologia. E Albert Einstein lecionou em Princeton na década de 1950.

Massachusetts Institute of Technology (MIT) #2

De acordo com o ranking US News, o MIT é hoje a 2a melhor universidade americana. Localizado em Cambridge, Massachusetts, o MIT, é referência mundial em ensino e pesquisa principalmente nas áreas de engenharia e física.

Terceira melhor universidade do mundo, de acordo com a Times Higher Education, o MIT é reconhecido também pela sua excelência em várias outras áreas. Entre elas, economia, ciências políticas, administração, biologia e linguística.

Seu campus recebe diariamente cerca de 1.000 professores e 11.500 alunos, 35% deles estrangeiros de 118 nacionalidades.

Algumas das principais descobertas da ciência que se deram no MIT incluem a primeira síntese química da penicilina e a invenção da memória de núcleo magnético, que permitiu o desenvolvimento de computadores digitais.

O MIT estima que cerca de 30.000 empresas ativas nos Estados Unidos foram lançadas por seus ex-alunos, que, por consequência, criaram 4,6 milhões de empregos e geram US$ 1,9 trilhão de receita anual.

Drew Houston e Arash Ferdowsi, fundadores do Dropbox, e Salman Khan, criador da Khan Academy, se formaram no MIT.

Harvard Univesity #3

Fundada em 1636, a mais antiga universidade dos Estados Unidos está sempre entre as melhores do mundo nos principais rankings internacionais.

Membro da Ivy League e referência em ensino e pesquisa, Harvard hoje é a 4a melhor universidade do mundo segundo a Times Higher Education. E de acordo com o US News, é a 3a melhor dos Estados Unidos.

Localizada em Cambridge, Massachusetts, bem próximo a Boston, Harvard prima pela excelência desde a sua fundação. Em 2020, a universidade concedeu US$ 645 milhões em auxílio financeiro e bolsas para estudos e pesquisa.

Mais de 70 laureados com o Prêmio Nobel e 48 vencedores do Pulitzer têm conexões com Harvard. No seu campus fica a maior biblioteca acadêmica do planeta. Nela há mais de 20 milhões de volumes, 124 milhões de páginas da web arquivadas e 5,4 terabytes de arquivos e manuscritos digitais.

Um quarto dos quase 23.731 estudantes de Harvard são estrangeiros vindos de 180 países. Destes, mais de 5.000 moram no próprio campus, o que faz de Harvard a universidade americana que mais abriga, literalmente, estudantes internacionais.

Entre os seus mais de 400.000 ex-alunos, cerca de 52.000 são de 201 nacionalidades diferentes e atualmente 69.000 vivem fora dos Estados Unidos.

Entre os ex-alunos de Harvard estão os ex-presidentes George W. Bush (formado na Escola de Negócios), John Kennedy (Assuntos Internacionais) e Barack Obama (Direito).

Melhores Liberal Arts Colleges

Williams College #1

Fundada em 1793, Williams College está localizada em Williamstown, Massachusetts, entre as cidades de Boston e Nova York. É a líder do ranking 2024 de Liberal Arts Colleges do US News.

Williams é dividida academicamente em 25 departamentos e oferece 36 majors, que abrangem de economia a química e astrofísica. Aproximadamente 40% dos alunos de Williams se formam com double major.

Williams tem cerca de 2.000 alunos. A taxa de admissão é de 12,6% e a faculdade aceita estudantes independentemente da sua capacidade financeira. Pouco mais da metade dos alunos recebem ajuda financeira da instituição.

A faculdade tem 364 professores, 95% deles com doutorado ou título semelhante. Os alunos têm à disposição 150 organizações estudantis e 96% deles estão envolvidos em ao menos uma atividade extracurricular.

Os cerca de 31.000 ex-alunos de Williams College estão organizados em 74 diferentes associações pelos Estados Unidos e em vários países. Os cursos mais populares entre os ex-alunos são administração, educação, direito e cuidados com a saúde.

Amherst College #2

Amherst College é reconhecida dentro e fora dos Estados Unidos pelo seu alto rigor acadêmico e foi classificada este ano como a segunda melhor Liberal Arts College do país.

Seu campus rural ocupa 1.000 acres em Amherst, Massachusetts, e recebe diariamente 1.850 estudantes, vindos de 48 estados americanos e 54 países. 98% deles moram no próprio campus e 57% recebem ajuda financeira da faculdade.

Fundada em 1841, Amherst tem hoje 209 professores e oferece 41 majors, divididos em artes, ciências naturais, ciências sociais e humanidades. A taxa de admissão é de 11% e as salas têm em média 19 alunos.

Amherst faz parte do Five College Consortium, um consórcio composto por 5  instituições de ensino superior no oeste de Massachusetts. Os alunos das 5 escolas (Amherst, Hampshire, Mount Holyoke, Smith e University of Massachusetts at Amherst) podem fazer matérias em qualquer uma delas.

Amherst oferece mais de 100 associações estudantis e tem orgulho de ter o mais antigo programa de esportes do país, além do terceiro estádio de futebol mais antigo.

Estudaram em Amherst o ex-presidente americano Calvin Coolidge, o Príncipe Albert II de Mônaco e o ex-chefe da Suprema Corte americana Harlan Fiske Stone.

Ficou com vontade de estudar em uma dessas prestigiadas instituições americanas? A Daqui pra Fora pode oferecer  toda a assistência que você precisa para realizar esse sonho.

Preencha o formulário abaixo e vamos conversar sobre esse grande objetivo!

https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Ranking-US-News-2022.jpg 534 800 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2021-10-27 12:00:312024-01-23 14:31:00As melhores universidades americanas segundo o US News

5 das melhores faculdades de Economia do mundo

6 de setembro de 2021/em Cursos /por Daqui pra Fora

Saiba onde estão, quais são e o que oferecem as universidades donas dos mais bem conceituados cursos de Economia do planeta.

Economia é tradicionalmente uma carreira muito procurada por estudantes nas universidades do mundo todo. E a tendência é essa demanda continuar sempre bastante alta. A Economia estuda a forma como a sociedade produz, distribui e consome bens materiais e serviços.

Está, portanto, em tudo que fazemos no dia a dia. Do pãozinho que compramos na padaria às mais complexas transações internacionais.

Como funciona a área da Economia

É baseado na Economia que governos, indústrias, empresas, comércio, famílias e indivíduos direcionam seus caminhos. Ter conhecimento e domínio desse assunto significa estar apto a tomar decisões no que diz respeito à vida financeira em qualquer um destes setores.

Mas Economia não é só sobre finanças. Se você se interessa por políticas que impactam o meio ambiente, por desigualdade social, pelo crescimento da China ou pelos pontos fortes e fracos do mercado econômico, a Economia pode ser para você.

Por ser uma área que abrange praticamente todos os campos da sociedade, são inúmeras as possibilidades de atuação profissional. A empregabilidade é enorme no mundo todo.

No mercado financeiro, em multinacionais, pequenas, médias e grandes empresas, organizações internacionais ou no setor público e ONGs, o economista pode trabalhar em inúmeras atividades:

  • Consultoria financeira;
  • Planejamento estratégico;
  • Gestão de investimentos e de recursos;
  • Análise e otimização da performance corporativa;
  • Direção orçamentária;
  • Entre outras.

O economista tem ainda, mais do que ninguém, plena capacidade de empreender em qualquer área.

Para poder atuar em uma esfera tão ampla, o aluno aprende conceitos e práticas de diversas áreas. Entre elas estão administração, matemática financeira, análise de investimentos, estatística, contabilidade, empreendedorismo, economia internacional, mercado financeiro e de capitais.

Uma boa formação é o primeiro passo para um bom desenvolvimento na carreira.

Melhores faculdades de Economia

De acordo com o ranking US News, 27 dos 50 melhores cursos de Economics and Business do mundo estão em universidades americanas. Ou seja, mais da metade. Entre as 11 primeiras, 9 são dos Estados Unidos.

Das 50 melhores do ranking, além das 27 americanas, 7 estão no Reino Unido, 4 na Holanda, 3 na Austrália e uma no Canadá.

As 11 melhores faculdades do mundo são:

  • Harvard;
  • MIT;
  • UC Berkeley;
  • Stanford;
  • UPenn;
  • University of Chicago;
  • London School of Economics and Political Science;
  • Columbia University;
  • New York University;
  • University of Michigan;
  • Erasmus University Rotterdam.

Conheça algumas das melhores faculdades do mundo em economia

 

Harvard University (Estados Unidos) #1

Tradicionalmente entre as melhores universidades do mundo, Harvard ocupa a 1a posição no US News Ranking das melhores faculdades de Economia do planeta.

A universidade fica em Cambridge, próximo a Boston, Massachusetts. Além de ser a mais antiga instituição de ensino superior do país, está entre as mais prestigiadas do mundo em termos de ensino e pesquisa. É uma das 8 universidades que compõem a Ivy League, conhecida pela excelência acadêmica das suas instituições.

Em Harvard, aproximadamente 25% dos 21.261 estudantes são internacionais. O campus comporta 10 faculdades, o Instituto Radcliffe de Estudos Avançados, 2 teatros, 5 museus, além da maior biblioteca acadêmica do mundo.

Entre seus ex-alunos estão 8 presidentes dos Estados Unidos, mais de 30 Secretários de Estado e vários laureados com o Prêmio Nobel em Economia.

Criado em 1897, o Department of Economics faz parte da maior academia de ensino e pesquisa de Harvard. Tem 59 professores, 19 áreas de estudos e 82 cursos na graduação. A diversidade de interesses e a qualidade dos professores estimulam os alunos a estudar e pesquisar em qualquer área da Economia.

 

London School of Economics and Political Science (Reino Unido) #7

Uma das principais referências em universidades na área de Ciências Sociais, LSE é a 7a melhor do mundo em Economia e a melhor do Reino Unido, de acordo com o USNews Ranking.

