Por Gustavo Cerbasi
Todo planejamento se inicia com um sonho. Quando fazemos as contas, avaliamos os prazos e estimamos nossos sacrifícios, o sonho se transforma em objetivo. A partir do momento em que estratégias são traçadas para que o objetivo se concretize em diferentes cenários, temos, então, um planejamento. Em outras palavras, não basta ter sonhos. É preciso adotar as estratégias corretas para que eles se transformem em realidade.
Quando o cenário é de mudanças intensas (fato comum no Brasil), estratégias que costumam dar certo deixam de funcionar. Novas estratégias devem entrar em cena. Há até pouco tempo, para um filho estudar fora do Brasil bastava aos pais avaliar preços, organizar o fluxo de caixa, poupar a reserva necessária e administrar as emoções de ver o filhote saltar para fora do ninho.
Hoje, com o câmbio em novo patamar e ainda com risco de alta, as emoções se multiplicam. A alta nos preços, causada pelo salto no câmbio de mais de 50% em poucos meses, tem levado muitas famílias a desistir de um projeto que já era dado como executado.
Se estivéssemos tratando da compra de um automóvel, faria sentido repensar e trocar um modelo importado por um nacional, ou com um padrão de conforto inferior. O mesmo valeria para a moradia, em que um gasto maior com decoração pode compensar a necessidade de economia no tamanho do imóvel.
Porém, estamos tratando de um projeto de formação educacional e cultural dos filhos. Se a decisão fosse por estudar no Brasil, discutiríamos o cabimento ou não de optar por uma escola bilíngue, ou por uma metodologia restrita a escolas elitizadas.
Uma vez que a família ponderou e decidiu sobre as oportunidades que se multiplicam quando viabilizam a seus filhos uma educação multicultural, que os prepara para o mundo e não apenas para um mercado eternamente em crise, que os forma dentro da ética e da cidadania globais, abrindo mão da alegria de estar fisicamente ao lado deles nesse processo de decolar para a vida, não se trata apenas de uma ponderação de custos.
Estamos tratando de oferecer aos filhos o melhor em educação e referência social, nos últimos passos em que podemos contribuir efetivamente antes que eles se tornem adultos e passem a percorrer independentemente seus caminhos.
Estamos tratando de proporcionar melhores referências e melhor capacidade de fazerem suas próprias escolhas – escolhas que podem, inclusive, incluir a possibilidade de retornar ao Brasil com uma bagagem diferenciada para que sejam agentes transformadores.
É como um investimento que, em vez de ter seu resultado medido pelo retorno financeiro que nós, pais, teremos, será medido pelas múltiplas oportunidades que nossos filhos terão a partir dessa escolha.
Temos, aqui, um sonho que virou objetivo, e que precisa de uma estratégia para garantir seu planejamento. Partamos, então, do princípio de que mesmo com a crise, com a alta do dólar e com incertezas sobre o futuro, não desejamos abrir mão da significativa oportunidade de desenvolvimento para nossos filhos.
O objetivo é garantir o custeio da preparação antes do início do curso e os quatro anos de estudo na universidade.
As medidas necessárias para garantir esse projeto dividem-se em cinco etapas.
Sacrifícios para acumulação
Costuma-se dizer que, a uma certa altura da vida, não é mais hora de fazer sacrifícios. Considero essa reflexão um grande engano. Nossas conquistas na vida contribuem para que evitemos alguns sofrimentos, porém o sacrifício, quando fruto de planejamento, pode ser uma prática muito interessante.
Quem não topa sacrificar o consumo por alguns meses para conseguir fazer uma viagem interessante? Ou para renovar a decoração da casa? Ou para fazer uma surpresa para celebrar 25 anos de casamento?
Se o grande projeto familiar sairá mais caro do que inicialmente previsto, reúna a família, abra o jogo, combinem esforço em equipe para alcançar o objetivo, e estabeleçam o prêmio ao final da gincana.
Para o filho que sairá em viagem, o prêmio será a realização de seu sonho. Para os que ficam, será uma viagem de fim de semana em família, por exemplo. É melhor sacrificar um pouco mais e viabilizar prêmios para todos.
Caso contrário, os demais membros da família podem se sentir prejudicados pelo esforço e talvez não colaborem – mesmo que inconscientemente.
Quanto maior o prazo de preparação (algumas famílias começam a se preparar três anos antes do início do curso universitário), melhores serão os resultados do sacrifício, mas também mais difícil será manter a disciplina.
Não se esqueça de reunir o time de tempos em tempos, avaliar os resultados alcançados e reconhecer os esforços de cada um. Motivação é o alimento da disciplina!
Multiplicação eficiente
Atenção aos investimentos! Avalie cuidadosamente as alternativas que seu banco oferece, e não despreze oportunidades oferecidas por outros bancos, principalmente os bancos menores.
Lembre-se que instituições menores precisam se esforçar mais para conquistar e manter clientes, e por isso tendem a oferecer produtos de desempenho mais vantajoso.
Se deixarmos de lado os investimentos especulativos como fundos de ações, os produtos conservadores são, via de regra, mais eficientes em instituições de menor porte.
Você teme a falência de bancos menores? Lembre-se que saldos de até R$ 250.000 investidos na maioria dos produtos de renda fixa são protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que significa a garantia dos recursos mesmo em caso de quebra ou intervenção na instituição.
Pequenas diferenças no rendimento podem fazer boa diferença no final de dois ou mais anos. Por exemplo, R$ 1.000 aplicados mensalmente em um investimento que rende 0,7% ao mês resultarão em R$ 26.217 ao final de dois anos. Se o rendimento médio mensal for de 1,0% ao mês, o resultado sobe para R$ 27.243.
| Aplicação de R$ 1.000 mensais |
|
Após 2 anos |
Após 3 anos |
| Resultado com rendimento de 0,7% ao mês |
R$ 26.217,17 |
R$ 41.066,47 |
| Resultado com rendimento de 1,0% ao mês |
R$ 27.243,20 |
R$ 43.507,65 |
Outro exemplo: se R$ 80.000 estiverem aplicados com rendimento de 0,7% ao mês, permitirão saques mensais de R$ 1.968 ao longo de quatro anos. Se o rendimento for de 1,0% ao mês, os saques mensais subirão para R$ 2.107.
| R$ 80.000 aplicados hoje, visando saques mensais por 4 anos |
| Com rendimento de 0,7% ao mês |
R$ 1.968,09 |
| Com rendimento de 1,0% ao mês |
R$ 2.106,71 |
Defesa contra o câmbio
O Calcanhar de Aquiles do nosso planejamento é a incerteza quanto ao câmbio. Devemos, portanto, eliminar esse problema o quanto antes.
Isso se faz comprando dólares regularmente, e intensificando as compras nos períodos em que o câmbio recua e o real se valoriza. Há quatro caminhos mais comuns utilizados para se defender da variação cambial:
1. Comprar regularmente dólar ou a moeda do país em que o filho estudará. Uma vez que US$ 100 são comprados, você continuará tendo US$ 100 independentemente de variações no câmbio.
O mesmo vale para a inserção de créditos em cartões pré-pagos – atente, porém, para o prazo de vencimento do depósito feito.
2. Investir em fundos cambiais em bancos brasileiros. Tais fundos investem em títulos lastreados em dólar, o que significa que seu saldo em Reais aumentará caso o dólar aumente, e cairá caso o Real se valorize.
3. Abrir uma conta e investir no exterior. Muitos bancos oferecem isenção de tarifas para quem mantém saldos de pelo menos US$ 30 mil. O custo se limita ao envio das divisas, prática que é lícita e pode ser declarada no Imposto de Renda, da mesma forma que as duas anteriores.
4. Adiantar a quitação de alguns compromissos em dólar. Passagens aéreas podem ser compradas, com bom desconto, pelo menos doze meses antes da viagem, e ainda podem ser parceladas em reais (sem o risco cambial). O pagamento antecipado de aluguéis costuma garantir não só a defesa contra o câmbio, mas também bons descontos.
O objetivo, em qualquer das quatro opções acima, não é rentabilizar as reservas, mas sim garantir que o saldo já conquistado garanta o pagamento de algum elemento do planejamento.
Inteligência de consumo
Muitas famílias desperdiçam uma boa oportunidade de economizar nos planos de estudar fora, ao desprezar a oportunidade de ganhar milhas com o uso do cartão de crédito.
O típico padrão de consumo e relacionamento bancário de uma família que planeja o estudo de filhos no exterior a qualifica para adquirir cartões de fidelização que rendem milhas aéreas, geralmente sem a necessidade de pagar anuidades.
Trechos aéreos só de ida ou de volta podem ser adquiridos com certa facilidade com apenas 30.000 milhas acumuladas, desde que se tenha alguma flexibilidade na data da viagem e se pesquise oportunidades com alguma regularidade.
As 30.000 milhas equivalem a um consumo de cerca de 20 mil dólares em um cartão de crédito que acumule 1,5 milha por dólar gasto. Portanto, organize-se e concentre seus gastos no cartão de crédito!
Plano B
Se o valor de seu objetivo pode mudar e suas possibilidades de acumulação, de investimentos e de milhas estão esgotadas, tenha em mente um ou mais Planos B para adequar o planejamento de última hora.
Por exemplo, um automóvel pode ser vendido ou refinanciado, para gerar caixa e ser reposto com juros não muito elevados. Pode-se também pedir um empréstimo com imóvel oferecido como garantia, o que viabiliza recursos com juros próximos dos praticados nos financiamentos imobiliários.
Você é contra dívidas? Eu também. Mas, quando o crédito é usado para gerar renda ou para viabilizar projetos de vida, o nome a ser adotado é alavancagem.
Alavancar é contar com recursos de terceiros (a alavanca) para realizar o projeto que nos trará resultados positivos que não conseguiríamos se contássemos apenas com recursos próprios.
Perceba a diferença entre alavancagem e dívida: o projeto deve gerar resultados financeiros positivos. Use o crédito, portanto, com consciência e ponderação.
Colocando em prática as estratégias que apresento, seu planejamento tem ótimas chances de ser bem-sucedido, mesmo que com o objetivo custando mais caro do que o inicialmente planejado – o que é perfeitamente aceitável quando não se trata de consumo, mas sim de um projeto de vida.
Aos conscientes, bom proveito! Seus filhos terão uma vida inteira para colher e agradecer!
Gustavo Cerbasi (www.maisdinheiro.com.br) é especialista em educação financeira. Twitter e Periscope: @gcerbasi. Facebook: Gustavo Cerbasi (Oficial). Instagram: @GustavoCerbasi
Processo seletivo: como entrar em uma faculdade americana?
/48 Comentários/em Estados Unidos, Processo Seletivo /por Daqui pra ForaIngressar em uma boa instituição de ensino superior é o sonho de muitos, certo? No entanto, o que fazer quando o maior desejo de todos é estudar em uma universidade dos Estados Unidos? Pode parecer improvável, mas realizar esse feito é perfeitamente possível a partir da atenção com alguns pontos cruciais do processo seletivo.
As universidades norte-americanas funcionam de maneira muito diferente das instituições localizadas no Brasil. Enquanto por aqui o ingresso é mais direto e feito por meio de vestibulares, como é o caso do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), lá, há uma série de outros passos que envolvem o processo.
Mas, afinal, quais são esses passos? Como posso fazer para entrar em uma universidade nos Estados Unidos?
A seguir, conversaremos sobre esse assunto e responderemos às perguntas mais comuns sobre o tema, com o objetivo de deixá-lo bem informado e preparado para o processo de candidatura. Vamos lá?
Quais são os principais passos do processo seletivo?
Agora que estamos por dentro de como funciona uma consultoria especializada em momentos como esse, que tal conhecermos os principais passos envolvidos no processo seletivo para uma universidade dos Estados Unidos? Acompanhe
Fazer um bom ensino médio
A análise do histórico escolar é um dos primeiros fatores observados pelas universidades norte-americanas. Diferentemente do que ocorre no Brasil, por lá, as suas notas obtidas durante a escola importam para os avaliadores.
Na maioria das vezes, eles levam em consideração as notas do 9º ano do Ensino Fundamental e dos 3 anos do ensino médio. Bons resultados mostram que você leva os estudos a sério e que tem potencial para ser um ótimo estudante em sua nova universidade.
Prestar os exames SAT ou ACT
O SAT ou ACT é, de certa forma, o vestibular dos Estados Unidos. Esses testes funcionam como o Enem ou outras provas de avaliação que temos no Brasil.
A avaliação efetuada é padronizada, mas cada universidade atribuirá um peso e uma importância diferente a essa etapa. No entanto, é indispensável se dedicar e estudar bastante para obter uma boa nota —critério objetivo e levado muito a sério pela maioria das instituições.
Realizar os testes TOEFL ou IELTS
Os testes TOEFL e IELTS são feitos para medir a proficiência e fluência das pessoas na língua inglesa. Eles são, portanto, requisitos obrigatórios para a candidatura em universidades no exterior.
Fazer um deles e obter a nota mínima exigida pela universidade fará com que a instituição saiba que você está apto a acompanhar as aulas e se relacionar com os seus colegas, seja no ambiente acadêmico, seja nas inúmeras atividades extracurriculares oferecidas nesses locais. Cada universidade vai definir qual é a nota mínima a ser obtida na prova.
Se engajar em atividades extracurriculares
As atividades extracurriculares são aquelas feitas fora do ambiente escolar. Elas mostram para os avaliadores das universidades quem você é e quais são as suas preferências fora da escola, provando também que você é um indivíduo engajado e interessado.
Qualquer atividade pode ser incluída em uma aplicação, desde aulas de artes — música, teatro ou dança, por exemplo —, experiências profissionais e participação em esportes ou olimpíadas científicas e até voluntariados (envolvendo pessoas, animais ou qualquer outra causa relevante).
Ter boas redações / personal statements
Uma das principais etapas do processo seletivo é a preparação de alguns textos, sempre com temas bem pessoais e com o objetivo de mostrar à instituição um pouco mais sobre você.
Também chamados de essays, esses textos têm um dos maiores pesos de toda a seleção, sendo fundamentais para definir se aquela faculdade combina com o seu estilo.
Vale a pena lembrar que é importante ser muito sincero, já que não há um perfil padrão procurado. Os avaliadores querem conhecê-lo de verdade!
Contar com boas cartas de recomendação
Complementares aos essays, as cartas de recomendação são feitas por pessoas que conhecem a fundo a sua personalidade. São necessárias, na maior parte das vezes, 3 cartas: duas de professores e uma de algum coordenador de sua escola.
É preciso que suas referências sejam muito sinceras e descrevam exatamente quem você é. Não há, novamente, um perfil específico procurado, mas a honestidade fará com que você encontre uma universidade que é a sua cara e que será o seu novo lar.
Participar da entrevista de seleção ou enviar portfólio
A entrevista de seleção é exigida apenas por algumas universidades — geralmente, as mais competitivas. Ela é feita em inglês por um representante da instituição (como um aluno ou ex-aluno) e, assim como a redação, tem como objetivo permitir que os avaliadores o conheçam melhor.
Para ir bem nessa etapa, é essencial conhecer bem o perfil da universidade, contar com os conselhos de um bom orientador e, o mais importante de tudo, ser você mesmo. Agir com naturalidade e confiança garantirá uma ótima impressão e lhe deixará muito mais próximo de seu sonho.
Para os cursos de arte — como moda, desenho ou cinema —, será requerido ao aluno o envio de um portfólio com os seus melhores trabalhos. Dessa forma, a universidade consegue avaliar se o estudante tem as técnicas e o talento necessários para exercer aquela determinada formação.
E aí, viu o que é preciso fazer para iniciar o processo seletivo das universidades dos Estados Unidos? Com essas dicas, fica muito mais fácil se preparar para o que está por vir!
Lembre-se de que um bom planejamento é crucial para evitar problemas e deve ser iniciado o quanto antes, ok?
Ficou com alguma dúvida? Então, nada de fechar o seu navegador antes de solucioná-la. Basta preencher o formulário abaixo para começarmos uma conversa. A nossa equipe está sempre à disposição!
Como funciona o curso de Medicina nos EUA?