LSE é reconhecida também como uma das universidades mais internacionais do mundo. Cerca de 72% dos seus 10.660 alunos e 46% dos professores e funcionários são estrangeiros. Assim, mais de 100 idiomas diferentes são falados no campus.

A London School of Economics está localizada no efervescente centro de Londres, próximo a um dos principais centros financeiros e culturais da Europa.

Por isso, está constantemente envolvida em assuntos ligados ao presente e ao futuro do Reino Unido e também a questões internacionais. Lá se formaram 70 parlamentares britânicos e 18 vencedores do Prêmio Nobel.

Há décadas a London School of Economics tem o compromisso de estar na vanguarda do desenvolvimento no campo da Economia. Esta postura vem garantindo um impacto duradouro do seu trabalho na área.

Quase toda a produção de conhecimento em Economia no Reino Unido nos últimos 50 anos teve a participação de membros da LSE. Entre os que mais atuaram estão nove ganhadores do Prêmio Nobel na área.

 

Erasmus University Rotterdam (Holanda) #11

Com mais de 100 anos de história, a EUR está entre as top 100 em pesquisa no mundo e é reconhecida pela abordagem empreendedora que estabelece em seus cursos. Com sede na segunda maior cidade da Holanda, a Erasmus possui 4 campus que atendem 26.453 estudantes, cerca de 22% deles estrangeiros.

No campus principal, que fica a 15 minutos de bicicleta do centro de Rotterdam, está a Erasmus School of Economics, uma das 7 escolas da universidade.

A 11a  melhor faculdade de economia do mundo, segundo o US News, recebe anualmente 7 mil alunos e é composta por 4 departamentos. Eles incluem o Econometric Institute e os departamentos de Economics, Business Economics e Applied Economics.

A Erasmus é referência em economia e negócios na Holanda desde a sua fundação, em 1913, quando foi criada como “Netherland School of Commerce”. A universidade possui o renomado Erasmus Center of Entrepreneurship (ECE), um dos principais centros de empreendedorismo da Europa.

 

Monash University (Austrália) #26

A Monash University é a segunda universidade mais antiga do Estado de Victoria e a maior da Austrália. Fundada em 1958, Monash faz parte do Group of Eight, que engloba as 8 melhores instituições em pesquisa do país.

Mais de 40% dos 57.400 alunos da Monash são internacionais, incluindo graduação e pós. O campus principal fica em Melbourne, mas há vários outros espalhados pela Austrália e em 4 países: Índia, Itália, Malásia e China.

Monash possui mais de 6.000 cursos divididos em 10 faculdades. Uma delas, a Monash Business School, oferece a graduação em economia.

A Monash Business School é estruturada em 7 departamentos, tem 4 centros de pesquisa e um Grupo de Educação Executiva. O Departamento de Economia é líder na Austrália em pesquisa e ensino desde 1961. No ranking US News aparece em 1o lugar na Austrália e em 26o no mundo.

A  Monash Business School tem 128.855 ex-alunos. Deles, 64% moram na Austrália e 36% vivem fora do país.

 

University of Toronto (Canadá) #27

Considerada a número 1 do país, a University of Toronto é reconhecida pela excelência no ensino e pesquisa e pela sua multiculturalidade. Uma das mais antigas universidades do Canadá, fundada em 1827, UofT já formou mais de 560.000 alunos e é um dos principais centros de pesquisa do mundo.

Por estar localizada em uma cidade multicultural, a University of Toronto atrai estudantes do mundo inteiro. Praticamente 25% dos seus 71.000 estudantes da graduação são internacionais, de 157 nacionalidades diferentes. Estados Unidos, China, Índia e Coréia do Sul são os países que mais enviam estudantes para UofT.

A University of Toronto tem 3 campus. O principal deles, o de St. George, fica no centro da cidade e recebe 44.763 alunos na graduação.

É neste campus movimentado e diverso que fica o Departamento de Economia, um dos maiores da Faculty of Arts and Science. Com mais de 3.000 estudantes, é o curso mais popular da faculdade.

De acordo com o US News Ranking, a UofT é a 17a melhor universidade e tem o 27o melhor curso de Economia do mundo, o 1o do Canadá.

Se interessou por uma dessas faculdades e quer receber mais informações sobre elas? Conheça os nossos programas e veja como podemos ajudar você nesse importante processo. 

https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Tudo-sobre-o-curso-e-algumas-das-melhores-faculdades-de-economia-do-mundo-1-scaled.jpg 867 1300 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2021-09-06 16:22:262023-12-09 21:30:265 das melhores faculdades de Economia do mundo

Como conseguir uma bolsa de estudos em Harvard

23 de agosto de 2021/em Bolsas de Estudo /por Daqui pra Fora

Conheça a trajetória do mineiro João Henrique, que conquistou uma bolsa de estudos em uma das universidades mais competitivas do mundo

João Henrique Teixeira Santos sempre quis estudar no exterior, desde o Ensino Fundamental no Colégio Santa Dorotéia, em Belo Horizonte.

Mas acreditava que era algo muito distante, praticamente inatingível. “Pra mim, fazer faculdade fora era como jogador de futebol que sonha em ir para a Copa do Mundo. Quantos vão?”, conta.

Mas em um determinado momento essa ideia de que era um objetivo impossível mudou e João passou a correr atrás do que queria.

E conseguiu. João ainda não definiu o curso que vai fazer em Harvard, mas acredita que deve ir para a área de Ciências da Computação. A seguir você vai conhecer o caminho que o João Henrique percorreu até ser aceito com mais de 80% de bolsa em Harvard.

Mudança de mentalidade

Até a 9a série João era bom aluno, mas sentava no fundão da sala. Não era o tipo de aluno que atrapalhava, mas também não demonstrava grandes ambições. Tinha boas notas e era só. No 1o ano do Ensino Médio, sua professora de química acreditou no seu potencial e começou a incentivá-lo a ir estudar fora.

“Primeiro eu pensei: não vou, é muito difícil. Ela era uma professora muito animada, cheia de ideias e eu achei que essa era mais uma ideia da cabeça dela’, diz João. Mas a professora insistiu muito e João começou a cogitar a ideia.

Um encontro com a Daqui pra Fora no fórum de profissões do colégio nessa mesma época foi fundamental para a mudança de atitude no caso do João.

“Foi nesse momento que eu vi que não era uma ideia maluca. Me mostraram que existia um caminho que eu poderia percorrer. Foi aí que virou a chavinha e eu falei: ‘é possível, pode ser real, então eu quero'”, lembra.

A partir do 1o ano do Ensino Médio, junto com uma colega de classe, João começou a estudar mais, a querer mais do que simplesmente ser bom aluno.

“Foi nessa época que começou a se formar o João que de fato gosta de estudar, que estava lá na primeira carteira e animado a maior parte do tempo”, conta.

“Com essa mudança de atitude, passei a ter ótimas notas e isso foi muito importante para me dar confiança para tentar esse passo extra”, diz.

Passo a passo até a bolsa de estudos em Harvard

Nos Estados Unidos, as universidades não se baseiam em uma prova nem apenas nas notas escolares para selecionar os aprovados. O aluno é avaliado como um todo.

São observados os aspectos acadêmicos e pessoais dos candidatos para que a universidade possa reconhecer o perfil de cada um. João prestou atenção e se preparou para mostrar a sua melhor versão em cada um deles. “Ter começado minha preparação cedo ajudou bastante”, afirma.

Histórico escolar

As universidades americanas observam as notas do 9o ano do Fundamental até o 3o ano do Ensino Médio dos candidatos. Ter boas notas no colégio foi fundamental na trajetória do João.

“É muito importante que você tenha isso já garantido, que esteja ao menos confortável com sua vida na escola”, recomenda. Isso traz mais tranquilidade e energia para lidar com os outros aspectos da candidatura.

Provas padronizadas

No 2o ano, João começou sua preparação para o SAT. “Nestes testes o desafio maior é adaptar o conhecimento que você obteve aqui para o formato das provas de lá”, afirma.

“A matéria que a gente estuda no Brasil é muito mais ampla do que o que cai nesses exames. No nosso 2o ano já sabemos praticamente tudo que eles pedem em matemática, por exemplo. Mas a prova é muito diferente”, conta João.

Diferente como? “Mecanicamente a prova é muito rápida. Menos de um minuto por questão. Você tem que ser quase um robozinho”, explica.

O segredo neste caso, segundo João, é a repetição. “Vale mais a pena treinar por simulados do que estudando a matéria. Os simulados são fundamentais”, ele garante.

E deu certo. Em universidades muito competitivas como Harvard, geralmente os alunos são aceitos com nota no SAT acima de 1500 (de um total de 1600). Foi o que aconteceu com o João Henrique.

João fez o SAT regular duas vezes e uma vez o SAT Subject. “Foi o que deu, porque logo em seguida fechou tudo por causa da pandemia. Mas eu faria mais se fosse possível. No segundo SAT tirei 120 pontos a mais que no primeiro. Ainda bem que consegui a nota que eu precisava”, conta.

Atividades extracurriculares

O primeiro aspecto que as universidades observam na application são as notas. Mas em várias universidades, principalmente nas mais competitivas, como Harvard, o perfil de notas dos candidatos é muito parecido.

Por isso, as outras etapas da candidatura são muito importantes. Elas mostram quem é o candidato além das notas, qual é o seu perfil como pessoa.

“As atividades extracurriculares são uma excelente ferramenta para mostrar para eles quem somos”, diz João. “Mas não adianta fazer as coisas só por fazer. Eles conseguem ver se o aluno tem a ver com aquilo que ele descreve. Percebem se a atividade é algo que você faria mesmo que não estivesse se candidatando. Se tem paixão envolvida”, explica. Isso é fundamental.

João participou de olimpíadas de matemática desde o 6o ano. “Mas só a partir do 9o que comecei a ter bons resultados”, conta. Foi quando ele ganhou prata na olimpíada de astronomia.

Depois, no 1o ano do Ensino Médio ficou em primeiro lugar na olimpíada de química de Minas Gerais e na brasileira de Astronomia. Participou várias vezes de todas elas.

João também sempre gostou de aprender novos idiomas e no 9o ano começou a estudar italiano “Acho que isso também me ajudou em Harvard”, diz.

Ser proativo também é algo que as universidades consideram bastante. “Eu fazia aulas extras para estudar para as olimpíadas de química e de física. Às vezes nem tinha aula, mas eu ia lá e fazia. Eu criava projetos também, isso é muito importante para quem quer estudar fora”, afirma. “Você mostra que quer aprender coisas novas, que quer mais. Sem isso é mais difícil.”

João não participou das equipes esportivas da escola, mas lembra que é outro ponto que pode ajudar na candidatura. “Harvard também quer ver os caras que são capitães de times, que comandam, que mostram liderança e comprometimento.”

Redações

Outra oportunidade para o candidato mostrar quem ele é além das notas são as redações. Nelas as universidades detectam o brilho no olho, a paixão, o entusiasmo do aluno com o tema desenvolvido. E assim podem traçar melhor o perfil do candidato.

“Na minha opinião, esta é a parte mais delicada da application. É o principal ponto que vai diferenciar você dos demais”, diz João. “No Brasil a gente não aprende a fazer este tipo de redação, onde você tem que falar de você, se mostrar, descrever cada aspecto seu. Para quem nunca fez isso em uma redação, é um grande desafio”, explica.

Para o João, a orientação da Daqui pra Fora foi fundamental nesta etapa. “Foi muito importante para eu conseguir me expressar em inglês de uma forma que realmente entendessem o que eu queria passar para eles. Tenho certeza que não conseguiria sem essa ajuda”, conta.

“Porque não basta você ser um cara legal, interessante. Tem que ficar claro para quem lê quem você é e o quão interessante seria para a faculdade ter você lá.”

João conta que demorou 2 ou 3 meses e muitas tentativas para começar a produzir boas redações. “Por ser em inglês é mais difícil. Por mais que eu falasse bem a língua, tive que me esforçar o dobro para escolher as palavras certas. Porque uma metáfora que funciona aqui não funciona lá, por exemplo”, diz.

A dica do João  para as redações é: “Escreva o que você é, solta o verbo. As coisas vão saindo e depois você arruma. Demonstre que você está ali e conta pelo sentimento quem você é. Eu fiz isso e deu certo.”

Cartas de recomendação

O terceiro instrumento que as universidades americanas utilizam para definir o perfil pessoal dos alunos são as cartas de recomendação. É uma forma de conhecer o candidato pelo olhar de quem trabalhou com ele na escola, os professores e coordenadores.

Segundo o João, é muito importante saber escolher quem vai escrever as cartas de recomendação. “A pessoa precisa fazer mais do que falar que você é um bom aluno e que merece ir para lá. Precisam ser professores que te conheçam na essência e que mostrem quem você é com exemplos”, explica.

Uma das pessoas que João pediu carta de recomendação foi a professora de química que o incentivou a ir estudar fora. Outra foi uma professora que ele sabia que tinha uma mente voltada para o exterior, que tinha feito 2 anos de mestrado fora. “Ela sabia o que precisava falar e era próxima de mim”, justifica.

A terceira carta ficou por conta de um professor que era uma ótima pessoa, mas não dominava a técnica de fazer este tipo de documento. “Nesse caso, você fica perto e ajuda um pouco. Não é todo mundo que sabe o formato da carta de recomendação. Falei como deveria ser feito, dei exemplos da Daqui pra Fora e funcionou”, conta João.

Para ser aceito, João ainda passou por uma entrevista, o que é mais comum de acontecer nas universidades mais competitivas. “Fui chamado para entrevista por Harvard e Stanford. Já fiquei muito contente, me achei especial, porque eles não chamam qualquer um. Essa é uma etapa final do processo seletivo”, diz.

Segundo ele, foi tranquilo. “Eles querem que você fique confortável e basicamente perguntam sobre os conteúdos que você já escreveu.”

Neste vídeo, João Henrique conta como foi todo o processo até a conquista da vaga e da bolsa:

Estratégia para a bolsa de estudos

Desde quando decidiu aplicar para universidades nos Estados Unidos, João sabia que precisaria de ajuda financeira. Por isso, toda a estratégia da sua application foi moldada de forma que ele conseguisse bolsa de estudos (financial aid). “A estratégia é fundamental para conseguir seu objetivo. Faz toda a diferença você saber onde aplicar”, afirma.

João tinha certeza que queria estudar fora. “Mas estudar fora, mesmo nas universidades menos competitivas, é caro. Eu sabia que precisaria de 100% de bolsa ou o máximo que fosse possível”, conta.

Durante o acompanhamento da Daqui pra Fora ele soube que as faculdades que oferecem este tipo de bolsa são as mais ricas e, portanto, as mais competitivas.

Com esta informação, João concluiu que não valeria a pena passar nas faculdades mais fáceis, porque não conseguiria pagar. Então decidiu aplicar para 12 faculdades, as mais competitivas.

“Ter essa ajuda para montar essa estratégia baseado no meu perfil, que seria de universidades tops, me ajudou muito. Eu precisava de bolsa e mirei onde o dinheiro estava”, lembra.

João também não se preocupou em escolher o lugar, o clima ou tamanho da cidade. “Estes pontos são importantes, mas eu não podia me preocupar com isso. Meu foco era estudar fora e eu pensei em como conseguir a bolsa.”

Em sua estratégia, João decidiu fazer duas early applications. “Optei por fazer early nas universidades que eu tinha mais chances de passar, Washington University e University of Chicago”, conta.

Mas ele não foi aceito. Das 12 universidades, João foi aceito em uma: Harvard. E com a bolsa que precisava.

“Eu já estava desacreditado, tinha recebido 11 nãos. Estava conformado em ficar no Brasil, porque tinha entrado na USP. No último dia veio a notícia. Demorou até para eu absorver”, conta.

Apoio na jornada

Ter o suporte da família e dos amigos foi essencial na trajetória do João. “Em casa tive todo o apoio e meus amigos também sempre estiveram ao meu lado. Às vezes eu não ia a uma festa ou deixava de sair e todo mundo entendia. Isso ajuda muito”, conta.

As orientações da Daqui pra Fora, segundo ele, fizeram muita diferença. “Primeiro porque colocaram fogo no meu plano de ir para o exterior, me mostraram que era possível. Depois, me trouxeram todo o conhecimento sobre o processo. Porque não é complicado, mas é diferente. E a gente não sabe nada, tem que começar do zero. Tem que aprender os conceitos, entender as provas, conhecer os procedimentos. É bastante informação. Ter ao lado uma empresa que domina tudo isso, todas as etapas, inclusive as burocracias, é muito importante”, conclui.

João faz questão de incentivar outros estudantes que pensam em fazer faculdade fora. “Se você quer muito, tenta. Pode dar certo. Mesmo que seja difícil. Eu consegui!”.

A Daqui pra Fora pode ajudar nesse processo com toda a assistência necessária. Preencha o formulário abaixo e venha conversar com a gente.

https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Como-é-a-preparação-para-conseguir-uma-bolsa-em-Harvard.jpg 527 938 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2021-08-23 16:50:562024-01-04 21:32:41Como conseguir uma bolsa de estudos em Harvard

Conheça a trajetória de Pedro Oporto até o MIT

30 de julho de 2021/em Estados Unidos /por Daqui pra Fora

Bom aluno no colégio e indeciso sobre o que fazer depois, Pedro se formou na WPI, uma das melhores faculdades em Computação dos EUA, e faz mestrado no MIT. 

Muita gente passa o Ensino Médio inteiro com muitas dúvidas sobre o que fazer depois. As indecisões dizem respeito não só à carreira a seguir, mas também sobre onde estudar. Aqui no Brasil? No exterior?

Se as notas não são excelentes, a tendência é achar que não vai ser possível ir para fora e acabar logo com a indecisão. A história do mineiro Pedro Oporto, que você vai conhecer a seguir, mostra que esse tipo de atitude pode ser muito precipitada.

A decisão

Em Belo Horizonte, Pedro era um aluno nota 7,5 / 8,0 no Ensino Médio do Colégio Santo Antônio. “Nunca fui de focar só em notas. Elas eram boas, mas nada que garantisse uma vaga em boas universidades americanas”, conta.

Um dos fatores que atraiu Pedro para aplicar para universidades americanas foi o próprio processo seletivo. “Nos Estados Unidos, as notas sozinhas não definem se você será aprovado ou não. O processo valoriza quem você é e o que você faz além da escola“, afirma Pedro.

No Ensino Médio, Pedro participou de várias olimpíadas de Física e de Astronomia. “Nunca conquistei medalha, mas cheguei à final nacional.” Ele fez ainda tutoria na matéria de Física e participou de cerca de 10 eventos de simulação da ONU, além de várias aulas extras envolvendo diferentes projetos.

Foi em uma viagem para a Flórida em 2013 que ele decidiu que também iria aplicar para universidades nos Estados Unidos.

“Estava fazendo uma visita à base da NASA e tive a sorte de ter ido em um dia em que tudo estava aberto ao público. Fizemos um tour com um engenheiro da NASA, passeando no prédio em que eles lançam foguetes e entrei em uma das cápsulas que eles estavam testando. Isso não é comum”, conta.

“Ouvi muito sobre engenharia, sobre como são os projetos nas faculdades, e isso realmente me atraiu”, diz.  nos Estados Unidos.