/780 Comentários/em Cursos, Estados Unidos /por Daqui pra ForaAssim como no Brasil, o curso de Medicina em uma universidade dos Estados Unidos é bastante almejado, tornando-o muito concorrido e exigindo dos candidatos vários anos de dedicação e estudo.
Entretanto, ao contrário do Brasil, o curso de Medicina é considerado um curso de pós-graduação nos Estados Unidos, e existem diversas particularidades que dificultam bastante o ingresso de estudantes internacionais.
Pensando nisso, preparamos essa matéria com o objetivo de esclarecer o porquê do curso de Medicina nos Estados Unidos não ser recomendável para estudantes brasileiros. Acompanhe!
Como funciona a faculdade de Medicina nos EUA?
Como mencionamos, Medicina é um curso de pós-graduação nos Estados Unido. Isso significa que, para poder se candidatar, o estudante deverá ter uma graduação.
Não existe propriamente um curso específico que o candidato precisa ser graduado para poder iniciar o processo seletivo para Medicina, mas ele deverá cumprir as disciplinas obrigatórias exigidas para esse processo, chamadas de Pre-Med.
Geralmente, os candidatos que pretendem cursar medicina fazem sua graduação em cursos de biológicas, como biologia ou química.
Após concluir a graduação, o estudante iniciará um processo seletivo bem semelhante ao o que fez para a graduação, sendo necessário enviar o GPA da universidade; cartas de recomendação; TOEFL (geralmente acima de 100 em 120); as redações, que mostram quem o candidato é como pessoa e suas experiências acadêmicas e profissionais; e, principalmente, suas notas no MCAT (Medical College Admission Test, ou Teste de Admissão em Faculdades de Medicina).
Após concluir os quatro anos da graduação e ser aceito em uma Med School, o curso de medicina dura 4 anos e então o aluno pode iniciar a residência, que nos EUA dura de 3 a 7 anos.
Como é a concorrência por vagas de Medicina nos EUA?
A concorrência do curso é muito grande, já que o número de candidatos é muito superior ao número de vagas. Para ser ter uma ideia, os estudantes que pretendem fazer Medicina estão sempre entre os melhores alunos da universidade durante a graduação, porque o processo seletivo para Medicina geralmente exige que os candidatos tenham um GPA acima de 3.8 em 4.0.
Para os estudantes internacionais, a situação é ainda mais complicada: apenas uma parcela das universidades que possuem o curso de Medicina disponibiliza vagas para estudantes estrangeiros, e, quando disponibilizam, são poucas, ou até mesmo apenas uma vaga. Ou seja, estudantes do mundo inteiro concorrem por um número mínimo de vagas!
Melhores faculdades de Medicina dos EUA
Pesquisa feita pela US News mostra que as 10 melhores faculdades de Medicina dos Estados Unidos são:
Como conseguir bolsa de estudos de Medicina nos EUA?
Além do processo seletivo ser altamente competitivo, as chances de o estudante internacional conseguir algum tipo de bolsa de estudo são praticamente zero.
Quase todas as oportunidades de bolsa de estudos são restritas apenas a estudantes nativos. Até mesmo os empréstimos cedidos pelo governo são permitidos apenas para americanos ou canadenses.
Sem bolsa, o custo para cursar medicina nos Estados Unidos pode chegar até 80 mil dólares por ano, e muitas universidades ainda exigem que o estudante pague o valor à vista, antes do início do curso!
É possível trabalhar legalmente nos EUA após a conclusão do curso?
Quem pensa que fazer medicina nos Estados Unidos garante um visto de residência se engana. Assim como qualquer outro curso de graduação, o país dará ao profissional o direito de permanecer no país por até um ano após a formatura.
Após esse período, será necessário que que esse profissional se inscreva para um visto de trabalho vinculado a uma empresa/instituição. Apesar de ser formado em medicina ser um diferencial na hora de conseguir um visto de moradia, não é algo 100% garantido.
Além disso, se porventura um médico brasileiro formado nos Estados Unidos decidir voltar a morar no Brasil, não poderá exercer sua profissão de imediato e terá de revalidar o seu diploma, o que pode ser extremamente difícil por se tratar um curso da área da saúde, cujas diretrizes de ensino entre os países são bem diferentes.
Viu só? Estudar Medicina nos Estados Unidos é bem diferente de seguir essa carreira no Brasil e, enquanto estudante estrangeiro, conseguir uma vaga e finalizar o curso é bastante complicado.
Contudo, os Estados Unidos possuem uma infinidade de outros cursos que estudantes que sonham em fazer faculdade no exterior podem escolher.
Neste vídeo você encontra informações importantes sobre as vantagens de fazer uma graduação no exterior:
Vale a pena avaliar todos esses pontos apresentados sobre como é cursar Medicina nos Estados Unidos e entender se faz sentido para a sua realidade.
Se entender que é esse o caminho a ser seguido, a Daqui pra Fora está à disposição para ajudar no que for preciso para a realização desse sonho. Basta acessar nossos programas e ver como podemos facilitar esse processo para você.
Como escolher uma universidade nos Estados Unidos
/62 Comentários/em Estados Unidos, Universidade no Exterior /por Daqui pra ForaEscolher a instituição de curso superior ideal nem sempre é uma tarefa fácil. Em meio a tantos fatores, fica complicado tomar uma decisão tão importante quanto essa, especialmente quando falamos em cursar uma faculdade nos Estados Unidos, que abriga algumas das melhores universidades do mundo.
Para aqueles que sonham em cursar a graduação em terras norte-americanas, é essencial tomar alguns cuidados e ficar muito atento aos principais fatores que devem ser levados em consideração na hora de escolher a instituição de ensino que servirá como lar durante alguns anos.
Em meio a tantas dúvidas e expectativas, criamos um artigo especial para responder às principais questões sobre o tema, mostrando exatamente o que ponderar na hora dessa escolha tão importante. Boa leitura!
Defina o orçamento da família
O primeiro passo é, sem dúvidas, considerar o orçamento de sua família. Para isso, sente-se com seus pais ou responsáveis e discuta quais serão as possibilidades de investimento disponíveis.
Leve em consideração o custo das universidades (que geralmente já possuem inclusos alimentação e moradia), em seguida, pesquise sobre o custo de vida das cidades próximas ao local de que você mais gosta no país.
Veja também quais são as possibilidades de bolsa de estudo e se elas se aplicam para estudantes internacionais.
Isso garantirá um planejamento muito mais eficaz e evitará problemas futuros, como por exemplo o estudante aplicar para uma universidade que não poderá pagar, de escolher uma universidade que não tem bolsas de estudo, ou de preferir regiões que tenham um custo mais elevado e fora de suas expectativas financeiras, como Flórida, Nova Iorque ou Califórnia.
Procure os critérios de avaliação da universidade
Os critérios de avaliação das universidades são fatores determinantes na escolha. Eles são requisitos obrigatórios que as instituições colocam para decidir quem pode fazer parte do seu grupo de estudantes e as aplicações de candidatura a uma vaga devem ser enviadas seguindo todas as demandas estipuladas.
Alguns critérios mais importantes estão relacionados às notas do estudante nas escolas brasileiras no Ensino Médio, as notas no SAT ou ACT (exames semelhantes ao ENEM ou vestibulares do Brasil) e no TOEFL (teste de proficiência na língua inglesa). Além disso, algumas faculdades podem ter requisitos específicos.
Ou seja, antes de escolher as universidades, tenha uma visão muito analítica do seu perfil acadêmico e escolha universidades que você tenha ou possa ter futuramente chances realistas de admissão.
Isso evitará que você escolha aplicar para universidades muito competitivas para seu perfil acadêmico ou de ganhar uma bolsa de estudos.
Alinhe suas preferências
Escolher uma universidade nos Estados Unidos requer que o estudante tenha suas preferências muito alinhadas, afinal será o local onde ele irá estudar e viver por pelo menos quatro anos de sua vida.
As universidades americanas contam com mais de 4000 instituições de ensino superior, que irão variar nas mais diversas formas.
Entre os fatores que devem ser considerados, podemos citar:
Ou seja, tenha em mente o perfil de universidade ideal considerando esses fatores para escolher uma universidade que tenha tudo a ver com você e que ajude no seu desenvolvimento como aluno e pessoa.
Atenção aos prazos e ao preenchimento da application!
Ao definir a lista de universidades que irá se candidatar, conheça todos os prazos para cada etapa do processo de admissão, para cada uma das universidades.
Além disso, verifique se existem prazos diferentes para estudantes internacionais e aplicações para bolsas de estudo. Muitos estudantes não conseguem completar sua candidatura por não estarem atentos a essas minucias.
Além disso, confira detalhadamente todos os requisitos exigidos pelas universidades escolhidas e evite ter a candidatura recusada por conta de erros ou campos faltantes.
Conte com uma consultoria especializada
Como podemos perceber, há diversos pontos que devem ser levados em consideração na hora de escolher uma universidade fora do país. É necessário lidar com muita burocracia e particularidades muitas vezes fora da nossa realidade.
Erros podem custar aprovações e falta de conhecimento pode resultar em resultados inferiores ao que o estudante poderia ter.
Por isso, contar com a ajuda de uma consultoria especializada é uma estratégia essencial para assegurar que você terá orientação profissional em todo o processo e garantir que você tenha os melhores resultados possíveis dentro do seu perfil.
Afinal, especialistas dessa área conhecem todas as possibilidades e particularidades das universidades no exterior, garantindo que você terá as melhores opções para definir o seu futuro.
Agora que você já conhece os principais critérios que devem ser levados em consideração na hora de escolher a sua faculdade nos Estados Unidos, que tal começar a se planejar e se preparar para o processo de candidatura? Boa sorte nessa nova etapa!
Ainda ficou com alguma dúvida? Tem alguma sugestão ou comentário? Então, não feche a página! Preencha o formulário abaixo e vamos começar uma conversa sobre o seu processo de candidatura.
Como funciona a faculdade no Canadá? Entenda mais!
/117 Comentários/em Canadá, Universidade no Exterior /por Daqui pra ForaA possibilidade de cursar uma faculdade no Canadá vem enchendo os olhos dos brasileiros. Entre as muitas vantagens que esse tipo de escolha oferece, duas que se destacam é a qualidade do ensino superior canadense e o custo mais baixo se comparado às outras opções no exterior, como as universidades dos Estados Unidos.
Mas, como será o dia a dia em uma universidade de lá? Apesar de ter algumas semelhanças com o sistema de ensino brasileiro, as instituições do país guardam traços capazes de surpreender os estudantes estrangeiros. Confira os principais e entenda como funciona a faculdade no Canadá!
Flexibilidade acadêmica
Algo que ainda não é tão comum no Brasil e que funciona muito bem no Canadá é a possibilidade do estudante escolher parte das aulas que deseja cursar no semestre.
Funciona assim: cada curso possui uma quantidade de disciplinas principais — que precisam ser cursadas para completar a graduação — e disciplinas eletivas, que complementam o ensino e os créditos necessários para a formação.
Dentro desse cenário e respeitando os pré-requisitos, o aluno monta sua própria grade curricular e escolhe algumas disciplinas do seu interesse para agregar e ampliar seu leque de conhecimentos.
Experiência completa de aprendizado
Cursando uma faculdade no Canadá, o aprendizado não fica limitado apenas ao que é transmitido em aula. O estudante é constantemente encorajado a continuar em contato com o conteúdo mesmo fora de sala, por meio de exercícios, leituras, atividades e trabalhos.
O resultado dessa maior aproximação com as disciplinas é um processo de ensino real e completo. Ele faz com que as horas de estudo rendam muito mais e o estudante tenha a segurança de estar assimilando de fato os assuntos.
Relacionamento mais próximo com os professores
Um dos pontos fortes das universidades canadenses é a relação que o professor mantém com a turma. Isso porque ele vai além de explicar as matérias e propor trabalhos.
O professor também estimula debates, discussões, faz perguntas questionadoras e escuta com atenção os argumentos e pontos de vista dos alunos. A sala de aula se torna um verdadeiro espaço de diálogo.
Essa imersão busca mais do que o domínio dos temas das aulas. Ela é também um exercício que desenvolve o pensamento crítico, habilidade valiosa para a vida acadêmica, social e profissional.
Clubes e organizações fora da sala de aula
Sabia que, além de estudar no curso escolhido, o aluno encontra ótimas opções de atividades extracurriculares nas universidades do Canadá? Uma delas, que faz sucesso no dia a dia universitário, é a participação em clubes e organizações estudantis.
Esses clubes são criados para reunir estudantes com gostos em comum. Os temas costumam ser os mais variados — envolvendo esportes, arte, ciência, tecnologia, política, meio ambiente, entre outros.
Uma vez no clube, o aluno tem a oportunidade de construir relacionamentos, participar de atividades, compartilhar conhecimentos e desenvolver habilidades.
Além de todas essas vantagens, é importante lembrar que estamos falando de um país acostumado a receber estudantes de várias partes do mundo. Dá para imaginar, então, quão interessante pode ser ter contato e compartilhar interesses com pessoas de diferentes lugares?
A faculdade no Canadá oferece uma experiência acadêmica de alto nível, capaz de fazer a diferença na futura carreira. Mas ela ainda consegue fazer mais do que isso, proporcionando um incrível período de troca e aprendizados para toda a vida. Uma bela combinação entre qualidade de ensino e desenvolvimento pessoal, não é?
O que achou do artigo? Está no processo para ir estudar no Canadá? Então veja o que fazer se você ficou na lista de espera de alguma universidade!
10 curiosidades sobre a famosa universidade de Harvard!
/106 Comentários/em Estados Unidos, Universidade no Exterior /por Daqui pra ForaHarvard é sinônimo de história, tradição e excelência acadêmica. Por consequência, é presença constante em livros, no cinema, na televisão e, principalmente, no imaginário popular.
Preparamos um post com dez curiosidades imperdíveis sobre a universidade mais famosa do mundo. Conheça mais sobre Harvard abaixo!
1. A instituição tem um número da sorte
A faculdade de Harvard parece ter uma conexão inusitada com o número oito, pois oito ex-alunos da instituição assinaram a Declaração de Independência dos Estados Unidos, assim como oito ex-alunos se tornaram presidentes do país. Além disso, Harvard também faz parte da Ivy League, que conta com oito universidades.
2. Yale é a sua rival
A rivalidade entre Harvard e Yale é conhecida e teve início em 1875, especialmente em razão do futebol americano. Essa rivalidade resultou na criação do primeiro estádio de futebol americano de concreto (construído por Harvard) em 1903, que influenciou a forma como o esporte é jogado atualmente.
3. A faculdade de Harvard é mais antiga do que Cálculo
A faculdade de Harvard é tão antiga que, quando foi fundada, a matéria “Cálculo” não era oferecida pela instituição, pois ainda não tinha sido inventada — o cálculo só surgiu no fim dos anos 1600.
4. A “Estátua das Três Mentiras” está localizada no seu campus
A estátua de John Harvard localizada na universidade é a terceira estátua mais fotografada dos EUA e é conhecida como “Estátua das Três Mentiras” por causa da sua inscrição: “John Harvard, Founder, 1638”.
John Harvard não foi o fundador da universidade, que também não foi fundada em 1638 (isso ocorreu em 1636). Além disso, a pessoa que serviu como modelo para a estátua não era o próprio Harvard.
5. Há uma biblioteca subterrânea no local
A biblioteca da instituição recebeu o nome de “Widener Library” após Harry Elkins Widener doar 3,5 milhões de dólares para que Harvard construísse uma biblioteca. Mas o benfeitor fez uma exigência: a estrutura do prédio jamais poderia ser alterada.
Assim, quando a biblioteca precisou ser ampliada, os arquitetos construíram extensões no subsolo para cumprir com o acordo.
6. Os prédios têm curiosas rachaduras nas paredes
Ao andar pelo campus de Harvard, é possível observar algumas rachaduras, que seriam provenientes de balas de canhão disparadas das janelas dos dormitórios durante a Guerra Revolucionária.
7. Ivy League
Harvard é uma das oito universidades que compõem a Ivy League, conhecida pela alta qualidade acadêmica de suas instituições.