A preparação e os resultados

Ir para os Estados Unidos passou a ser um objetivo, mas não uma certeza. Por isso, Pedro resolveu se preparar para os dois processos ao mesmo tempo: o americano e o brasileiro. “Contatei a Daqui pra Fora e me preparei para o SAT junto com o que eu já estava fazendo para as universidades brasileiras”, diz. “A DpF me ajudou a aliviar a pressão no final do terceiro ano”, conta.

Pedro começou a se preparar no início do segundo ano. “Fiz uma prova do SAT no meio do segundo ano e outra no final. E a última foi no meio do terceiro. Fiz também SAT Subjects de Matemática, Física e Química. O TOEFL, no início do terceiro. No segundo semestre do terceiro ano, minha cabeça estava só voltada para o ITA, a Unicamp e o ENEM”, conta Pedro.

Para as provas, Pedro usou a estratégia de priorizar a área de exatas. “Decidi focar naquilo que eu sabia que me ajudaria nos dois processos, que era Física, Matemática e Química”, explica. E deu certo.

Pedro aplicou para 14 universidades americanas. Foi aceito em 8 instituições nos Estados Unidos, algumas com bolsa, e na UFMG, no Brasil. Na parte acadêmica da application, Pedro obteve 104 no TOEFL, 1370 (de 1600 possíveis) no SAT e tinha uma média próxima a 8,0 no histórico escolar.

“Acho que nas redações consegui vender o que eu fazia nas simulações da ONU como algo que era fora do acadêmico. Mostrei que eu queria participar de projetos que envolviam comunicação, liderança, coisas que eles procuram bastante”, explica.

Como no início de 2016, Pedro não tinha certeza se conseguiria bolsa nas universidades fora, começou o curso de Engenharia na UFMG. Assim que soube da bolsa de 70% na WPI, decidiu começar sua jornada nos Estados Unidos.

As aulas na WPI

A Worcester Polytechnic Institute fica na cidade de Worcester, em Massachussetts. É uma das mais bem conceituadas instituições americanas na área de Computação. A metodologia baseada em projetos foi o que mais atraiu Pedro para a WPI e o fez trocar a UFMG pelos Estados Unidos.

“Em termos de conteúdo técnico, a UFMG é excelente. A principal diferença está nos recursos e na metodologia”, conta Pedro.

“Meu projeto de graduação, por exemplo, foi um carro de Fórmula, que a UFMG também tem. Mas na WPI eu propus um sistema que ia combinar computação e mecânica, buscando evolução. E foi assim: montei a proposta, enviei para o professor e tive o recurso. Sem muito limite”, conta.

Em outra matéria, o projeto era criar um algoritmo para jogar jogo de tabuleiro contra si mesmo. “A aula era baseada nesses projetos e no final o professor colocava o programa de um jogando contra o dos outros. Quem vencesse ganhava pontos extras e uns prêmios que o professor trazia”, conta. No semestre seguinte, o programa era implantado em um robô.

Pedro chegou na WPI com a ideia de fazer engenharia aeroespacial, mas acabou mudando de curso 6 vezes nos dois primeiros anos. Se formou em Engenharia Mecânica e Ciências da Computação.

“O que eu gostei muito é que nos dois primeiros anos as aulas abrangiam várias áreas da engenharia. Fiz aula de mecânica, elétrica, de sistemas, de computação. Cada uma me atraía de um jeito. A mudança de curso não me atrasou em nada”, explica.

“Outra diferença para a UFMG é que o tempo que eu gastava na WPI era 90% nos laboratórios e não fazendo exercício no computador e no papel”, afirma. “O conteúdo teórico era fora do tempo regular. A prova teórica era pouco importante, 20% da nota final”, conta Pedro.

Fora da sala de aula

Além de fazer dois cursos (double major), Pedro fez parte do time de remo durante um ano, depois fez natação e ainda jogou torneios internos de futebol. Integrou uma fraternidade, orientou calouros e participou de um programa da WPI em que foi treinado para ajudar outros alunos com questões de saúde mental. Conseguiu ainda 3 estágios importantes durante a faculdade.

Pedro ainda teve a oportunidade de ir a Stanford, em um programa de inovação na escola de design. “Fui treinado para liderar workshops em design thinking e trazer isso para a minha escola”, diz. “Estive também com um grupo de alunos em uma semana de eventos da Google, com tudo pago, onde a gente montou um software. Foi muito bom”, conclui.

No terceiro ano, Pedro participou de um projeto de ciências sociais na Albânia. “A ideia desse tipo de programa é você sair da sua área de conhecimento. As minhas áreas eram computação e mecânica. E eu fui lá trabalhar com gestão de risco climático”, conta.

Pedro ficou 3 meses na Albânia, entrevistando locais, pesquisadores e políticos, um método de pesquisa que ele nunca havia utilizado.

“Buscamos saber como essa região iria manter a produção de alimento com alagamentos e secas piorando nos próximos 10, 20 anos”, explica. Segundo ele, cerca de 70% dos cerca de 4 mil alunos da WPI participam deste tipo de programa em todos os continentes.

Fazer dois cursos e participar de várias atividades extracurriculares é, segundo Pedro, uma questão de equilíbrio. “O dia tem 24 horas. Eram 8 dormindo, 8 estudando e 8 fazendo muitas outras coisas”, conta.

Para ele, não focar só nas notas fez diferença. “Eu sacrifico 10% de nota em alguma coisa, mas ganho em energia para continuar.”

O caminho para o mestrado no MIT

Quando Pedro estava no último semestre, veio a pandemia. Ele ainda não estava certo se iria fazer mestrado e aplicou também para trabalhar. Havia muita incerteza em relação a trabalho na época e ele acabou optando pelo mestrado no MIT.

Número 3 do mundo no ranking da Times Higher Education, o MIT é o sonho principalmente de estudantes mais voltados para a área de exatas, como ele.

“Apliquei para este programa na escola de negócios do MIT, que estava alinhado com meus interesses em tecnologia e política”, conta. Pedro foi aceito com 100% de bolsa na tuition e mais um salário que cobre suas despesas por  lá.

O processo de application para o mestrado, segundo ele, foi parecido com o da graduação. O candidato faz uma prova, envia carta de recomendação, suas próprias cartas sobre sua história e propósito, além do currículo da faculdade.

“A prova foi bem mais tranquila do que eu imaginava. É bem mais fácil passar por este processo estando na faculdade, com bem mais experiência que no Ensino Médio”, diz.

“Como minha faculdade era pequena, pude participar de um projeto em que trabalhei com o reitor da universidade. Consegui que ele escrevesse uma carta para mim, acho que isso ajudou bastante também”, conta.

A experiência no MIT

As aulas na graduação em diferentes áreas da engenharia e as experiências fora das salas de aula deram à trajetória do Pedro na graduação um aspecto multidisciplinar que, de certa forma, já o caracterizava desde o Ensino Médio.

“A viagem para a Albânia me alertou para um problema com o qual eu queria trabalhar. Eu precisava encontrar um lugar onde eu conseguisse trabalhar nisso de um jeito mais avançado”, explica.

O programa de mestrado em que o Pedro foi aceito, Technology and Policy, é feito para quem fez bacharelado em engenharia. Cada integrante do programa tem um foco diferente. A pesquisa do Pedro é focada em estratégia em sustentabilidade.

“Eu trabalho com a escola de negócios do MIT. Minha pesquisa é focada em o que o mercado de investimentos está fazendo com a mudança climática. E quais são os motivadores econômicos, políticos e sociais que estão fazendo essas mudanças acontecerem”, explica.

“Meu trabalho tem um pouco de pesquisa e um pouco de análise técnica das novas tecnologias. No final eu tenho bastante contato com gerente de banco e presidente de empresas em vários países.”

Todos que são aceitos no programa recebem bolsa. O dinheiro vem das fontes privadas que financiam as pesquisas. No caso do Pedro é um grupo de investidores com o qual o MIT já trabalha esta questão de sustentabilidade.

“A experiência tem sido ótima. Mas só me dei conta de que estou no MIT mesmo há poucos meses. Como o curso começou na pandemia, era tudo por Zoom. Conheci muita gente e fiz muita coisa pelo virtual. Depois de ter vacinado, mais ou menos em abril, a gente pôde voltar para o campus. Quando eu consegui nadar a primeira vez na piscina do MIT é que veio a sensação ‘eu realmente estou aqui'”, conclui Pedro.

E você, quer realizar o sonho de fazer faculdade no exterior e viver essa experiência inesquecível? Conta com a nossa assistência especializada durante todo o processo.

Basta preencher o formulário abaixo para começarmos uma conversa em breve.

https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Conheça-a-trajetória-de-Pedro-Oporto-de-BH-até-o-MIT.jpg 995 1500 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2021-07-30 12:00:172024-02-16 14:08:48Conheça a trajetória de Pedro Oporto até o MIT

Como ingressar em uma universidade em Portugal

21 de junho de 2021/em Universidade no Exterior /por Daqui pra Fora

O idioma comum e o ingresso via ENEM são alguns dos fatores que atraem brasileiros para as excelentes universidades portuguesas. Saiba tudo que é preciso para buscar uma vaga por lá.

O interesse de estudantes brasileiros por faculdades na Europa não para de crescer. E entre os países que têm atraído mais brasileiros está Portugal. Uma série de fatores levam ao crescimento dessa demanda, que fez o número de estudantes brasileiros por lá subir de aproximadamente 11.000 em 2017 para 18.000 em 2019.

O idioma e uma cultura próxima da nossa, porém ao mesmo tempo bem diferente, são, sem dúvida, alguns dos atrativos. Mas outros aspectos, como viver em um país com ótima qualidade de vida e com acesso fácil a vários países também chamam bastante a atenção dos brasileiros.

Estamos falando de estudar em um país com pouco mais de 10 milhões de habitantes, com uma cultura milenar e bastante proximidade física com outros importantes centros culturais, políticos e financeiros da Europa, como Espanha, França e Reino Unido.

Portugal é considerado o 4o país mais pacífico do mundo, o 10o mais democrático e ainda é o 4o melhor quando o assunto é receber e integrar imigrantes. A vivência em um mundo novo, longe dos pais e da família, convivendo com pessoas com diferentes backgrounds e em um ambiente como este, por si só, já é um ganho e tanto.

As vantagens de fazer faculdade em Portugal

Qualidade de vida

Figurando sempre entre os países mais pacíficos do mundo, Portugal é inegavelmente um país tranquilo para se viver. Pode-se andar a pé, de bicicleta ou no transporte público a qualquer hora do dia e usar o celular em qualquer lugar.

Serviços públicos básicos eficientes, como saúde, educação, segurança e transporte, tornam o dia a dia nas cidades portuguesas, grandes ou pequenas, bem agradável e tranquilo.

Desfrutar de tudo isso com um custo de vida atraente é o ideal, não é mesmo? Em Portugal ele varia dependendo da cidade e da região, mas com certeza quem decidir estudar lá verá que é mais barato que em qualquer outro país do Velho Continente.

Qualidade de ensino, tradição e inovação 

Apesar de ser um país pequeno, as instituições de ensino de Portugal são tradicionais e bastante respeitadas. O país tem 7 instituições entre as 500 melhores universidades do mundo, de acordo com o ranking QS World University.

E ainda conta com 307 centros de pesquisa e desenvolvimento, além da terceira maior taxa de crescimento em publicações científicas na Europa.

Tradição não falta às universidades portuguesas. Uma delas, a de Coimbra, tem 731 anos e é a quinta mais antiga do mundo.

Ao mesmo tempo, criatividade e inovação estão cada vez mais presentes na educação e no mercado de trabalho portugueses.

São abertas em Portugal uma média de 31.000 startups por ano e a taxa recente de crescimento de empresas de tecnologia é de 130%. Sempre lembrando que falamos de um país pequeno em extensão (menor que o Estado de Pernambuco).

Bolsas de estudos

Existem algumas possibilidades de se obter bolsas de estudos nas universidades portuguesas. A opção mais atrativa para os brasileiros é a Bolsa da CPLP (Comunidade dos Países da Língua Portuguesa). Com ela, o aluno pode obter de 40% a 50% de desconto, apenas pelo fato de ser brasileiro.

Porém é importante pesquisar antes, pois cada instituição adota seus próprios critérios para conceder ou não a Bolsa da CPLP.

Outra boa possibilidade é, durante o curso, concorrer a uma bolsa por mérito acadêmico, que também pode atingir até metade da anuidade. Os melhores alunos das suas turmas têm boas chances de conseguir.

Contato com outras línguas

Apesar de viver em um país que fala português e de ter aulas na língua nativa, o estudante brasileiro em Portugal tem a oportunidade de desenvolver vários outros idiomas. As universidades portuguesas geralmente oferecem aulas de francês, espanhol, italiano mandarim e alemão.

Além disso, o país recebe muitos estrangeiros o ano inteiro, dentro e fora das universidades. O contato diário na universidade com colegas e professores de outros países, ou fora dela no dia a dia, com vizinhos, turistas e imigrantes de várias nacionalidades ajuda a desenvolver a fluência em outros idiomas.

Conexão com o mundo

Aproximadamente 12% dos estudantes das universidades portuguesas são internacionais, vindos de diversos países da Europa e de todos os outros continentes. E a tendência é este número aumentar. Na última década, o número de alunos de fora do país mais que dobrou em Portugal.

Essa convivência diversa, diária e próxima proporciona uma experiência multicultural extremamente rica. Além de novos idiomas, os estudantes absorvem organicamente conceitos, costumes e valores das diferentes culturas com as quais convivem no dia a dia.

Respeito, tolerância e flexibilidade são alguns skills que acabam sendo desenvolvidos com essa experiência e que certamente vão fazer bastante diferença lá na frente, na vida profissional e pessoal.

Viagens em feriados, férias ou até finais de semana podem ser outra forma de conhecer novas culturas e, claro, novos lugares. De carro, trem, ônibus ou até em voos que não são caros, visitar a Espanha, a Itália, a França, o Reino Unido ou outros países da Europa partindo de Portugal é bastante comum entre os estudantes.

Além disso, há programas promovidos pelas universidades portuguesas, como o Erasmus. Nele os alunos podem estudar um ou dois semestres em outra universidade da Europa ou em outro continente, com currículo equivalente ao que estaria fazendo em Portugal e com o mesmo custo.

Networking e mercado de trabalho

O diploma português tem validade em toda a Europa e pode ser revalidado no Brasil. Ele é um elemento internacional na formação do aluno que faz toda diferença no mercado de trabalho.

A excelência no ensino, a experiência da vida no exterior, o contato diário com outras culturas e o desenvolvimento da autonomia sempre serão um diferencial no momento de se inserir no mercado.

Além disso, a convivência diária com professores, colegas e profissionais de inúmeros países durante todo o transcorrer do curso garante uma potente networking internacional.

Processo seletivo: outra vantagem

O processo seletivo para estudantes brasileiros que querem estudar em universidades portuguesas é bem simples. Brasileiros com cidadania europeia passam por um processo um pouco diferente, mas também não é complicado.

Brasileiros sem cidadania europeia

O processo de candidatura é feito totalmente online, direto no site da instituição escolhida. O resultado da prova do ENEM é o único aspecto avaliado pelas universidades portuguesas. Assim como no Brasil, a nota de corte varia de instituição para instituição e de curso para curso.

Geralmente a nota de corte varia entre 650 e 750. Na Universidade de Lisboa, por exemplo, a nota para o curso de Economia é 650 e para Odontologia é 700. Na Universidade de Coimbra, para o curso de Direito são exigidos 750 pontos e para Biomedicina, 700.

Desde 2014 muitas universidades portuguesas adotam a nota do ENEM como critério para seleção das vagas reservadas do Estatuto do Estudante Internacional (20% das vagas).

Hoje o ENEM é aceito por todas as universidades portuguesas como critério de seleção de candidatos brasileiros.

É importante verificar o valor da taxa de candidatura e da anuidade (chamada de propina em Portugal). Além de pagar a taxa de candidatura, é preciso enviar os seguintes documentos em formato digital:

  • Fotocópia do passaporte;
  • Declaração com as notas do ENEM;
  • Diploma do Ensino Médio;
  • Histórico escolar (que não é avaliado).

Entre os documentos digitais exigidos está também a Declaração de Honra. Por meio dela, o aluno se compromete e garante que não possui cidadania portuguesa ou europeia. Dessa forma ele pode utilizar as notas do ENEM como acesso à graduação em Portugal.

Brasileiros com cidadania europeia

Para brasileiros com cidadania europeia, a seleção se baseia nas notas do aluno no Ensino Médio e na nota do Exame Nacional (o equivalente ao nosso ENEM em Portugal).

Para fazer o Exame Nacional, os brasileiros devem se inscrever como alunos autopropostos, ou seja, que não estão matriculados em escola portuguesa.

E não precisam fazer as provas obrigatórias, que os portugueses fazem. Os brasileiros fazem apenas as direcionadas para os cursos que escolheram.

Outra diferença para o ENEM é que as provas são distribuídas em uma semana. O candidato faz uma prova por dia. As provas têm questões de múltipla escolha e dissertativas. E só faz a Redação quem faz a prova de Português ou de língua estrangeira.

É fundamental pesquisar o curso e a universidade onde quer ingressar para saber quais são exatamente as provas específicas requisitadas no Exame Nacional. Certifique-se também se há algum pré-requisito a ser cumprido.

O critério para aprovação varia de acordo com a universidade e o curso procurado. Em todas, porém, existe uma nota mínima exigida no Exame Nacional, que geralmente varia de 95 a 140 (de um total de 200).

Mas as notas do candidato no Ensino Médio também são levadas em conta para se chegar à nota de candidatura (como é chamada a nota final do exame). Em geral, o peso é metade para a nota das provas e metade para as notas do colégio.

Mas o histórico escolar pode valer 60% ou até 65% da nota de candidatura. Nestes casos, a nota mínima exigida na prova pode ser suficiente para a aprovação.

A primeira fase do exame é realizada em junho (as inscrições são em fevereiro e março). Quem quiser melhorar as notas pode fazer novamente o exame se inscrevendo para a segunda fase, que acontece em julho. O ano letivo começa em setembro.

Conheça as principais universidades portuguesas

Universidade Católica Portuguesa (UCP)

A Universidade Católica Portuguesa é a primeira universidade moderna no país a não ser fundada pelo Estado. Ela nasceu como uma faculdade de Filosofia em Braga, em 1967, e em 1970 se expandiu para Lisboa, onde hoje fica sua sede principal.

Depois disso, outros dois campi foram criados, no Porto e em Viseu, e atualmente as 17 faculdades, seus cerca de 11.000 estudantes (2.673 internacionais de 100 países) e mais de 1.000 professores (entre eles 254 internacionais) estão espalhados nestes 4 espaços.

Entre as 17 faculdades estão:

  • Direito (no Porto e em Lisboa);
  • Ciências Econômicas e Empresariais (em Lisboa);
  • Economia e Gestão (Porto);
  • Medicina (Sintra);
  • Filosofia e Ciências Sociais (Braga);
  • Artes (Porto);
  • Estudos Políticos (Lisboa).

Mais de 900 alunos da Católica participam anualmente do programa Erasmus. O ranking da Times Higher Education coloca a Católica como a número 1 do país nos últimos dois anos. A taxa de empregabilidade de alunos de graduação e mestrado integrado da UCP é de 97,5%.

Universidade Nova de Lisboa (UNL)

A Universidade Nova de Lisboa completou 50 anos em 2023 e já tem história para contar. É internacionalmente reconhecida por sua qualidade em ensino e pesquisa, o que se reflete nos resultados obtidos em vários rankings importantes.