O termo “Ivy League” deriva de uma tradição dos anos 1800 em que os estudantes plantavam heras (ivy) no início do período letivo. Em algumas instituições, havia até mesmo um discurso de abertura para o evento, que ficou conhecido posteriormente como “Ivy Day”.
8. Filmagens são proibidas
Apesar de Harvard aparecer em diversos filmes e seriados, a universidade proibiu a gravação de filmes comerciais no campus em 1970. Assim, as filmagens que supostamente se passam no local precisam ser gravadas em outros campi, como UCLA, Caltech ou USC.
9. Doações bilionárias são frequentes
A faculdade de Harvard é a que acumula o maior número de doações financeiras (por volta de 46,7 bilhões de dólares!). Desse valor, aproximadamente 12,1 bilhões de dólares são provenientes de doações realizadas por ex-alunos da instituição, que são conhecidos como “alumni”.
10. O salário dos recém-formados é alto
Como Harvard é famosa por sua excelência acadêmica, o salário médio de um recém-formado pela instituição é superior a 60 mil dólares por ano!
Um engenheiro de software que se forma em Harvard ganha em média 105 mil dólares, enquanto os engenheiros elétricos recebem, em média, 97 mil dólares e um cientista de dados costuma receber 114 mil dólares anuais.
Neste vídeo você encontra mais informações importantes sobre Harvard:
Agora que você conhece as principais curiosidades da faculdade de Harvard, confira o depoimento de um aluno da Daqui pra Fora, que passou recentemente na instituição.
Se você gostou das nossas dicas, inscreva-se na newsletter para receber os novos conteúdos e entender como podemos auxiliar a obter informações sobre diversas universidades no exterior!
Atividades Extracurriculares: o que são e quais fazer?
/101 Comentários/em Processo Seletivo /por Daqui pra ForaAlém de notas escolares, teste de proficiência em inglês, redações e cartas de recomendação, outro importante critério utilizado pelas universidades no exterior durante o processo de candidatura de seus novos alunos são as atividades extracurriculares, por isso é importante entendê-las.
Vale ressaltar que um cuidado importante é não achar que é preciso fazer muitas atividades extracurriculares para conseguir a aprovação.
O essencial é participar ativamente de atividades que façam sentido para o seu perfil e para a área de formação desejada.
Veja a seguir o que são atividades extracurriculares e quais podem ser feitas para tornar a sua application ainda mais forte.
O que são atividades extracurriculares?
Tudo o que o estudante faz fora de sala de aula pode ser considerado uma atividade extracurricular, o importante é alinhar essas atividades ao perfil do aluno e ao curso que ele pretende fazer na universidade para dar mais significado a elas.
As atividades demostram o quão engajado o estudante é fora do ambiente escolar e o quanto ele poderá se desenvolver no ambiente acadêmico oferecido pela universidade.
Quanto mais competitivas forem as universidades, mais exigentes elas serão em relação às atividades extracurriculares, já que o nível acadêmico dos candidatos que aplicarem será muito próximo e esse pode ser um fator de diferenciação.
Ainda não começou suas atividades e não sabe no que focar? Conheça os 4 tipos mais comuns de extracurricular activities que são aceitos e ajudam a fortalecer a sua candidatura.
No webinar abaixo, você encontra informações relevantes sobre as atividades extracurriculares:
1. Olimpíadas científicas
As olimpíadas de conhecimento ou científicas são competições que têm o propósito de premiar aqueles estudantes que competitivamente apresentam projetos e habilidades melhores nas áreas de física, química e biologia, por exemplo. Essa competição pode acontecer durante o ensino fundamental ou ensino médio.
As olimpíadas científicas são avaliadas a nível nacional e internacional. Nesse último caso, as universidades norte-americanas dão bastante atenção.
Isso porque para elas é importante admitir estudantes que foram valorizados internacionalmente com iniciativas do meio científico, demonstrando talento excepcional em diversas áreas do conhecimento.
2. Ações na comunidade
Essa é mais uma das atividades extracurriculares. Trata-se de participar de atividades realizadas junto a grupos da sociedade em que você vive.
Isso significa que você pode se envolver no planejamento de eventos da comunidade ao seu redor, como jantares beneficentes, ou apoiar a condução de trabalhos voluntários.
Isso demonstra que você é uma pessoa que exerce a cidadania e tem proatividade a fim de ajudar a sua comunidade. Com essa postura, você ganha pontos na sua candidatura para estudar nos Estados Unidos.
3. Clubs
Nos EUA, os clubs são muito comuns. Não se trata de lugares para praticar esporte ou lazer. Na verdade, são grupos de estudos que reúnem pessoas com os mesmos interesses.
Essa é mais uma das extracurricular activities que contam muito na hora de se candidatar a uma vaga em uma universidade americana.
Então, participe de grupos de estudo de idiomas, de robótica, química ou até mesmo faça parte de um coral. O importante é se integrar a um grupo que tem a ver tanto com o seu perfil pessoal quanto acadêmico.
4. Governança
Você gostaria de fazer parte de comissões escolares, conselhos ou grêmios estudantis, mas não consegue entender qual é a vantagem de fazer parte disso?
Saiba que essas são atividades extracurriculares valorizadas para uma candidatura em instituições de ensino nos EUA.
É muito importante apresentar esse tipo de capacidade de governança, uma vez que as instituições prezam por estudantes participativos e presentes em questões políticas.
O que fazer agora?
Esses foram apenas alguns exemplos de atividades extracurriculares, agora é importante que o aluno entenda o que faz sentido para seu perfil e com o que mais se identifica.
Vale lembrar que o essencial não é apenas qual atividade você fez, mas como a realizou. Fazer algo que tenha significado para você e que possa te levar a posições de liderança serão valorizadas pelas universidades.
Afinal, as instituições de ensino buscam alunos com perfis parecidos com os delas e ser genuíno nessa etapa da candidatura te ajudará a ser aceito nas universidades que de fato combinam com você e elevará as possibilidades de sucesso dessa jornada.
Quanto antes você se preparar e começar a pensar nas atividades extracurriculares, mais força terá sua candidatura. Que tal começar agora?
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Descubra agora quais são as melhores universidades do mundo
/55 Comentários/em Universidade no Exterior /por Daqui pra ForaVocê provavelmente já deve ter escutado falar de Oxford, Harvard e algumas outras instituições de ensino que são grandes modelos mundiais. A fama que elas têm não é por acaso: anos e anos de prestígio, excelência e liderança nos grandes rankings que avaliam a educação superior fazem com que sejam reconhecidas como as melhores universidades.
Um desses rankings é o da Times Higher Education (THE), uma tradicional revista inglesa. Anualmente, a THE avalia pontos relacionados à reputação, ao ambiente e às pesquisas acadêmicas e publica uma lista com as instituições mais bem-conceituadas do mundo. Por ser grande referência no assunto, seu resultado tem importância fundamental no universo da educação superior.
Quer conhecer melhor as universidades que vêm liderando esse ranking? Confira!
Universidade de Oxford
Considerada a melhor universidade do mundo, a tradicional Universidade de Oxford fica na cidade de Oxford, na Inglaterra. Essa é nada mais e nada menos do que a mais antiga universidade de língua inglesa do mundo — sua fundação remete ao ano de 1906.
A qualidade de Oxford é refletida na trajetória de muito dos seus ex-alunos. Lá se formaram 27 ganhadores do prêmio Nobel, além de vários líderes políticos de dentro e fora da Inglaterra — o ex-primeiro-ministro David Cameron e o ex-presidente americano Bill Clinton são exemplos.
Universidade de Cambridge
A Universidade de Cambridge é mais uma instituição britânica a liderar o ranking de melhores universidades. Localizada em Cambridge, na Inglaterra, é a segunda mais antiga do país, ficando atrás apenas de Oxford.
Entre seus alunos notáveis, estão grandes nomes da ciência, como Isaac Newton, Charles Darwin e Francis Bacon. Além disso, mais de 90 dos ex-alunos e professores foram vencedores do prêmio Nobel.