A UNL já construiu tradição em trabalhar em áreas de inovação, com efeitos práticos na economia e serviços, em âmbito nacional e global. Tem um perfil internacional, de investigação colaborativa, prestando serviço de uma forma que promova solidariedade e desenvolvimento sustentável em diversas áreas.

A Nova conta com 9 faculdades, 9 bibliotecas e 3 prédios residenciais. São 29 cursos de graduação 1.800 professores e pesquisadores e pouco mais de 20.000 estudantes (cerca de 6.000 na graduação). Do total de alunos, aproximadamente 2.500 são estrangeiros, vindos de mais de 100 países.

A universidade tem ainda 41 centros de pesquisa, 77% deles avaliados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia de Portugal como “excepcional”, “excelente” ou “muito bom”.

Tem firmadas mais de 530 parcerias de mobilidade internacional em 63 países, recebendo anualmente aproximadamente 930 estudantes em seu campus e enviando para outros países cerca de 750 alunos.

Universidade do Porto

Localizada na segunda maior cidade do país, a Universidade do Porto foi fundada em 1911 e hoje figura entre as 150 melhores instituições de ensino superior da Europa. É a mais internacional das universidades de Portugal, resultado de uma estratégia que engloba cooperação com centenas de instituições de ensino superior em todos os continentes.

A UP conta com 14 faculdades, uma Business School, 51 centros de pesquisa, 16 bibliotecas, 2 museus e 9 residências universitárias. Disponibiliza um portfólio acadêmico numeroso e diverso e adota um método de ensino “hands-on”, em que os alunos aprendem na prática habilidades que serão exigidas no mercado de trabalho.

Algumas áreas de referência na UP são Arquitetura, Esporte, Engenharia Civil e Engenharia Química.

A Universidade do Porto tem cerca de 32.000 alunos, o que a torna a universidade com a maior população universitária do país. Por volta de 13% destes estudantes são internacionais, representando 100 nacionalidades diferentes.

Tecnologia de ponta e laboratórios avançados estão à disposição de alunos e professores. Fora do campus, eles vivem em uma cidade praiana, hospitaleira, famosa pela produção de vinho e linda arquitetura barroca.

Universidade de Coimbra

Uma das 5 universidades mais antigas do mundo e a mais antiga de Portugal, a Universidade de Coimbra alinha tradição com modernidade e inovação. São 731 anos influenciando grandes acontecimentos no mundo e, por que não, com papel importante na história do Brasil.

Passaram por lá, por exemplo, José Bonifácio (patriarca da independência), e o escritor Gregório de Matos (nascido na Bahia), que se formou em Coimbra em 1661. A presença de brasileiros na UC é realmente antiga. Há registros de 354 brasileiros no século XVII e mais de 1500 no século XVIII.

UC tem hoje mais de 25.000 estudantes, entre eles 5.275 estrangeiros (20,9%) de 105 países, distribuídos em 3 campi. São 8 faculdades (Direito, Letras, Medicina, Farmácia, Ciência e Tecnologia, Psicologia, Economia, Ciências da Educação e ainda Ciências do Esporte e Educação Física), que oferecem um total de 330 cursos, de graduação a doutorado.

A universidade conta ainda com uma escola de Artes, além do Instituto de Pesquisa Interdisciplinar e do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde. Tem 2 museus, 16 bibliotecas e 1 jardim botânico.

Com ótimas instalações esportivas, a Universidade de Coimbra foi considerada 4 vezes nos últimos 10 anos a melhor da Europa em esportes universitários.

A principal biblioteca da universidade, a Biblioteca Joanina, foi considerada uma das mais espetaculares do mundo pelo jornal britânico Telegraph. Ela abriga cerca de 60.000 obras, muitas dos séculos XVI a XVII, em diversas línguas.

Quanto custa estudar em Portugal

O custo anual de um estudante em Portugal pode variar muito em função de vários fatores. O primeiro ponto está relacionado à cidadania do aluno. A propina (anuidade) para alunos brasileiros com cidadania europeia é bem mais em conta que para os estudantes que não têm a dupla cidadania.

A diferença é de milhares de euros por ano. Para quem tem cidadania europeia o valor da propina gira em torno de 900 euros anuais e para quem não tem ele pode ser de cerca de 3.000 a 12.000 euros.

O custo da anuidade varia também de universidade para universidade e de acordo com o curso escolhido. Se a universidade é pública ou privada é outro fator que influencia no valor.

Além da anuidade, é importante pensar nos gastos que o estudante vai ter no dia a dia. Eles podem variar bastante de acordo com o estilo de vida e a cidade onde o aluno vai estudar e morar.

O custo de vida, que inclui gastos com alimentação, transporte, celular e saúde, varia dependendo do lugar escolhido. O mesmo acontece com a moradia.

Na capital, Lisboa, por exemplo, um quarto individual com banheiro fica em torno de 750 euros mensais. E o custo de vida gira em torno de 335 euros por mês.

No Porto, gasta-se um pouco menos. A moradia pode ficar por 550 euros por mês e o custo de vida, 320. Em Coimbra os valores caem ainda mais: 480 em média para moradia e 300 para os gastos no dia a dia.

A família ainda deve estipular o quanto disponibilizar para lazer e compras, de acordo com as preferências, necessidades e possibilidades de cada um.

Mente aberta e boa preparação

O caminho do estudante brasileiro até ser aceito em uma universidade portuguesa não é complicado. Porém, é importante entender este caminho e se preparar da melhor maneira para obter sucesso no processo.

Quem vai aplicar pelo ENEM precisa fazer um bom plano de estudos, para dar o seu melhor na prova. O ingresso vai depender exclusivamente do seu desempenho.

Pesquise nos sites das universidades a nota mínima para o curso escolhido, se há peso para cada matéria e planeje-se para atingir esta meta.

Para quem vai aplicar pelo Exame Nacional, é importante prestar atenção nas notas do colégio, buscando o melhor desempenho desde o início do Ensino Médio.

Afinal, estas notas representam ao menos metade da avaliação das universidades. É preciso entender como a prova funciona e, claro, estudar para poder ter um bom resultado.

Lembre que a prova tem um formato próprio e o português empregado é o de Portugal. Muitas vezes ele pode confundir e fazer com o que o candidato não entenda bem o enunciado.

Uma dica é consultar o site da IAVE, instituição responsável pelo exame, onde o aluno pode acessar provas e simulados.

O ideal em todo processo é focar na preparação, no planejamento, no estudo e ter uma boa orientação. Mas antes de tudo, amadurecer as escolhas.

Como? Se possível, já desde o final do Ensino Fundamental e início do Médio ter as portas abertas e decidir se quer mesmo estudar fora e se preparar para isso.

Pesquise sobre os países, as universidades e os cursos que lhe pareçam interessantes. Isso vai ajudar a tomar decisões mais conscientes e maduras.

Este conhecimento aliado a uma boa preparação vai permitir que no final do Ensino Médio o aluno tenha boas opções e esteja pronto para decidir o que fazer após os vestibulares.

https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Como-ingressar-em-uma-universidade-em-Portugal.jpg 995 1500 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2021-06-21 15:21:562024-01-10 14:03:50Como ingressar em uma universidade em Portugal

Tudo o que você precisa saber para estudar na Holanda

8 de junho de 2021/em Holanda /por Daqui pra Fora

Confira tudo que é preciso saber para fazer faculdade na Holanda, país com 7 universidades entre as 100 melhores do mundo e o 3o melhor sistema educacional do planeta.

A Holanda é um país cada vez mais procurado por estudantes estrangeiros do mundo inteiro. Hoje cerca de 90 mil jovens de 162 países estudam em universidades holandesas. Eles são atraídos não só pela excelência acadêmica, mas também pela excelente qualidade de vida e pela característica multicultural do país, famoso por ser receptivo e com uma sociedade “mente aberta”.

Há tempos a Holanda figura entre os países com melhor qualidade de vida do mundo. Hoje é o sétimo no ranking do US News, que leva em conta moradia, saúde, educação, transporte, segurança, liberdade individual e meio ambiente, entre outros fatores.

Por que morar na Holanda?

A Holanda tem ainda a 5a economia da região. Algumas das maiores multinacionais do mundo, como Philips, Heineken, KLM, Shell e Unilever, são holandesas.

Além disso, a proximidade com grandes centros comerciais e financeiros, como o Reino Unido, a Alemanha e a França, faz com que o país seja interessante tanto para quem está de olho no mercado de trabalho quanto para quem quer explorar novos lugares e culturas, viajando pelo continente.

Além de tantos atrativos, a qualidade do ensino superior holandês e o custo-benefício dessa jornada têm um apelo especial. São 7 universidades entre as 100 melhores do mundo, segundo o ranking da Times Higher Education, que coloca a Holanda como o terceiro melhor sistema educacional do planeta.

Apesar de a língua oficial do país ser o holandês, cerca de 95% da população fala inglês fluente e muitos ainda dominam uma terceira língua, como francês ou alemão. É, portanto, uma excelente oportunidade para aprender mais um idioma.

Seja nas grandes cidades, como Amsterdam e Rotterdam, ou nas pequenas, como Delft ou Leinden, a experiência de fazer faculdade na Holanda certamente oferece excelência acadêmica, vida multicultural e a construção de uma potente networking.

Neste vídeo, o estudante Lucas Cordeiro conta um pouco da experiência de estudar na Holanda:

As principais vantagens de estudar na Holanda

Excelência acadêmica

Com 7 universidades entre as top 100 e reconhecido internacionalmente como um dos principais polos acadêmicos do mundo, a Holanda oferece no seu ensino superior uma metodologia diferenciada, o PBL (Problem Based Learning).

Baseado na solução de problemas, centrado no aluno, interativo, com técnicas modernas e inovadoras, o PBL é apontado como um dos principais fatores responsáveis pela excelência no ensino holandês.

Além disso, as classes nas universidades holandesas são pequenas, o que comprovadamente favorece o aprendizado e aproxima os alunos dos seus professores.

Neste contexto, os alunos podem optar por dois tipos de universidades onde recebem o diploma de bacharel: as de pesquisa e as de ciências aplicadas.

As de pesquisa são mais voltadas para quem se interessa por elas e deseja seguir carreira acadêmica. Enquanto as de ciências aplicadas (a maioria) são mais profissionalizantes, direcionadas às práticas de mercado.

Nos dois casos há inúmeras opções de cursos em inglês, já que a Holanda é o país da Europa Continental que mais oferece cursos em inglês em nível superior. São mais de 1500. Vale lembrar que, apesar da enorme oferta, é sempre bom se certificar se o curso pelo qual o aluno optou é oferecido em inglês na instituição escolhida.

Custo-benefício

O valor empregado para estudar em uma universidade holandesa é inferior se comparado ao custo de outras universidades em países onde se fala inglês, como Estados Unidos e Reino Unido, levando-se em conta, inclusive, o custo de vida nestes países.

Além disso, dificilmente o aluno vai encontrar em qualquer lugar do mundo um investimento equivalente por um ensino top 100 ou top 200.

Para quem tem cidadania europeia, este investimento é muito menor. Ao invés de pagar de 6.000 a 15.000 euros por ano, o estudante com cidadania europeia paga uma anuidade próxima a 2.000 euros.

Outro fator que ajuda a melhorar a relação custo-benefício na Holanda é o fato de o estudante poder trabalhar 16 horas por semana durante o período de aulas ou ainda full time nas férias.

O ambiente multicultural, a participação em associações estudantis, a possibilidade de viagens, de trabalho e de estágio possibilitam ainda, sem dúvida, a criação de uma potente networking que o aluno vai levar para toda sua vida pessoal e profissional.

 

Possibilidade de residência após a faculdade

Já familiarizados com a cultura e o estilo de vida locais, vivendo em um país com excelente qualidade de vida e inúmeras oportunidades, muitos estudantes terminam o curso e querem permanecer na Holanda. A boa notícia é que é possível.

Depois de adquirir o diploma na Holanda, estudantes que não pertencem à União Europeia podem se candidatar à autorização de trabalho “zoekjaar” (ano de busca). Conseguindo uma vaga, o empregador vai solicitar uma licença de imigração altamente qualificada em nome do estrangeiro, sem que ele precise deixar o país.

Ainda há a possibilidade de pedir autorização de trabalho caso a pessoa pretenda abrir seu próprio negócio por lá.

O Processo Seletivo

O processo seletivo na Holanda é semelhante ao do Reino Unido. Tanto as universidades de pesquisa quanto as de Ciências Aplicadas avaliam o histórico escolar do Ensino Médio do candidato e a prova de proficiência em inglês (TOEFL ou IELTS).

Na Holanda, o candidato aplica direcionado a um curso específico, assim como no Brasil. Vai, portanto, concorrer com outros interessados no mesmo curso.

Alguns cursos são mais concorridos que outros e para estes casos as universidades podem exigir alguns elementos a mais na application.

Entre estas exigências podem estar uma redação (motivation letter ou personal statement), onde o aluno geralmente fala sobre o que o leva a querer estudar aquele curso naquela instituição; cartas de recomendação (de professores ou coordenadores da escola); e um currículum vitae.

Nos cursos onde a concorrência é muito alta, a universidade pode exigir ainda o SAT ou o ACT, ou mesmo uma prova específica elaborada pela própria universidade.

As notas exigidas no TOEFL e no ACT ou SAT (se necessário) variam de acordo com cada universidade e com cada curso.

Studielink e Numerus Fixus

O primeiro passo para se candidatar, portanto, é checar no site da universidade escolhida todas as informações sobre o processo de application da instituição e se certificar de todos os requerimentos que ela exige.

Para a maioria dos programas, o aluno deve se registrar no Studielink, plataforma oficial para se candidatar a uma universidade na Holanda. Funciona como o Common App (dos Estados Unidos) ou o UCAS (do Reino Unido).

Mas atenção: é imprescindível se certificar se o curso e a universidade escolhidos requerem o registro no Studielink. Algumas instituições e cursos usam processos diferentes.

Nas áreas de estudo mais procuradas, onde há uma demanda excessiva, o processo seletivo passa por um sistema de loteria centralizado e ponderado chamado Numerus Fixus, controlado pelo governo holandês.

Neste caso, por ser um sistema ponderado, os estudantes com histórico escolar forte têm mais chances de sucesso. A maioria dos cursos em inglês na Holanda passam pelo Numerus Fixus, especialmente Psicologia, International Business, Fisioterapia, Medicina e Economia, que costumam ser os mais concorridos. De novo, é fundamental checar com a instituição se o curso escolhido passa pelo Numerus Fixus.

A application para Numerus Fixus deve ser submetida até o dia 15 de janeiro e as respostas chegam em 15 de abril. Esta resposta indica a colocação do aluno no ranking dos candidatos.

Se aceito, o candidato tem duas semanas para responder se aceita a oferta de vaga. Caso não tenha sido aceito, ele ainda tem chances dependendo de alguma desistência e da sua colocação no ranking. É como uma lista de espera.

Para outros programas, fora do Numerus Fixus, o deadline para a application é geralmente 1o de maio. Mas sempre vale a pena checar a data com a universidade escolhida.

O ano letivo na Holanda começa em agosto.

Entrada direta, sem passar pelo Foundation

O sistema de ensino na Holanda tem o modelo semelhante ao do Reino Unido, onde o Ensino Médio tem 4 anos. Isso faz com que, ao ingressarem no ensino superior, alunos internacionais precisem fazer o que eles chamam de um ano de Foundation.

O Foundation corresponde a um ano básico, que introduz o estudante ao sistema europeu de ensino e o prepara para os próximos 3 anos de faculdade.

Alunos que fizeram o Ensino Médio em escolas que acompanham o sistema europeu não precisam fazer o Foundation. Quem termina o Ensino Médio com diploma de IB (International Baccalaureate) também pode passar direto pelo Foundation.

Em algumas instituições, provas como SAT, ACT e APs também podem ser suficientes para dispensar o Foundation. Quem já fez um ano de faculdade também pode passar direto.

Em todos os casos, é importante consultar a universidade para saber sobre a necessidade ou não de cumprir o Foundation year.

Quanto custa estudar na Holanda

O custo anual de um estudante na Holanda pode variar bastante em função de vários fatores. Ter ou não a cidadania europeia é um dos principais deles. Isso porque a tuition (anuidade da faculdade) diminui muito para os alunos que são cidadãos europeus.

A diferença pode ser de milhares de euros. Para os alunos brasileiros, a tuition pode variar de 6.000 a 15.000 euros por ano. Já para quem tem passaporte europeu ela cai para próximo de 2.000 euros anuais.

Porém, essa regra não se aplica ao Foundation Year, onde todos pagam o mesmo valor, que gira entre 12.000 e 18.000 euros, dependendo da instituição e do curso.

De qualquer forma, o investimento não é maior do que aplicado em universidades também muito bem conceituadas na América do Norte ou no Reino Unido, por exemplo. Ao contrário. E o diploma certamente vai abrir portas no mundo todo.

Além da anuidade da faculdade, há outros aspectos que devem ser levados em conta quando falamos em manter um estudante na Holanda, que são os gastos que ele vai ter no seu dia a dia por lá. Com moradia e alimentação, a família pode estimar um valor de 800 a 1.100 euros mensais.

Vale a pena pensar em reservar um pouco também para algumas necessidades e vontades do aluno, como roupas, lazer e transporte. A Holanda é um lugar cheio de atrativos e fica próximo de outros países igualmente atraentes e de fácil acesso. Os valores nesse caso são muito particulares, dependem do estilo de vida e das possibilidades de cada família.

Dicas para esta jornada

Quem já pensa em aplicar para universidades nos EUA, Canadá ou Reino Unido pode, portanto, conhecer o que a Holanda oferece. O caminho tem muitos pontos em comum.

Planejamento, foco, dedicação e uma boa orientação são ingredientes fundamentais para qualquer processo seletivo. Mas também é muito importante amadurecer suas escolhas. Como? Mantendo as portas abertas, pesquisando, conhecendo, decidindo o quanto antes se realmente deseja estudar fora e se está disposto a se preparar para isso.

Este conhecimento, junto com uma boa preparação, vai dar ao aluno a possibilidade de ter as várias opções no final do Ensino Médio. E ele certamente vai estar pronto para tomar a melhor decisão sobre o que fazer após os vestibulares.

Se precisar de ajuda ao longo desse processo, a Daqui pra Fora pode ajudar com toda a assistência necessária para que a experiência seja agradável. Vamos conversar?

https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Como-estudar-em-uma-universidade-na-Holanda.jpg 995 1500 Daqui pra Fora https://daquiprafora.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Logo-Menu-2.png Daqui pra Fora2021-06-08 15:23:152024-01-03 09:45:16Tudo o que você precisa saber para estudar na Holanda

Conheça as melhores universidades da Irlanda

15 de maio de 2021/em Universidade no Exterior /por Daqui pra Fora

Um dos países mais visitados da Europa, a Irlanda atrai cada vez mais estudantes para suas universidades. Aqui você vai conhecer as principais delas e saber como buscar uma vaga por lá.

A Irlanda é um dos países que mais atraem estrangeiros na Europa. Em outras palavras, o número de visitantes por ano, cerca de 6 milhões, chega a superar o da própria população, que é de 4,8 milhões de habitantes. Além disso, o interesse pelas universidades vem crescendo também. Enfim, motivos não faltam.

Os estudantes que optam pela Irlanda vivem em um país não só com excelente qualidade de vida, belas paisagens e muita história, mas também uma população extremamente acolhedora. Aliás, de acordo com o site Studyportals, da Holanda, a Irlanda é o lugar onde os estudantes internacionais se sentem mais satisfeitos.