Instituto de Tecnologia da Califórnia
Com aproximadamente 2 mil alunos, o California Institute of Technology — Caltech — vem ultrapassando grandes universidades em termos de qualidade. Voltado para as áreas de ciências naturais e engenharia, o Instituto é um destaque importantíssimo para tecnologia e pesquisa americanas.
Para ter uma ideia do tamanho de sua influência, lá nasceu um laboratório da NASA (Agência Espacial Americana), onde foram realizados estudos que ajudaram a tornar realidade a ida do homem ao espaço.
Universidade Stanford
A famosa Stanford também fica localizada na Califórnia, na região de Palo Alto, no Vale do Silício. Além de seu prestígio geral, a universidade também é mundialmente famosa por ter formado alguns dos maiores nomes do negócio e empreendedorismo.
Quer alguns exemplos? Entre seus ex-alunos e professores, estão fundadores das marcas Nike, Yahoo e Google. Somadas, as empresas cujos criadores têm relação com Stanford geram uma receita de trilhões de dólares por ano.
Instituto de Tecnologia de Massachusetts
O Massachusetts Institute of Technology (MIT) é uma universidade americana que fica na cidade de Cambridge, Massachusetts. Assim como o Instituto de Tecnologia da Califórnia, o MIT é reconhecido por seu destaque nas ciências e engenharia.
Responsável por importantes pesquisas de inovação, os primeiros estudos sobre jogos de videogames e software livres aconteceram lá dentro. Atualmente, a instituição conta com seis escolas: engenharia, gestão, ciências, ciências da saúde e tecnologia, arquitetura e urbanismo, e humanidades, artes e ciências sociais.
Universidade Harvard
O principal nome da educação superior americana também marca presença nos rankings das melhores universidades. A mais antiga universidade dos Estados Unidos, localizada na cidade de Cambridge, é conhecida no mundo inteiro por sua formação de excelência e tem um dos processos seletivos mais concorridos.
Nenhuma instituição tem tantos vencedores de prêmios Nobel quanto Harvard — o número chega a mais de 150. Lá se formaram grandes empresários, intelectuais e líderes políticos. Só entre os presidentes dos Estados Unidos, oito passaram por Harvard — Barack Obama, por exemplo, é um deles.
Universidade Princeton
A Universidade Princeton, de Nova Jersey, Estados Unidos, já teve Albert Einstein como professor e é responsável por formar vários nomes da política americana. Com cursos que abrangem ciências sociais, humanas, da natureza e engenharia, a tradicional instituição é uma das principais e mais bem-avaliadas.
Além de garantir o nome entre as mais prestigiadas, Princeton também é considerada uma das instituições mais bonitas e ricas dos Estados Unidos. O valor das doações que recebe anualmente é o quarto maior do mundo entre as universidades.
Colégio Imperial de Londres
Desde que se tornou uma instituição independente da Universidade de Londres, em 2007, o Imperial College London vem sendo referência em ciência, tecnologia e medicina. Atrás apenas de Oxford e Cambridge, a universidade aparece constantemente como a terceira melhor do Reino Unido nos rankings de educação.
Alto nível em pesquisas e foco em interdisciplinaridade são algumas das características marcantes do Colégio inglês. Outra de suas preocupações é relacionada à universalização do seu ensino: atualmente, há alunos de 125 diferentes países estudando no local, inclusive do Brasil.
Universidade de Chicago
A Universidade de Chicago é mais uma das americanas a ranquear com excelência. O grande diferencial da escola superior está na metodologia voltada para interdisciplinaridade. Um dos seus principais objetivos é a formação de um futuro profissional com ampla visão e conhecimento do mundo.
Entre seus ex-alunos famosos, destacam-se Carl Sagan — cientista e astrônomo conhecido por seus livros de divulgação científica —, e Philip Roth — importante escritor americano.
Universidade da Pennsylvania
Em décimo lugar na lista de melhores universidades da Times Higher Education, a Universidade da Pennsylvania, localizada na Filadélfia, é uma das instituições que compõem a Ivy League, grupo formado entre as 8 mais tradicionais e antigas universidades dos Estados Unidos. UPenn, como é conhecida, possui entre suas faculdades a The Wharton School, considerada a melhor escola de business do mundo, em que se formaram figuras célebres como o CEO da Tesla, Elon Musk.
O Brasil no ranking
A universidade brasileira mais bem colocada na Times Higher Education é a USP, que ocupa a posição 250-300º do ranking. Outra universidade que também aparece no ranking é a UNICAMP, que ocupa a posição 401-500º.
Com o ranking de melhores universidades da Times Higher Education, é possível perceber que cada uma das dez primeiras listadas tem todo um histórico de desempenho notável. É interessante observar, também, que Reino Unido e Estados Unidos saem na frente como países onde se concentram as melhores instituições. Esse, sem dúvidas, é um ponto decisivo na hora de escolher onde cursar o ensino superior fora do país.
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Conheça os tipos de bolsas de estudo no exterior para brasileiros
/117 Comentários/em Bolsas de Estudo /por Daqui pra ForaRecentemente, você tem se deparado com a possibilidade de estudar fora do Brasil, mas não tem certeza se pode arcar com os custos da universidade no exterior? Então, temos uma boa notícia para você: existem diversos tipos de bolsas de estudo no exterior, principalmente em alguns países, como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido.
Só na Daqui pra Fora, já conquistamos mais de R$ 130 milhões em bolsas de estudos para nossos alunos. Conheça os tipos de bolsas de estudo e veja se uma delas está de acordo com o seu perfil.
Bolsa por mérito acadêmico
Para concorrer a essa bolsa, é preciso ter um desempenho acadêmico excepcional. A bolsa por mérito acadêmico, ou merit scholarship, é dedicada àqueles que apresentam altas médias no boletim escolar e/ou acadêmico.
Geralmente, elas estão disponíveis em grande parte das universidades mundo afora, mas os Estados Unidos representam o país que oferece bolsas de estudo universitárias por mérito acadêmico em maior número e valor. Canadá e Reino Unido também são bons exemplos de países com grandes incentivos de bolsas acadêmicas.
Usualmente, as universidades avaliam as notas do estudante durante os quatro últimos anos da escola (incluindo também o 9º ano do Ensino Fundamental e os três anos de Ensino Médio), comparando-o com os demais estudantes da mesma série.
São analisas as notas nos exames padronizados exigidos pelas universidades, SAT e ACT; o seu nível de proficiência em inglês, avaliado pelo exame TOEFL ou IELTS; e também as atividades com que o estudante se envolveu fora do currículo obrigatório de sua escola, as chamadas atividades extracurriculares.
Por exemplo, ter participado e/ou ganhado uma Olimpíada Nacional de Matemática, ter sido contemplado com algum financiamento público ou privado para desenvolver uma pesquisa inovadora, ter feito trabalho voluntário ou ações que impactaram sua comunidade etc.
Avaliando esses requisitos em conjunto, as universidades (principalmente as dos Estados Unidos, que são as mais generosas em termos de bolsas de estudo) conseguem ter uma visão realista sobre o nível acadêmico e o engajamento do candidato para decidir o quanto poderá ajudá-lo financeiramente.
As bolsas variarão de acordo com o nível acadêmico do estudante e com o que a universidade poderá disponibilizar.
Bolsa por talentos específicos
Você é um excelente desenhista? Ou é daqueles que conseguem ter um extraordinário trabalho na área de dança? A bolsa de talentos específicos, ou a talent scholarship, pode ser uma boa oportunidade para você.
Ela contempla pessoas que têm habilidades incríveis em um segmento específico, como no campo das artes e da literatura.
Para conseguir essa bolsa, geralmente, o estudante deverá mostrar seu talento por meio de um portfólio, que reunirá seus melhores trabalhos (em cursos como arquitetura, moda ou cinema), ou um exame prático/audição que demonstre suas habilidades para aquela área (em cursos como atuação, música e dança).
Bolsa por necessidade financeira
Esse tipo de bolsa é destinada a candidatos que demonstram algum tipo de necessidade financeira e que, imprescindivelmente, precisarão desse incentivo para viabilizar seus estudos em uma universidade estrangeira.
Geralmente, alunos que recebem incentivos por necessidade financeira também têm altíssimo mérito acadêmico, justamente porque as universidades procuram candidatos que possam aproveitar melhor toda a estrutura e oportunidades oferecidas pelas instituições.
Também será solicitado ao candidato um histórico financeiro, que demonstrará a situação do estudante e de sua família. Alguns documentos são exigidos, como extrato bancário atualizado, declaração de imposto de renda e carta do banco, atestando os fundos totais mantidos.
Para entender melhor como é feita a seleção de alunos para bolsas por necessidade financeira, leia nossa matéria especial sobre o assunto clicando aqui.
Toda universidade oferece bolsa?
Não. A possibilidade de aplicar para uma bolsa de estudos depende do programa de cada universidade. Por isso, é importante identificar quais instituições que possuem o perfil do aluno oferecem a bolsa que a família necessita para viabilizar o projeto.
A Daqui pra Fora tem experiência em selecionar as melhores universidades com bolsa de acordo com o perfil do aluno, maximizando as chances de consegui-la.
Além desse “match“, o processo de requisição exigirá documentos complexos que devem ser preenchidos estrategicamente para assegurar a aprovação e a DpF orienta em todo esse processo.
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O que é Psicologia Intercultural e como ajuda os estudantes?
/59 Comentários/em Daqui pra Fora /por Daqui pra ForaEstamos carecas de saber que a globalização encolheu o mundo e, somada a internet, abriu as fronteiras culturais tornando o contato com pessoas de outras etnias e nacionalidades mais intenso do que nunca. Nesse contexto, é importante olhar para a psicologia intercultural e entender como ela pode ajudar nas experiências internacionais.
Tanto a psicologia quanto a educação intercultural nasceram no pós-guerra com a intenção de oferecer conhecimentos e métodos que tornam a convivência entre pessoas de culturas diferentes mais fácil e harmoniosa, e a adaptação em novos lugares e realidades um caminho mais suave e proveitoso.
Como a psicologia intercultural pode ajudar os estudantes?
É com base nessas ciências que realizamos o Treinamento Intercultural pré-embarque e o suporte pós-embarque do Daqui pra Fora. São os mesmos conhecimentos utilizados para desenvolver a Competência Intercultural de executivos e expatriados de grande multinacionais e colaboradores de organizações internacionais como as Nações Unidas.
Tudo na intenção de preparar vocês para a melhor experiência possível. Preparar, informar, encorajar e fortalecer os estudantes e seus familiares.
Para ajudá-los a entender os desafios e conquistas que fazem parte da vida no exterior e criarem estratégias de superação e adaptação, é importante voltarmos o olhar para as relações interculturais e o estresse aculturativo.
O que é a psicologia intercultural?
A ideia é que o estudante abra a sua mente e coração para a forma como ele percebe a diversidade cultural. Que possa entender que a cultura funciona como um software mental, como propõe o Psicólogo Intercultural holandês Hofstede.
Uma programação que se expressa através da forma como pensamos, sentimos e agimos. E, para isso, é fundamental estar consciente que existem diferentes formas de administrar o tempo, demonstrar afeto e cuidar dos relacionamentos.
Há culturas que prezam muito pela responsabilidade pessoal, mesmo que isso cause desconforto, e outras preferem manter a harmonia do grupo e compartilhar tais responsabilidades com fatores externos. Alguns grupos preferem a comunicação direta, outros indireta.
Esses são alguns exemplos das muitas categorias culturais descobertas através de pesquisas ao redor do globo, e que nos mostram que não existe uma programação melhor ou pior, existem diferentes formas de funcionar no mundo. São informações que facilitarão o seu relacionamento com amigos e professores de outras nacionalidades. E a entender a sua própria brasilidade.
Qual o objetivo da psicologia intercultural?
Saber sobre as outras culturas não é o suficiente. É preciso saber agir positivamente. Para o seu próprio bem-estar e para a alegria de quem está ao seu redor. E é aí que entra a Competência Intercultural: a forma como você pensa, sente e se comporta na presença de uma cultura diferente. É preciso querer se adaptar, mudar, flexibilizar. Sem motivação, a adaptação não acontece.
Através de exemplos práticos e testados com sucesso, estimulamos que você desenvolva habilidades que serão úteis para o resto da sua vida: curiosidade, respeito, empatia, capacidade de negociação, tolerância a frustração, criatividade, entre tantos outros botões que você pode apertar para se dar bem lá fora.
Acredite, voltar falando um super inglês e com um diploma na mão é maravilhoso. Mas você fará a diferença, mesmo, se souber, do seu jeito, entender as pessoas, cativá-las e respeitá-las – em qualquer lugar desse planeta.
Você se destacará se souber circular pelo mundo sendo forte, criativo, tendo jogo de cintura para lidar com os desafios. Fazer faculdade no exterior é uma chance de ouro para aprender e exercer a cidadania global.
Como usar a psicologia intercultural na fase de adaptação?
Já quanto a adaptação na nova vida, há muitas pesquisas que apontam diversas variáveis que no começo podem ser obstáculos e diminuir o seu bem-estar.
São questões típicas de qualquer migração, como uma montanha-russa emocional, crise de identidade, desequilíbrio do seu organismo e a insegurança com o idioma. São variáveis que fazem parte do Estresse Aculturativo, natural dos primeiros meses, e que podem gerar ansiedade, nervosismo, solidão e medo.
Afinal, você deixará para trás um mundo pronto e conhecido para construir outro do zero. E por você mesmo! Aqui mostramos o que é esperado, como cada uma dessas questões acontecem e como tirá-las de letra. E, assim, se tornar uma pessoa mais forte, independente, esperta, solidária, autoconfiante e com uma autoestima das boas.
Para finalizar, lembro que não existem fórmulas mágicas, nem receitas prontas. Mas sim, muita força de vontade, resiliência, abertura ao novo e alegria em explorar. Ah, e muita força na peruca!
Parabéns para você, jovem corajoso, que está se atrevendo a explorar uma nova parte do mundo e de você mesmo! Nós estaremos aqui torcendo por você e prontos para apoiá-lo, acolhê-lo e orientá-lo quando precisarem de um help!
Gabriela Ribeiro
Psicóloga e Treinadora Intercultural do Apoio e Desenvolvimento
Instagram @interculturandoonline
Planejamento para faculdade no exterior com o câmbio em alta
/58 Comentários/em Planejamento Financeiro, Universidade no Exterior /por Daqui pra ForaPor Gustavo Cerbasi
Todo planejamento se inicia com um sonho. Quando fazemos as contas, avaliamos os prazos e estimamos nossos sacrifícios, o sonho se transforma em objetivo. A partir do momento em que estratégias são traçadas para que o objetivo se concretize em diferentes cenários, temos, então, um planejamento. Em outras palavras, não basta ter sonhos. É preciso adotar as estratégias corretas para que eles se transformem em realidade.
Quando o cenário é de mudanças intensas (fato comum no Brasil), estratégias que costumam dar certo deixam de funcionar. Novas estratégias devem entrar em cena. Há até pouco tempo, para um filho estudar fora do Brasil bastava aos pais avaliar preços, organizar o fluxo de caixa, poupar a reserva necessária e administrar as emoções de ver o filhote saltar para fora do ninho.
Hoje, com o câmbio em novo patamar e ainda com risco de alta, as emoções se multiplicam. A alta nos preços, causada pelo salto no câmbio de mais de 50% em poucos meses, tem levado muitas famílias a desistir de um projeto que já era dado como executado.
Se estivéssemos tratando da compra de um automóvel, faria sentido repensar e trocar um modelo importado por um nacional, ou com um padrão de conforto inferior. O mesmo valeria para a moradia, em que um gasto maior com decoração pode compensar a necessidade de economia no tamanho do imóvel.
Porém, estamos tratando de um projeto de formação educacional e cultural dos filhos. Se a decisão fosse por estudar no Brasil, discutiríamos o cabimento ou não de optar por uma escola bilíngue, ou por uma metodologia restrita a escolas elitizadas.
Uma vez que a família ponderou e decidiu sobre as oportunidades que se multiplicam quando viabilizam a seus filhos uma educação multicultural, que os prepara para o mundo e não apenas para um mercado eternamente em crise, que os forma dentro da ética e da cidadania globais, abrindo mão da alegria de estar fisicamente ao lado deles nesse processo de decolar para a vida, não se trata apenas de uma ponderação de custos.