Por que estudar na Irlanda?

Conhecida também como Ilha Esmeralda, a Irlanda é o 23o colocado no ranking de “Melhores Países” do USNews, onde aparece como o 8o no quesito “Open for Business” e 15o em “Qualidade de Vida”.

O sistema educacional irlandês é, sem dúvidas, um dos melhores da Europa e do mundo. Mais de 85% da população jovem da Irlanda termina o Ensino Médio e cerca de dois terços completam o ensino superior. Igualmente, a Irlanda é a número 1 na Europa em termos de graduados por 1.000 habitantes.

O investimento do governo em busca de um padrão internacional traz há algum tempo excelência acadêmica para a Irlanda. Como resultado, hoje existem 7 universidades públicas, 14 institutos de tecnologia e, também, vários centros de educação e pesquisa de ponta, localizados em campus belíssimos em diferentes pontos do país.

Vantagens de estudar na Irlanda

Qualidade de vida

Seja qual for o destino, quem for estudar na Irlanda vai encontrar cidades limpas, muito bem organizadas, com excelente sistema de transporte, segurança e saúde. Além disso, a vida fora do campus é tranquila, porém com inúmeras opções de lazer e também na área cultural.

Localização

Conhecer novos lugares e culturas é uma das principais vantagens de estar na Irlanda. Viagens não só para o para o Reino Unido, mais próximo, mas também para França, Noruega, Alemanha e outros países do Velho Continente são confortáveis e não são caras. Por isso, são bastante comuns entre os estudantes.

Experiência multicultural e networking

À proporção que, de 2016 a 2019, o número de estudantes internacionais cresceu 27% na Irlanda, a diversidade também aumentou. Hoje o país recebe jovens de 160 países, que representam 12% da população estudantil.

A convivência diária com colegas e professores com diferentes backgrounds fortalecem o networking e representam um diferencial importante na formação pessoal e acadêmica do aluno.

Possibilidade de trabalhar

Na Irlanda, os estudantes internacionais podem trabalhar até 20 horas por semana durante o ano letivo e 40 horas por semana nas férias. E, ainda por cima, o salário mínimo no país é um dos melhores da Europa, 10,50 euros por hora.

Além de ajudar na manutenção, o trabalho favorece a integração com a população local, pode auxiliar na formação acadêmica e ainda potencializar o networking. Algumas empresas líderes globais, como Google, Facebook, Pfizer, Apple e Intel, têm sua sede europeia na Irlanda.

Custo-benefício

A boa relação custo-benefício é um dos fatores que vem atraindo cada vez mais estudantes internacionais à Irlanda. Comparado com a América do Norte e outros países de língua inglesa, o investimento é, em média, mais baixo.

A tuition (anuidade da universidade) para estudantes internacionais custa entre 10.000 e 20.000 euros por ano. O custo de vida, que inclui despesas com moradia e alimentação, pode variar de 800 a 1.500 euros mensais, dependendo da localização, do tipo de moradia, das preferências e possibilidades do aluno.

Excelência acadêmica

O ensino superior na Irlanda é muito bem reconhecido internacionalmente. As 7 universidades públicas do país estão ranqueadas entre as 700 melhores do mundo, de acordo com o QS World University Ranking.

Os estudantes, locais e internacionais, podem escolher entre inúmeros programas em reconhecidas escolas de negócios, centros de excelência científica e tecnológica e renomadas faculdades de Artes e Humanidades.

Conheça as principais universidades da Irlanda

 

Trinity College Dublin (TCD)

A mais antiga universidade da Irlanda, fundada em 1512, é também a número 1 do país nos mais diversos rankings internacionais, entre eles o QS, onde figura na 101a posição. Além de muito rica em história, a Trinity College, também conhecida como Universidade de Dublin, é primeiramente reconhecida globalmente pela qualidade do seu ensino e pesquisa.

Seu campus histórico é um oásis no centro de Dublin. Os mais de 18.000 estudantes, entre graduação e pós, se dividem em 3 faculdades:

  • Artes, Humanidades e Ciências Sociais;
  • Engenharia, Tecnologia, Matemática e Ciências;
  • Ciências da Saúde.

Dezoito cursos da Trinity aparecem entre os Top 100 em suas áreas no QS ranking.

A localização privilegiada permite aos estudantes viver plenamente a cidade, capital do país, um lugar intenso, com vida cultural agitada, com muitos pubs e restaurantes. Dublin é um lugar moderno e histórico ao mesmo tempo, que já foi escolhida várias vezes como a cidade mais amigável da Europa.

O campus é verdadeiramente um lugar multicultural. TCD é a 8a universidade mais internacional do mundo, segundo a Times Higher Education, com 28% dos seus estudantes vindos de mais de 120 países.

Fora das salas de aula e de estudos, os alunos da Trinity podem participar de cerca de 170 clubs e associações estudantis, com atividades nas mais diversas áreas, de esportes a teatro, ficção científica ou economia.

Ainda mais, a universidade é uma das poucas que oferece um tutor que acompanha o aluno durante os 4 anos do programa. Trinity tem ainda vínculo com instituições fora da Irlanda e incentiva seus alunos a terem algum tipo de experiência internacional durante a graduação. Dessa forma, são mais de 300 opções em países como Alemanha, França, Estados Unidos, Índia e outros.

 

University College Dublin (UCD)

Considerada uma das principais instituições de pesquisa da Europa, UCD é uma das mais tradicionais e a maior universidade da Irlanda. De fato, seu campus de mais de 130 hectares está preparado para receber diariamente 33.000 alunos, 4.000 deles de outros 136 países, e abriga 5 faculdades.

UCD é a 177a no ranking QS das melhores universidades do mundo e tem 733 entre os seus 1.725 professores vindos de fora da Irlanda.

Fora das aulas, os alunos da UCD dispõem de 55 clubs esportivos e mais de 88 associações estudantis no campus para se engajarem nas mais diferentes áreas, de canoagem a comédia e engenharia química, por exemplo.

A International Student Society acolhe os alunos internacionais e promove atividades e passeios pela cidade e pelo país. Eles também podem frequentar o UCD Global Lounge, um hub dedicado a grupos e organizações estudantis focados na globalização, com palestras e eventos durante todo o ano.

A localização do campus, assim como acontece na TCD, também permite aos estudantes aproveitarem tudo que a capital do país pode oferecer.

A UCD foi considerada em 2020, pelo terceiro ano consecutivo, a instituição com maior empregabilidade da Irlanda e 75a do mundo, segundo o QS Employability Ranking.

 

National University of Ireland, Galway (NUI Galway)

NUI Galway cresceu muito nos seus 175 anos de história. Começou com 68 alunos e, atualmente, mais de 18.000 estudantes frequentam diariamente seu lindo campus, localizado na cidade de Galway.

NIU Galway não cresceu apenas em tamanho. Vem subindo nos rankings internacionais principalmente na última década e hoje é a 258a colocada no QS World University Rankings. Recebeu recentemente, inclusive, um investimento de 400 milhões de euros na melhoria do seu campus.

A universidade é conhecida como uma das líderes em pesquisa no país, com ênfase em programas de interdisciplinaridade e colaboração com parceiros na indústria em áreas estratégicas, no âmbito regional e nacional.

A universidade conta com 5 faculdades e mais de 50 cursos na graduação, entre eles:

  • Engenharia;
  • Mídias Digitais;
  • Jornalismo;
  • Matemática;
  • Ciências da Computação;
  • Psicologia;
  • Medicina;
  • Ciências Sociais.

National University of Ireland, Galway tem 4.1 estrelas no Studyportals, plataforma que é uma das principais referências quando o assunto é como os estudantes do mundo todo avaliam o ensino e a experiência nas universidades.

Galway é uma cidade litorânea na costa oeste do país, uma das mais bonitas e mais visitadas por turistas. Tem cerca de 80 mil habitantes e, apesar de parecer pequena para nós, brasileiros, é a 4a mais populosa da Irlanda.

É um lugar charmoso, com cara de interior, mas com atmosfera alegre e animada, principalmente por causa do grande número de jovens que moram por lá.

 

University College Cork (UCC)

Com 170 anos de tradição, a University College Cork é a 4a universidade irlandesa mais bem colocada nos rankings internacionais. UCC não só tem cerca de 21.000 estudantes, sendo 3.400 deles internacionais, mas também entre os professores, um terço vem de fora da Irlanda.

UCC está entre as Top 50 universidades da Europa em excelência no ensino, segundo o ranking da Times Higher Education. Além disso, foi a primeira universidade no mundo a receber a Green Flag internacional, em 2010, por sustentabilidade ambiental.

O lindo campus fica em Cork, a segunda maior cidade da Irlanda, na costa sudoeste do país. Com aproximadamente 120.000 habitantes, Cork é considerada uma cidade universitária, tem atmosfera vibrante e é cheia de atrativos para turistas e estudantes, como castelos, museus e catedrais históricas.

Processo seletivo

A admissão nas universidades irlandesas leva em consideração, basicamente, o mérito acadêmico. Com o sistema parecido com o do Reino Unido, as universidades requerem, geralmente, o histórico escolar dos candidatos e teste de proficiência em inglês (IELTS ou TOEFL, por exemplo).

Assim como nos Estados Unidos e no Reino Unido, os candidatos submetem suas applications (candidaturas) via uma plataforma comum, no caso a CAO (Central Application Office).

Mas, dependendo do curso e da demanda, podem ser necessários outros documentos. Por isso, o ideal é o candidato checar os documentos exigidos na instituição escolhida, verificando os critérios diretamente no departamento de admissão da universidade.

Se você tem o sonho de estudar na Irlanda, a equipe especializada da Daqui pra Fora pode oferecer toda a assistência necessária. Preencha o formulário abaixo e vamos começar uma conversa.

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