Estamos tratando de oferecer aos filhos o melhor em educação e referência social, nos últimos passos em que podemos contribuir efetivamente antes que eles se tornem adultos e passem a percorrer independentemente seus caminhos.
Estamos tratando de proporcionar melhores referências e melhor capacidade de fazerem suas próprias escolhas – escolhas que podem, inclusive, incluir a possibilidade de retornar ao Brasil com uma bagagem diferenciada para que sejam agentes transformadores.
É como um investimento que, em vez de ter seu resultado medido pelo retorno financeiro que nós, pais, teremos, será medido pelas múltiplas oportunidades que nossos filhos terão a partir dessa escolha.
Temos, aqui, um sonho que virou objetivo, e que precisa de uma estratégia para garantir seu planejamento. Partamos, então, do princípio de que mesmo com a crise, com a alta do dólar e com incertezas sobre o futuro, não desejamos abrir mão da significativa oportunidade de desenvolvimento para nossos filhos.
O objetivo é garantir o custeio da preparação antes do início do curso e os quatro anos de estudo na universidade.
As medidas necessárias para garantir esse projeto dividem-se em cinco etapas.
Sacrifícios para acumulação
Costuma-se dizer que, a uma certa altura da vida, não é mais hora de fazer sacrifícios. Considero essa reflexão um grande engano. Nossas conquistas na vida contribuem para que evitemos alguns sofrimentos, porém o sacrifício, quando fruto de planejamento, pode ser uma prática muito interessante.
Quem não topa sacrificar o consumo por alguns meses para conseguir fazer uma viagem interessante? Ou para renovar a decoração da casa? Ou para fazer uma surpresa para celebrar 25 anos de casamento?
Se o grande projeto familiar sairá mais caro do que inicialmente previsto, reúna a família, abra o jogo, combinem esforço em equipe para alcançar o objetivo, e estabeleçam o prêmio ao final da gincana.
Para o filho que sairá em viagem, o prêmio será a realização de seu sonho. Para os que ficam, será uma viagem de fim de semana em família, por exemplo. É melhor sacrificar um pouco mais e viabilizar prêmios para todos.
Caso contrário, os demais membros da família podem se sentir prejudicados pelo esforço e talvez não colaborem – mesmo que inconscientemente.
Quanto maior o prazo de preparação (algumas famílias começam a se preparar três anos antes do início do curso universitário), melhores serão os resultados do sacrifício, mas também mais difícil será manter a disciplina.
Não se esqueça de reunir o time de tempos em tempos, avaliar os resultados alcançados e reconhecer os esforços de cada um. Motivação é o alimento da disciplina!
Multiplicação eficiente
Atenção aos investimentos! Avalie cuidadosamente as alternativas que seu banco oferece, e não despreze oportunidades oferecidas por outros bancos, principalmente os bancos menores.
Lembre-se que instituições menores precisam se esforçar mais para conquistar e manter clientes, e por isso tendem a oferecer produtos de desempenho mais vantajoso.
Se deixarmos de lado os investimentos especulativos como fundos de ações, os produtos conservadores são, via de regra, mais eficientes em instituições de menor porte.
Você teme a falência de bancos menores? Lembre-se que saldos de até R$ 250.000 investidos na maioria dos produtos de renda fixa são protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que significa a garantia dos recursos mesmo em caso de quebra ou intervenção na instituição.
Pequenas diferenças no rendimento podem fazer boa diferença no final de dois ou mais anos. Por exemplo, R$ 1.000 aplicados mensalmente em um investimento que rende 0,7% ao mês resultarão em R$ 26.217 ao final de dois anos. Se o rendimento médio mensal for de 1,0% ao mês, o resultado sobe para R$ 27.243.
Outro exemplo: se R$ 80.000 estiverem aplicados com rendimento de 0,7% ao mês, permitirão saques mensais de R$ 1.968 ao longo de quatro anos. Se o rendimento for de 1,0% ao mês, os saques mensais subirão para R$ 2.107.
Defesa contra o câmbio
O Calcanhar de Aquiles do nosso planejamento é a incerteza quanto ao câmbio. Devemos, portanto, eliminar esse problema o quanto antes.
Isso se faz comprando dólares regularmente, e intensificando as compras nos períodos em que o câmbio recua e o real se valoriza. Há quatro caminhos mais comuns utilizados para se defender da variação cambial:
1. Comprar regularmente dólar ou a moeda do país em que o filho estudará. Uma vez que US$ 100 são comprados, você continuará tendo US$ 100 independentemente de variações no câmbio.
O mesmo vale para a inserção de créditos em cartões pré-pagos – atente, porém, para o prazo de vencimento do depósito feito.
2. Investir em fundos cambiais em bancos brasileiros. Tais fundos investem em títulos lastreados em dólar, o que significa que seu saldo em Reais aumentará caso o dólar aumente, e cairá caso o Real se valorize.
3. Abrir uma conta e investir no exterior. Muitos bancos oferecem isenção de tarifas para quem mantém saldos de pelo menos US$ 30 mil. O custo se limita ao envio das divisas, prática que é lícita e pode ser declarada no Imposto de Renda, da mesma forma que as duas anteriores.
4. Adiantar a quitação de alguns compromissos em dólar. Passagens aéreas podem ser compradas, com bom desconto, pelo menos doze meses antes da viagem, e ainda podem ser parceladas em reais (sem o risco cambial). O pagamento antecipado de aluguéis costuma garantir não só a defesa contra o câmbio, mas também bons descontos.
O objetivo, em qualquer das quatro opções acima, não é rentabilizar as reservas, mas sim garantir que o saldo já conquistado garanta o pagamento de algum elemento do planejamento.
Inteligência de consumo
Muitas famílias desperdiçam uma boa oportunidade de economizar nos planos de estudar fora, ao desprezar a oportunidade de ganhar milhas com o uso do cartão de crédito.
O típico padrão de consumo e relacionamento bancário de uma família que planeja o estudo de filhos no exterior a qualifica para adquirir cartões de fidelização que rendem milhas aéreas, geralmente sem a necessidade de pagar anuidades.
Trechos aéreos só de ida ou de volta podem ser adquiridos com certa facilidade com apenas 30.000 milhas acumuladas, desde que se tenha alguma flexibilidade na data da viagem e se pesquise oportunidades com alguma regularidade.
As 30.000 milhas equivalem a um consumo de cerca de 20 mil dólares em um cartão de crédito que acumule 1,5 milha por dólar gasto. Portanto, organize-se e concentre seus gastos no cartão de crédito!
Plano B
Se o valor de seu objetivo pode mudar e suas possibilidades de acumulação, de investimentos e de milhas estão esgotadas, tenha em mente um ou mais Planos B para adequar o planejamento de última hora.
Por exemplo, um automóvel pode ser vendido ou refinanciado, para gerar caixa e ser reposto com juros não muito elevados. Pode-se também pedir um empréstimo com imóvel oferecido como garantia, o que viabiliza recursos com juros próximos dos praticados nos financiamentos imobiliários.
Você é contra dívidas? Eu também. Mas, quando o crédito é usado para gerar renda ou para viabilizar projetos de vida, o nome a ser adotado é alavancagem.
Alavancar é contar com recursos de terceiros (a alavanca) para realizar o projeto que nos trará resultados positivos que não conseguiríamos se contássemos apenas com recursos próprios.
Perceba a diferença entre alavancagem e dívida: o projeto deve gerar resultados financeiros positivos. Use o crédito, portanto, com consciência e ponderação.
Colocando em prática as estratégias que apresento, seu planejamento tem ótimas chances de ser bem-sucedido, mesmo que com o objetivo custando mais caro do que o inicialmente planejado – o que é perfeitamente aceitável quando não se trata de consumo, mas sim de um projeto de vida.
Aos conscientes, bom proveito! Seus filhos terão uma vida inteira para colher e agradecer!
Gustavo Cerbasi (www.maisdinheiro.com.br) é especialista em educação financeira. Twitter e Periscope: @gcerbasi. Facebook: Gustavo Cerbasi (Oficial). Instagram: @GustavoCerbasi